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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Queremos Justiça : Assassinos no trânsito, jornalista e policial receberam tratamentos distintos pela Justiça

Embora autores confessos de assassinatos bárbaros no trânsito de Campo Grande, o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, 68 anos, e o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 44, tiveram tratamentos bastante diferenciados perante às autoridades do Estado. Gonçalves passou 80 dias preso após atirar e matar o garoto Rogerinho, em 2009, durante uma briga de trânsito. O policial rodoviário, no entanto, teve regalias e o direito de sair da cadeia um dia após o covarde assassinato de um empresário, no dia 31 de dezembro de 2016.
Assim que tomou ciência do crime, ocorrido na madrugada do último dia do ano passado, testemunhas e populares já notaram que havia algo estranho na ocorrência policial que terminou na morte do empresário Adriano Correia, na Avenida Ernesto Geisel, centro da Capital. Apesar dos diversos relatos de pessoas que presenciaram o crime, houve demora para decretar a prisão dele em flagrante. Ainda no local da ocorrência, o policial pode usar o telefone celular  a vontade, algo extremamente proibido a qualquer outra pessoa envolvida em uma ocorrência policial.  Não foi divulgado sequer, se o policial envolvido em ocorrência de trânsito, fez teste do bafômetro e/ou toxicológico.
Mesmo observando que um processo na Justiça nunca é igual ao outro, nota-se que mesma regalia não teve o jornalista Agnaldo, que foi preso em circunstâncias semelhantes ao do policial Ricardo Hyun. No dia 18 de novembro de 2009, Agnaldo, que estava em um Fox discutiu com  o motorista de uma caminhonete onde estavam quatro ocupantes, por conta de uma fechada. A troca de ofensas durou alguns quarteirões. Em dado momento, o jornalista atirou quatro vezes contra a caminhonete L-200 onde estava Rogerinho, de 2 anos, o tio, que dirigia o carro, o avô do menino e a irmã dele. Rogerinho chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu a um tiro no pescoço.
Após 80 dias preso no Centro de Triagem da Capital, Agnaldo foi solto, em fevereiro de 2010. Em agosto foi novamente para trás das grades, acusado, dessa vez, de dar endereço falso. Também chegou a ser detido após denúncias de que estaria se desfazendo de bens para não pagar indenização à família da vítima. 
Ainda sobre o caso do policial que matou o empresário Adriano, até a OAB/MS, que representa os interesses da advocacia no Estado, se declarou contra a soltura de Ricardo, afirmando que colocá-lo em liberdade fere os princípios do processo penal. Ricardo Hyun alegou legítima defesa e disse que se sentiu ameaçado. As testemunhas da ocorrência, entre eles o pai e o primo de Alexandre, admitiram que o empresário fechou sim o outro veículo, mas por conta de um buraco na via e que momentos depois ele pediu desculpas. Eles alegam também que se frequentadores de um velório em frente a cena do crime não estivessem por ali, Ricardo Hyun teria executado todos eles.
Agnaldo Gonçalves foi condenado em 2011 a 14 anos, cinco meses e nove dias pelo assassinato do garoto e por três tentativas de homicídio dos parentes de Rogerinho que estavam no carro. 

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