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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

MARCELO ODEBRECHT FALA POR 10 HORAS: 13 GOVERNADORES E 35 SENADORES NA MIRA

Depoimento foi realizado ontem, em Curitiba, e adianta o que será revelado pelo ex-presidente da maior empreiteira do Brasil, que está preso há mais de um ano; além dos senadores e governadores, também serão implicados dezenas de prefeitos de grandes cidades
A delação premiada mais temida do Brasil começou ontem e seu primeiro depoimento, de Marcelo Odebrecht, durou dez horas.
Nele, o executivo deu informações preliminares sobre caixa dois para campanhas de 13 governadores, 35 senadores e dezenas de prefeitos, segundo informam Cleide Carvalho, Renato Onofre e Thiago Herdy.
"O ponto central do depoimento foi sobre a motivação da Odebrecht para fazer as transferências: caixa dois de campanha ou propina ligada a obras públicas. O depoimento marca a reta final da tentativa da Odebrecht de firmar sua colaboração. Os investigadores já afirmaram que a proposta apresentada é 'satisfatória', mas ainda depende de documentação e detalhamento dos fatos", diz a reportagem.
Além de Marcelo, outros 50 executivos da empreiteira prestarão depoimentos nesse acordo de delação premiada.

terça-feira, 22 de março de 2016

Grupo Odebrecht diz em nota que pretende colaborar com a Lava Jato


Acordos devem envolver delação de executivos e acordo de leniência.

Ministério Público Federal informou que não ainda existem acordos.

Do G1 PR, com informações do Jornal Nacional
O Grupo Odebrecht anunciou, nesta terça-feira (22), que decidiu colaborar com a investigação sediada em Curitiba da Operação Lava Jato. Além de um acordo de leniência já em curso com a Controladoria Geral da União (CGU), todos os executivos da empreiteira concordaram em fazer acordos de delação premiada, que, em nota, a empresa chama de "colaboração definitiva". Ainda que não cite nomes, a decisão inclui também o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015. A informação foi noticiada com exclusividade pelo Jornal Nacional(Leia a íntegra da nota abaixo)
A empresa não entrou em detalhes sobre a delação. Por essa razão, a Odebrecht não entrou em detalhes na nota emitida nesta segunda-feira.
A decisão foi anunciada no mesmo dia em que a 26ª fase da Operação Lava Jato cumpriu mandados de busca e apreensão e prisões de pessoas ligadas ao grupo.
Polícia Federal (PF) sustenta que a empresa mantinha um “Setor de Operações Estruturadas” que servia como uma contabilidade paralela para o pagamento de propina.
Embora a nota não cite nomes, a TV Globo apurou que a decisão inclui o presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015. Ele já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão em um processo da Lava Jato, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa e responde a mais uma ação criminal por corrupção.
Cabe ao Ministério Público Federal (MPF) avaliar as vantagens de selar, ou não esses acordos com a empresa e os executivos. O órgão informou que não existem acordos de colaboração fechados com executivos da Odebrecht.  Informou ainda que terão prioridade acordos de delação que se revelarem mais importantes para o interesse público.
Os acordos de delação precisam, por lei, ser sigilosos.
Na nota emitida, a Odebrecht informou que os acionistas e os executivos “decidiram por uma colaboração definitiva” com as investigações da Lava Jato. Afirmou ainda que espera que os esclarecimentos da colaboração contribuam com a Justiça Brasileira, e prometeu adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
O pronunciamento diz ainda que a Odebrecht não tem “responsabilidade dominante” sobre os fatos apurados pela Lava Jato, mas que eles revelam a “existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento partidário-eleitoral do país”.
Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A, participou da CPI da Petrobras, em Curitiba, nesta terça-deira (1º) (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS)Marcelo Odebrecht havia negado possibilidade de
delatar (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS)
"Dedurar"
Em setembro de 2015, Marcelo Odebrecht  negou aos deputados da CPI da Petrobras a possibilidade de assinar acordo de delação premiada. “Para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Isso não ocorre aqui", disse.
Odebrecht disse ainda que tinha valores dos quais não abriria mão, citando uma briga entre suas filhas. "Eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que aquela que fez o fato”, afirmou.
Processos
Marcelo Odebrecht, Marcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, César Ramos Rocha e Alexandrino Alencar foram condenados em ação que apurou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), na Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
As penas deles variaram de 13 anos e seis meses de prisão até 19 anos e quatro meses. Relembre.
No processo que ainda tramita na primeira instância da Justiça Federal, Marcelo Odebrecht, Marcio Faria da Silva, Rogério Santos Araújo, e César Ramos Rocha respondem por corrupção.
Os contratos investigados são relacionados aos projetos de terraplenagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Refinaria Abreu de Lima (RNEST); à Unidade de Processamento de Condensado de Gás Natural (UPCGN II e III) do Terminal de Cabiunas (Tecab); à Tocha e Gasoduto de Cabiunas; e às plataformas P-59; P-60, na Bahia.
22/03/2016 - Executivos da Odebrecht são escoltados por policiais federais ao deixar a sede da Polícia Federal, em São Paulo, durante transferência para Curitiba   (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Executivos da Odebrecht foram presos na 26ª fase
da Lava Jato (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
26ª fase
A força-tarefa da Lava Jato afirmou nesta terça-feira que a Odebrecht tinha uma estrutura profissional de pagamento de propina em dinheiro no Brasil. A empresa, ainda conforme a investigação, tinha funcionários dedicados a uma espécie de contabilidade paralela que visava pagamentos ilícitos. A área era chamada de "Setor de Operações Estruturadas".
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que os pagamentos feitos pela Odebrecht estão atrelados a diversas obras e serviços federais e também a governos estaduais e municipais. Dentre elas está a construção da Arena Corinthians, segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
A estimativa é de, ao menos, R$ 66 milhões em propina distribuída entre 25 a 30 pessoas. Este valor, segundo a Polícia Federal (PF), estava disponível em apenas uma das contas identificada como pertecente à contabilidade paralela da empresa.
Além do estádio, a operação também investiga irregularidades no Canal do Sertão, na Supervias, no Aeroporto de Goiânia e na Trensurb, do Rio Grande do Sul.
Foram expedidos 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. A atual fase foi batizada de Xepa.
Esta nova fase foi embasada na delação premiada de Maria Lúcia Tavares, ex-funcionária da Odebrecht, que trabalhava no Setor de Operações Estruturadas. Ela havia sido presa na 23ª fase da operação e decidiu colaborar com as investigações.
Segundo os depoimentos, ela era responsável por repassar as informações das planilhas de pagamentos paralelos para os entregadores, e depois receber deles os extratos para fazer a conferência com as planilhas que recebia.
As planilhas geradas a cada semana continham nome de obras, codinomes dos beneficiários dos pagamentos, os números das requisições e os nomes de quem era os responsáveis pelas solicitações. Cabia à delatora somar os valores que deveriam ser entregues em cada uma das cidades indicadas na planilha para verificar quanto seria preciso disponibilizar.
Leia a íntegra da nota:
As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato.
A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.
Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.
Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.
Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.
Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.
Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil

sexta-feira, 11 de março de 2016

Em delação, Delcídio diz que Temer ‘patrocinou’ indicação de diretor condenado por corrupção


POR PAINEL

Lenha na fogueira O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) citou o vice-presidente Michel Temer no acordo de delação que firmou com o Ministério Público Federal. Ele relatou em sua colaboração premiada à Lava Jato que o peemedebista foi “o grande patrocinador” da indicação de Jorge Zelada para a área internacional da Petrobras. O ex-diretor, apontado como o elo do PMDB no esquema, cumpre pena de 12 anos de prisão. A possibilidade de que ele também decida se tornar delator preocupa o partido.
Bônus Delcídio também aponta ligação entre o vice e o lobista João Augusto Henriques, escolhido para suceder Nestor Cerveró na área Internacional da Petrobras. A indicação, diz, foi barrada por Dilma Rousseff.
Nem vem A assessoria do vice afirma que Zelada foi indicado pela bancada do PMDB de Minas e que, “na condição de presidente da sigla”, Temer o recebeu antes da nomeação e em 2011, quando tentou se manter no cargo, mas “não obteve apoio”.
Distante O vice diz ainda não ter nenhuma relação de proximidade com Henriques.
Regressiva Em conversas reservadas nesta quinta-feira (10), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu um prognóstico amargo para o governo: o impeachment será votado no plenário da Casa em cerca de 45 dias.
Não deviam Integrantes de peso do Ministério Público Federal classificaram o pedido de prisão de Lula como “loucura”. A avaliação é que o Ministério Público Estadual deveria ter se limitado à denúncia.
Reprimenda Adversário do ex-presidente da República, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, também condenou a decisão dos promotores de SP: “Considerei um exagero esse pedido de prisão do Lula. Não vi razões para isso”.
Cólera Ministros petistas esbravejavam ao saber do pedido de prisão de Lula. “Eles querem tocar fogo no país, será um salve-se quem puder”, dizia um deles.
Diga ao povo Lula avisou ao Palácio do Planalto na noite de quinta (10) que não assumirá nenhum cargo na Esplanada. Coube ao ministro Jaques Wagner (Casa Civil) informar Dilma da decisão. A recusa deixou o governo ainda mais pessimista.
Fale com ela Dilma estava no meio de um evento em Manguinhos, no Rio, quando a prisão de Lula foi pedida. Auxiliares decidiram não avisá-la naquele momento. A petista só soube ao fim da solenidade. Logo telefonou para Jaques Wagner.
Sinal dos tempos A Lava Jato está tão em voga que e-mails usados para espalhar vírus agora utilizam como chamariz a seguinte frase: “Inclusão de nome em delação”.
Alto lá A menção do deputado Wadih Damous (PT-RJ) entre possíveis nomes para a Justiça acendeu a luz vermelha na PF. Recentemente, ele disse que parte da corporação agia como “polícia política”.
Sem chance Palacianos afirmam que Damous passa longe da lista.
O que é de César Wellington César ficará na Justiça por ora. O governo não quis definir a vida do ainda ministro antes dos protestos de domingo. Ele tem 20 dias para deixar o cargo ou decidir se abre mão da carreira no Ministério Público.
Por fora Enquanto Brasília pegava fogo, FHC recebia na noite de quinta, em Lisboa, o título de sócio honorário do Círculo Eça de Queiroz, espécie de clube de intelectuais.
Mais cortes O comando da Petrobras não vê como manter todos os atuais contratos de aluguel de sondas. A conta hoje é que dez equipamentos em uso terão de ser limados até o fim do ano. Além de poupar, a estatal quer priorizar o pré-sal.
Desembarque Enroladas na Lava Jato, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão estão perto de resolver pelo menos um problema: devem fechar em breve acordo para receber cerca de R$ 600 milhões dos sócios japoneses no Estaleiro Atlântico Sul. Os asiáticos deixarão o negócio.

TIROTEIO
E os protestos contra os desvios na verba para a compra de merenda escolar? Onde esses poderão acontecer, governador?
DO DEPUTADO VALMIR PRASCIDELLI (PT-SP), sobre a proibição de Geraldo Alckmin (PSDB) à realização de atos pró-Dilma na Paulista no domingo.

CONTRAPONTO
Saudação ao sol
rede
Em reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) sobre o ato de domingo (13) na avenida Paulista, o deputado Paulinho da Força (SDD-SP) relatava a expectativa de público dos organizadores para o dia.
O governador logo disse que, para ter tanta gente como o parlamentar esperava, era preciso torcer para não chover. Paulinho então retrucou:
— Mas o senhor quer mesmo que tenha público, hein? Está torcendo até para que não chova em São Paulo!
Todos riram. Geraldo esboçou apenas um leve sorriso.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Depois de Delcídio chega a vez de Bumlai fazer delação premiada

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Depois de Delcídio, outro preso desde novembro, o pecuarista José Carlos Bumlainegocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Valor Econômico.

Há duas semanas, o amigo do ex-presidenteLula se reuniu com procuradores para discutir sua disposição em colaborar com as investigações, que apuram o esquema de corrupção na Petrobras. Os advogados do empresário, porém, negam categoricamente essa possibilidade.


De acordo com o jornal, na primeira reunião, Bumlai foi informado sobre o funcionamento de uma delação premiada e os detalhes do procedimento - como se deslocar para prestar esclarecimentos sempre que considerado necessário pel

quinta-feira, 3 de março de 2016

Confira detalhes da suposta delação de Delcídio que ‘entregaria’ Dilma e Lula

Revelações foram publicadas pela revista IstoÉ

Apontado como testemunha ocular em todas as ‘negociatas’ desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, em 2003 com ex-presidente Lula, as revelações do senador Delcídio do Amaral (PT) divulgadas pela revista IstoÉ, porém negadas pela assessoria do parlamentar, incriminam não apenas o presidente de honra do partido, mas também a presidente Dilma Rousseff (PT).
“É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (agora ex da pasta) e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, teria dito Delcídio a Procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato.
As revelações do senador tratam não apenas do chamado ‘Petrolão’, esquema de desvio de recursos da Petrobras, mas também do ‘Mensalão’, no qual políticos eram pagos pelo governo do ex-presidente Lula para aprovarem, no Congresso Nacional, projetos de interesse do Executivo.
A revista teve acesso a documentos que comprovariam a delação. Delcídio teria pedido aos procuradores que seu acordo de delação fosse homologado apenas dentro de seis meses, prazo que precisaria para manter-se no Senado e afastar o risco de cassação. O pedido do sul-mato-grossense não teria sido aceito pelo ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal).
Se comprovadas, não apenas a delação, mas principalmente as informações divulgadas pela revista, o processo de impeachment de Dilma no Congresso ganharia contornos de celeridade, até então apenas desejado pela oposição. A presidente teria tentado, por três vezes, nomear ministros que votassem pela soltura de políticos e empresários presos na operação Lava Jato.

Delcídio teria contado que recebeu um pedido da presidente enquanto ambos caminhavam pelos jardins do Palácio da Alvorada, para que ele intercedesse pela nomeação de Marcelo Navarro, posteriormente nomeado ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para que o magistrado confirmasse sua intenção de julgar pela liberdade de Marcelo Odebrecht, diretor da Construtora Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, da Construtora Andrade Gutierrez.
Delcídio contou também, revelou a revista, que seu encontro com Navarro aconteceu em uma sala no Palácio do Planalto, o que pode ser verificado, segundo ele, pelas imagens do circuito interno de segurança.  Apesar do desfecho ter sido satisfatório a nomeação, o magistrado foi voto vencido no plenário da Corte, que manteve os executivos das empreiteiras presos.
Outra implicação grave contra a presidente Dilma, é que Delcídio teria relatado que ela sabia dos equívocos que resultaram na compra da refinaria de Pasadena, negócio que deixou um prejuízo de US$ 792 milhões, quando a petista era a presidente  do Conselho de Administração da Petrobras. Ela sempre negou que fosse de seu conhecimento as irregularidades. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, teria dito o senador.
A própria nomeação de Nestor Cerveró ao cargo de Diretor Internacional da estatal teve atuação da presidente da República.
Pivô da prisão do sul-mato-grossense, Cerveró teria recebido a ‘mesada’ prometida por Delcídio, a mando de Lula, por pelo menos cinco meses. E o dinheiro teria saído das posses do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
O motivo, explica o senador, seria que Cerveró implicaria em sua delação o pecuarista, intimamente ligado a Lula. Bumlai inclusive teria usado dinheiro dos desvios da Petrobras, obtido na compra superfaturadas de sondas pela estatal, para pagar as contas da campanha de Lula em 2006, na qual o petista saiu vencedor.
Em outra ocasião, também em 2006, Delcídio intermediou um outro pedido de Lula para comprar o silêncio de uma testemunha: Marcos Valério, o publicitário apontado como operador do ‘Mensalão’. O ex-presidente e o ex-ministro Antonio Palocci, teriam pago R$ 220 milhões, pedido por Valério, para que não citasse Lula em seus depoimentos.
CPI´s
Delcído também citou duas CPI´s (Comissões Parlamentares de Inquérito), a dos Bingos e a dos Correios, que tiveram atuação da base aliada do governo para livrar Lula e Lulinha, seu filho Fábio Luis Lula da Silva, das implicações resultantes das investigações.
A CPI dos Correios, que resultou nas condenações do ‘Mensalão’ foi presidida por Delcídio. Ele cotou que Lula fez um acordo com a oposição para que seu nome foi retirado do relatório final. Isso o teria salvo de um impeachment.
Por fim, o senador sul-mato-grossense cita colegas e ex-parlamentares de Congresso, como oos senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR), como pessoas que cobravam uma espécie de ‘pedágio’ de donos de empreiteiras para que não os convocassem a depor na CPI da Petrobras.

Fotos: Reprodução/IstoÉ