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terça-feira, 10 de maio de 2016

Polícia Federal investiga R$ 2 bilhões em contratos e compra de fazendas em MS

Policiais e Receita fazem buscas na casa de Puccinelli

A Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (10) a segunda fase da Operação Lama Asfáltica – Fazendas de Lama, para investigar procedimentos adotados pelos envolvidos na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro. Os contratos somam R$ 2 bilhões.
Entre as 15 prisões preventivas estão membros do alto escalão do governo André Puccinelli (PMDB) como o ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Luiz Cance, o ex-secretário de Infraestrutura Edson Giroto e o empresário João Krampe Amorim, dono da Proteco Construções, com diversos contratos na gestão do ex-governador.
Com um efetivo de 201 policiais federais, 28 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, bem como 24 mandados de sequestro de bens de investigados.
As medidas são cumpridas nos municípios de Campo Grande/MS, Rio Negro/MS, Curitiba/PR, Maringá/PR, Presidente Prudente/SP e Tanabi/SP. Durante a primeira fase da Operação, cujas investigações iniciaram­se em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.
Nesta fase, após a análise dos materiais apreendidos na primeira Operação Lama Asfáltica, novas fiscalizações realizadas pela CGU e Relatórios da Receita Federal, foram encontrados fortes indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.
A organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. 

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