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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Marquinhos questiona 'sumiço' de R$ 60 milhões para pagar salário atrasado de terceirizados

Após firmar um acordo sobre a elaboração de um plano de substituição dos serviços da Omep (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul) e Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) destacou que a Câmara Municipal aprovou uma suplementação de R$ 60 milhões no final do ano passado, mas os terceirizados continuam sem receber o salário atrasado.
O Chefe do Executivo questiona sobre o que o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) teria feito com a suplementação, que foi aprovada com objetivo de quitar os débitos atrasados. "Aonde foram parar esses R$ 60 milhões?", pergunta Marquinhos.
Diante do ocorrido, o prefeito garante que sua equipe vai levantar a situação para entender o que foi feito com o dinheiro. Os contratados pela Omep e Seleta realizaram diversos protestos na Capital, solicitando o pagamento, já que muitos estão enfrentando dificuldades financeiras, pois trabalharam e não receberam pelo serviço prestado.
Além disso, os terceirizados tiveram outra surpresa e, do dia para a noite, ficaram desempregados, tendo que obedecer ordem judicial, que solicitou a paralisação da prestação de serviços, já que irregularidades foram encontradas através da investigação Urutau deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado).
Entre as irregularidades, a polícia constatou que o presidente da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária, Gilbraz Marques da Silva, recebia salários de dois cargos, sendo um cargo de funcionário da Omep.
Os salários pagos pela Omep a Gilbraz ocorreram entre os meses de janeiro a abril de 2014, desde quando assumiu a presidência da Seleta, havendo incompatibilidade de horários entre as funções. O valor recebido durante o período, mais a rescisão de seu contrato sem justa causa, somam R$ 17.020,33.
A diretora de Recursos Humanos da Seleta, Ana Cláudia Pereira da Silva, confirmou em depoimento que tinha em mãos recibos frios para 'maquiar pagamentos de serviços prestados', atendendo lista com nomes fantasmas, que eram enviados pelas secretarias do município.
A diretora confirmou ainda que recebia de R$ 3 mil a R$ 5 mil como gratificação por colaborar com o pagamento de funcionários fantasmas da Seleta e percebia a evolução patrimonial dos colegas na entidade.

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