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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

57 cidades de MS estão em alerta para tempestades e ventos fortes


As regiões centrais, sudoeste e leste do Mato Grosso do Sul estão na classificação laranja no risco de tempestades, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Ao todo, 57 cidades, incluindo a Capital, estão com previsão de fortes chuvas com descargas elétricas e ventos fortes.

Segundo o Instituto, as chuvas começaram a ganhar força ontem em deve se estender até o fim de semana. Os riscos potenciais são de queda de galhos de árvores, alagamentos, incidência de descargas elétricas e granizo. Também de precipitação entre 30 mm/h e 50 mm/h ou 60 mm/dia até 100 mm/dia.

Fonte: Inmet

Interior

Na cidade de Dourados e em Fátima do Sul, o Rio Dourados já atinge as pontes e congestiona o trânsito. De acordo com o site Dourados Agora, vários bairros do município estão alagados e a população das partes mais baixas padece.

Foto: Cido Costa/Dourados Agora

A forte chuva também destruiu parte da MS-160, em Tacuru. Um desmoronamento engoliu uma oficina mecânica, arrastou dois veículos e ameaça residências, segundo informações do site Rio Brilhante News.

O tráfego pela BR-163 ficou interrompido, na manhã de terça-feira (24), entre Caarapó e Juti. O córrego Saiju, que passa às margens da rodovia transbordou e a água acabou cobrindo a pista.

Durante a semana

O tempo chuvoso segue até domingo (29), com a temperatura mínima de 19° e máxima de 37°. Em todos os dias há possibilidade de fortes chuvas, com ventanias e trovoadas.


Para evitar tragédia em Corumbá, DNPM faz apenas uma vistoria ao ano

Superintendente em MS nega qualquer risco, mas documentos do órgão nacional mostram alerta sobre o município

Após documentos oficiais do Departamento Nacional de Produção Mineral indicarem que duas barragens correm sérios riscos de rompimentos no município de Corumbá, o superintendente regional do órgão, Romualdo Paes de Andrade, procurou tranquilizar a população. Ele afirma que 'não há risco' da tragédia que aconteceu em Mariana (MG) se repetir em Mato Grosso do Sul, porém, no cargo há pouco tempo, admite que apenas uma vistoria é realizada ao ano.

Romualdo afirmou ao TopMídia News que hoje o município de Corumbá possui 20 barragens em atividade. Elas acumulam sedimentos da extração de ferro e manganês da região. "Nós descartamos essa possibilidade (rompimenro), o órgão tem feito vistorias nessas barragens e, com isso, temos feitos algumas recomendações que tem sido seguidas pelas empresas", ressaltou.

O superintendente garante que a Vale contratou uma empresa de consultoria de nível internacional. "Pelo que sabemos, ela é especializada em barragens e foi feito. Mas como se tratam de informações sigilosas, somente as empresas podem repassar os dados", explicou.

Ainda assim, ele garante que o próximo passo do órgão, agora, é verificar se os estudos estão corretos, e é categórico ao informar a população. "Nós informamos que não há perigo iminente para aquele município e que a segurança é 100% para população de Corumbá. Todas as barragens obedecem uma legislação básica". Porém, ele contradiz informações do próprio DNPM.

A reportagem ainda questionou se as empresas instaladas no município possuem um plano emergencial caso, eventualmente, possa ocorrer o rompimento de uma delas. "Em nossas vistorias, todas as empresas cumprem a legislação referente ao Código Mineral 1967. Todas possuem em o plano e estão dentro das normas".

Apesar do superintendente assegurar que não há risco iminente de rompimento de barragem em Corumbá, que pode até causar tragédia semelhante a Mariana (MG), documentos contradizem a informação. Segundo dados do DNPM, as duas barragens de Corumbá podem se romper. 

Relatório do CNPM aproximado - Foto: Reprodução

Limitações
Romualdo explica que, devido a crise financeira que atinge o governo da presidente Dilma Rousseff, foi necessário fazer alguns ajustes para conter gastos e manter a economia equilibrada. O DNPM recebeu neste ano, apenas R$ 230 mil, dos R$ 280 mil solicitados para manter um grupo composto de 20 funcionários, parte deles responsáveis de ir a campo para fazer as vistorias.

"Nós estamos com certa dificuldade, devido a crise, o nosso orçamento foi reduzido. Para se ter uma noção, o DNPM, possuiu apenas uma caminhonete para fazer essas vistorias. Mas o veículo que utilizamos é emprestado do Estado do Mato Grosso e nós não temos condições de sequer adquirir um veículo próprio", desabafa.

Apesar do setor movimentar R$ 1 trilhão de reais por ano pago pelo royalties, o superintendente afirma que 65% da arrecadação segue para a prefeitura de Corumbá; 26% são repassados pelo Estado e 12% são repassado ao DNMP de Brasília. Referente ao órgão, 2% são repassados para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e mais 2% para o setor de tecnologia. "Ou seja, o que chega para nós do valor arrecado é quase nada e trabalhamos com o que temos", explicou.

Em Mato Grosso do Sul, 90% dos trabalhos do órgão estão voltados para as barragens. As fiscalizações ocorrem uma vez ao ano. Com o restante dos 10%, o órgão fiscaliza areeiros, pedreiras (basalto), fábricas de cal e de calcário nas demais regiões do Estado. 

 
Campo de obras da empresa Vale, em Corumbá. Foto: Reprodução/ Diário Corumbaense. 


A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, do PT, e com a assessoria de imprensa da prefeitura, mas não obteve retorno. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Asfalto de ponte sobre o Córrego Imbirussu cede e interdita parte da pista

O trecho ainda não foi sinalizado

  • Os ventos que atingiram 72 km/h derrubaram várias árvores na Capital (Foto: Marithê Lopes)


  • As fortes chuvas e ventos que tiveram início na madrugada desta sexta-feira (20) na Capital e seguem até a manhã, derrubaram árvores em várias regiões da cidade, além de agravarem o problema de trânsito que a cidade enfrenta nos últimos tempos, os buracos. Na região da Vila Silvia Regina, parte da ponte que passa sobre o Córrego Imbirussu cedeu.

    A ponte, na Avenida Capibaribe, próxima da Avenida Júlio de Castilho, já estava em processo de erosão há algum tempo. Apesar da obra estar finalizada, o buraco que começou a se formar na ponte, agora tomou conta de um lado da via. Quem segue sentido Aeroporto, na Avenida Júlio de Castilho, deve ter atenção redobrada por conta da erosão.
    Já no cruzamento da Avenida América com a Avenida Riachuelo, na Vila Planalto, também a oeste da Capital, uma árvore caiu por conta dos fortes ventos. Parte da via ficou ocupada pelos galhos, mas o trânsito segue normal, já que não há grande fluxo de veículos nessa região.
    Um pouco mais ao centro da Capital, no cruzamento da Antônio Maria Coelho com a Rui Barbosa, outra árvore também não resistiu aos fortes ventos e caiu. A planta tomou a calçada, mas não impede o trânsito.

    quinta-feira, 17 de setembro de 2015

    10 maiores desastres naturais da Terra

    Por Guilherme Farias 

    Ao longo da história ele tem tentado entender a natureza e controlar seus fenômenos. com o pensamento científico, a humanidade conseguiu importantes progressos, mas as forças naturais continuam muitas vezes imprevisíveis e quase sempre bem mais poderosas do que qualquer tecnologia desenvolvida pelo homem.

    Veja a lista dos maiores desastres naturais da Terra

    10. Explosão vulcânica do Taupo
    Atualmente, é apenas um pacato lago, cheio de atrativos turísticos para quem vai pescar ou se deslumbrar com a paisagem. Mas há cerca de 1.800 anos ele foi o palco da maior erupção do planeta nos últimos cinco milênios. Numa região vulcânica no norte da Nova Zelândia, as águas do Lago Taúpo cobrem atualmente uma série de antigas crateras.
    Segundo estimativas dos cientistas a explosão vulcânica do Taupo em 180 d.C. produziu cem quilômetros cúbicos de material entre lava e cinzas, atingindo o índice 7 na escala VEI (que vai de 0 a 8), o que lhe rendeu a classificação de erupção supercolossal.
    9. Erupção do Tambora
    Em 1815, cerca de 92 mil pessoas morreram por causa da erupção do vulcão Tambora, na Indonésia. Atualmente adormecido, o monte Tambora tem 2.815 metros de altura perdeu boa parte do seu topo com a violência da erupção.

    Antes dela, o tamanho do vulcão chegava a 4.300 metros. Cerca de dez mil pessoas morreram imediatamente por conta das lavas, deslizamentos e tsunamis. Mais de 80 mil pessoas morreram em função de doenças e da fome causadas pela destruição que a erupção provocou. Cerca de 35 mil pessoas perderam suas casas.
    8. Terremoto em Dangham
    Damghan fica no norte do Irã, lá está a que deve ser a mais antiga mesquita do país, construída no século 9. Damghan era a capital da província de Qumis no século 18 quando foi atacada e destruída pelos afegãos.
    Mais de um século depois, em 22 de dezembro de 1856, a região voltou a ser destruída, desta vez por um intenso terremoto que matou cerca de 200 mil pessoas.
    7. Terremoto no Haiti
    Esse ano, o país mais pobre do Hemisfério Ocidental sofreu um terremoto de magnitude 7 no dia 12 de janeiro de 2010.

    Como o epicentro do abalo sísmico foi próximo à capital e mais populosa cidade do país, o nível de destruição foi devastador.
    Estima-se que um milhão de pessoas acabaram desabrigadas, 300 mil ficaram feridas e 200 mil pessoas morreram
    6. Terremoto de Aleppo
    No ano 1138, a região de Aleppo na Síria, uma das principais rotas comerciais entre o mundo árabe e os países mediterrâneos, foi palco de uma das maiores catástrofes naturais da história.
    Um violento terremoto em 9 de agosto deixou como saldo cerca de 230 mil mortos.
    5. Terremoto em Tangshan
    Na noite de 28 de julho de 1976, um terremoto de magnitude 8, quase varreu do mapa a cidade de Tangshan, localizada a cerca de 100 km de Pequim, na China. Com um importante parque industrial e muitas minas de carvão a cidade informou oficialmente que 242 mil pessoas morreram com a catástrofe. No entanto, estima-se que essas mortes superaram a 650 mil habitantes. Mais de 700 mil pessoas ficaram feridas e a extensão dos danos materiais chegou até Pequim.
    4. Tsunami no Oceano Índico
    Em 2004, ondas de 30 metros de altura se formaram no Oceano Índico em função de um terremoto submarino que aconteceu na costa da ilha indonesiana de Sumatra.

    Durante sete horas após o tremor ondas gigantescas se formaram e atingiram a costa de países desde a costa leste da África até o sul e sudeste da Ásia.
    O tsunami, como é chamado esse fenômeno provocou a morte de cerca de 430 mil pessoas.
    3. Ciclone de Bhola
    Enorme tempestade quando se forma como um redemoinho sobre as águas do oceano, traz com ela ventos e chuvas muito fortes.

    Chama-se furacão, quando forma-se sobre o Oceano Atlântico.
    Tufão se nasce sobre o Pacífico
    Ciclone quando surge no Oceano Índico.
    Foi uma dessas que em 12 de novembro de 1970 atingiu Bangladesh e a Índia com ventos superiores a 200 km/h. Estima-se que pelo menos 300 mil pessoas tenham morrido por conta desse ciclone.
    2. Terremoto de Shaanxi
    A província de Shaanxi (ou Shensi), na China, em 23 de janeiro de 1556 sofreu um terremoto devastador que foi o mais mortífero de todos até agora. Cerca de 830 mil pessoas morreram nessa tragédia.
    O abalo sísmico foi de magnitude 8 e causou a morte de 60% da população local. Shaanxi tem três regiões naturais distintas: uma área montanhosa ao sul, um planalto ao norte e ao centro o vale do rio Wei. É justamente essa região do vale, onde se concentra a população, a mais sujeita a terremotos.
    1. Enchentes dos rios Hwang Ho e Yang Tsé
    Apesar do poder devastador dos terremotos, o mais mortífero dos desastres naturais ocorridos na história da civilização foram as enchentes que atingiram as margens dos rios chineses Yang Tsé, Hwang Ho e Huai.
    Em 1887, a quantidade de chuvas fez o Huang He transbordar ao longo de 130 quilômetros e causou a morte de cerca de 900 mil pessoas. Algumas décadas depois, em 1931, novas inundações ao longo do Hwang Ho, Yang Tsé e Huai causaram entre 2,5 milhões e 4 milhões de mortes.

    sábado, 11 de julho de 2015

    Meteorologista diz que “ciclone” vindo da Bolívia atingiu Estado


    Michel Faustino
    Na Capital, chuva provocou queda de árvores e casas foram destelhadas com a força do vento de mais de 60 Km por hora. (Foto: Marcos Ermínio)Na Capital, chuva provocou queda de árvores e casas foram destelhadas com a força do vento de mais de 60 Km por hora. (Foto: Marcos Ermínio)
    Em Deodápolis caiu granizo na tarde de ontem. (Foto: Elitom Santos)Em Deodápolis caiu granizo na tarde de ontem. (Foto: Elitom Santos)
    O deslocamento do centro de baixa pressão proveniente do chaco paraguaio vindo do sul da Bolívia provocou o forte temporal que atingiu Mato Grosso do Sul na madrugada deste sábado (11) provocando diversos estragos, segundo o meteorologista Natálio Abrão, do centro meteorológico da Anhanguera-Uniderp.

    De acordo com o meteorologista, a área de mal tempo, como é conhecido o fenômeno semelhante ao ciclone, é comum nesta época do ano, no entanto, restrito a região do chaco paraguaio, que se estende do Norte do Paraguai ao Sul da Bolívia.
    Natálio explica que com o fortalecimento deste fenômeno houve um deslocamento da Bolívia para o centro sul do Estado, provocando chuva forte, vendaval e até queda de granizo em alguns municípios fronteiriços.
    Segundo o meteorologista, a tendência é de que este sábado o tempo fique estável, com predomínio do sol, entre nuvens, com leve garoa. Apesar disso, Natálio ressalta que pode haver um novo deslocamento da área de mal tempo nos próximos dias, provocando mais chuva acompanhada de ventos fortes.
    Transtornos - O temporal com rajadas de vento com 63,6 quilômetros por hora causou quedas de árvores em ruas, avenidas e sobre veículos nos bairros localizados nas saídas para Sidrolândia e Aquidauana. Também houve destelhamento de casas e condomínios. O tráfego de veículos está impedido em vários bairros situados na saída para Sidrolândia.
    A Coordenadoria Municipal da Defesa registrou destelhamentos nos residenciais Nelson Trad, no Jardim Carioca, e no Leonel Brizola, no Jardim Tijuca.
    Segundo o sistema de monitoramento da Defesa Civil de Campo Grande, a chuva mais forte atinge a região das Moreninhas, na saída para São Paulo, onde choveu 27 milímetros. Também choveu em torno de 10 milímetros nas regiões dos bairros Cabreúva, do Itanhangá Park, Vilas Boas e do Shopping Norte Sul.

    terça-feira, 21 de abril de 2015

    Inmet confirma tornado também em Ponte Serrada, no Oeste de SC

    Meteorologista esclarece que o fenômeno pode ter atingido a escala F1.

    Em Xanxerê, tornado deixou dois mortos, 120 feridos e mil desabrigados.

    Do G1 SC
    Ônibus tombou pela força dos ventos em Ponte Serrada, no Oeste catarinense (Foto: Rádio Nambá/Divulgação)Ônibus tombou pela força dos ventos em Ponte Serrada (Foto: Rádio Nambá/Divulgação)
    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou na tarde desta terça-feira (21) que a cidade de Ponte Serrada, no oeste catarinense, também foi atingida por um tornado na segunda-feira (20). O fenômeno na cidade deve ter alcançado 150 km/h, conforme o órgão. Em Xanxerê, o fenômeno deixou dois mortos, 120 feridos e mil desabrigados.

    “Pelas imagens de árvores retorcidas e a forma como o ônibus caiu, lateralizado, podemos considerar que um tornado também afetou a região”, informou o meteorologista do Inmet de Brasília Mamedes Luiz Melo.
    Telhado de galpão em Ponte Serrada foi completamente danificado (Foto: Rádio Nambá/Divulgação)Telhado de galpão em Ponte Serrada foi completamente danificado (Foto: Rádio Nambá/Divulgação)
    O meteorologista esclarece que o fenômeno pode ter atingido a escala F1. O tornado de Ponte Serrada, no entanto, não foi o mesmo que atingiu Xanxerê. “São dois tornados diferentes. A nuvem que pairava sobre Ponte Serrada é diferente da de Xanxerê.”

    A escala de classificação de tornados começa em 65 km/h e chega a mais de 500 km/h. O F0 é o mais fraco e o F5 é considerado o mais forte. O fenômeno de Xanxerê foi classificado pelo Inmet com danos de fortes a severos, entre F2 e F3, e podem ter variado de 100km/h até 330km/h
     
    como se forma um tornado (Foto: G1)Como se forma um tornado (Foto: G1)
    Formação de tornado
    Tornado é um funil que se forma entre a base da nuvem e o solo. Santa Catarina é uma das regiões do país mais favoráveis à formação de nuvens cumulonimbus, as que podem dar origem a tornados, conforme o Inmet.

    Com a incidência de frentes frias, fenômenos de chuva e não de frio, há mais chances de ocorrência do fenômeno.