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segunda-feira, 14 de março de 2016

Vereadores apostam em alianças de 2012 e propõem 'pacto por Campo Grande'


Partidos que apoiaram Edson Giroto nas últimas eleições estudam retomar parcerias e querem um candidato da Câmara Municipal

Pacto por Campo Grande. Este é o lema que tem sido ventilado pelos vereadores da Câmara Municipal. Quem encabeça o pedido é o vereador Airton Saraiva, do DEM. O parlamentar afirma que pretende unir todas as lideranças políticas que compuseram chapa em 2012 com o então candidato a prefeito da Capital, Edson Giroto, do PR, para salvar a cidade.

Giroto andou em baixa, após se tornar alvo de investigações  iniciadas com a Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal. Ele é apontado como um dos articuladores de esquema de corrupção para desviar recursos do Governo Federal destinado a obras públicas. Por causa de solicitações de Força-Tarefa criada pelo Ministério Público Estadual, o ex-peemedebista chegou até ser preso por duas vezes em 2015, na Capital.

Mesmo assim, o arco de alianças que ele criou nas últimas eleições municipais pode ser reestabelecido. "Nós temos que manter uma construção por Campo Grande. Vou começar a trabalhar isso na Câmara. Vou abrir diálogo com todas as forças políticas que fecharam chapa com o Edson Giroto. Acho que Campo Grande precisa disso e a cidade não pode ter essa divisão de lideranças. Todos nós precisamos fazer essa cidade se desenvolver", comentou Saraiva.

O parlamentar ainda falou que espera o que aconteceu na última eleição para o Governo do Estado, que um vice saía da Câmara Municipal. "Acho mais que justo, porque nós conhecemos a realidade de Campo Grande. Nós estamos acostumados porque estamos andando pelos bairros. Por isso, nós precisamos nos unir para encontrar um candidato ou um vice para representar um único partido. O de Campo Grande. Acho que este é o momento que nós temos para retribuir e recuperar esse atraso", explicou.

A mesma posição também foi compartilhada pelo ex-presidente da Casa de Leis, Mario Cesar, do PMDB. "Campo Grande está clamando por isso. Estão querendo até combinar a eleição em quatro paredes. Mas eleição se ganha indo às ruas. Na eleição passada juntou um monte de gente e elegeu o [Alcides] Bernal e veja o que aconteceu. Olha como Campo Grande está no momento. Por isso, eu concordo com o vereador Saraiva para que a gente possa unir forças a favor de Campo Grande".

Aliados
De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em 2012, a coligação formada pela chapa 'Mais Trabalho por Campo Grande', encabeçada na época por Edson Giroto, cuja a candidatura era assinada pelo PMDB, teve como aliados os seguintes partidos: PRB, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, DEM, PSDC, PRTB, PTC, PSB, PRP, PPL, PSD, PCdoB, e o PTdoB.

Alguns parlamentares da coligação já mudaram de partido ou saíram da Câmara, seja por renúncia ou porque tiveram o mandato cassado, mas a lista de eleitos foi: Paulo Siufi, Carla Stephanini, Mario Cesar, Vanderlei Cabeludo, Edil Albuquerque [atualmente no PTB], todos pelos PMDB; Flávio Cesar [atualmente no PSDB], Eduardo Romero [no Rede] e Otávio Trad, todos pelo PTdoB; o ex-vereador Delei Pinheiro [cassado], Chiquinho Telles e Coringa, todos do PSD.

O ex-vereador e atual secretário de governo de Alcides Bernal, Paulo Pedra [cassado], do PDT também foi eleito. Assim como: Airton Saraiva, do DEM; Grazielle Machado [hoje na Assembleia Legislativa] e Jamal Salem, ambos do PR; Carlão, do PSB; Herculano Borges [atualmente no Solidariedade], mas na época no PSC. O ex-vereador Alceu Bueno [que renunciou ao mandato após se envolver em caso de pedofilia] e Elizeu Dionízio [atualmente deputado federal, no PSDB], na época ambos no PSL. Por fim, Gilmar da Cruz, do PRB. 

Relembrem as notícias relacionadas a esses vereadores:
AIRTON SARAIVA

Em escuta telefônica, Gaeco flagra vereador cobrando cargos de Secretário de Olarte

Fabiano Portilho
 
Escutas telefônicas do Gaeco (Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado) revelam mais detalhes sobre o escândalo de corrupção que assola Campo Grande.
Segundo áudio extraído do inquérito 002/2014 que investiga o esquema de corrupção que envolve o executivo e o legislativo, o vereador Flávio César (PT do B) liga para o secretário de governo, Rodrigo Pimentel, para cobrar a nomeação de membro do PT do B em uma secretaria, que supostamente, é a Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).
Pimentel garante todos serão atendidos, pois fazem parte do grupo de vereadores "que estiveram com a gente",. No mesmo trecho, o secretário cita o nome do vereador, Airton Saraiva (DEM), e diz: "Estou conversando também com Saraiva, também temos detalhes pra acertar." Saraiva é um dos maiores defensores de Gilmar Olarte na Câmara Municipal.
Acompanhe:
Edson Giroto

Operação da Polícia Federal “cerca” mansão do ex-secretário Giroto

Aline dos Santos e Luana Rodrigues
Mansão de Giroto em condomínio de luxo amanheceu cercada por viaturas da Polícia Federal. Mansão de Giroto em condomínio de luxo amanheceu cercada por viaturas da Polícia Federal.
A operação “Lama Asfáltica”, realizada nesta quinta-feira em Campo Grande, cercou a mansão do ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, atual assessor especial do Ministério dos Transportes. A casa de luxo fica localizada no residencial Dhama.

Giroto é ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande e do governo do Estado. Os policiais também foram à empresa Proteco Construtora Ltda, à residência do empresário João Alberto Krampe Amorim (proprietário da Proteco) e à Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura).
A operação investiga contratos de R$ 45 milhões, que teriam provocados prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos. A ação, deflagrada pela PF , CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, mira empresas de pavimentação, coleta de lixo e construção de estradas. São 19 mandados de busca e apreensão.
O alvo é combater uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações em obras públicas no Estado. O grupo é acusado de cometer sete crimes: sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes em licitação.
O nome da operação faz referência ao insumo usado nas obras identificadas, como pavimentação e ações de tapa-buracos.
As investigações tiveram início há dois anos, quando foram detectados indícios de que importante empresário de Mato Grosso do Sul e diversas pessoas ligadas a ele estariam corrompendo servidores públicos, fraudando licitações e desviando recursos públicos.
A reportagem tentou contato com o empresário João Alberto Krampe Amorim, mas ele não respondeu. Edson Giroto também não atendeu o Campo Grande News.
MARIO CESAR 
Mário Cesar marcou "cafezinho" com Amorim, revelam escutas

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), conforme a Polícia Federal, figura como possível integrante do esquema para viabilizar a cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP) e teve diálogos telefônicos com João Amorim interceptados negociando “outro cafézinho”, referência utilizada como sinônimo de propina. O Correio do Estado tenta contato com Mário Cesar há dois dias, mas o celular dele está desligado. Ele e Gilmar da Cruz estariam fora da Capital. (Veja diálogos no fim da reportagem)
Já Paulo Pedra é citado como um dos que não concordaria com o esquema. Sem papel definido durante toda a gestão de Bernal, Pedra transitava entre a base e oposição até que, pouco antes da cassação, tornou-se ferrenho defensor do prefeito depois de emplacar cargo na administração municipal, tanto que integrou grupo de seis vereadores contrários a perda de mandato do progressista. Ele classifica o feito como “espaço político republicano”.
Sobre Shimabukuro, as conversas interceptadas indicavam que ele votaria favorável à cassação por não ter conseguido 60 cargos na Agetran, ao contrário do que havia pedido. “O Japonês (supostamente Shimabukuro) pediu 60 nomeações, saiu 3”, consta em trecho do relatório da PF. O petebista foi contemplado somente com a indicação do diretor-presidente da autarquia na época, Jean Saliba. Mas votou contrário à Bernal, exatamente como mostravam as escutas. 
Paulo Siufi (PMDB)

Seis médicos são denunciados por receber R$ 1 milhão sem trabalhar

Promotoria quer devolução do dinheiro
O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) ingressou com ações civis públicas contra seis médicos, dentre eles, o vereador Paulo Siufi (PMDB), por receberem salários sem cumprir expediente na rede pública de saúde, na qual foram contratados. O Ministério Público pede o ressarcimento integral do dano, que pode chegar a R$ 1 milhão, perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, conforme detalha o MPE.

A ação é resultado de investigação feita por meio do inquérito civil nº 049/2014, aberto depois de denúncia publicada pelo Jornal Midiamax, conforme apontado na petição inicial encaminhada à Justiça.
De acordo com os promotores, conclui-se que houve dano ao erário, uma vez que o dinheiro público poderia ser empregado em outras áreas da saúde, além de enriquecimento ilícito, com o pagamento de horas que não foram efetivamente trabalhadas pelos profissionais
Além da devolução do dinheiro, o MPE pede que os envolvidos percam os direitos políticos, paguem multa civil e sejam proibidos de contratar com o Poder Púbico, além de não receber benefícios ou incentivos fiscais. Foram denunciados, além de Siufi, Edileuza de Andrade Lopes Dias, Maria Eugenia Faria, Valdmario Rodrigues Junior, Corina Garlhado Martinho, na ação dos promotores Fernando Zaupa, Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giulio Freire.
Denúncia
Em agosto de 2013, o Jornal Midiamax publicou uma matéria falando a respeito de uma postagem publicada no Facebook, na qual dizia que o vereador Paulo Siufi teria recebido o salário de médico da rede municipal, mas não teria trabalhado em horário integral. Siufi atuou, por cinco anos, no distrito de Aguão, a 40 quilômetros de Campo Grande. Ele teria cumprido apenas 13,345 de sua carga horária.
O post do Facebook dizia também sobre uma suposta auditoria interna da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, que teria constatado que o vereador e médico, nestes cinco anos, deveria ter cumprido uma jornada de 7.680h, já que era contratado como servidor 20h/semanais, ou meio período todos os dias. Já o compartilhamento da rede social dizia que a auditoria constatou que em cinco anos, Siufi atendeu somente 843 pessoas, tendo recebido em torno de R$ 324,9 mil, ou R$ 385,4 por consulta


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