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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sisu oferta mais de 8,4 mil vagas em MS e candidatos em lista de espera são convocados


O candidato tem que acompanhar as convocações nas instituições

  • Segundo o ministério, houve aumento de 10,9% no número de vagas ofertadas em relação a 2015 (Arquivo)
  • Começou nesta quinta-feira (4) a convocação dos candidatos em lista de espera do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) pelas instituições de ensino superior. A convocação é feita diretamente pelas universidades e o processo não envolve o Ministério da Educação. É importante que os estudantes acompanhem as convocações na instituição em que tenham manifestado interesse.
    Neste ano, foram disponibilizadas 228 mil vagas em 6.323 cursos de 131 instituições públicas. Segundo o ministério, houve aumento de 10,9% no número de vagas ofertadas em relação à primeira edição de 2015.
    Em Mato Grosso do Sul o programa ofereceu 8.492 vagas. Do total, 4.535 vagas foram na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Há vagas também na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul).
    A lista de espera consiste em candidatos que não foram selecionados em nenhuma das opções de curso na chamada regular e aqueles selecionados apenas para a segunda opção de curso. A adesão à lista de espera é permitida apenas para a primeira opção de vaga do candidato.
    Foram 2.712.937 candidatos inscritos na atual edição em todo o país. O número de inscrições chegou a 5.275.613, considerando que cada candidato pode fazer duas opções de curso.
    O curso de medicina, mais uma vez, teve a maior concorrência, 52 candidatos por vaga, seguido por psicologia, com 49,4, e por educação física, com 42,4. As mulheres formam a maior parte dos inscritos, 57,1%. Os candidatos de até 22 anos de idade totalizaram 71,8% dos concorrentes às vagas.
    Lista de espera
    Na lista de espera, a convocação dos candidatos para a matrícula cabe às próprias instituições de ensino. Assim, é importante que os candidatos acompanhem as convocações da lista de espera junto à instituição na qual tenha manifestado interesse.
    Edição extra
    Neste ano, além de uma nova edição do Sisu no segundo semestre, está prevista uma edição extra com cerca de 100 mil vagas remanescentes. Ainda não foram divulgadas informações dessa nova edição.

    segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

    Candidatos do Sisu já podem conferir resultados; Veja como

    Ao total, 2.712.937 pessoas se inscreveram no sistema

    A lista de aprovados no Sisu 2016 (Sistema de Seleção Unificada) já pode ser conferida a partir desta manhã (18) na página do programa. Os candidatos selecionados devem fazer a matrícula nos dias 22, 25 e 26 de janeiro
    Ao total, 2.712.937 pessoas se inscreveram no sistema que seleciona os alunos para vagas em universidades públicas, de acordo com o desempenho no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O número de inscrições chegou a 5.275.613, considerando que cada candidato pode fazer duas opções de curso.
    Quem não conseguiu uma vaga nesta primeira chamada pode ainda manifestar, no próprio site do Sisu, interesse em entrar na lista de espera entre segunda (18) e sexta-feira (29).
    Clique AQUI para acessar a página do Programa

    sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

    Secretaria analisa incluir sábado como dia letivo para adiar início das aulas

    Renata Volpe Haddad e Antônio Marques

    Secretária analisa incluir sábados como dias letivos, para não atrapalhar o ano para alunos e professores. (Foto: Marcos Ermínio)Secretária analisa incluir sábados como dias letivos, para não atrapalhar o ano para alunos e professores. (Foto: Marcos Ermínio)
    Após o pedido feito pela Assomassul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para o adiamento das aulas nos 25 municípios que decretam situação de emergência por conta das chuvas, a Sed (Secretaria de Educação) está analisando incluir o sábado como dia letivo no calendário escolar, porém a decisão também depende do Conselho Estadual de Educação.

    A secretária de educação, Maria Cecilia Amendola da Motta, alega que o ofício da Assomassul foi recebido ontem (13), porém, como ela estava em Brasília, não conseguiu estruturar o remanejamento do ano letivo. "Hoje ainda já vou tentar organizar um calendário que não prejudique os alunos e nem os professores", informa.
    Segundo a secretária, para que o ano letivo seja adiado, será necessário ter turmas estudando aos sábados. "E também aos sábados, fazer conselhos de classes, reuniões de pais e mestres, entre outros fatores importantes para não atrapalhar o ano letivo", afirma.
    Maria Cecília diz ainda que não chegou ao seu conhecimento escolas que estão alojando as famílias desabrigadas, devido aos alagamentos nas residências. "A justificativa da Assomassul é que os 25 municípios que decretaram situação emergencial, não tem condições de iniciar o ano letivo, já que estradas e pontes foram destruídas e a maioria dos alunos são da zona rural", esclarece.
    Caso o governo acate a solicitação da Assomassul, as aulas deverão começar no dia 29 de fevereiro, 15 dias após a data que já consta no calendário oficial da SED. A alteração das datas mudaria apenas o ano letivo de escolas estaduais. 
    Conforme definição da Sed, o início do ano escolar deste ano, será no dia 3 de fevereiro e o ano letivo no dia 15 de fevereiro. O Calendário Escolar terá a duração de 211 dias, sendo 200 dias letivos, seis dias de jornada pedagógica e cinco dias de Exames Finais.

    quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

    Curso de medicina da Uems é 14º mais concorrido do Brasil

    O Ministério da Educação (MEC) divulgou notas de corte para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016, nesta terça (12), e o curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) foi listado como o mais concorrido de Estado e o 14º do país do total de 83 cursos.
    O curso da UEMS teve a maior nota de corte entre as universidades do Estado, 797,92; a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) ficou com 790,49; e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) com 769,66.
    Elas representam a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados para as 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior.
    No país, o curso de Medicina da UEMS está em 14º lugar. Confira a lista:
    1º – UFOB – Universidade Federal do Oeste da Bahia – 888,35
    2º – UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – 881,40
    3º – UFPA – Universidade Federal do Pará – 868,38
    4º – UNB – Universidade de Brasília – 834,06
    5º – UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – 823,89
    6º – UFPR – Universidade Federal do Paraná – 821,60
    7º – UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – 815,18
    8º – UFPE – Universidade Federal de Pernambuco – 810,40
    9º – UFAL – Universidade Federal de Alagoas – 807,60
    10º – UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto – 805,44
    11º – UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais – 804,16
    12º – UFF – Universidade Federal Fluminense – 800,84
    13º – UFPI – Universidade Federal do Piauí – 800,46
    14º – UEMS – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL – 797,92
    Medicina
    O curso de Medicina da UEMS foi ofertado pela primeira vez no ano passado, e já chamou a atenção de candidatos de todo o país, ficando entre os 10 mais concorridos do país no Sisu 2015. O curso funciona nas instalações da recém-inaugurada unidade de Campo Grande e tem vocação social e uma ousada metodologia de ensino, com aulas baseadas em resoluções de problemas e não somente em conteúdos teóricos.
    Tem duração de 6 anos, em período integral, e das 48 vagas oferecidas conta com 33 para concorrência, 10 para negros e 05 para indígenas.

    Nota de corte
    De acordo com o Ministério da Educação (MEC), nos dias 13 e 14 de janeiro, também às 9h, as notas de corte serão atualizadas. Aqueles que buscam uma vaga devem se inscrever até as 23h59 (horário de Brasília) de quinta-feira (14).
    Monitorar o sistema pode ajudar o estudante a aumentar suas chances de aprovação. Como o Sisu funciona de forma dinâmica, é possível mudar a inscrição quantas vezes forem necessárias até o prazo final. Se a nota de corte estiver muito acima da pontuação obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a melhor saída é escolher outro curso e/ou instituição com nota mínima mais baixa. Para participar do processo seletivo, o candidato deve ter feito o Enem em 2015.

    Inscrições e vagas
    As inscrições vão até as 23h59 (horário de Brasília) desta quinta-feira (14), pela página do programa (http://sisu.mec.gov.br/). A UEMS disponibiliza, neste ano, 2.348 vagas que estão distribuídas em 57 cursos de graduação, oferecidos em 15 cidades do Estado, para saber mais acesse: http://www.portal.uems.br/ingresso.

    terça-feira, 12 de janeiro de 2016

    Enem: MEC quer novo exame para certificação do ensino médio


    O Ministério da Educação (MEC) quer um novo exame para a certificação de conclusão do ensino médio. Atualmente, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser usado com esta finalidade. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a pasta estuda uma forma de melhor avaliar os estudantes.
    “Estamos estudando separar os dois públicos, os alunos que estão buscando a certificação  e os que estão tentando o acesso à faculdade”, disse hoje o ministro.
    Para obter a certificação de conclusão do ensino médio é preciso obter pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas do Enem e nota maior a 500 pontos na redação. Para obter a certificação é preciso ter 18 anos.
    O ministro não detalhou como seria o novo exame. Na edição de 2014 do Enem, dos 631.071 que fizeram o Enem para obter a certificação, apenas 67.254 candidatos (10,6%) atingiram os requisitos mínimos.
    A nota do Enem pode ser usada também para ingressar no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), concorrer a bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, é usado como critério para participar do Programa Ciência sem Fronteiras e do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

    terça-feira, 5 de janeiro de 2016

    MEC confirma para sexta-feira divulgação das notas do ENEM/2015

    Agência Brasil

    Na sexta-feira estudantes saberão suas notas nas provas do ENEM (Foto:Arquivo)Na sexta-feira estudantes saberão suas notas nas provas do ENEM (Foto:Arquivo)
    Na próxima sexta-feira (8) os 5,7 milhões de candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) saberão quanto tiraram em cada uma das provas. Os resultados estarão disponíveis na internet, na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em Mato Grosso do Sul 131.697 se inscreveram para as provas, mas 30,7% faltaram, ou sejam 91.266 fizeram as obras. 

    Os estudantes terão acesso a uma tabela com a nota obtida em cada uma das provas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e redação. Eles ainda não terão, porém, acesso ao espelho da redação, com a correção mais detalhada do texto, que será divulgado posteriormente.
    As notas do Enem são calculadas com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI), ou seja, o valor de cada item varia de acordo com o número de candidatos que acertaram ou erraram a resposta. Quanto mais candidatos acertarem, mais fácil é considerado o item e menos vale. Ao contrário, se menos candidatos acertarem, o item é considerado difícil e vale mais. 
    A nota do Enem poderá ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior em todo o país. As inscrições poderão ser feitas de 11 a 14 de janeiro. Nesta edição serão ofertadas 228 mil vagas. Para participar, o candidato não pode ter tirado 0 na redação.
    A nota poderá ser usada também para obter bolsas de estudo integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para participar dos programas, o estudante não pode ter zerado a redação e precisa obter pelo menos uma média de 450 pontos nas demais provas do Enem.
    Para obter a certificação do ensino médio, é preciso ter feito a solicitação no início do ano, na hora da inscrição, ter mais de 18 anos e ter obtido pelo menos 450 pontos em cada uma das provas e 500 pontos ou mais na redação.
    A nota pode ser usada também para participar do programa de intercâmbio acadêmico Ciência sem Fronteiras e do Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.

    domingo, 1 de novembro de 2015

    MEC reestrutura apoio nas escolas para melhorar baixo desempenho na alfabetização


     De acordo com o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios, o Ministério da Educação (MEC) dará suporte extra a escolas que estão com dificuldades na alfabetização. Ao todo, 26,5 mil escolas receberão apoio, não apenas nos primeiros anos, quando ocorre a alfabetização, mas também até o 9º ano do ensino fundamental. O apoio inclui educação integral, formação de professores e material didático específico. A intenção é iniciar a ajuda até meados do ano que vem.
    Segundo o secretário, para o Brasil crescer e promover mudança, deve começar pela educação. "São necessários esforços para assegurar o letramento adequado mesmo daqueles que ultrapassaram o 3ª ano do ensino fundamental, já estão no 4º, 5º ou mesmo na segunda fase do ensino fundamental", disse durante o 2º Seminário do Ensino Médio do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), em Manaus.
    Mapeamento
    O MEC mapeou, a partir dos resultados da Prova Brasil, aplicada ao 5º e 9º ano do ensino fundamental, e da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), aplicada às crianças do 3º ano do ensino fundamental, as escolas que concentram a maior parte dos alunos com baixo desempenho ou desempenho muito insuficiente nessas avaliações. Em número, as escolas correspondem a pouco menos de 50% das avaliadas pela Prova Brasil. Metade delas está na Região Nordeste.
    Formação de professores
    O MEC discute também aprimorar a formação de professores. Uma proposta é que os docentes passem por uma espécie de residência nas escolas, a exemplo do que ocorre com os médicos. Os professores formados atuariam nas redes municipais e estaduais durante um ou dois anos com contratação temporária.
    Durante esse período, receberiam uma bolsa do governo federal. "A residência é uma proposta que procura fazer com que a transição da licenciatura para o trabalho docente seja facilitada. Não só consiga aprimorar a formação do professor, mas crie caminho mais tranquilo para o ingresso na carreira", diz Palacios. Ele acrescenta que a intenção é que nesse período haja um concurso público e o docente tenha a oportunidade de ingressar de fato na rede em que atua.
    A proposta ainda está em debate interno no MEC, mas segundo o secretário, em 2016, há a possibilidade de ser apresentada formalmente. Não há definição de prazo para a execução ainda.

    segunda-feira, 26 de outubro de 2015

    Abstenção do Enem em MS fica em 30,7%, a terceira maior do País


    Ricardo Campos Jr. e Edivaldo Bitencourt
    Candidata corre para evitar fechamento dos portões durante aplicação do Enem na Capital (Foto: Adriano Fernandes/arquivo)Candidata corre para evitar fechamento dos portões durante aplicação do Enem na Capital (Foto: Adriano Fernandes/arquivo)
    Mato Grosso do Sul teve o terceiro maior índice de abstenção no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). No estado, 30,7% dos inscritos não compareceram ao local de prova, valor que fica acima da média nacional de 25,5%.

    O maior índice de abstenção no País foi registrado em Roraima (34,9%) e Amazonas (31,9%). O menor índice foi registrado na Paranaíba, 20,7%, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
    Ao todo, seis unidades federativas superaram a média nacional. No Estado, dos 131,7 mil inscritos, cerca de 40 mil não compareceram para fazer as provas.
    Para o presidente do Inep, Chico Soares, o destaque foi o baixo índice de abstenção em Santa Catarina, 22,4%, onde houve problemas em decorrência das chuvas.
    O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que o índice médio deste ano é o menor da série histórica do Enem.
    Os gabaritos oficiais do Enem serão divulgados até quarta-feira (28). As provas do exame, em formato digital, estarão disponíveis a partir da sexta-feira (30) na página do Inep na internet. A expectativa do Ministério da Educação é divulgar as notas na primeira semana de janeiro, quando também deverá sair o edital com as vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

    domingo, 25 de outubro de 2015

    Enem 2015 teve 743 estudantes eliminados

    Em 2014, 1.519 alunos foram eliminados 

    • Entre elas está o caso de uma gestante que foi encaminhada ao hospital em trabalho de parto; (Foto ilustrativa)
    • O ministro da Educação, Aloizio Mercante, informou que 743 estudantes foram eliminados da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sendo 364 ontem (24) e 376 hoje (25). Há ainda três casos de publicação indevida das provas em redes sociais.
      Em 2014, 1.519 alunos foram eliminados do exame enquanto, em 2013, o total de eliminações foi 1.522. Durante coletiva de imprensa, Mercadante destacou que o número de alunos eliminados este ano ainda pode aumentar, caso sejam identificadas novas irregularidades.
      Segundo o ministro, há casos em que não será feita abertura de inquérito porque não há indício de crime, enquanto outros já estão sob investigação da Polícia Federal.
      Para o ministro, a redução no número de candidatos eliminados em 2015 em relação às edições anteriores do Enem demonstra um aumento da cultura do respeito às regras.
      Ainda de acordo com o balanço divulgado pela pasta, as provas deste ano registraram nove ocorrências médicas, sendo cinco ontem e quatro hoje. Entre elas está o caso de uma gestante que foi encaminhada ao hospital em trabalho de parto.

      Leia redações do Enem que tiraram nota máxima no exame de 2014

      Apenas 250 alunos entre 6,2 milhões conseguiram a nota máxima.

      Candidatos que se deram bem enviaram 'espelhos' dos textos ao G1.

      Do G1, em São Paulo
      Candidatos que conseguiram nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 contaram seus segredos e agora mostram a íntegra do texto de sucesso. O G1publica a íntegra de 10 redações que obtiveram nota 1.000. A reprodução dos textos foi obtida após o Ministério da Educação (MEC) liberar, na semana passada, a consulta aos espelhos.
      O tema da última redação do Enem foi"Publicidade infantil em questão no Brasil". Como nos anos anteriores, para ganhar nota 1.000, um texto deve cumprir bem cinco competências exigidas pelo MEC. O título não é obrigatório. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos:
      Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
      Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
      Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
      Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
      Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
      Veja abaixo a TRANSCRIÇÃO LITERAL das redações, sem edições:

      Antônio Ivan Araújo, Ceará
      Trecho de redação de Antônio Ivan Araújo (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Antônio Ivan Araújo. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.

      Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.

      Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.

      Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável."
      Trecho de redação de Dandara Luíza da Costa. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Dandara Luíza da Costa. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Por um bem viver
      'O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças'. A frase do sociólogo Gilberto Freyre deixa nítida a relação de cuidado que uma nação deve ter com as questões referentes à infância. Dessa forma, é válido analisar a maneira como o excesso de publicidade infantil pode contribuir negativamente para o desenvolvimento dos pequenos e do Brasil.

      É importante pontuar, de início, que a abusiva publicidade na infância muda o foco das crianças do que realmente é necessário para sua faixa etária. Tal situação torna essas crianças pequenos consumidores compulsivos de bens materiais, muitas vezes desapropriados para determinada idade, e acabam por desvalorizar a cultura imaterial, passada através das gerações, como as brincadeiras de rua e as cantigas. Prova disso são os dados da UNESCO afirmarem que cerca de 85% das crianças preferirem se divertir com os objetos divulgados nas propagandas, tornando notório que a relação entre ser humano e consumo está “nascendo” desde a infância.

      É fundamental pontuar, ainda, que o crescimento do Brasil está atrelado ao tipo que infância que está sendo construída na atualidade. Essa relação existe porque um país precisa de futuros adultos conscientes, tanto no que se refere ao consumo, como às questões políticas e sociais, pois a atenção excessiva dada à publicidade infantil vai gerar adultos alienados e somente preocupados em comprar. Assim, a ideia do líder Gandhi de que o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente parece fazer alusão ao fato de que não é prudente deixar que a publicidade infantil se torne abusiva, pois as crianças devem lidar da melhor forma com o consumismo.

      Dessa forma, é possível perceber que a publicidade infantil excessiva influencia de maneira negativa tanto a infância em si como também o Brasil. É preciso que o governo atue iminentemente nesse problema através da aplicação de multas nas empresas de publicidade que ultrapassarem os limites das faixas etárias estabelecidos anteriormente pelo Ministério da Infância e da Juventude. Além disso, é preciso que essas crianças sejam estimuladas pelos pais e pelas escolas a terem um maior hábito de ler, através de concessões fiscais às famílias mais carentes, em livrarias e papelarias, distando um pouco do padrão consumista atual, a fim de que o Brasil garanta um futuro com adultos mais conscientes. Afinal, como afirmou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”.


      Giovana Lazzaretti Segat, Rio Grande do Sul
      Trecho de redação de Giovana Lazzaretti Segati, Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Giovana Lazzaretti Segati, Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Criança: futuro consumidor
      A propaganda é a principal arma das grandes empresas. Disseminada em todos os meios de comunicação, a ampla visibilidade publicitária atinge seu principal objetivo: expor um produto e explicar sua respectiva função. No entanto, essa mesma função é distorcida por anúncios apelativos, que transformam em sinônimos o prazer e a compra, atingindo principalmente as crianças.

      As habilidades publicitárias são poderosas. O uso de ídolos infantis, desenhos animados e trilhas sonoras induzem a criança a relacionar seus gostos a vários produtos. Dessa maneira, as indústrias acabam compartilhando seus espaços; como exemplo as bonecas Monster High fazendo propaganda para o fast food Mc Donalds. A falta de discussão sobre o assunto é evidenciada pelas opiniões distintas dos países. Conforme a OMS, no Reino Unido há leis que limitam a publicidade para crianças como a que proíbe parcialmente – em que comerciais são proibidos em certos horários -, e a que personagens famosos não podem aparecer em propagandas de alimentos infantis. Já no Brasil há a autorregulamentação, na qual o setor publicitário cria normas e as acorda com o governo, sem legislação específica.

      A relação entre pais, filhos e seu consumo se torna conflituosa. As crianças perdem a noção do limite, que lhes é tirada pela mídia quando a mesma reproduz que tudo é possível. Como forma de solucionar esse conflito, o governo federal pode criar leis rígidas que restrinjam a publicidade de bens não duráveis para crianças. Além disso, as escolas poderiam proporcionar oficinas chamadas de “Consumidor Consciente” em que diferenciam consumo e consumismo, ressaltando a real utilidade e a durabilidade dos produtos, com a distribuição de cartilhas didáticas introduzindo os direitos do consumidor. Esse trabalho seria efetivo aliado ao diálogo com os pais.

      Sérgio Buarque de Hollanda constatou que o brasileiro é suscetível a influências estrangeiras, e a publicidade atual é a consequência direta da globalização. Por conseguinte é preciso que as crianças, desde pequenas, saibam diferenciar o útil do fútil, sendo preparados para analisar informações advindas do exterior no momento em que observarem as propagandas.
      "

      Júlia Neves Silva Dutra, Minas Gerais
      Trecho de redação de Júlia Neves Silva Dutra, Minas Gerais. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Júlia Neves Silva Dutra, Minas Gerais. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "A Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra durante o século XVIII, trouxe a necessidade de um mercado consumidor cada vez maior em função do aumento de produção. Para isso, o investimento em publicidade tornou-se um fator essencial para ampliar as vendas das mercadorias produzidas. Na sociedade atual, percebe-se as crianças como um dos focos de publicidade. Tal prática deve ser restringida pelo Estado para garantir que as crianças não sejam persuadidas a comprar determinado produto.

      A partir da mecanização da produção, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. De acordo com Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constroi-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Assim, as crianças tornaram-se um grande foco das empresas por não possuírem elevado grau de esclarecimento e por serem facilmente persuadidas a realizarem determinada ação.

      Para atingir esse objetivo, as empresas utilizam da linguagem infantil, de personagens de desenhos animados e de vários outros meios para atrair as crianças. O Conselho Nacional de Direitos de Criança e do Adolescente aprovou uma resolução que considera a publicidade infantil abusiva, porém não há um direcionamento concreto sobre como isso vai ocorrer. É imprescindível uma maior rigidez do Estado sobre as campanhas publicitárias infantis, pois as crianças farão parte do mercado consumidor e devem ser educadas para se tornarem consumidores conscientes.

      Logo, o Estado deve estabelecer um limite para os comerciais voltados ao público infantil por meio da proibição parcial, que estabelece horários de transmissão e faixas etárias. Além disso, o uso de personagens de desenhos animados em campanhas publicitárias infantis deve ser proibido. Para efetivar as ações estatais, instituições como a família e a escola devem educar as crianças para consumirem apenas o que é necessário. Apenas assim o consumo consciente poderá se realizar a médio prazo."


      Lucas Almeida Francisco, Sergipe
      Trecho de redação de Lucas Almeida Francisco, de Sergipe. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Lucas Almeida Francisco, de Sergipe. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "A publicidade infantil tem sido pauta de discussões acerca dos abusos cometidos no processo de disseminação de valores que objetivam ao consumismo, uma vez que a criança, ao passar pelo processo de construção da sua cidadania, apropria-se de elementos ao seu redor, que podem ser indesejáveis à manutenção da qualidade de vida.

      O sociólogo Michel Foucault afirma que 'nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político'. A publicidade politiza o que é imprescindível ao consumidor à medida que abarca a função apelativa associada à linguagem empregada na disseminação da imagem de um produto, persuadindo o público-alvo a adquiri-lo.

      Ao focar no público infantil, os meios publicitários elencam os códigos e as características do cotidiano da criança, isto é, assumem o habitus – conceito de Pierre Bourdieu, definido como 'princípios geradores de práticas distintas e distintivas' – típico dessa faixa etária: o desenho animado da moda, o jogo eletrônico socialmente compartilhado, o brinquedo de um famoso personagem da mídia, etc.

      Por outro lado, a criança necessita de um espaço que a permita crescer de modo saudável, ou seja, com qualidade de vida. Os abusos publicitários afetam essa prerrogativa: ao promoverem o consumo exarcebado, causam dependência material, submetendo crianças a um círculo vicioso de compras, no qual, muitas vezes, os pais não podem sustentar. A felicidade é orientada para um produto, em detrimento de um convívio social saudável e menos materialista.

      De modo a garantir o desenvolvimento adequado da criança e diminuir os abusos da publicidade, algumas medidas devem ser tomadas. O governo deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma 'consciência mirim', através de meios didáticos a fomentar a imaginação da criança, orientando-a na recepção de informações que a cercam. Em adição, os pais devem estar atentos aos elementos apropriados pelos seus filhos em propagandas, estimulando o espírito crítico deles, a contribuir para a futura cidadania que os espera."


      Lucas Santos Barbosa, Alagoas
      Trecho de redação de Lucas Santos Barbosa, de Alagoas. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Lucas Santos Barbosa, de Alagoas. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Desde o fim da Guerra Fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumismo desenfreado. Entretanto, as consequências dessa modernidade atingem o ser humano de maneira direta e indireta: através da dependência por compras e impactos ambientais causados por esse ato. Nesse sentido, por serem frágeis e incapazes de diferenciar impulso de necessidade, as crianças tornaram-se um alvo fácil dos atos publicitários.

      Por ser uma questão de cunho global, as ações de propagandas infantis também são vivenciadas no Brasil. Embora a economia passe por um período de recessão, a vontade de consumir pouco mudou nos brasileiros. Com os jovens não é diferente, influenciados, muitas vezes, por paradigmas de inferioridade social impostos tanto pela mídia, quanto pela sociedade, além de geralmente serem desprovidos de uma educação de consumo, tornam-se adultos desorganizados financeiramente, ao passo que dão continuidade a esse ciclo vicioso.

      Diante desse cenário, os prejuízos são sentidos também pela natureza, uma vez que o descarte de materiais gera poluição e mudança climática na Terra. No entanto, o Brasil carece de medidas capazes de intervir em ações publicitárias direcionadas àqueles que serão o futuro da nação, hoje, facilmente manipulados e influenciados por personagens infantis e pela modernização em que passam os produtos. Em outras palavras, é preciso consumir de maneira consciente desde a infância, para que se construam valores e responsabilidade durante o desenvolvimento do indivíduo.

      Dessa forma, sabe-se que coibir a propaganda voltada ao público infanto-juvenil não é a melhor medida para superar esse problema. Cabe aos pais, cobrarem ações do governo – criação de leis mais rigorosas – além de agirem diretamente na formação e educação de consumo dos filhos: impondo limites e dando noções financeiras ainda enquanto jovens. Ademais, as escolas têm papel fundamental nesse segmento. É imprescindível, também, utilizar a própria mídia para alertar sobre os problemas ambientais decorrentes do consumo em larga escala e incentivar o desenvolvimento sustentável."


      Luis Arthur Novais Haddad, Minas Gerais
      Trecho de redação de Luiz Arthur Haddad, Minas Gerais. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Luis Arthur Haddad, Minas Gerais. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Mais família e menos mídia
      Em Esparta, importante pólis grega, os meninos eram exaustivamente treinados para serem guerreiros que defenderiam sua cidade. Hoje, no Brasil, as crianças não tem essa preocupação: crescem e no futuro, podem escolher suas profissões. Porém, a publicidade infantil tem influenciado, não só este, mais inúmeros outros aspectos dos jovens, e não deveria.

      No Brasil, é comum que se ligue a televisão e esteja passando alguma propaganda com teor apelativo aos jovens: publicitários usam de inúmeros meios para atrair a atenção das crianças, e conseguem. Estas, cada vez mais conectadas a todo tipo de mídia, acabam se influenciando pelo que é divulgado na televisão e pedem aos seus pais que compre o que foi ofertado. O problema é que cabe aos pais escolher qual brinquedo o filho deve ter, por exemplo, e não ao grande empresário. Este tem como finalidade o lucro, enquanto aqueles querem o crescimento de seus jovens. Dessa forma, é comum que os donos de empresas criem brinquedos que não têm a menor intenção de ensinar nada às crianças. Os pais, pelo contrário, tendem a escolher, por exemplo, os brinquedos que passem a seus filhos conhecimentos que julguem necessários. Com a publicidade infantil, os empresários tomam para si, funções que cabem aos pais, e por isso este tipo de publicidade deve ter fim.

      Muitas pessoas, porém, pensa que esta é uma forma de censura, similar à que Vargas implantou com o Departamento de Imprensa e Propaganda, mas não é. Crianças ainda estão na fase de aprendizado básico e, pela falta de maturidade, não desenvolveram censo crítico: ao verem propagandas fantasiosas, acham que o produto é maravilhoso e desejam adquiri-lo no mesmo instante. Não sabem, porém, que o refrigerante possui muito corante – e pode desencadear uma alergia, ou que o brinquedo é muito frágil, e logo se quebrará. Os pais, por esses motivos, não irão comprar os produtos, o que, em muitos casos, deixará o filho desapontado. Sabendo que as crianças não têm censo crítico para selecionar o que é bom através da publicidade infantil, observa-se que estas devem ser pouco, ou nada, divulgadas.

      Vendo a questão publicitária sob esta ótica, um implemente à lei deve ser colocado em prática. Deve partir do Governo uma adequação ao projeto pedagógico brasileiro: aulas de filosofia e sociologia, colocadas na base da escola, ensinariam aos jovens como a mídia de comporta. Com o tempo, e a maturidade, as crianças verão que os pais estão, na maioria dos casos, corretos na formação que lhe deram. Dessa forma, a sociedade irá crescer e se desenvolver de forma mais humana e menos financeira."


      Maria Isabel Viñas, Rio de Janeiro
      Trecho de redação de Maria Isabel Viñas, do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Maria Isabel Viñas, do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Amor à venda
      A vitória do capitalismo na Guerra Fria gerou muitas consequências para o mundo, sendo uma delas a competição desenfreada das multinacionais por novos mercados. Um dos principais alvos desse cenário são as crianças, indivíduos facilmente manipuláveis devido a sua pequena capacidade de julgamento crítico. Sua inocência é, dessa forma, cruelmente convertida em lucro, fato que não deve ser permitido nem tolerado.

      A infância é uma fase de formação e aprendizagem, sendo necessário, portanto, que os bons costumes sejam cultivados. É, também, uma fase em que tudo é novo e interessante. Dessa forma, os produtos apresentados em comerciais inevitavelmente seduzirão meninos e meninas que, por sua vez, passarão a pautar sua felicidade naquilo que podem adquirir.

      A ausência cada vez maior dos pais na vida dos filhos é outro fator que torna urgente a intervenção do Estado nos meios de comunicação. A presença constante  o carinho paterno são, hoje, raros às crianças e, cientes disso, tentam compensar o desfalque lhes dando tudo o que pedem, desde carrinhos de controle remoto a iPhones. Mal sabem que o que estão fazendo é fomentar uma indústria que, aos poucos, aprisiona seus filhos ao materialismo e escraviza-os aos gostos do capitalismo.

      A proteção das crianças brasileiras quanto às investidas do mercado deve, portanto, ser promovida não apenas pelo Estado, mas também por aqueles que são responsáveis por sua formação. Ao primeiro cabe apresentar projetos de lei que limitem o teor persuasivo das propagandas. Sua aprovação contaria com a aprovação da população. Além disso, disciplinas extras poderiam ser criadas com o respaldo na atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), para que houvesse a conscientização desses 'pequenos cidadãos' no que se refere a problemática do consumo excessivo. Vale ainda citar o papel dos pais, aos quais cabe a importante função de ser um bom exemplo, afinal, a verdadeira felicidade não pode ser mediada por elementos materiais e sim pelo amor."


      Paula Lage Freire, Rio de Janeiro
      Trecho de redação de Paula Lage Freire, do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Paula Lage Freire, do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Responsabilidade social
      A Revolução Técnico-Científica do século XX inaugurou a Era da Informação e possibilitou a divulgação de propagandas nos meios de comunicação, influenciando o consumo dos indivíduos de diferentes faixas etárias. Nesse contexto, a publicidade destinada ao público infantil é motivo de debates entre educadores e psicólogos no território nacional. Assim, a proibição parcial da divulgação de produtos para as crianças é essencial para um maior controle dos pais e para um menor abuso de grandes empresas sobre os infantes.

      Os indivíduos com idade pouco avançada, em sua maioria, ainda não possuem condições emocionais para avaliar a necessidade de compra ou não de determinado brinquedo ou jogo. Isso porque eles não desenvolveram o senso crítico que possibilita uma escolha consciente e não impulsiva por um produto, como já observou Freud em seus estudos sobre os desejos e impulsos do homem. Consequentemente, os pais, principais responsáveis pela educação dos filhos, devem ter o controle sobre o que é divulgado para eles, pois possuem maior capacidade para enxergar vantagens e desvantagens do que é anunciado.

      Além disso, pela pouca maturidade, as crianças são facilmente manipuláveis pela mídia. Isso ocorre por uma crença inocente em imagens meramente ilustrativas, que despertam a imaginação e promovem o deslocamento da realidade, deixando a sensação de admiração pelo produto. Como consequência, empresas interessadas na venda em larga escala e no lucro aproveitam esse quadro para divulgar propagandas enganosas, em muitos casos.

      Portanto, é fundamental uma regulação da publicidade infantil, permitindo-se o controle de responsáveis e impedindo-se ações irresponsáveis de muitas empresas. Faz-se necessário, então, que propagandas com conteúdo infantil sejam direcionadas aos responsáveis em horários mais adequados, à noite, por exemplo, evitando-se o consumo excessivo dos anúncios pelas crianças. Ademais, o Governo Federal deve promover uma central nacional de reclamações para denúncias de pais, via internet ou telefonema, que avaliem determinada informação como abusiva ou desnecessária na mídia. Assim, infantes viverão com maior segurança e proteção."


      Victoria Maria Luz Borges, Piauí
      Trecho de redação de Victoria Maria Luz Borges, do Piauí. (Foto: Reprodução/Divulgação)Trecho de redação de Victoria Maria Luz Borges, do Piauí. (Foto: Reprodução/Divulgação)
      "Em meio a uma sociedade globalizada, é evidente o crescimento dos recursos capazes de estimular a adesão ao consumo. Em meio a esse contexto, encontram-se as propagandas destinadas às crianças, que, por possuírem seu caráter em processo de formação, tornam-se alvos fáceis desses anunciantes. A regulamentação da publicidade infantil constitui, assim, um fator imprescindível, visando à preservação da integridade mental desse público.
      Com o advento do capitalismo e, principalmente, do modelo liberal introduzido pelo pensador iluminista Adam Smith, as pessoas encontram-se inseridas em uma sociedade de consumo, na qual o apelo à adesão popular é realizado de diferentes formas, como, por exemplo, por meio da mídia. Diante disso, estão as crianças, que ao possuírem, muitas vezes, fácil acesso a veículos de comunicação massivos, são estimuladas a construírem um ideal de consumismo desenfreado, tento em vista que não possuem o discernimento entre o que é necessário e o que é supérfluo.
      Imersa nessa logística, encontra-se a participação de famosos em propagandas ou mesmo a alusão a desenhos animados, que visam ao convencimento da criança de que aquele produto anunciado é essencial. Isso evidencia a falta de regulamentação no setor de propagandas do país, já que não há sequer determinação de horários para a veiculação delas, proporcionando uma recepção massiva daquilo que é divulgado para o público infantil. A par disso, aqueles que são responsáveis pela promoção de tais propostas de adesão ao consumo mostram-se contrários à concretização da proposta, ratificando a preocupação exclusivamente econômica com a realização de uma publicidade desregulamentada.
      É certo que a mídia constitui um instrumento de massificação da sociedade e, por serem indivíduos que ainda estão em processo de construção do caráter, as crianças necessitam de medidas protecionistas, que garantam sua integridade mental. Nessa perspectiva, deve-se proibir a veiculação de propagandas infantis em determinados horários, como naqueles em que há uma programação destinada a esse público; com a instituição de leis federais. Dessa forma, anunciantes e emissoras devem ser fiscalizados e punidos com aplicação de multas em caso de desrespeito ao estabelecido. Além disso, é necessária a introdução de disciplinas de educação financeira e direcionada ao consumo, visando à formação de consumidores conscientes. Assim, a criança deixará de ser alvo dessas práticas apelativas.".