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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Lava Jato só acaba quando acabar com o PT

Consumado o golpe para derrubar a Presidente Dilma e interromper o ciclo dos governos do PT que o PSDB não conseguiu licitamente nas últimas quatro eleições presidenciais, a Lava Jato seria encerrada. Uma vez concretizado o plano inicial, a Operação perderia sua razão de ser. Esta era a aposta prevalente na crônica política.
A evolução da Lava Jato, entretanto, indica que os controladores da Operação preferiram evitar o alto custo político de encerrá-la logo após a farsa do impeachment. Optaram por continuá-la, porém ajustando seu caráter, que passou a ser abertamente eleitoral e partidário.
Confortáveis no regime de exceção e de arbítrio que dá guarida à sua atuação político-ideológica, os juízes, delegados e procuradores da Lava Jato removeram a máscara da imparcialidade e da isenção que nunca tiveram.
Perderam o pudor, abandonaram o menor senso de decência pública e atuam acima e à margem da Lei. Se mostram tão despudorados quanto o candidato a prefeito de Curitiba que, sem auto-censura e vergonha humana, admite vomitar com o cheiro de pobre [sic].
Esses personagens se sentem poderosos, heróicos e inatingíveis graças à Rede Globo e à mídia que, no noticiário, incensa-os e glorifica-os, assim como sublima os não-valores que eles representam.
A virulência empregada contra o PT e o ex-presidente Lula assumiu um padrão totalitário nas fases recentes da investigação. Nas semanas pré-eleitorais, a força-tarefa promoveu um espetáculo propagandístico para condenar midiaticamente o ex-presidente Lula sem provas, mas com “muita convicção”; e para decretar a prisão de dois ex-ministros dos governos do PT, em flagrante inobservância ao devido processo legal e ao Estado de Direito. Tudo sob medida para fornecer munição e alvejar as candidaturas do PT na eleição municipal.
O contorcionismo dos agentes da Lava Jato para livrar de investigação e julgamento os integrantes do governo golpista, não é menos apavorante que esta realidade autoritária. A força-tarefa se esgueira em explicações inexplicáveis que não conseguem ocultar a seletividade e o direcionamento para mirar exclusivamente os “inimigos do regime” e safar os “bandidos do regime”.
Por dois anos e meio, os justiceiros da Lava Jato perseguem e caçam Lula, sem encontrar nenhuma ilegalidade. Apesar disso, e com impressionante petulância, transformam Lula no “comandante máximo”, “no general”, no “maestro” do “maior esquema de corrupção” do país.
Contraditoriamente, entretanto, a força-tarefa não investiga, não processa e não julga Cunha, Temer, Aécio, Jucá, Serra etc – todos, sem exceção, multi-campeões em delações, e donos de sabidas contas bancárias em paraísos fiscais, abastecidas aos milhões, com dinheiro provindo de corrupção na Petrobrás e em outras estatais que controlam.
A oligarquia golpista firmou um grande pacto para a restauração neoliberal na sua versão ultra-reacionária, que combina retrocessos nas conquistas do povo brasileiro, com regressão em matéria de direitos e liberdades civis e a re-colonização do Brasil pelas metrópoles imperiais.
A Lava Jato é um instrumento da oligarquia para aniquilar o PT e destruir a biografia e o legado de Lula, impedindo-o de disputar e vencer a eleição de 2018. A verdadeira disputa em curso não é a eleição do próximo dia 2 de outubro, mas sim a guerra final que a Lava Jato proclamou contra o PT e Lula.
A Lava Jato só acaba quando acabar com o PT. Nesta guerra, não há alternativas: ou vence o fascismo, ou vence a democracia.

Debates eleitorais, erros e memórias

Por Duílio Fabbri Jr. 

Resultado de imagem para Debates eleitorais, erros e memórias
A reforma na lei eleitoral, feita no ano passado e que entrou em vigor para as eleições deste ano, traz novas preocupações aos órgãos de imprensa. Um dos novos artigos reduziu o tempo da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto para o primeiro turno. Os partidos vão ter direito a 70 minutos todos os dias em inserções distribuídas aos candidatos a prefeito (60%) e a vereador (40%). As inserções podem ser de 30 ou 60 segundos cada uma. Mas não é só isso.
Uma mudança significativa que diz respeito particularmente à televisão refere-se ao debate. A nova redação do caput do artigo 46 da Lei nº 9.504/1997, introduzida também pela reforma eleitoral, passou a assegurar o direito à participação nesses programas dos candidatos de partidos com representação superior a nove deputados federais. Aos demais, fica facultada.
A área de política é, inclusive, a mais sujeita a erros na cobertura jornalística. Fazer regras e convites e estabelecer a cobertura de debates, por exemplo, sempre trouxeram muita dor de cabeça para quem atua em televisão. Quem, ao pensar em debate, ainda não traz à memória o ocorrido entre Lula e Collor, na Rede Globo em 1989? E, pensar nisso, é rememorar, imediatamente, a ideia de erro.
Desculpe a nossa falha”. “Houve um problema com os nossos equipamentos e voltamos já!” Essas são algumas frases que se tornaram jargão em redações de televisão, quando existe um erro editorial ou mesmo de engenharia, responsável por equipamentos e transmissões. Entretanto, esse erro pode ser também um forte indício de um embate ideológico, como explicaria Michel Pêcheux, autor dos livros mais importantes da área de Análise de Discurso. O “erro” – ou aquilo que é assim nomeado pelos próprios veículos de comunicação – não pode ser simplesmente compreendido como uma contravenção às práticas e aos fundamentos jornalísticos. Evidencia muito mais.
Como o assunto é debate eleitoral, retomemos. Há pouco mais de um ano, em abril de 2015, a Rede Globo veiculou no Jornal Nacional, seu principal telejornal, uma série de reportagens para comemorar 50 anos de implantação do canal. Durante a série, em dois momentos a emissorareconheceu a existência de “polêmicas” (conforme nomeação dada pela emissora) na editoria de política.
A primeira dizia respeito à cobertura do movimento das Diretas Já, em 1984, quando o fato foi mostrado nos telejornais apenas como parte das comemorações pelo aniversário da capital paulista, sem que houvesse uma delimitação do que era festejo e o que se reconhecia como manifestação popular pelo direito ao voto. O segundo momento, que mais nos interessa aqui, foi também relativo à editoria e retomou a edição do debate entre Lula e Collor.
Os assuntos, que, segundo o âncora do Jornal Nacional e autor do projeto jornalístico, William Bonner, eram “polêmicas” ou “interpretações”, acabaram corroborando para o fato de serem considerados como “erro” por especialistas e por parte da população. A palavra “erro”, no entanto, não foi utilizada quando a série de TV abordou o assunto. Ela ficou restrita ao site Memória Globo,no qual o tema também é retomado, embora se saiba que o público de TV aberta e o de internet, que acessa a especificidade de um site institucional, seja bastante diferente.
Para um campo que busca os efeitos da objetividade, da credibilidade e da imparcialidade, os erros, em geral, são pouco discutidos e abordados pelos veículos jornalísticos. Prova disso é que as correções ou retificações acabam por ocupar espaços de pouco destaque, em nomeações que, como se viu no caso que retomamos, não assumem diretamente o erro. É comum ouvir, por exemplo, na televisão: “Diferente do que informamos…”, “Por causa de uma falha técnica…” ou, então, “criou-se uma polêmica”.
A grande questão que se coloca, no entanto, é que o “erro” é também ideológico, produz sentidos que não serão apagados depois; vão se constituir como memória e, de modo geral, para não impactar os efeitos de objetividade, serão amenizados ou tratados de forma superficial. Particularmente sobre o caso que aqui retomamos, falar sobre esses fatos em uma série que resgata a história da Globoparece ter tido mais a pretensão de estabelecer uma identificação, numa relação de troca para que a justificativa do jornal seja compreendida e aceita pela audiência.
A produção de debates eleitorais no Brasil para sempre estará marcada por esse fato, ocorrido logo na primeira eleição presidencial pós-ditadura militar, o que também é significativo quando se pensa na relação entre poder e mídia. Quase 30 anos depois, as novas regras eleitorais para os debates tentam ser mais equânimes e objetivas, mas, quando se fala de memória, não se pode esquecer também todos os discursos que, fora do período de eleições, são produzidos sobre políticos e (futuros) candidatos. No jogo discursivo, o debate vai se constituindo pela memória, construída a cada novo enunciado e marcada por tudo o que já foi dito.
Por essa evolução e percepção social, as empresas jornalísticas – e aí se inscreve também a Rede Globo – são pressionadas a abandonar a aura de infalíveis e a revelar, de alguma forma, o que mais tentam esconder como forma de autopreservação.
***
Duílio Fabbri Jr. é jornalista, mestre e doutorando em Jornalismo

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Operação Omertà: agentes federais apreendem notebook e documentos em Campo Grande



A Polícia Federal realiza, nesta segunda-feira (26), a Operação Omertà, referente a 35ª fase de Operação Lava Jato, em cumpre diversos mandatos de prisão em todo país. Em Campo Grande, os agentes federais cumprem um mandado de condução coercitiva e mais um de busca e apreensão.
Os policiais chegaram por volta das 9h30 na sede da PF na Capital, com um notebook e várias pastas. Segundo a assessoria de imprensa, até o momento, não há informação sobre a identificação da pessoa, ou se a mesma já estaria na dentro da sede da Polícia Federal.
Operação
Além de Mato Grosso do Sul, os 45 mandatos judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva,  são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso e Distrito Federal.
No total, 180 Policiais Federais e Auditores Fiscais em sete estados e o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, seu ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado e Branislav Kontic, que atuou como assessor na campanha de Palocci em 2006 estão entre os presos.
Um dos primeiros a ser preso, Palocci foi ministro da Casa Civil no governo da petista Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo Lula.  De acordo com o Globo, a prisão do ex-ministro foi um pedido da PF, acatado pela Justiça. Os policiais também cumprem mandados na casa e no escritório do ex-ministro.
As suspeitas sobre o envolvimento de Palocci surgiram com a delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que alegou em 2010, que Alberto Youssef, que está preso na PF em Curitiba, lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Câmara diz que Prefeitura já previa reajuste de 9,57% a servidor municipal


Legislativo Municipal lembrou que o mesmo percentual já havia sido apresentado pela Prefeitura

Mayara Bueno
Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes).Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes).
A Câmara Municipal de Campo Grande afirma que elevou o índice de reajuste salarial a 9,57% porque os servidores municipais estão sem aumento desde 2015 e, ainda, pelo fato de o próprio Executivo Municipal já ter previsto este percentual, em abril. Os argumentos foram apresentados à Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), apresentada pelo Município, para tentar cancelar o aumento.

O impasse entre o Legislativo e Executivo travou o cumprimento do aumento de 9,57%. Em abril, a própria Prefeitura apresentou uma proposta de aumento neste percentual, mas na ocasião, quem foi contrário, rejeitando o reajuste, foi a Câmara. A explicação era que a negociação não atendia todas as reivindicações dos funcionários públicos. Depois, foi apresentado índice de 3,31%.
A diminuição foi justificada por regra eleitoral (por ser ano de eleição), que vetaria aumento superior à inflação do período. Na nova votação, a Câmara apresentou uma emenda elevando, novamente, o índice para os 9,57%.
Em sua manifestação, o Legislativo Municipal justifica que elevou o percentual, pois os servidores estão sem aumento desde 2015. Outro motivo é que o próprio Município já havia apresentado aumento de 9,57%, ou seja, teria previsão orçamentária para tal reajuste desde o início.
Nos autos, a procuradoria jurídica ainda lembra que a própria secretaria de Finanças havia apresentado existência de lastro financeiro para tal aumento.
No pedido à Justiça, a Prefeitura diz que a Câmara invadiu a competência do Município ao apresentar emenda que acarreta mais despesas. Para o Legislativo, não houve ilegalidade, pois aumento de gastos já estava previsto na primeira proposta de reajuste.
Agora, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) deverá decidir se aceita o pedido – e derruba o reajuste – ou se mantém o aumento.
Por enquanto, embora o reajuste tenha sido até promulgado, o Município não repassou o aumento aos servidores. No entendimento da Câmara, independente da situação na Justiça, haveria a obrigação de cumprir, enquanto a Prefeitura se baseia em sua tese de que o reajuste é inconstitucional.

Manifestação de professores para 70% das escolas de Campo Grande

Cerca de mil pessoas participam do protesto

  • Protesto começou às 9h (Henrique Kawaminami)
  • Os professores das redes municipal e estadual de ensino de Campo Grande, realizam nesta quinta-feira (22), uma manifestação contra medidas do Governo Federal que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos. Aproximadamente mil pessoas participam do protesto que deixa aproximadamente 70% das escolas de Campo Grande sem aulas. 
    A concentração teve início às 8 horas na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública). Os trabalhadores saíram em passeata pelas ruas do Centro. O percurso vai passar pelas ruas 7 de Setembro, Rui Barbosa, Afonso Pena, 14 de Julho, Cândido Mariano, 13 de Maio, 7 de Setembro. 
    O protesto tem como tema a defesa da lei do piso e se posiciona contra as medidas que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos e precarizar o atendimento à população: PLP 257 (limita planos de carreira); PEC 241 (congela o piso do magistério); PL 4567 (desvincula os royalties do petróleo para a educação); Reforma da Previdência e Lei da Mordaça.
    Segundo Lucílio Nobre, presidente da ACP, o  Fórum dos Servidores possui 22 sindicato e 100% deles aderiram ao movimento desta quinta em Campo Grande. Não há aula em 90% das escolas estaduais e em 50% das escolas municipais. Alguns profissionais de Ceinfs (Centros de Educação Infantil) aderiram à paralisação, mas não há nenhum fechado. “Estamos construindo para uma greve nacional para tentar derrubar esses projetos de lei. Se forem aprovados no Senado, haverá grave nacional atá que sejam derrubados. Esses projetos prejudicam o servidores”, diz. 
    “Essa greve pode ocorrer mês. Isso vai ser decidido em uma reunião realizada pelas centrais sindicais em São Paulo no próximo mês”, disse o diretor financeiro da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Jaime Teixeira. Teixeira diz que esse projetos afetam os trabalhadores, principalmente por conta das reforma previdenciária trabalhista que aumenta em 30% e 40 % o tempo para os trabalhadores se aposentarem. “É uma reforma brutal considerando a expectativa de vida do brasileiro. Algumas pessoas podem nem se aposentar”, acrescenta. 

    Os trabalhadores também protestam contra a possibilidade do fim dos concursos públicos, desmonte dos planos de cargos e carreiras, a terceirização da educação, saúde e segurança. Já a PEC 241 traz medidas ainda mais drásticas como o congelamento por 20 anos dos investimentos em educação e saúde, o que levará ao fim da lei do piso do magistério e o desmonte do SUS.
    Na programação está um ato da CUT (Central Única dos Tralhadores) na Praça Ary Coelho, um ato da Adufms (Sindicato dos Professores das Universidades Federais no Mato Grosso do Sul), ato da CUT na Praça Ary Coelho às 15 horas e por fim, às 17 horas, manifestação na Praça Ary Coelho, denunciando as privatizações. 
    O protesto tem como tema a defesa da lei do piso e se posiciona contra as medidas que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos e precarizar o atendimento à população: PLP 257 (limita planos de carreira); PEC 241 (congela o piso do magistério); PL 4567 (desvincula os royalties do petróleo para a educação); Reforma da Previdência e Lei da Mordaça.
    Os trabalhadores também protestam contra a possibilidade do fim dos concursos públicos, desmonte dos planos de cargos e carreiras, a terceirização da educação, saúde e segurança. Já a PEC 241 traz medidas ainda mais drásticas como o congelamento por 20 anos dos investimentos em educação e saúde, o que levará ao fim da lei do piso do magistério e o desmonte do SUS.

    Manifestações

    No dia 16 de agosto, os professores também se mobilizaram em Campo Grande. Os deputados federais foram os alvo do protesto que reuniu aproximadamente 20 mil profissionais da educação, segundo a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do MS), na manhã desta terça-feira (16), no Centro de Campo Grande. Com bonecos de Luiz Henrique Mandetta (DEM), Elizeu Dionizio (PSDB), Tereza Cristina (PSB) e Carlos Marun (PMDB), os profissionais criticaram os parlamentares que votaram a favor do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257.

    Câmeras de segurança podem ajudar em investigações sobre ex-vereador encontrado carbonizado

    Os policiais civis do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) já estão circulando pelas ruas de Campo Grande em busca de testemunhas do crime que resultou na morte de Alceu Bueno, ex-vereador pelo PSL. Câmeras de segurança de imóveis que ficam próximos ao local onde o corpo foi encontrado poderão ser o ponto chave das investigações a partir de agora.
    Em coletiva de imprensa realizada na delegacia, a informação de que o corpo encontrado carbonizado na manhã desta quarta-feira (21) é mesmo do ex-político não foi confirmada, mas para o IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e familiares não há mais dúvidas.  Um detalhe importante para o reconhecimento do corpo foi um pino que a vítima tinha no braço, implantado após uma fratura.
    O delegado Edison Santos disse que ainda é necessário que o instituto realize exames de digital para que haja certeza absoluta. “Até o final do dia vamos ter uma posição mais concreta sobre isso, mas há coincidências que ligam o desaparecimento dele com itens encontrados, como o celular queimado e um distintivo que usava quando era vereador, parcialmente queimado também”, disse.
     Para Santos, nenhuma possibilidade está descartada e a suspeita é de que a vítima não tenha sido morta no local. O veículo que era ocupado por Bueno, uma Land Rover, ainda não foi encontrada.
    A filha do ex-vereador Thaisa Bueno, já depôs à Delegacia de Homicídios, localizada na Cepol (Centro de Polícia Especializada), na companhia da mãe e da advogada. Se for confirmada a identidade do corpo à delegacia, a família será chamada para depor novamente, desta vez ao Garras.
    O caso
    Uma pessoa foi encontrada com 98% do corpo carbonizado na Rua Avanhandava, no Parque dos Poderes. De acordo com o delegado titular da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, a vítima aparentava ser do sexo masculino, entre 30 e 40 anos.
    Há indícios que Alceu tenha sido vítima de estrangulamento, uma vez, que o corpo estava com a língua protrusa (para fora). "Mas nós devemos trabalhar com todas as linhas de investigação, uma vez que pode ter sido um estrangulamento, ou uma desova, ou queimado", explica o delegado.

    quarta-feira, 21 de setembro de 2016

    Polícia usará dados de celular e vídeos para investigar execução de Alceu Bueno



    Alceu foi identificado nesta tarde 




    • (Foto: Geisy Garnes)
    • A Polícia Civil vai usar quebra de sigilo telefônico e imagens das câmeras de segurança localizadas na região do Condomínio Beirute para desvendar o assassinato do ex-vereador Alceu Bueno. O corpo do ex-político foi encontrado carbonizado e com sinais de estrangulamento na manhã desta quarta-feira (21), no Jardim Veraneio.
      De acordo com o delegado Edilson dos Santos, responsável pelo caso e titular do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), o celular do ex-vereador ficou derretido e não pode ser aproveitado na análise da perícia. Por isso, será feito o pedido de quebra de sigilo telefônico para ver se a vítima recebeu alguma ligação suspeita, ou ameaças.
      Além disso, a polícia já analisa imagens das câmeras de segurança do Condomínio Beirute, local próximo a onde o corpo do ex-político foi encontrado. “A gente tem diversas linhas de investigação, não podemos nos precipitar e informar que foi queima de arquivo, ou que o crime pode estar ligado a qualquer outro tipo de delito”, explicou o delegado, se referindo ao caso de exploração sexual infantil em qual o ex-vereador se envolveu em 2015.

      Agora, as investigações devem refazer os últimos passos de Alceu Bueno. De acordo com a polícia, o último contato da vítima com a família aconteceu por WhatsApp às 21h30, desta terça-feira (20), em uma conversa normal.
      Depois disso, ele saiu do depósito de material de construção, que é proprietário e não foi mais visto. Ainda de acordo com a família, ás 22 horas, o aparelho saiu do ex-vereador saiu de área.
      O carro do ex-vereador, uma Land Rover, foi levado pelos possíveis autores e ainda não foi encontrado. Segundo Edilson, o veículo já está no sistema do Estado e caso seja abordado em barreiras policiais será apreendido. A advogada da família Renata Freitas, não quis comentar o caso com a imprensa.

      Entenda 

      Desde o momento em que o homem foi encontrado, por volta das 7 horas desta manhã, a polícia já divulgava que fortes indícios indicam que o corpo era do ex-vereador.
      Um celular idêntico ao dele foi encontrado ao lado dos restos mortais e além de pinos de metais no braço do cadáver, iguais aos que o político tinha, como resquício de um acidente de motocicleta. Também foi encontrado, junto ao corpo carbonizado, distintivo semelhante ao que Bueno usava quando parlamentar, informações confirmada pela família dele. A confirmação, foi veio no fim da tarde, através da identificação das digitais.
      José Alceu Padilha Bueno foi eleito em 2012 e renunciou em 2015 depois de ter sido flagrado em um motel com duas adolescentes, com menos de 18 anos. Ele foi indiciado por ‘favorecimento à prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável’. Imagens de um vídeo no qual o ex-vereador aparecia com as garotas no motel chegaram a ser divulgadas à época.
      Bueno alegou que era vítima de um esquema de extorsão, assim como o ex-deputado estadual Sérgio Assis, também flagrado no motel com as adolescentes. Três pessoas, Fabiano Viana Otero, Luciano Pageu e o ex-vereador Robson Martins, foram presos pelo crim

      segunda-feira, 19 de setembro de 2016

      Na penúltima semana de Campanha, candidatos reforçam presença em bairros da Capital

      Rose Modesto faz caminhada no Guanandi e Alex do PT, no Nova Lima

      Foto: Arquivo TopMídiaNews
      Em ritmo de campanha, candidatos à prefeitura de Campo Grande participam nesta segunda-feira (19), de reuniões, gravações de programa eleitoral e visitam bairros  da Capital. 
      Confira abaixo a agenda dos candidatos:
      Marquinhos Trad (PSD) - 'Sempre com a gente'
      Manhã
      Caminhada no Centro, na esquina da Avenida Calógeras com a Rua Cândido Mariano.
      Tarde
      Gravação de Programa Eleitoral para TV.
      Noite
      Reunião com moradores dos bairros Vida Nova II, Taquarussu, Jardim Tarumã, Monte Alegre e Parque dos Laranjais.

      Marcelo Bluma - PV
      Manhã
      Sem compromissos
      Tarde
      14h30 - Visita a eleitores do bairro Arnaldo Figueiredo
      16h - Visita a eleitores do bairro Dalva de Oliveira
      Noite
      18h - Gravação de programa eleitoral.
      Alex do PT – ‘Campo Grande é do Povo’
      Manhã
      8h – Reunião interna
      10h – Gravação para programa eleitoral
      Tarde
      14h – Gravação para programa eleitoral
      16h – Caminhada no Bairro Nova Lima
      Noite
      Reunião com candidatos proporcionais
      Suél Ferranti (PSTU)
      Manhã e tarde
      Panfletagens bairro Coronel Antonino e centro da Capital
      Noite
      Participa de conversa com moradores do Recanto das Paineiras
      Rose Modesto - 'Juntos por Campo Grande (PSDB-PR-PDT-PSB-PRB-PSL-SD)'
      Manhã
      9h - Caminhada no bairro Guanandi
      Rua Barra Mansa com Avenida Manoel da Costa Lima
      Coronel David (PSC) - 'Por Uma Campo Grande Melhor'
      Manhã
      Entrevista à emissora de rádio
      Tarde
      Visita a bairro
      Noite
      Visita a bairro
      Alcides Bernal (PP) - 'Nossa Força é a Nossa Gente'
      Manhã
      Entrevista à rádio pela manhã
      Tarde
      Entrevista para TV - no almoço
      Noite
      Reunião política na região do Bandeira 
      *Os demais candidatos não encaminharam agenda ao Porta

      terça-feira, 13 de setembro de 2016

      Bernal terá que retirar propaganda que ridiculariza Rose do ar

      Segundo coligação, prefeito usou montagem e trucagem para denegrir e ridicularizar a candidata

      13 SET 2016
      Diana Christie
      09h43min

      Foto: Geovanni Gomes/André de Abreu
      O candidato à reeleição, prefeito Alcides Bernal (PP), e o postulante a vice, Ulisses Duarte (PP), deverão retirar do ar propaganda eleitoral que ridiculariza adversária na disputa, a vice-governadora Rose Modesto (PSDB).
      A determinação da Justiça Eleitoral atende solicitação da coligação Juntos Por Campo Grande (PSDB / PR / PSB / PSL / SD / PRB / PDT). Segundo a chapa tucana, Bernal usou montagem e trucagem para denegrir e ridicularizar a candidata à prefeita da coligação em propagandas veiculadas em 09 e 10 de setembro.
      O pedido foi aceito pela juíza Eucelia Moreira Cassal em caráter liminar, considerando que “o exíguo prazo destinado à campanha eleitoral, mantendo-se propaganda com indício de irregularidade, faz com que o aguardo no provimento jurisdicional possa causar prejuízos ao processo eleitoral”.

      O uso de montagem, trucagem ou qualquer outro recurso de áudio ou de vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, nos programas de televisão destinados ao horário eleitoral gratuito é vedado, nos termos do art. 55 c.c artigo 45, inciso II, ambos da Lei 9.504/1997 e do art. 54 da Resolução TSE Nº 23.457/2015.
      “Diante do exposto, defiro o pedido de tutela antecipatório para determinar que os representados se abstenham de veicular a propaganda impugnada, nos intervalos indicados (09:50:37-09:51:03), quando se verifica a utilização de recursos de montagem e trucagem nas imagens apresentadas”, destaca a juíza.
      Se Bernal descumprir a determinação, deverá pagar multa de R$ 5 mil por dia que a propaganda for veiculada, além de responder por crime de desobediência. Ele e a coligação têm prazo de 48 horas para recorrer da decisão, contados a partir das 19h desta segunda-feira (12)