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terça-feira, 15 de março de 2016

Petrobras financiou presos no escândalo da 'República do MS', revela Delcídio

Detalhes do esquema estão disponíveis na delação premiada do senador homologada na manhã de hoje (15)

O senador Delcídio do Amaral afirmou em delação premiada que a campanha da “República de MS” pela prefeitura de Campinas teria sido financiada com dinheiro “desviado” da Petrobrás na aquisição da Sonda Vitaria 10.000. 

De acordo com o documento, o “valor de operação” para a aquisição da sonda Vitaria 10.000, em torno de U$$ 1,6 bilhões, alcançou R$ 20 milhões, que serviu para quitar dívidas de campanha do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e também financiar a campanha eleitoral do prefeito cassado de Campinas, doutor Hélio de Oliveira dos Santos, natural de Corumbá/MS.

Escândalo conhecido como “República de MS”, políticos locais foram condenados por participação em fraudes e pagamentos de propinas envolvendo contratos da prefeitura de Campinas (SP), entre eles o ex-prefeito de Corumbá, Ricardo Chimirri Cândia, e Aurélio Cance Júnior.

Ao todo, 16 pessoas foram condenadas pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitação, corrupção e desvios de recursos públicos. No esquema identificado pelo MP (Ministério Público), a ex-primeira-dama do município Rosely Nassim Jorge Santos cobraria dos empresários entre 5% a 15% do valor do contrato em propina para direcional as licitações.

Irmão do ex-secretário-adjunto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul) e ex-assessor do Tribunal de Contas do Estado, André Luiz Cance, que também é investigado pela Operação Lama Asfáltica, Aurélio Cance chegou a  ter o nome incluso no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos da Polícia Federal. Ele foi considerado foragido da Justiça e ficou nas listas das alfândegas de todo o País. 

Lava Jato 
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, homologou nesta terça-feira (15) a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, contendo diversas denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos.

A homologação é a confirmação pela Justiça dos termos do acordo entre Delcídio e a Procuradoria-Geral da República. A partir de agora, as informações dos depoimentos do senador passam a poder ser usadas nas investigações.

A delação foi costurada com a Procuradoria após o senador ter sido preso em novembro sob suspeitas de tentar interferir na Lava Jato.

Em diálogo gravado por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Delcídio aparentemente promete pressionar ministros do STF pela libertação do ex-dirigente da estatal, preso pela Operação Lava Jato.

Na conversa com o filho de Cerveró, Delcídio também promete uma mesada de R$ 50 mil e sugere um plano de fuga do país para o ex-executivo.

O objetivo da ajuda ao investigado pela Lava Jato, segundo a Procuradoria, seria convencer Cerveró a não citar em sua delação premiada fatos que poderiam envolver Delcídio. Posteriormente, Cerveró firmou um acordo de colaboração com a Justiça.

No início de dezembro, a Procuradoria ofereceu denúncia contra Delcídio ao STF. Ele é o primeiro senador preso desde a redemocratização do país, em 1988, e teve sua filiação do PT suspensa. Os advogados de Delcídio têm negado as acusações.


O senador também é alvo de um processo disciplinar contra ele no Conselho de Ética do Senado, pelos mesmos fatos que o levaram à prisão, e que pode terminar com a perda do mandato.

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