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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vereadores decidirão sobre recurso da Câmara contra Bernal, diz presidente


Assunto nem entrou na pauta de reunião com prefeito
Poderá ir a plenário parecer sobre possível recurso judicial da Câmara Municipal contra a volta de Alcides Bernal (PP) à Prefeitura de Campo Grande. A afirmação foi feita pelo presidente da casa, Flávio César (PTdoB), após reunião com o chefe do Executivo e mais 11 vereadores, na manhã desta segunda-feira (31), no Paço Municipal.
A reunião, segundo Flávio César, foi uma visita de cortesia para retribuir o gesto de Bernal. Na quinta-feira (27), antes mesmo de tomar posse, o pepista foi até o legislativo, segundo ele, para ressaltar a importância da Câmara na gestão do município – foram os vereadores quem decidiram por cassá-lo, em março de 2014.
Na saída do encontro desta segunda, Flávio César reafirmou o compromisso de apoiar a administração e “não ser obstáculo” para a Prefeitura. “Pretendemos cada vez mais dar passos largos para que juntos possamos, a quatro mãos, estabelecer a palavra de ordem deste momento, que é Campo Grande”, disse o parlamentar.
Sobre a disputa judicial, o presidente diz que recorrer é uma prerrogativa da Câmara Municipal. No entanto, reafirmou que o assunto ainda é estudado pela procuradoria jurídica da casa e, tão logo haja um parecer, a matéria será levada aos vereadores, não cabendo a ele, enquanto presidente, a decisão.
Desta forma, uma definição poderá ser dada com a matéria sendo analisada em plenário, “se não houver consenso”. Na reunião desta segunda, este assunto não foi levantado por Bernal, segundo Flávio César.
“A preocupação do prefeito neste momento é garantir o funcionamento dos serviços públicos da cidade e, na condição de presidente, dei a ele toda a garantia de que a Câmara vai cumprir seu papel, assim como cumpriu em todos os momentos, de não ser obstáculo e dar condições para que Campo Grande não sofra mais prejuízos e consequências de todas estas mudanças bruscas, que possa restabelecer a ordem, o desenvolvimento e a paz”, finalizou Flávio César.
Bernal saiu sem dar entrevista. Além de Flávio César, participaram da reunião Luiza Ribeiro (PPS), Alex (PT), Carlão (PSB), Chocolate (PP), Magali Picarelli (PMDB), Cazuza (PP), Ayrton Araújo (PT), Delei Pinheiro (PSD), Thais Helena (PT), Betinho (PRB) e Eduardo Cury (PTdoB), que é suplente de  Paulo Pedra (PDT), por sua vez nomeado para a secretaria de Governo da Capital – segundo o presidente, foram escolhidos por sua posição na mesa diretora e, também, pelas bancadas que representam.
A decisão que garantiu a volta de Bernal à Prefeitura foi uma derrota judicial da Câmara. O TJ (Tribunal de Justiça) negou recurso da casa, mantendo liminar em primeira instância favorável ao pepista.

TJ nega segunda liminar e confirma Mario Cesar fora da Câmara Municipal


É o segundo recurso negado pela Justiça ao peemedebista
  • Vereador Mario Cesar ao deixar a sede do Gaeco, na semana passada (Luiz Alberto)
  • O TJ (Tribunal de Justiça) negou liminar a Mario Cesar (PMDB), que na sexta-feira (28) entrou commandado de segurança pedindo para ser reconduzido ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Campo Grande. A decisão, dada na manhã desta segunda-feira (31), é do desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso.
    No pedido, entre outras coisas, os advogados de Mario Cesar dizem que o desembargador Luz Claudio Bonassini da Silva, que determinou o afastamento do vereador, tomou a decisão equivocadamente. Foi “vago, confusto e insuficiente” ao elencar os motivos da ordem, sustenta a defesa.
    Para Cardoso, a decisão do colega não foi teratológica – ou descabida, sem bom senso – ilegal ou proferida com abuso de poder. “O digno prolator da decisão (...) exauriu as provas a si levadas (...), analisando competência, rito processual empregado, aferição de suspensão do exercício do cargo, providências preliminares e garantia de isenção quanto à apuração dos fatos delituosos imputados, clamando, ainda, a tão necessária ética indispensável ao exercício do munus público”, analisa Cardoso.
    Além disso, continua o desembargador, há provas de contatos entre Mario Cesar e o empreiteiro João Amorim, dono da Proteco e investigado na Operação Lama Asfáltica, “para realização/intermediação de acordo firmado entre ele e os vereadores para concretização da cassação do mandato do então prefeito (...), através de votação da Câmara Municipal”.
    “O conjunto probatório constante no procedimento criminal é por demais conclusivo no envolvimento do impetrante (Mario Cesar) com os ilícitos apurados”, prossegue Cardoso em sua decisão. “Assim, convenço-me da inexistência de direito líquido e certo a ser amparado pelo presente remédio constitucional e, hei por bem indeferir liminarmente a ordem pleiteada”, conclui o desembargador.
    É o segundo recurso de Mario Cesar, na tentativa de voltar ao cargo, rejeitado pelo TJ. O outro, apresentado na própria ação que o afastou, decorrente da Operação Coffee Break, Bonassini manteve a ordem inicial, dizendo ser necessária para “evitar entraves na investigação”.

    Bernal diz que não renova com Itel e irá rever valores com Solurb


    Prefeito Alcides Bernal retomou cargo no dia 25 deste mês - Foto: Wanderson LaraPrefeito Alcides Bernal retomou cargo no dia 25 deste mês - Foto: Wanderson Lara
    O prefeito Alcides Bernal (PP) dia 28, durante coletiva a imprensa, que não vai renovar contrato com a empresa Itel Informática, que pertence ao empresário João Baird, conhecido como “Bill Gates” do Pantanal, que justamente tramou junto com vereadores e outros empresários a sua cassação em março de 2014.
    O contrato com esta empresa responsável pela parte da informática de órgão da prefeitura de Campo Grande e até do governo estadual, vence em Campo Grande no mês de setembro e não vai ser renovado pelo progressista. Já havia inclusive uma recomendação do MPE (Ministério Público Estadual) para que fossem suspensos os trabalhos na Capital.
    A empresa está sendo investigada pela Policia Federal por envolvimento em esquema criminoso para desvio de recursos, que foi deflagrada pela Polícia Federal, junto com a CGU (Controladoria Geral da União ) e MPF (Ministério Público Federal), conhecida como “Lama Asfáltica”, que envolvia empreiteiros, funcionários públicos, para desviar recursos, superfaturar obra e vencer licitações de forma irregular.
    Baird também teve que ir depor na operação do Gaeco, conhecido como Cofee Brake, que tem como intenção investigar se houve compra de votos para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP). Estes escândalos resultaram no afastamento do então prefeito Gilmar Olarte (PP) e do presidente da Câmara Municipal, Mário César (PMDB).
     “A gente não vai renovar e o IMTI vai tomar conta de tudo. Tem todas as condições para isso e será uma forma do município conduzir os serviços, sem problema algum”, disse o prefeito. Antes do progressista assumir o cargo, já existia a possibilidade da Itel não mais atuar em Campo Grande, tanto que o secretário de Governo na época, Paulo Matos, tinha dito que o IMTI seria assumir esta função.
    Bernal já adiantou que não vai suspender o contrato com a Solurb, no entanto pretende rever os valores pagos para empresa, em função do fato dos pagamentos estarem bem elevados, acima do que o novo prefeito acredita ser o ideal.  “Não podemos mexer porque é um serviço essencial para a população, mas com a certeza vamos rever isso [contrato]”, disse ao deixar a sala de reuniões.

    Prazo para que Olarte apresente defesa a Comissão Processante termina hoje

    Foto: Elis ReginaFoto: Elis Regina
    O ex-prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP por liminar) tem até a data de hoje (31) para apresentar defesa a Comissão Processante da Câmara Municipal de Campo Grande. A comissão investiga denúncia de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
    O presidente da Processante, vereador João Rocha (PSDB) havia informado na última semana que o afastamento de Gilmar Olarte da Prefeitura não impediria o andamento dos trabalhos da comissão na Casa de Leis.
    De acordo com o vereador, caso Olarte apresente defesa, a comissão terá um prazo de cinco dias para elaborar o relatório e poderá optar ou não, segundo João Rocha, pelo arquivamento da comissão “dependendo do estudo técnico da procuradoria jurídica da Casa de Leis em função das mudanças ocorridas na prefeitura”.

    Defesa de Olarte não chega e vereadores seguem com processante

    Olarte tem até as 17 horas para enviar defesa
    O ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) ainda não enviou sua defesa para a Câmara Municipal de Campo Grande, onde vereadores montaram uma comissão processante para investigar atos de improbidade administrativa em processo que ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O prazo dado para Olarte se defender encerra as 17 horas desta segunda-feira (31).
    Após este prazo, cabe a Câmara, dentro de cinco dias, decidir se mantém a investigação ou arquiva. Porém, independentemente do resultado, a decisão caberá ao plenário da Casa de Leis, que pode votar contra e insistir na investigação.
    Chiquinho Telles (PSD), membro da comissão, antecipou que até o momento não foi enviado nada à Casa de Leis e “independente do que for, os vereadores vão continuar com o papel dado à comissão”. Além de Chiquinho compõem a processante João Rocha (PSDB) e Paulo Siufi (PMDB), ambos presidente e relator da comissão, respectivamente.
    Siufi, por sua vez, recentemente foi ouvido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) durante Operação Cofee Break, além de ter tido o celular apreendido. Os dois vereadores sinalizararam pelo arquivamento da investigação de Olarte sob o argumento de que poderia haver entendimento para o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) julgar o caso, e não os vereadores.
    Mas mesmo após a saída de Olarte da Prefeitura, os parlamentares decidiram em dar continuidade às 

    domingo, 30 de agosto de 2015

    Gaeco analisa celulares de vereadores que temem por conversas gravadas

    Paulo Yafusso
    A perícia a ser feita nos celulares apreendidos durante a Operação Coffee Break, realizada no último dia 25 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deverá trazer informações importantes para as investigações. Mas antes mesmo do trabalho começar a ser feito, muitos políticos levados para prestar depoimento no Gaeco demonstram preocupação com o conteúdo contido nos aparelhos.

    A declaração do ex-vereador Alceu Bueno (sem partido) ao deixar o Gaeco, de que havia recuperado o celular atiçou a curiosidade e preocupação de alguns vereadores com quem ele havia se comunicado via aplicativo whatsaap. Numa das mensagens trocadas com um vereador, Bueno teria feito referência ao “não cumprimento de acordo”, e se mostra irritado com isso. O Campo Grande News conversou novamente com o ex-vereador. Ele voltou atrás e disse que não pegou o aparelho de volta.
    Sobre o não cumprimento de acordo, Alceu Bueno afirmou que não estava se referindo aos acertos para a cassação do então prefeito Alcides Bernal. “Era assunto particular”, afirmou.
    Ele voltou a negar a compra de vereadores para a cassação de Bernal. Segundo o ex-vereador, muitos colegas estão bravos porque na última hora decidiu não votar pela cassação. “Eu estava passando por isso também, por um processo de cassação, então eu não era a favor de tirar ninguém”.
    Bueno disse que ele estava entre os 10 que supostamente estariam prontos para “salvar” Alcides Bernal. Ele garante que não fez parte do esquema para derrubar o prefeito, “tanto que não tinha nada no Governo”, ao se referir a ocupação de cargos na Prefeitura. Segundo as investigações, na negociação para tirar Alcides Bernal da Prefeitura, Gilmar Olarte se comprometeu a nomear indicados pelos vereadores.
    Histórico - O ex-vereador Alceu Bueno renunciou ao cargo em 24 de abril deste ano, alegando “nível de estresse elevado” e problemas pessoais. Na época, havia sido acusado de participação em esquema de exploração sexual de adolescentes, e responde processo por isso.

    Bernal recusa-se a ser visto como “salvador da Pátria” e fala em condições dignas de trabalho

    Redação | 29 de Agosto de 2015 às 07:00


    Reunir-se com todos os vereadores, incluídos os que votaram por seu afastamento; procurar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB); e recorrer ao valioso apoio das representações parlamentares locais e nacionais foram as agendas políticas que receberam tratamento prioritário de Alcides Bernal (PP) desde quarta-feira, 25,  logo ao ser informado da decisão do Tribunal de Justiça (TJ-MS) devolvendo-lhe o cargo de prefeito, arrancado pela Câmara Municipal em março de 2014. Segundo Bernal, no retorno ao Executivo ele quer reoxigenar as parcerias institucionais e tratá-las como peças de uma engrenagem de gestão que tem na sociedade sua força motriz.
    “Não deixei de aprender profundas lições nesse período em que estive afastado. Foram 17 meses nos quais, apesar de continuar recorrendo da cassação, refleti bastante, fiz uma severa autocrítica, indaguei-me sobre decisões que tomei e que deixei de tomar. E tive duas certezas fundamentais: uma, a de que nenhum revés significa derrota total, sempre temos a ganhar quando sabemos perder aprendendo as lições pertinentes; e outra certeza, a de que nas vitórias sobre quaisquer adversários ou adversidades, o vencedor não tripudia, deve saber ganhar e entender que o que dignifica é a legitimidade de sua luta”, afirma Bernal.
    De posse do resultado da decisão que o reconduziu ao cargo, Bernal lembra que agradeceu primeiro a Deus. Em seguida rogou por proteção e sabedoria para tomar as decisões corretas, além de apelar à misericórdia divina para blindar-se contra o rancor e não permitir que desejos de vinganças ou de retaliações prosperassem, nem dentro de si nem nos círculos de pessoas e instituições que o ajudarão a governar.
    “Cultivar o ódio, rancor ou desejos de vingança fazem de quem ganha uma batalha um vencedor. Essa é a derrota que não quero. Revanchismo não leva a lugar algum, a não ser ao poço dos medíocres e fracassados”, pontua.  Sobre o pedido de auditoria nas contas da Prefeitura, Bernal a considera inevitável, pois, está assumindo uma administração cujas disponibilidades e demandas financeiras são desconhecidas. Médicos e professores em greve por três meses, salários contingenciados, transferências não-realizadas e um verdadeiro caos em diversos setores, além das investigações de operações policiais sobre práticas criminosas que afetaram as contas publicas – tudo isso impõe medidas drásticas que possam revelar a radiografia do que se tem e do que precisa ser feito.
    SEM MILAGRES - Bernal recusa-se a ser visto como “salvador da Pátria”, mas está confiante nos resultados do trabalho que reinicia. Garante não dispor de fórmulas milagrosas. Contudo, mesmo privado de um terço de seu mandato, afiança: “O tempo que foi perdido não volta, mas o Município vai sair desse poço de prejuízos. Daqui em diante, faremos com a comunidade o nosso tempo, um novo tempo, com soluções de curto, médio e longo prazos para os diversos problemas”, antevê.  E diz que para ter um governo de resultados é essencial construir um governo resolutivo.
    “Temos bons profissionais no serviço público, pessoas que se doam dia e noite por Campo Grande e merecem condições dignas de trabalho. Esta é uma das prioridades determinantes, que inclusive já vínhamos cumprindo até sermos afastados. Buscarei, antes de tudo, salvaguardar a meritocracia. Por isso, reduzir o contingente de cargos comissionados  não é apenas por uma questão de economia. Esta é uma questão imediata, mais próxima. Porém, queremos enxergar longe e caminhar hoje já andando no futuro”.  
    Quanto aos problemas estruturais, o prefeito entende que há rituais que precisam ser obedecidos, não só em relação às obras e serviços que dependem de recursos, mas também pela necessidade de ampliar e ajustar as parcerias com direcionamento estratégico. “O País atravessa uma crise feroz. Mas é uma travessia. Não vamos nos deter no meio da tempestade. Vamos seguir adiante, com sacrifício, com renúncias, mas recorrendo às inteligências que estão irmanadas nesse caminhar”, frisa.
    Bernal insiste em conclamar toda a sociedade a estabelecer de vez um ambiente político-administrativo de unificação de objetivos, sem prejuízo das escolhas e projetos de cada um. “Ano que vem teremos eleições, a democracia precisa renovar seu fôlego e cada partido tem legitimidade para defender seu próprio projeto. O que podemos fazer, todos nós, é não permitir que esses projetos eleitorais interfiram no curso da gestão da cidade”, advoga. E completa: “Isso implica coexistência de governo e de oposição, cada um com seu papel e ambos devem ser respeitados. O legislativo exerce o papel institucional de fiscalizar as ações do Executivo. É legítimo e é absolutamente necessário esse papel, que pode ser exercido sem excluir a construção de parcerias institucionais necessárias na busca de soluções de interesse publico”, assinala.
    “SOU FORJADO NA CONVIVÊNCIA” - Para um líder que no auge da convulsão política que o alijou do cargo foi carimbado pelos mais diversos estigmas – inclusive os de bipolar, instável e individualista -, Bernal surpreende quem não o conhecia melhor e quem tem a oportunidade de ouvi-lo agora e avaliar a firmeza e a serenidade de sua expressão confiante:
    “Sozinho, sou apenas um. Apenas um homem com uma ideia. Mas nem eu e nem minha ideia vão prosperar se eu insistir em seguir só, confundindo individualismo com individualidade. Não é este o meu caráter. Sou forjado na democracia, na convivência, na partilha, por formação familiar, pela origem geográfica de fronteiriço (nasceu em Corumbá, fronteira com a Bolívia, e tem ascendência paraguaia) e pelas convicções cristãs. Jamais eu poderia fazer qualquer coisa na política sem precisar do coletivo.  Por isso, as organizações comunitárias, as entidades organizadas, os conselhos, enfim, sempre terão vez e voz no governo. E o trabalho em equipe vai refletir esse compromisso, que é uma condição inegociável para o êxito do mandato de prefeito”.
    Alcides Bernal já se avistou, esta semana, com os vereadores e o governador Reinaldo Azambuja, além de conversar informalmente com deputados estaduais, deputados federais e senadores. Sua agenda de paz e diálogo – como a denomina – inclui o aprofundamento de conversas com a sociedade, mobilizando instituições publicas e privadas, entre as quais a Associação Comercial e Industrial, a Federação das Indústrias (Fiems), a Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul), a Associação dos Criadores (Acrissul), a Federação do Comércio (Fecomércio) e o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-MS), entre outras. 

    sábado, 29 de agosto de 2015

    Medo de decretação de prisão mantém Olarte escondido





    Desde que foi defenestrado da prefeitura de Campo Grande, impedido de sequer entrar no prédio, o pastor Gilmar Olarte está desaparecido. Ninguém tem conhecimento de seu paradeiro, ninguém sabe onde ele se encontra.
    Escaldado, já que logo que assumiu o cargo de prefeito, através do golpe político praticado contra Alcides Bernal, recebeu uma inesperada visita do Gaeco e teve sua casa revirada, em razão de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Olarte está atemorizado com a real possibilidade de decretação de sua prisão.
    Diante disso permanece escondido até que o seu advogado, de nome Jail Azambuja, Jail Azambuja, o advogado de Olarte lhe acene com a possibilidade de reaparecer com a segurança de que não será preso.
    Entretanto, está complicado para o pastor obter uma posição segura com relação a esta questão. Na realidade, tudo está a indicar que o caminho a ser trilhado pela Justiça é no sentido da decretação da prisão. Fatos novos, aparecem a todo momento, demonstrando o quanto nefasta e criminosa foi a atuação de Olarte a frente da prefeitura de Campo Grande.
    Acaba de ser divulgado pelo prefeito Alcides Bernal que o rombo nos cofres públicos é de 1,6 bilhão de reais.
    De outro lado, para complicar ainda mais a situação do pastor, este sumiço já começa a ser entendido como uma ação no sentido de dificultar o desenvolvimento do processo, o que pode acabar sendo mais uma forte motivação para a medida extrema.
    Nesse sentido, o procurador geral de justiça, Humberto Brites, apesar de não ter afirmado, deixou a entender que no decorrer desta semana o MP deve requerer a prisão de Olarte e de alguns vereadores mais atolados no lamaçal da Lama Asfáltica.
    Vamos aguardar.

    José Tolentino

    Comissionados do PAI ( Antigo CEMPE ) continuam no cargo mesmo após exoneração


    Segundo uma denúncia recebida a pouco , feita por um grupo de servidores, os comissionados do antigo CEMPE continuam a desenvolver suas atividades e usando de coação contra os funcionários. A frase que eles mais dizem é  que: " nada vai mudar" e que as ações do prefeito reempossado são "fogo de palha" para ganhar a confiança da população.
    Para os servidores que fizeram a denúncia o atual prefeito " pode não estar sabendo o que os comissionados estão articulando" e por isso deve ser avisado.
    O prefeito declarou , ainda essa semana, que irá recontratar ao menos 50% dos comissionados que para ele "realmente trabalhavam". Com a folha inchada e escalonamento  de salários previsto, o que se espera é que Bernal cumpra os compromissos com os servidores e que afaste os comissionados que tanto os aterrorizaram . Basta lembrar que algumas situações ainda são provisórias, mesmo o fim da greve dos médicos é um voto de confiança ao atual prefeito e deve ser encarada desse modo. O quadro geral não pode ser de piedade e sentimento de justiça em relação às maracutaias e falcatruas que Olarte e seus cupinchas  fizeram com Bernal e com a Capital. Devemos ser ainda mais exigentes, dentro do tempo correto, e  estar atento às  providências que serão tomadas,  pois os servidores e o po tinha tomado conta da Prefeitura Municipal.
    Não podemos esquecer que por trás de tudo isso ainda existe as Eleições 2016, em que vereadores e Prefeito tentarão retornar a Administração " nos braços do povo".
    Nosso blog não é de situação ou de oposição, se soubermos de coisas erradas , iremos denunciar. O Campo grandense é que não pode mais sofrer.

    Pedra diz que rombo na Prefeitura pode ser fruto de folha de pagamento inflada


    Pedra e Bernal visitaram postos de saúde
    • Secretário aproveitou para auferir pressão arterial (Luiz Alberto)
    • O  secretário Municipal de Governo, vereador licenciado Paulo Pedra (PDT), disse na manhã deste sábado (29), que a auditoria que está sendo feita na Prefeitura vai apontar o que teria causado um rombo de até R$ 1,2 bilhão nas contas do município. Segundo Pedra, o motivo, pode ter sido “uma folha de pagamento inflada”, de onde foi desviada uma importância.
      A declaração foi durante visitas feitas por Pedra e pelo prefeito Alcides Bernal a postos de saúde. Pedra disse que o valor pode ainda não ser o exato e que após a auditoria, os responsáveis devem ser identificados e podem até serem presos.
      Durante a visita à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, Pedra e Bernal aproveitaram para auferir a  pressão. Com a pressão acima do considerado normal, o prefeito disse que era resultado “da adrenalina e da vontade de trabalhar”.
      Saldo negativo
      Com contratos milionários há meses em atraso, a Prefeitura deixa uma dívida de R$ 60 milhões para Alcides Bernal. Somente os serviços de limpeza, tapa-buraco e informática representam mais da metade do rombo mensal da dívida deixada pela administração de Gilmar Olarte na Prefeitura de Campo Grande.
      Atualmente, são R$ 30 milhões em dívidas deixadas por mês. Desse valor, R$ 16,6 milhões mensais para a Solurb (R$ 8 milhões), empresas de tapa-buraco (R$ 7 milhões) e Itel Informática e PSG Tecnologia Aplicada (R$ 1,6 milhão).

      Funcionários de postos relatam falta de tudo e cenário de caos na saúde


      Mariana Rodrigues e Antônio Marques
      Bernal aproveitou a visita e fez uma pequena reunião com enfermeiros e técnicos de enfermagem. (Foto: Marcos Ermínio)Bernal aproveitou a visita e fez uma pequena reunião com enfermeiros e técnicos de enfermagem. (Foto: Marcos Ermínio)
      O prefeito Alcides Bernal (PP), esteve agora pela manhã no Centro Regional de Saúde do Bairro Guanandi, durante sua visita, ele agradeceu aos médicos pelo fim da greve. Além dos agradecimentos, ele disse que irá trabalhar para solucionar os problemas deixados pela administração passada, e em mais de um momento reiterou não “ter compromisso com a coisa errada”.

      Bernal aproveitou a visita e fez pequenas reuniões com enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos sobre as condições de seu retorno e pediu para que a classe depositasse um voto de confiança nele.
      A técnica de enfermagem, Paula Renata reclamou que as unidades estão com falta de material básico e estão tendo que usar materiais ultrapassados para atender os pacientes. “Se a vigilância sanitária vier no posto de saúde são capazes de fechar as unidades por más condições de trabalho e falta de material”. Como exemplo ela explica que desde julho deste ano, para fazer esterilização de materiais cirúrgicos é utilizado papel craft, que não seria errado, mas trata-se de um material ultrapassado.
      Médicos que não quiseram se identificar informaram que, pela manhã, quatro médicos entre clínicos gerais e pediatras, atendiam a população, mas o normal são cinco em cada turno, sendo que um faltou. Já no período da tarde, apenas um médico estava escalado para atender a demanda, isso vem ocorrendo desde fevereiro e piorou depois da primeira greve dos médicos.
      Um clínico geral que preferiu ter sua identidade preservada, trabalha há quatro anos na rede e reclama da falta de equipamentos. “Estamos trabalhando em cenário de guerra diante da situação” . Uma enfermeira relatou que na unidade havia normalmente três enfermeiros, mas houve corte e teria somente dois trabalhando nos últimos meses. O mesmo aconteceu com os técnicos de enfermagem, que reduziu de 16 para 11, e o problema vem ocorrendo desde o mês de maio.
      Tanani Leão, técnica de enfermagem, diz os funcionários dos postos estavam trabalhando sob pressão. “Há dois dias estamos trabalhando em plena felicidade, em paz. Antes, todo dia tinha algo pior acontecendo ”, acrescentou ela, que está há pouco menos de dois anos trabalhando no posto. “Já passamos pela tormenta, agora esperamos dias melhores”, disse, comemorando a volta do prefeito Bernal.
      Agora o prefeito segue para a UPA (Unidades de Pronto Atendimento) do Vila Almeida e amanhã ele visita a UPA do bairro Coronel Antonino. O secretário municipal de Saúde Ivandro Fonsenca disse ainda que tanto a população quanto os funcionários da unidades estão sendo ouvidos, e que alguns programas que foram suspensos e estavam dando certo serão retomados pela atual administração.
      O prefeito esteve acompanhado do vereadores Betinho (PRB), José Chadid (sem partido) e o secretário de Governo Paulo Pedra.


      Bernal cumprimenta paciente e ouve reclamações de funcionários (Foto: Marcos Ermínio)Bernal cumprimenta paciente e ouve reclamações de funcionários (Foto: Marcos Ermínio)