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quarta-feira, 3 de junho de 2015

HIPÓCRITAS TERÃO QUE BOICOTAR TODO MUNDO MODERNO

Se vai boicotar O Boticário, deixe de lado também Facebook e Apple


Casal gay em propaganda de O Boticário. / REPRODUÇÃO

O primeiro passo é sair do Facebook. Sim, se você quer boicotar empresas que defendem direitos dos homossexuais vai ter que deixar a rede social de lado. Ela é uma das 379 empresas que assinaram um documento entregue à Suprema Corte dos Estados Unidos em março pedindo o fim da proibição do casamento gay. Não procure a lista das signatárias no Google: o buscador mais popular da Internet também está entre elas. Deixar de usar produtos da O Boticário, que lançou na semana passada uma campanha do Dia dos Namoradoscom casais homossexuais trocando presentes, parece fácil comparado a abandonar a sua timeline e ficar sem os likes.

Então se você optou por boicotar o Facebook, ainda pode contar com Twitter certo? Errado. O microblog também assinou o documento entregue à Suprema Corte. Bom, que tal deixar as redes sociais de lado um pouco e descontrair jogando videogames? Se você quer boicotar as companhias pró-LGBTs, fique longe da franquia Fifa e da série The Sims, já que a Eletronic Arts, responsável pelos produtos, é a favor do casamento igualitário. Mas quem precisa de videogames na era dos smartphones? A não ser que você tenha um iPhone ou um celular com sistema operacional Android ou um Windows Phone. Neste caso, se livre dos aparelhos: Apple (o presidente da empresa,Tim Cook, é gay assumido) e Microsoft também assinaram a carta, e o Android é da Google.O vídeo da marca de cosméticos, com pouco mais de 30 segundos, foi ao ar na TV aberta e no canal da empresa no YouTube. Alguns internautas criticaram as cenas de afeto - um abraço - entre casais gays, e pediram um boicote à marca. O Boticário reagiu divulgando uma nota onde afirma que a campanha busca "abordar com respeito e sensibilidade a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor. Independente de idade, raça, gênero ou orientação sexual".
Para o boicotador de verdade, calças Levis e produtos da Nike também estão vetados. Inclusive aquela camisa da seleção brasileira que vez ou outra sai do armário para ir a manifestações contra a corrupção e contra o Governo. Acostume-se também ao sabor dos refrigerantes Dolly: tanto a Coca-Cola quanto a Pepsico, fabricante da Pepsi, assinaram a lista. O café no Starbucks e o sorvete da Ben & Jerrys também terão que ser deixados de lado. E nem pense em pagar nada disso com seu cartão de crédito Visa ou do Citibank.
Viajar para a Disneylândia também não pode: a empresa responsável por Mickey & companhia é signatária do documento. Mesmo se não fosse, o boicotador sério jamais poderia ir para o mundo da fantasia a bordo de um avião da United Airlines, Delta ou American Airlines: todas apoiam o casamento gay. E nunca a passagem de avião pode ser adquirida com desconto no site de compras coletivas Groupon. Se deixar de consumir todas estas marcas parecer triste e der vontade de chorar, não seque as lágrimas com lenços de papel Kleenex: a fabricante deles, Kimberly-Clarck, também é a favor do casamento gay.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Campanha no Twitter mostra quem são as vítimas de ataque no Quênia

#147NotJustANumber busca mostrar o rosto dos mortos por radicais.

Imagens fortes postadas no Facebook mostram corpos em Garissa.

Do G1, em São Paulo
Post no Twitter mostra imagem de menina morta no ataque. "Sentiremos sua falta, Veronica Syokau, de Kitui. Segundo ano. Adorava nadar. Descanse em paz. #147notjustanumber" (Foto: Reprodução/Twitter/@makenzistephen1)Post mostra menina morta no ataque. 'Sentiremos
sua falta, Veronica Syokau, de Kitui. Segundo ano.
Adorava nadar. Descanse em paz.
#147notjustanumber' (Foto: Reprodução/
Twitter/@makenzistephen1)
Uma campanha no Twitter está divulgando ao público fotos das pessoas que foram mortas em um ataque do Quênia, com o objetivo de individualizar e humanizar o debate sobre o tema. O atentado, assumido pelo grupo radical islâmico Al-Shabbab, ocorreu na quinta-feira (2), quando um grupo de homens armados atacou a Universidade de Garissa, no leste do país e na fronteira com a Somália. Ao menos dois suspeitos foram mortos pela polícia no dia.
Segundo a agência de notícias Associated Press, 148 pessoas morreram. A hashtag da campanha, no entanto, menciona 147 vítimas:#147NotJustANumber (Algo como #147NãoApenasUmNúmero).
Também geraram comentários duas fotospostadas no Facebook que mostram corpos amontoados no que seria o vão da universidade após o ataque. Nana Yaw Buobu, que postou a imagem, disse em um post recente em seu perfil que foi criticado por ter divulgado a imagem, mas que a reprodução fez com que pessoas do mundo inteiro voltassem os olhos para a atrocidade.
O grupo radical islâmico Al-Shabaab afirmou que a ação é uma vingança contra a intervenção de tropas do Quênia na Somália. O incidente começou por volta das 5h30 (horário local, 23h30 de quarta, 1º, em Brasília), quando os atiradores entraram no centro universitário, começaram a disparar indiscriminadamente e detonaram vários artefatos explosivos, segundo o Centro de Operação de Desastres.
Desde outubro de 2011, quando o exército queniano entrou na Somália para combater o Al-Shabaab, o país foi alvo de constantes atentados terroristas, o mais grave deles no shopping Westgate, ocorrido em 2013 e no qual morreram pelo menos 67 pessoas.
Imagens compartilhadas no Twitter mostram supostas vítimas do ataque à Universidade de Garissa. Do topo esquerdo, em sentido horário: Solomon Oludo, Lydia Melody Obondi, Tonie Wangu, Tobias, Dadly Mose, Elizabeth Nyangarora, Jeff Macharia, Ruth Esiromo. No centro: Doreen Gakii (Foto: Reprodução/Twitter)Imagens compartilhadas no Twitter mostram supostas vítimas do ataque à Universidade de Garissa. Do topo esquerdo, em sentido horário: Solomon Oludo, Lydia Melody Obondi, Tonie Wangu, Tobias, Dadly Mose, Elizabeth Nyangarora, Jeff Macharia, Ruth Esiromo. No centro: Doreen Gakii (Foto: Reprodução/Twitter)
Atenção as imagens abaixo são fortes (Foto: arge g1)
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Foto mostra sala de aula após ataque em Garissa (Foto: Reprodução/Facebook/Nana Yaw Buobu)Foto mostra sala de aula após ataque em Garissa (Foto: Reprodução/Facebook/Nana Yaw Buobu)
Imagem postada no perfil de Nana Yaw Buobu mostra o que seriam corpos após o ataque à universidade em Garissa (Foto: Reprodução/Facebook/Nana Yaw Buobu)Imagem postada no perfil de Nana Yaw Buobu mostra o que seriam corpos após o ataque à universidade em Garissa (Foto: Reprodução/Facebook/Nana Yaw Buobu)

sábado, 28 de março de 2015

Internautas não perdoam e fazem piada de ‘quebra-quebra’ em bar nas redes sociais


A confusão ocorreu durante o show da Banda Luxúria, que se apresentava no local, na madrugada desta sexta-feira (27). O advogado da rede afirmou que a polícia utiliza imagens do circuito de segurança para encontrar os responsáveis

Montagens, frases e textos em sites de sátiras marcaram a “freed de notícias” dos usuários do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, após a briga generalizada que aconteceu na madrugada (27) na casa de show Wood’s de Campo Grande. Os frequentadores do bar dedicado ao sertanejo ficaram feridos e o local destruido. 

As piadas mostram pessoas fugindo da confusão, armados até de garrafas de cerveja e usam letras das músicas da Banda Luxúria, atração da noite. A suspeita é de que a confusão tenha iniciado após uma bebida ter sido jogada do camarote em pessoas que estavam na pista assistindo a apresentação.


  
O advogado da casa, Leonardo Buchmann, de Curitiba (PR), informou que as imagens de segurança da boate a até os vídeos dos frequentadores estão sendo usados para apurar os principais causadores da briga.“Estamos averiguando as imagens e já identificamos os sujeitos que agrediram e depredaram o patrimônio. Tudo será entregue à polícia”.

Conforme Leonardo, a maior preocupação não foi o prejuízo, mas sim a integridade física dos clientes. “Nós preferimos evacuar o local e garantir a integridade dos clientes, sem pensar no prejuízo, que foi altíssimo. Quem não pagou, ao voltar na casa, vai ser informado da dívida que ficou em aberto, mas pagará se quiser”.


A Wood’s permanecerá com as portas fechadas nesta sexta-feira e abrirá normalmente na noite de sábado (28). As atrações nacionais já anunciadas para a próxima semana também ocorrerão normalmente.