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domingo, 31 de janeiro de 2016

Bernal descarta exonerar comissionados e diz que equipe está 'enxuta'


Segundo o prefeito, a equipe do município está enxuta e não ter exoneração

O prefeito Alcides Bernal (PP), descarta a possibilidade de exonerar comissionados para reduzir as despesas com a folha de pagamento, que em agosto de 2015, giravam em torno de 54,4%, bem acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de 51,3%.

O pepista não soube precisar o total de cargos em comissão disponíveis na prefeitura, mas garantiu que não existe a necessidade de exoneração. "Estamos trabalhando com uma equipe enxuta. O número de comissionados é apenas 30% do que o Gilmar Olarte tinha", disse durante entrega de prêmios do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).  

Em dezembro do ano passado, o índice teria chegado a 53% e a folha de pagamento ainda atinge os R$ 100 milhões por causa da contratação de mais mil comissionados. Isso significa que, para evitar o escalonamento de salários e conceder as correções inflacionárias, a prefeitura precisa enxugar a administração. Mesmo assim, o prefeito garantiu que vai retomar o pagamento em dia com o aumento da arrecadação tributária.

O problema com a folha de pagamento não é novo. Em 2015, como medida paliativa para reduzir o índice, o Ministério Público Estadual (MPE) recomendou à administração do prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP por liminar, para que reduzisse o número de servidores comissionados - que chegou a 1,9 mil - para diminuir o gasto com pessoal. Na época, Olarte chegou a exonerar 232 funcionários de cargos em comissão para que o município tivesse uma economia de R$ 1 milhão.

Após o prefeito Alcides Bernal ter sido reconduzido ao cargo, em dezembro, os vereadores já denunciavam que o número de comissionados estava se elevando novamente, ultrapassando em mais de mil comissionados. Apesar do MPE ter recomendado a redução de comissionados, como forma de economia, Bernal ignorou os avisos e continou com as contratações de servidores. Para diminuir gastos, resolveu apenas aprovar medidas contra os efetivos, que foram aprovados em concurso público.

A prorrogação do 'pacote de maldades', que foi instruído pela primeira vez por Olarte, proíbe a concessão de férias, pagamentos de horas extras e promoções, além de outros efeitos para servidores do município. Bernal ainda ampliou a jornada de trabalho que passou de seis para oito horas diárias, o que causou instabilidade e deixou os concursados em estado de greve, programada para iniciar em fevereiro.

Os gastos acima do limite prudencial estabelecido pela LRF também foram utilizados como argumentos em uma ação judicial proposta ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) por servidores da área da saúde de Campo Grande, que tenta barrar o cumprimento da lei do reajuste salarial aos professores da Rede Municipal de Ensino. Sobre o assunto, Bernal disse que não tem conhecimento do processo e preferiu não opinar.

Campo Grande confirma pelo menos 9 casos de dengue por dia em janeiro


Ação de combate a dengue está na região do bairro Nova Lima. (Foto: Alan Nantes)Ação de combate a dengue está na região do bairro Nova Lima. (Foto: Alan Nantes)
Com 2,5 mil casos notificados de dengue de 1º de janeiro até esta sexta-feira (29), Campo Grande confirma 9,48 pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti por dia. Conforme a Sesau (Secretaraia Municipal de Saúde Pública), em 29 dias de 2016 foram 275 casos confirmados da doença.
Os números foram apresentados nesta manhã (30) durante ação de combate a dengue na região do bairro Nova Lima.
São 458 casos notificados de zika vírus e dois casos suspeitos, mas ainda sem confirmação. Já de chikungunya, são 62 casos notificados, mas até agora, também sem nenhuma confirmação.
Conforme o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, as ações estão sendo intensificadas nos bairros onde há maior foco do mosquito. "Aqui na região do bairro Nova Lima, neste sábado são 150 agentes e cada um tem que visitar 50 casas, que abrange os bairros Vida Nova, Jardim Anache, Tarsila do Amaral e Colúmbia", alega.
Nestes bairros, desde às 3h30 de hoje, o carro do fumacê está percorrendo as ruas e os agentes desaúde, estão desde às 8h visitando as residências. "Paralelo a isso, cinco caminhões da Seintrha e três pás carregadeiras, auxiliam os trabalhos de combate a dengue", informa.
Carro do fumacê percorre desde às 3h30 de hoje, ruas da região do Nova Lima. (Foto: Alan Nantes)Carro do fumacê percorre desde às 3h30 de hoje, ruas da região do Nova Lima. (Foto: Alan Nantes)
De acordo com o secretário, quando as ações de combate ao Aedes aegypti começaram em outubro, na região do Nova Lima houve redução de 60% no número de notificações na região. "A região é uma das áreas mais afetadas, onde há maior incidência de foco, estão damos prioridade nestes locais", alega.
Segundo o prefeito Alcides Bernal (PP), é preciso que a população se conscientize e tenha os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito. "As pessoas precisam fazer a parte delas e 86% dos focos da dengue são domiciliares. Não adianta apenas a prefeitura intensificar as ações, se não há colaboração dos populares", avalia.
Conforme Bernal, a prefeitura está planejando intensificar as ações de combate a dengue, antes de voltar a chover.
A Prefeitura de Campo Grande também está realizando neste sábado (30) na escola municipal Mirone Maiolino, no bairro Vida Nova, a Ação Cidadania POP. São vários stands montados no pátio, com serviços oferecidos de odontologia e emissão de carteira de trabalho. Seis médicos estão no local para atender a população. 

Com novatos, Campo Grande pode ter mais de 10 candidatos a prefeito

Nelsinho é um dos poucos veteranos na disputa

A eleição em Campo Grande caminha para ser a mais competitiva dos últimos anos. A concorrência é tanta que ninguém se arrisca a dizer que a eleição será definida no primeiro turno, o que também aumenta o interesse dos candidatos.
Antes de 2012, as eleições em Campo Grande pareciam cartas marcadas, com uma hegemonia do PMDB por mais de 20 anos. Alcides Bernal (PP) e Reinaldo Azambuja (PSDB) entraram na disputa e conseguiram mais do que um segundo turno, vencendo Edson Giroto, então PMDB.
Sem alianças no primeiro turno, Bernal conseguiu atrair mais simpatizantes no segundo turno e venceu fácil. Agora, com partidos passando por crise e com Bernal em uma gestão contestável, diante de tantos problemas, seja financeiro ou político, é grande o número de interessados e, curiosamente, novatos na disputa pelo Poder Executivo.
A falta de um candidato que dispara na pesquisa, o sucesso alcançado por Bernal na última eleição e a crise dos grandes partidos está animando os novatos, que acreditam no desejo popular por um nome novo e sem desgaste político.
Vislumbrando futuro promissor, a previsão é de que Campo Grande tenha mais de 10 candidatos a prefeito e, a começar pelos que já se anunciam como pré-candidatos, este número pode ser bem maior.
Os nomes apresentados pelos maiores partidos evidencia esta briga de novatos. PT, PMDB e PSDB têm como pré-candidatos políticos que nunca participaram de eleições para o Executivo: Pedro Kemp (PT), Antônio Carlos Biffi (PT), Cabo Almi (PT), Amarildo Cruz (PT), Rose Modesto (PSDB), Carlos Alberto de Assis (PSDB), Eduardo Riedel (PSDB), Carla Stephanini (PMDB), e Paulo Siufi (PMDB) são alguns dos novatos que estão de olho na prefeitura.
Os três maiores partidos têm novatos como maioria, mas também há entre os pré-candidatos aqueles que já disputaram cargo no Executivo, como Carlos Marun (PMDB) e Márcio Fernandes, ambos sem sucesso, e o deputado Beto Pereira (PSDB), que já foi prefeito de Terenos.
Com grandes partidos em dificuldade, cresce o interesse dos pequenos e médios partidos, que também podem apresentar novatos no Executivo. Declaram-se pré-candidatos: Marquinhos Trad (PMDB), que deve se filiar ao PSD, Felipe Orro (PDT), ex-prefeito de Aquidauana, Ricardo Ayache (PSB), o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Mara Caseiro (PMB), ex-prefeito de Eldorado.
Nelsinho Trad (PTB) e Alcides Bernal (PP) podem fugir a regra e participar como figuras repetidas nesta eleição. Bernal é pré-candidato a reeleição e Nelsinho quer voltar ao comando da prefeitura. A vontade é tanta que ele foi procurar até o ex-governador André Puccinelli. Ele tem como barreira o irmão, Marquinhos Trad, que anunciou a pré-candidatura primeiro. Além dos já citados, há ainda partidos pequenos que tradicionalmente lançam candidatos. É o caso, por exemplo, de PSTU e PSOL.

Neymar abriu três empresas de fachada para sonegar impostos, diz revista

Jogador e pai teriam abatido mais de 50% dos impostos

ReproduçãoReprodução
O jogador Neymar, do Barcelona, e seu pai, criaram três empresas de fachada, além de terem adulterado documentos na finalidade de sonegar impostos, segundo informações da Revista Veja, publicada neste sábado. A matéria da revista contém detalhes sobre a investigação e denúncia do Ministério Público Federal contra o atacante.
A publicação teve acesso ao depoimento do procurador do MPF, Thiago Lacerda Nobre, que afirmou que a dupla abriu empresas que recebiam a maior do seu salário no Santos e contratos de publicidade. Assim, eles teriam conseguido abater mais de 50% do valor dos impostos, quando as taxas a pessoas físicas chegam a 27,5%.
A punição para a denúncia feita na última semana pelo MPF pode chegar a cinco anos de prisão para os dois. Ainda segundo a revista, a assessoria de imprensa de Neymar preferiu não se manifestar por não ter sido notificada.
Neymar e o pai abriram três empresas diferentes, em um período de seis anos, a Neymar Sport e Marketing, N&N Consultoria Esportiva e N&N Administração de Bens. Segundo a procuradoria do MPF, nenhuma delas teria capacidade para gerenciar a carreira do craque. Seus sócios nas três empresas eram o pai, Neymar, e a mãe, Nadine, que juntos tinham apenas mais dois funcionários, empregados como seguranças.
Segundo a revista, Neymar teria recebido do Santos R$ 43,78 milhões, entre 2010 e 2013, mas somente R$8,1 foram em forma de salário de pessoa física. Todo o restante do dinheiro foi pago em contratos de direito de imagens. Além disso, suas empresas possuem 11 contratos de patrocínios com o jogador, em um valor de cerca de R$ 75 milhões.

Prefeito nega dívida de R$ 15 mil e diz que ‘só devolve o que recebeu’


Defensoria atuou em processo de Bernal no ano passado e agora cobra honorários advocatícios

Participando do lançamento do programa ‘Ação Pop’, realizado na escola na Escola Municipal Nerone Maiolino, bairro Vida Nova, o prefeito Alcides Bernal (PP) negou neste sábado (30) a existência de uma dívida com a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul no valor de R$ 15 mil, por honorários advocatícios.

Segundo ele, a instituição não emprestou esse valor então, por consequência, não há nada para ser quitado. “A Defensoria não me deu R$ 15 mil. Eu não recebi nenhum dinheiro da Defensoria, você só devolve o que recebeu. Isso é uma questão dos advogados”, declarou.

A defensora Jane Inês Dietrich entrou com ação no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para obrigar Bernal a pagar de R$ 15.532,56 por honorários advocatícios. O valor, reajustado com juros e correções monetárias, é relativo às despesas processuais da defesa oferecida pelo órgão, que o pepista usufruiu no ano passado.

A justificativa do pedido é de que o prefeito não precisaria do serviço público, já que tem condições financeiras de contratar advogado particular. Jane Inês Dietrich foi acionada após o advogado de Bernal abandonar o processo, sendo que o pepista foi notificado da mudança de representação em 24 de julho de 2015.

O processo se refere à ação em que Bernal e o então Secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderley Ben Hur da Silva, respondem pela contratação do ex-presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Júlio César Souza Rodrigues, para elevar o índice de participação do município na arrecadação do ICMS (Impostos Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) feita pelo Estado.
  
De acordo com o Ministério Público Estadual “tal contratação seria irregular, constituindo crime, porque teria sido feita com inexigibilidade de licitação a que faltavam elementos constitutivos, quais sejam, a singularidade e a notória especialização”.

As duas defesas alegam que a contratação era necessária, pois Júlio é especialista em processo civil e tinha um trabalho excepcional perante o fisco estadual, por isso a dispensa de licitação. Também disseram que não houve qualquer prejuízo para a coisa pública municipal, uma vez que o advogado atuou uma única vez, em caráter de urgência, tendo obtido êxito em seu trabalho, mas não foi remunerado e o processo de contratação foi paralisado por causa de uma ação popular.


Com alternativa para o não pagamento da quantia, a defensora solicita ainda a penhora ou bloqueio dos bens do prefeito.

US Turns monitoring of Zika and bet vaccine

Os Estados Unidos vão monitorar o avanço do vírus Zika nas Américas e adotar medidas mais eficazes para contê-lo, disse o porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC ), Benjamin Haynes.
As medidas anunciadas pelo CDC revelam a importância que o governo norte-americano vem dando ao problema. Ontem (29), em conversa por telefone, o presidente Barack Obama e a presidenta Dilma Rousseff decidiram criar um grupo de pesquisa para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika.
À Agência Brasil, o porta-voz acrescentou que o monitoramento será acompanhado de ações para equipar laboratórios de diagnóstico e apoiar programas de controle de mosquitos, tanto nos Estados Unidos quanto nos países em que se verificam a presença do mosquito Aedes aegypt. O mosquito é o agente transmissor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya.
A pesquisa destinada a criar uma vacina contra o vírus Zika, que pode provocar malformação em recém-nascidos, deverá ser feita com base em uma cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o Instituto Nacional de Saúde (NIH), uma agência governamental do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, com sede em Bethesda, no estado de Maryland.

A lamentável ação do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública contra ACP/MS

Pelegagem? como interpretar a decisão de um sindicato que entra contra o direito adquirido de outra categoria justificando que " o município não tem condições de pagar o reajuste estabelecido em lei"

Categoria reagiu com surpresa ao processo judicial impetrado por servidores da saúde e tenta resolver questão com Bernal

O Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP/MS) não deve mudar o posicionamento e vai continuar a cobrança para que seja cumprida a lei de reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), mesmo após outra categoria de servidores questionar na Justiça a legalidade das determinações federal e municipal.

Conforme o presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre, a informação de que a lei foi levada ao Tribunal de Justiça (TJ/MS) por quem também serve a administração municipal não era esperada, mas também não deve servir como um ‘desestímulo’ aos professores. Ele contrapõe o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, que declarou, na ação judicial, que o município não tem condições de pagar o reajuste estabelecido em lei.

“Ficamos sabendo agora disso, mas temos a lei do piso mínimo e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que nos amparam e continuamos brigando por isso, independente do parecer jurídico a essa ação. Temos convicção que o prefeito tem condições de avançar e honrar com sua palavra”, declarou.

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo a Lei  11.738/2008, a Lei do Piso, que vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido pelo Fundeb. Na Capital, os professores pressionaram o poder público durante boa parte do ano passado, realizando uma greve que durou 77 dias, solicitando o apoio de vereadores e diálogos na tentativa de um acordo, mas um novo ano se iniciou e o pleito não foi atendido.

A categoria marcou uma reunião entre a Comissão de Negociação do Piso Salarial do Magistério o prefeito Alcides Bernal (PP) para a próxima terça-feira (2), na Prefeitura Municipal, oportunidade em que devem cobrar o reajuste de 13,01%, que deveria ser cumprido em 2015. Segundo Nobre, o encontro ainda não deve pautar sobre o novo reajuste do piso nacional, que em 2016 foi estabelecido em 11,36%.

Contudo, o sindicato disse que deixará claro que “não abre mão daquilo que é legal e que não foi resolvido durante todo o ano anterior”. “As pessoas têm direito de entrar com qualquer ação que seja, mas não deve pedir pela desvalorização de direitos. Se a educação é prioridade, deve-se cumprir o necessário”, finalizou. 

Prefeitura
Questionado sobre o assunto, o prefeito Alcides Bernal afirmou que desconhece a ação judicial, portanto não poderia comentá-la.

Falta de medicamentos, obras paradas marcam administração de Bernal em 2016

Falta de medicamentos em unidades de saúde, obras atrasadas, morte por dengue, declarações polemicas, bem como vetos a projetos de vereadores, além do impasse no reajuste salarial dos professores, marcam a administração do prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) neste início de ano. O chefe do Executivo segue sem sinalizar uma resolução dos problemas que cercam a sua gestão.
Enquanto os professores da Rede Municipal de Educação aguardam o reajuste de 13,01% na folha de pagamento, o prefeito Alcides Bernal tem alegado "problemas graves de ordem financeira” para não garantir o aumento salarial dos servidores da educação.
As obras paralisadas que foram iniciadas durante a administração do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB), por exemplo, não tem data para serem concluídas. Em 2012, Trad Filho assinou convênio com a União para construção de 19 Centros de Educação Infantil ( Ceinfs), que juntos, tenderiam 4750 alunos (250 cada). O investimento para obra de cada unidade era de cerca de R$ 2,2 milhões, dos quais R$ 800 mil, seria contrapartida do Município, a cada Ceinf. Após quatro anos, 12 dos 19 Ceinfs não foram entregues.
No dia 11 de janeiro de 2016, Bernal publicou no Diário Oficial do Município, a revogação dos contratos assinados com empreiteiras responsáveis pelas obras. De acordo com informações repassadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), a medida segue orientação do Sistema de Monitoramento e Controle do Ministério da Educação (MEC) para que seja realizada readequação de prazo das obras. Todas as construções afetadas pela determinação estavam paralisadas, desde 2013. Em meio as paralisações de obras, a população da Capital já viu dois prefeitos se alternarem no comando da administração municipal. 
Reclamações
Além da superlotação nas unidades de saúde, a população também reclama da falta de medicamentos nos postos. Entre os remédios indisponíveis estão desde o Omeprazol, indicado para tratamento de gastrites e úlceras gástricas, até remédios utilizados para o tratamento de pressão alta, como a Hidroclorotiazida. Até o momento não foi anunciada a data prevista para reposição, na rede municipal de saúde da Capital. Conforme um funcionário  que não quis se identificar, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Nelson Assef Buainain, localizada no bairro Jadim Antártica, os dois últimos pedidos realizados pelo posto para o medicamento Hidrocloriazida foram negados.
A Capital iniciou o ano com duas mortes que estão sob suspeita de dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o município já soma 2,5 mil casos notificados de dengue, de 1º de janeiro até a última sexta-feira (29). Conforme  a secretaria, foram confirmadas 9,48 pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti por dia. De acordo com a Sesau, foram constatados 275 casos confirmados da doença. Os técnicos do órgão notificaram 458 casos de zika vírus e outros dois casos suspeitos. Além disso foram registrados 62 casos de chikungunya.
Crise política
Além ter de enfrentar a redução da sua base aliada na Câmara Municipal de Campo Grande, e não conseguir definir seu representante do prefeito na Casa, Alcides Bernal tem deixado o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo ainda mais instável. Com os vetos dos projetos de vereadores publicados, no dia 25 de janeiro, no Diário Oficial do Município, provocou desconfiança no legislativo. “Espero que ele tenha um rol de argumentos, um amparo legal. Mas agora se ele simplesmente vetou por conta de retaliação, ele está muito equivocado”, disse o presidente da Câmara João Rocha (PSDB) ao MS Noticias.  
Conforme a publicação, Bernal vetou totalmente oito projetos aprovados pela Câmara entre eles, o do vereador Alex do PT que prevê isenção do pagamento de IPTU para parcela da população considerada de baixa renda que são mutuários do Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e vivem em regiões de desfavelamento e loteamentos sociais. Bernal também vetou isenção do IPTU para pessoas diagnosticadas com câncer.
Outro projeto vetado totalmente é de autoria  dos vereadores Luiza Ribeiro (PPS), Thais Helena (PT), Chiquinho Telles (PSD), Coringa (PSD), e do vereador cassado Paulo Pedra (PDT), que estabelece reservas de vagas para negros e índios em concursos públicos. Todos vetos estão acompanhados das justificativas legais defendidas pelo prefeito. A Câmara, com retorno do recesso, deve colocar em votação a derrubada ou não dos vetos. Houve também, um veto parcial.

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Bernal admite que "bica corrida" é paliativo contra excesso de buracos

Thiago de Souza

Bernal admite uso da bica corrida como paliativo contra buracos. (Foto: Fernando Antunes)Bernal admite uso da "bica corrida" como paliativo contra buracos. (Foto: Fernando Antunes)
O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), admitiu nesta quinta-feira (28) que o uso da "bica corrida", mistura de pó de pedra com brita que origina material semelhante a areia, é um procedimento paliativo para tapar temporariamente os buracos nas ruas da Capital, até que as equipes da operação tapa-buracos os cubram com massa asfáltica. A declaração foi feita durante evento no Gabinete da Esplanada dos Ferroviários, em que a Prefeitura cede o Estádio Jacques da Luz e o Centro Olímpico da Vila Nasser para jogos e treinos dos clubes da Capital que vão disputar o Campeonato Estadual.

Bernal disse que alguns buracos são muito profundos, por isso recebem a "bica corrida" para tentar amenizar o problema. Primeiro, de acordo com o pepista, uma equipe cobre o trecho com a mistura. Depois, outra conclui o trabalho, jogando a lama asfáltica.
“As pessoas às vezes confundem que estão tapando buraco com areia ou com terra, mas não é”, analisa. O prefeito afirmou que, mesmo a ''bica corrida'' ser um serviço paliativo, "se não ficar bem feito a Prefeitura fará novamente, até que fique bom".
Porém, moradores da Rua Silveira Martins, na Vila Alba, questionaram a eficácia do método utilizado pela Prefeitura, e encaminharam fotos para o Campo Grande News na noite de quarta-feira (27.) Segundo relatos, a equipe executou esse tipo de serviço por volta das 21 horas. Na manhã desta quinta-feira (28), a reportagem constatou que a mistura já estava saindo de um dos maiores buracos da via, devido ao fluxo intenso.
“Aqui passa muito carro indo para o aeroporto, por isso não vai resolver nada essa cobertura”, reclama a dona de casa Marlene Dihl Barbosa. Ela ressalta que, no buraco que causava mais transtornos, devido ao tamanho, havia água acumulada da chuva que caiu no início da semana e, apesar de terem retirado o excesso, o local ainda necessitava de drenagem. 
Método da bica corrida, dura poucas horas, dizem moradores da Vila Alba. (Foto: Marcos Ermínio)Método da "bica corrida", dura poucas horas, dizem moradores da Vila Alba. (Foto: Marcos Ermínio)

Buraco na Via Parque provoca acidente e situação indigna motoristas

Cristina Livramento

Motociclista perdeu controle do veículo ao passar por buraco na Via Park. (Foto: Taynara Foglia/  Direto das Ruas)Motociclista perdeu controle do veículo ao passar por buraco na Via Park. (Foto: Taynara Foglia/ Direto das Ruas)
Prefeito recomendou aos motoristas Direção Defensiva para conseguirem desviar dos buracos. (Foto: Taynara Foglia/ Direto das Ruas)Prefeito recomendou aos motoristas Direção Defensiva para conseguirem desviar dos buracos. (Foto: Taynara Foglia/ Direto das Ruas)
Um buraco na Via Parque, próximo ao Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, tem deixado moradores e motoristas que passam pelo local apavorados. Por volta das 22h de quinta-feira (28), uma motociclista que voltava para casa após o trabalho sofreu um acidente no trecho.

À tarde, o prefeito da Capital, Alcides Bernal(PP), disse durante agenda pública que os motoristas tinham que "andar com mais prudência" e recomendou a direção defensiva para desviarem dos buracos.
Uma engenheira civil, de 24 anos, que não quis se identificar, contou que passa pelo local todos os dias para estudar. "Foram doisacidentes esta semana com motociclistas". Ela espera que as autoridades tomem providência. 
Conforme outro leitor do Campo Grande News, que também não quis se identificar, a motociclista de hoje estava consciente, mas com escoriações e dores fortes no quadril. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no local para atender a ocorrência.
Apesar de a cidade estar ocupada por buracos e as denúncias da população sobre os acidentes terem se tornado corriqueiras, Bernal comentou que "é uma obrigação (do motorista) reduzir a velocidade, observar melhor" e fez questão de lembrar que todo condutor tem aulas sobre direção defensiva. Sendo assim, estão aptos a contornar o problema.
Direto das Ruas - A sugestão acima foi enviada à redação do Campo Grande News via WhatsApp, pelo canal Direto das Ruas. Pelo número (67) 9687-7598 ou então pelo e-mail redacao@news.com.br, podem ser enviados flagrantes, sugestões de matérias, notícias, fotos, áudios e vídeos.

Inflação: alimentos saíram das fábricas 14,3% mais caros em 2015

Terceira maior marca da história

ReproduçãoReprodução
Os alimentos subiram 14,28% ao longo de 2015, segundo IPP (Índice de Preços ao Produtor), que mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica', sem impostos e fretes. Com o impacto do setor, os preços da indústria subiram 8,84% em 2015, de acordo com a publicação divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado colocou o setor de alimentação na terceira maior marca, atrás apenas de 21,24%, em 2010, e 14,86%, em 2012. O aumento apenas em dezembro foi de 0,73%, em novembro era 0,39%.
Os produtos de maior influência no resultado de 2015 foram 'açúcar cristal', 'óleo de soja refinado', 'sucos concentrados de laranja' e 'óleo de soja em bruto'. Os quatro produtos influenciaram em 0,46 p.p. (0,73%). De acordo com a publicação, os preços destes produtos foram influenciados tanto pelo câmbio, como pelo aumento do preço da gasolina, que interfere em quanto se produz de álcool e quanto de açúcar a partir da cana-de-açúcar.
Os outros setores que também tiveram aumentos foram: outros equipamentos de transporte (33,62%), fumo (32,02%) e papel e celulose (21,21%).
As variações de preços da indústria acumularam variação de 12,38% nos bens de capital (com influência de 1,04 p.p.), 8,33% de bens intermediários (4,74 p.p.) e 8,83% de bens de consumo (3,05 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado pelos produtos de 'bens de consumo duráveis' (0,50 p.p.) e pelos 'bens de consumo semiduráveis e não duráveis' (2,55 p.p.).
Em dezembro/2015, os preços da Indústria Geral (IG) variaram, em média, -0,32% quando comparados a novembro/2015, Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 13 tiveram variações positivas de preços, contra 12 no mês anterior.