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sexta-feira, 11 de março de 2016

Hospital Regional mantém camas vazias enquanto pacientes agonizam à espera por vagas


Famílias denunciam descaso e demora no atendimento; instituição afirma que leitos estão reservados para pacientes do PAM

A cama possui um colchão de ar e está desocupada há dois dias - Foto: Dany NascimentoHospital Regional mantém camas vazias enquanto pacientes agonizam à espera por vagas
A cama possui um colchão de ar e está desocupada há dois dias - Foto: Dany Nascimento
O caos que vive a saúde pública já não é mais novidade para a população, que sofre ao se deparar com a falta de vagas em grandes hospitais da Capital. Mas o que chama a atenção no HR (Hospital Regional) é que existem quartos no sétimo andar, com camas vazias e, ao que tudo indica, essa seria a vaga que tantas famílias aguardam.

Um acompanhante de idoso, que preferiu não se identificar, afirmou ao TopMídiaNews que a cama vaga no quarto onde a mãe está internada foi liberada ontem (8) e, até o momento, ninguém foi encaminhado para ocupar o local que está vazio desde que o paciente se recuperou.

"Estamos há alguns dias aqui e ontem o paciente que estava aí liberou a cama, mas até agora ninguém ocupou a vaga. Se tem gente na fila de espera, a vaga deveria ser ocupada depois que as enfermeiras fizeram a limpeza da cama e do quarto, mas até agora ninguém ocupou", diz a acompanhante.

A maioria dos quartos está lotada, mas ao percorrer o corredor é possível encontrar mais uma cama vazia, que poderia 'tirar outra família do sufoco'. Uma mulher que acompanha a sogra em um dos quartos, que também preferiu não se identificar por medo de represálias, destacou que o hospital demora para disponibilizar a vaga e ressalta que esse tempo pode 'custar uma vida'.

"Entendemos que são poucos funcionários para muitas pessoas, mas infelizmente esse tempo que eles levam para disponibilizar a vaga para outra paciente, pode acabar custando a vida de alguém que está em um UPA e não recebe os atendimentos necessários", diz a nora.

Além de relatar a grande espera para ocupar vagas livres, a acompanhante destacou que os médicos que atuam no sétimo andar demoram para passar e verificar a situação dos pacientes. "Outra coisa que temos que expor aqui é a demora dos médicos para vim ver o paciente. Ontem, o médico veio ver como estava minha sogra já era 11 horas. Hoje mesmo, o médico nem apareceu ainda".

Diante das reclamações, a ouvidora adjunta do hospital, Luzia Zaneti explicou que, antes de serem encaminhados para o sétimo andar, os pacientes que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) devem passar pela avaliação do PAM (Pronto Atendimento Médico), que faz o diagnóstico e verifica se existe necessidade de fazer a internação.


Sobre a reclamação da demora dos médicos para avaliar diariamente os pacientes, Luzia afirma que nenhum médico tem horário para visitar o paciente e realiza a visita de acordo com o quadro clínico de cada um. "Os médicos passam de acordo com o quadro clínico. Temos aqui os residentes que circulam pelos corredores e fazem a avaliação dos pacientes e, se for o caso, eles ligam para o médico e explicam que o paciente está em situação emergencial".

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