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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Agora é regra: tapa-buraco terá que ter no mínimo 3cm e ser vistoriado por moradores



A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, nesta segunda-feira (9), instrução normativa regulamentando as obras de tapa-buracos realizados na capital.
De acordo com a publicação, os buracos a serem tampados serão vistoriados pela população ou pelo encarregado da equipe. Ao iniciar o serviço, será necessário a presença de dois moradores ou pessoas que trabalhem na via onde se encontra o buraco e deverão assinar o termo de vistoria com o objetivo de testemunhar a execução da obra.  
Durante a execução do tapa-buraco, a área deverá ser interditada com devida sinalização. A área deverá ser recortada ou fresada em forma de uma figura geométrica. O material inservível deverá ser descartado. Após isso o buraco deverá ser limpo, removendo a base comprometida. A base comprometida deverá ser substituída.
Quando o buraco for superficial, com profundidade inferior a seis centímetros, será realizada a imprimação com pintura de ligação de material betuminoso.
A recomposição da camada asfáltica com Concreto Betuminoso Usinado e Quente deverá ser de no mínimo de três centímetros compactado. 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Novas provas motivaram investigação do MPE sobre 'tapa-buraco'

Justiça bloqueou R$ 315 milhões de investigados

A investigação do MPE (Ministério Público Estadual) que resultou no bloqueio de R$ 315 milhões em bens do ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PTB) e de mais 20 pessoas, entre secretários e ex-secretários, só foi possível depois que, diante de denúncia divulgada no ano passado pelo Jornal Midiamax -com vídeos mostrando irregularidades no serviço - 'choveram' novas reclamações e informações vindas de dentro da prefeitura explicando como era feito o suposto direcionamento de licitações. Essa é a explicação do MPE, segundo apurou a reportagem, para retomar as apurações, que já haviam sido alvos de procedimentos, que acabaram arquivados.
Em resumo, conforme foi apurado, o fato de terem havido investigações sem resultados não isenta as autoridades pois surgiram novas provas. Conforme as informações obtidas, algumas da denúncias traziam informações bastante precisas, indicando que foram realizadas por algum servidor da própria prefeitura, e ajudaram no trabalho do MPE.
Além disso, a Operação Lama Asfáltica, sobre irregularidades em contratações do Governo do Estado principalmente em obras de rodovias, também jogou luz sobre o suposto esquema. A partir dela, foram ouvidos vários servidores, dentre eles os principais responsáveis pelas licitações e pela fiscalização do serviço, os quais revelaram a existência de irregularidades.
O MPE, conforme relevado à reportagem, também se valeu de informações da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCE (Tribunal de Contas do Estado), indicando a existência de vícios em licitações e na execução do serviço.
O processo
As investigações sobre suspeita de corrupção no serviço de manutenção das vias públicas de Campo Grande levaram a justiça a decretar a indisponibilidade de R$ 315 milhões em bens de 21 investigados. Estão na lista o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, os ex-secretários de Obras, João Antônio de Marco, Semy Ferraz e Valtemir Alves de Brito, além de servidores e empreiteiros.
Segundo o despacho do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, estão com bens indisponíveis Sylvio Cesco, João Paron Maria, Bertholdo Figueiró Filho, Elisas Lino da Silva, Fátima Rosa Moral, Ivane Vanzella, Vera Lúcia Ferreira Vargas, Selco Engenharia, Uilson Simioli, Denis Simioli, Gerson Nina Prado, Abimael Lossavero, Caio Trindade, Luziano Neto, Asimix Ltda, Paulo Roberto Álvares e Michel Issa Filho.

A determinação atende a solicitação feita pela força-tarefa criada pelo Ministério Público Estadual após estourar a Operação Lama Asfáltica, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e o MPF (Ministério Público Federal). 
Segundo os promotores de Justiça, aconteceram irregularidades na contratação de pequeno grupo de empresas, danos que custaram aos cofres públicos mais de 372 milhões até janeiro de 2015. Somente a Selco abocanhou R$ 28,7 milhões até junho do ano passado, todos devido a obras do tapa-buracos feitos em Campo Grande. A Selco é a empresa responsável pelo famoso “tapa-buraco” fantasma”, registrado em vídeo divulgado pelo  em janeiro do ano passado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Equipe de Bernal "ignora" R$ 271 milhões para obras de infraestrutura e Capital se afunda em buracos

Campo Grande padece em meio a tantos buracos. Nem mesmo as principais ruas e avenidas da Capital, como Ernesto Geisel, Manoel da Costa Lima, Antonio Maria Coelho, 26 de Agosto estão livres da buraqueira.
Desde que retomou comando da Prefeitura de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), prometeu acabar com buracos, destravar recursos federais e já visitou Brasília algumas vezes em busca de novos convênios com União. Porém, parece que o prefeito a seus secretários deixaram de fazer o dever de casa e deixam de usar recursos federais já liberados na ordem de R$ 271,53 milhões para obras de infraestrutura e readequação da malha viária da Capital. Apenas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já foram liberados R$ 203,53 milhões e há ainda R$ 68 milhões disponíveis para obras de revitalização de parte da avenida Ernesto Geisel. Alguns projetos estão parados há quatro anos. 
Os recursos não são liberados por motivos simples como não entrega de novos projetos contendo adequações necessárias ou simplesmente por falta de abertura de licitação para obras de infraestrutura que correspondem à contrapartida do Município. Bernal, desde que reassumiu Prefeitura em agosto de 2015, não abriu novas licitações no setor de obras porque sequer terminou de pagar o que Município deve a empreiteiras, vale lembrar que boa parte dessa dívida vem da gestão do prefeito afastado Gilmar Olarte.
Enquanto isso, a cada chuva que atinge cidade, carros são arrastados, avenidas são alagadas por córregos que transbordam, como aconteceu na última sexta-feira (19) na Avenida Ernesto Geisel, além de ruas onde asfalto cede por completo, como a rua Geronimo de Albuquerque no bairro Nova Lima. Sem contar os buracos que dominam a maioria das ruas da Capital. A falta de obras de recapeamento e revitalização de vias acaba favorecendo que buracos sejam abertos devido à fragilidade do asfalto das ruas de Campo Grande, que é muito antigo, muitas ruas foram asfaltadas há mais de 20 anos. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Bernal repete Olarte e faz tapa-buracos fantasma, dessa vez em rua sem asfalto

Autor: Dany Nascimento, Diana Christie, Rodson Willyams e Vinícius Squinelo

A Prefeitura de Campo Grande anunciou a realização de obras de recuperação na Avenida Cândido Garcia de Lima, que sequer cascalho possui

Depois do famoso caso do tapa-buraco fantasma, quando equipe contratada por Gilmar Olarte foi flagrada fazendo o serviço em buracos inexistentes, agora é a vez de Alcides Bernal repetir a trapalhada. Em cronograma divulgado ontem, a Prefeitura de Campo Grande anunciou a realização de obras de recuperação na Avenida Cândido Garcia de Lima, que sequer cascalho possui, muito menos asfalto. O anúncio gerou uma onda de protestos nas redes sociais, mas logo apareceu a desculpa da equipe municipal...



Errinho
A nota foi divulgada por assessor do prefeito Alcides Bernal, e deixa claro que o serviço é de tapa-buraco com uso de massa asfáltica. Logo depois ser massacrado por reclamações da população, o assessor se defendeu: foi apenas um erro de digitação. Quem acredita?

Mesma onda
Tapa-buraco fantasma, nomeação de comissionados em excesso, folha de pagamento estourando, saúde em colapso e professores sem aumento salarial. Alcides Bernal ou Gilmar Olarte. Todas as situações valem para os dois. Ex-aliados, a dupla tem mais em comum do que deixa transparecer.

Na mira
A demissão de mais de 40 diretoras de escolas municipais e Ceinfs de Campo Grande ainda está dando o que falar. Agora, o real motivo das exonerações começa a aparecer. A equipe do prefeito mandou embora pelo menos três diretoras com parentesco, mesmo que distante, de políticos de Campo Grande. O problema é que elas ocupavam o cargo há anos, uma delas há mais de década, e eram elogiadas pelo serviço. Parece que as demissões nada têm de relação com conceitos técnicos dos profissionais.

Desmentido
Em evento público, Bernal garantiu que nenhuma exoneração foi feita ‘do nada’. “Teve reunião delas (diretoras) com equipe da Semed”, afirmou em agenda pública. Porém, o prefeito foi desmentido por praticamente todas as diretoras demitidas. Muitas não reclamam da exoneração, mas deixam claro: “ninguém esperava”.

Tateando
Delcídio do Amaral deve começar hoje a ‘sentir o terreno’ no Senado Federal. Depois de mandar duros recados – “se cair levo metade do Senado” – o sul-mato-grossense agora promete um clima de paz, sem revanchismo. O objetivo dele, conforme a mídia de Brasília, é não ser cassado pelos pares.

Quem sabe...
Parlamentares regionais se enrolaram e não conseguiram cumprir o famoso ‘quem sabe faz ao vivo’. Chamados para comentar problemas de Campo Grande em rede regional, os três – um deputado estadual e dois vereadores – se enrolaram e passaram vergonha no Jardim das Perdizes.


Sem palavras
Primeiro a ser entrevistado foi o deputado Cabo Almi. Pressionado, se irritou e disse que a pergunta por falta de asfalto deveria ser feita a outra pessoa. "Essa pergunta tem que fazer para o prefeito Bernal", disparou. Airton Saraiva, vereador pelo DEM, foi outro que ficou visivelmente irritado com a situação. "O papel do vereador é cobrar e cobrar do prefeito. E nós temos sim projeto para essa região, de 2013, quem falou que não tem está mal informado". Por último, o petista Ayrton Araújo, outro entrevistado ao vivo, nervoso, disse que “já perdeu a esperança” do asfalto na região.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Especialista desmente 'desculpa' de políticos para buracos nas ruas da Capital

“Falar que chuva e calor destroem o asfalto é asneira”

  • Serviço de tapa-buraco em Campo Grande (Fotos: Marithê Lopes)
  • Depois que a Operação Lama Asfáltica colocou sob suspeita obras públicas realizadas em Mato Grosso do Sul, os problemas com asfaltamento logo remetem à desconfiança da população sobre a relação entre corrupção e a qualidade do serviço. Nos últimos meses, Campo Grande foi novamente tomada por buracos e o Midiamax conversou com um especialista em obras de pavimentação para esclarecer alguns mitos sobre o assunto.
    A situação atual das ruas de Campo Grande é calamitosa e justifica o apelido de 'buracolândia' até mesmo para avenidas recém-inauguradas. Mas, não é novidade. Em 2010, crateras se abriram por toda a cidade e o então prefeito Nelson Trad Filho reuniu a imprensa na Esplanada Ferroviária para explicar “estragos feitos pela chuva”.
    Seis anos e dois prefeitos depois, o argumento de que sol forte e chuva intensa destroem o asfalto continua sendo utilizado pelos políticos. Para tentar entender o que acontece com a malha viária de Campo Grande, a reportagem falou com o engenheiro civil e professor universitário João Virgilio Merighi, um dos maiores especialistas em pavimentação no Brasil, para saber se apenas as condições climáticas podem servir de 'desculpa' para a buracolândia.
    E a resposta é categórica: “Um pavimento bem projetado deve durar, no mínimo, 30 anos. Falar que chuva e calor destroem o asfalto é asneira. Essas são condições previstas em projeto e este é um mito que deve ser derrubado. Então, se um pavimento cede ou cria buracos, é porque não foi bem projetado. Existem pavimentos feitos para durar 50 anos, e outros para durar 50 dias, até acabarem as eleições. Desgaste prematuro está muitas vezes ligado à corrupção”, analisa.

    “Neste caso, o ex-prefeito está muito equivocado. Se ele é engenheiro, tem que cassar o CREA dele e se não for, que fique quieto e mande quem entende do assunto falar. Se essa asneira que ele falou fosse verdade, como ficariam os pavimentos do Norte do Brasil? Na Amazônia? E em países de clima frio onde se tem de 2 a 3 meses de neve e depois a temperatura chega a 40 e 50 graus Celsius, como é o caso da Alemanha?”, questiona se referindo à fala do então prefeito de Campo Grande 6 anos atrás.

    Custo de construção x tapa-buraco

    Outra observação do engenheiro, bastante curiosa, é de que a pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande não tem buracos, enquanto uma avenida nova aberta ao lado do aeroporto já apresenta vários sinais de deterioração. “Conheço o solo da cidade e o aeroporto. A pista é excelente, apesar do desaforo que recebe diariamente com o pouso de aeronaves de toneladas. Então ônibus lotados e caminhões que têm permissão para circular pela cidade também não podem ser usados como justificativa para as crateras”, explica João Merighi.
    Para o engenheiro, a solução seria cobrar, nos projetos de engenharia e estudo técnico que são feitos antes das pavimentações, durabilidade mínima do asfalto. “Com isso, a prefeitura e o governo poderiam exigir que o asfalto dure 30 anos. Se existir algum buraco na via antes disso, é obrigação da empresa fazer o tapa-buraco, ou o recapeamento. Muito dinheiro público seria poupado”.
    Sobre a alternativa encarecer os projetos, João é enfático. “O que existem são empreiteiras que cobram caro para replicar projetos de engenharia e apenas realizar algumas adaptações. Tem empresas, que não são sérias, que apenas fazem adaptações em projetos. Tudo isso tem que ser acompanhado de perto pela administração pública”.
    Para fazer um asfalto com durabilidade e qualidade necessárias para durar 30 anos, o engenheiro afirma que o acréscimo seria, grosseiramente, de 20 a 30% no preço. “Basta fazer bem feito. Tem que selecionar solo e fazer obra com engenharia. Pavimento é para se pensar de 40 a 50 anos. Mas a conversa começa em pelo menos 20 anos. É só controlar a obra”.
    Para mudar o perfil do asfalto feito em Campo Grande, o engenheiro explica que é preciso comprometimento do poder público. “A solução é contratar uma empresa isenta, com reconhecimento de qualidade nacional e internacional, para fazer o diagnóstico de solo e verificar, por região, quais as melhores soluções. Não é professor de universidade ou empreiteiro que visa ganhar licitação que vai resolver os buracos da cidade”.
    Mesmo após o escândalo da Operação Lama Asfáltica, que revelou empreiteiras apresentando projetos sem execução total dos serviços – que acaba gerando rodovias de má qualidade me todo o Estado, João acredita que é possível fazer um asfalto de qualidade. “No país ainda existe gente séria. Já ouvi de um empreiteiro que podia arrancar uma tranca de cinco quilômetros, que estava mal feita. Eu fiquei assustado. Esse é só um exemplo de que quando a empresa é séria, ela entrega um serviço de qualidade. Isso é possível”.

    Bernal, Olarte e Nelsinho

    Apesar da situação atual das ruas, o atual prefeito, Alcides Bernal (PP), mantém contratos com empreiteiras que já atendiam a prefeitura na última década para 'manutenção' das vias públicas. O serviço de tapa-buraco da Prefeitura de Campo Grande continua a ser feito pelas mesas empresas das gestões de Nelson Trad Filho e Gilmar Olarte e são ligadas a Abimael Lossavero, dono da Selco Engenharia.
    Alcides Bernal anunciou em novembro do ano passado que as empresas Selco Engenharia, Pavitec, Gradual, Wala e Diferencial realizariam o serviço, deixando a população sem novidades nos contratos que rondam, há anos, a administração municipal. À época, ele disse que a Usimix forneceria a massa asfáltica e que uma equipe da própria Prefeitura ajudaria na realização do serviço.
    Após a situação da pavimentação chegar ao caos, com inúmeras ruas sendo consumidas pelos buracos a ponto de o asfaltamernto desaparecer, e acidentes causarem até mortes, nas últimas semanas estão sendo retomadas as manutenções. Uma das empresas que realiza o trabalho, a Selco foi flagrada no início de 2015tapando “buracos fantasmas”. Na época, a assessoria do então prefeito Gilmar Olarte (PP) alegou que o reparo foi feito para fechar uma rachadura, de forma preventiva, para que não fosse formado um buraco no local.
    A empresa é um “berçário” de novos empresários do ramo do tapa-buraco. Por exemplo, a Gradual Engenharia, que também foi contemplada com a sequência do contrato da Prefeitura, é de propriedade de Caio Vinicius Trindade e Luciano dos Santos Neto. Ambos já foram sócios de Abimael na Selco.
    A Diferencial Engenharia é comandada por Acir Magalhães, que fez parte da JW Engenharia e, por meio dela, fez importantes doações nas campanhas de Nelson Trad Filho e Antonieta Amorim, deputada estadual irmã de João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono de contratos milionários com o governo André Puccinelli (PMDB) e envolvido em esquema de desvio de dinheiro da Operação Lama Asfáltica.
    A Wala e a Pavitec também mantém contratos com a Prefeitura desde a gestão de Nelson Trad Filho. Sobre os valores atuais, a Prefeitura afirmou que repassaria 'apenas' R$ 2 milhões às empresas pela execução do serviço, já que a lama asfáltica passou a ser fornecida.
    A equipe de reportagem tentou entrevistar o secretário da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Amilton Cândido de Oliveira, sobre os projetos da atual gestão para melhorar as perspectivas para o asfalto em Campo Grande, mas não foi recebida até a publicação desta matéria.

    quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

    Apoiada por Bernal vereadora quer abrir ‘CPI do Asfalto’

    A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), que estava presente no evento de lançamento do Programa Construindo Caminhos que contou com a presença do prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) na tarde desta quarta-feira (27), aproveitou a oportunidade para manifestar sua vontade de propor uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para fiscalizar o asfalto de Campo Grande, seria chamada de CPI do Asfalto.
     “Eu estudei profundamente essa questão dos tapa-buracos e da lama asfáltica, acho que devo propor lá na Câmara uma CPI nova, não sei se vou obter as assinaturas que preciso, mas acho que essa cidade precisa passar a limpo essa questão do asfalto de Campo Grande. Talvez a gente faça a ‘CPI do Asfalto de Campo Grande’, para gente saber responsabilizar quem fez esse estrago nessa cidade com a irresponsabilidade política, administrativa e empresarial”, diz Luiza.
    Após a iniciativa da vereadora, Alcides Bernal manifestou seu apoio à abertura de uma CPI que fiscalize as condições em que foram construídos os asfaltos da Capital. “Eu apoio sua iniciativa de abrir uma CPI do asfalto de Campo Grande, é fundamental que se busque informações de quantos milhões de reais foram consumidos e que hoje se esvaem com qualquer chuva, pois choveu, o asfalto vai embora, e isso custa caro”.
    Bernal fez questão de lembrar o asfalto das avenidas recapeadas em sua administração e pediu para que na CPI se faça uma comparação de qualidade nos materiais usados. “No final do ano de  2012 R$ 272 milhões foram consumidos para fazer o serviço de tapa-buraco, com esse valor dava para asfaltar muitas vias, como nós fizemos com a Avenida das Bandeiras, Spipe Calarge e Avenida Guaicurus, essas vias não tem nenhum buraco, eu quero que se faça essa comparação ‘O que o governo do Alcides Bernal fez nessas três Avenidas e o que foi feito nas outras’, isso é para gente poder entender o que aconteceu, onde houve responsabilidade e onde houve situações ilícitas que devem ser investigadas”.

    terça-feira, 26 de janeiro de 2016

    Empresas de tapa-buraco 'casca de ovo' colecionam escândalos em MS

    Empreiteiras que atuam em Campo Grande se envolveram em uma série de episódios de repercussão nacional e algumas são alvos de investigações policiais





    Das três empreiteiras que realizam o serviço de tapa-buraco em Campo Grande, pelo menos duas delas estão envolvidas em escândalos de repercussão nacional. Segundo informado pelo prefeito Alcides Bernal (PP), em agenda pública, possuem contratos ativos a Selco Engenharia Ltda, a Wala Engenharia Ltda e a Gradual Engenharia e Consultoria Ltda. No entanto, também atuaram no asfalto da Capital a Proteco Construções Ltda e LD Construções, ambas empresas ligadas à João Amorim, que estão suspensas por causa das investigações da Operação Lama Asfáltica. 

    Parece que já virou tradição, todo início de ano, uma empreiteira de Mato Grosso do Sul se tornar assunto nacional após envolvimento em escândalos. Em 2015, a Selco Engenharia Ltda foi flagrada, em imagens, tampando um 'buraco fantasma' em uma via da Capital. Neste ano, foi a vez da Wala Engenharia Ltda ficar conhecida após populares terem filmado imagens impressionantes do desabamento de uma ponte de concreto, que caiu com o 'efeito de dominó'.

    Empresa Selco Engenharia Ltda, foi flagrada em janeiro de 2015, cobrindo buraco inexistente. Ela tem contrato anual com a Prefeitura Municipal de Campo Grande de R$ 5,918 milhões, conforme publicado do Diogrande (Diário Oficial do Município) em novembro de 2014. A empresa também está na mira do Ministério do Público Estadual que abriu procedimento para investigar o serviço de tapa-buraco na Capital. Porém, até o momento, não informações sobre como está o andamento das investigações.

    Já a ponte de aproximadamente 60 metros, que desmoronou no dia 2 de janeiro deste ano, na MS-382, foi construída pela Wala. Ela caiu sobre o Rio Santo Antônio, na cidade de Guia Lopes da Laguna, distante 232 quilômetros da Capital, e dava acesso aos assentamentos Retirada da Laguna e Rio Feio, além da cidade de Antônio João. A ponte custou R$ 1,3 milhão com recursos do Ministério da Integração Nacional, para substituir uma estrutura de madeira antiga, que existia no local. 

    A Wala é dona de contratos milionários com a prefeitura de Campo Grande, responsável pela 'implantação de infraestrutura urbana, pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Jardim Panorama - Etapa B'. E também pela reforma da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Coronel Antonino. Com os serviços orçados em R$ 41.336,29, a contratação teve o aval do então secretário de Obras, Valtemir Alves de Brito, mais conhecido como Kako. Além disso, ela detém contratos iniciados na época de Nelsinho Trad (PTB), que permanecem na administração de Alcides Bernal (PP), através de aditivos. A empresa também teria negociado obras com João Amorim, pivô Lama Asfáltica.

    Outras empresas
    Alvo da operação realizada pela Força-Tarefa, do Ministério Público Estadual, a Proteco Ltda, de João Amorim, venceu a licitação avaliada em R$ 6.875.040,63 para recuperar o trecho da rodovia MS-228, entre os quilômetros 35 e 77, no município de Corumbá. Fechada no último ano da gestão do ex-governador André Puccinelli, do PMDB, em 2014, o contrato previa prazo de 240 dias para conclusão da obra e contava com a assinatura da ex-diretora da Agesul, Maria Wilma Casanova Rosa, que figura entre as nove pessoas que acabaram detidos após pedido de prisão temporária decretada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). 

    Com base nas informações, o magistrado entendeu que o material apresentado pelo Ministério Público justifica, sem sombra de dúvidas, a medida pleiteada. “Há farta documentação a indicar, prima facie, que, possivelmente, consolidou-se uma organização criminosa com objetivo de auferir vantagens ilícitas em contratos administrativos de obras e serviços com o Estado de Mato Grosso do Sul, consistente em falsificações de medições e outras ações escusas que objetiva receber por serviços não realizados ou realizados de forma insuficiente”, destacou Garcete, em nota divulgada à imprensa.

    Mesmo depois das prisões, a Proteco acumulava R$ 20,6 milhões em contratos com a prefeitura. No entanto, segundo Alcides Bernal, a empreiteira foi suspensa para análise de recomendações da Polícia Federal. No TJ-MS, a Proteco entrou com pedido de recuperação judicial alegando que a prefeitura estava há meses sem pagar por serviços executados, mas sem explicação deisistiu do processo antes do julgamento de mérito.


    Por fim, a LD Construções, outra que seria ligada ao grupo criminoso, é investigada por possíveis irregularidades na licitação para construção do aterro sanitário de Campo Grande. Segundo a Polícia Federal, a empresa de Luciano Dolzan outro investigado na operação, é usada como laranja de Amorim, apontado como o principal articulador do grupo criminoso. A mesma ainda teria assumido o contrato para a manutenção das rodovias estaduais pavimentadas e não pavimentadas da região B de Dourados.

    quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

    Prefeitura anuncia 'solução' para buracos, mas trava na hora de executar

    Promessas de obras de recapeamento realizadas pelo Exército emperraram na burocracia

    A parceria anunciada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande desde o fim do ano passado, sobre a atuação do Exército Brasileiro para executar obras de recapeamento na Capital, até agora, não saiu do discurso. Enquanto isso, a população amarga com prejuízos decorrentes dos estragos de veículos e, inclusive, sente as consequências na própria pele.

    Neste domingo (17), o delegado da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, Enilton Zalla, afirmou que a causa da morte do motociclista Romildo Jacinto Estruquel, 42 anos, durante a madrugada do mesmo dia, foi resultado da queda, ao passar por um buraco na Rua Pirai, próximo a Avenida Duque de Caxias, no Jardim Sayonara.

    Enquanto as manchetes de tragédias envolvendo os buracos ‘pipocam’ à medida que eles surgem pela cidade, nada é feito para mudar a situação. A prefeitura chegou a anunciar que resolveria o problema de forma simples, com o apoio do Exército Brasileiro.

    Foram feitas muitas reuniões e promessas, dizendo que o uso da mão de obra militar, orçadas em torno de R$ 19 milhões, para recapeamento de quatro vias do corredor de ônibus da região Sudoeste em Campo Grande iniciariam o quanto antes e solucionariam os problemas de tapa-buraco.

    Mas ao questionar a assessoria de comunicação da prefeitura sobre as negociações com o exército, a resposta foi “não há novas informações sobre esse assunto”. Já Seção de Comunicação Social do 3º Grupamento de Engenharia do EB informou que está no aguardo de uma resposta do município.

    “Estamos à disposição, aguardando o posicionamento da prefeitura, para passar para a fase do projeto. Parece que eles estão tentando recursos, mas não há nada confirmado. Não temos como definir os trabalhos, equipes e nem estabelecer prazos, porque não há nada oficial”, explicou o EB, via telefone.

    Agravante
    A prefeitura cogitou o exército para reduzir custos de cerca de 25%, em relação às empreiteiras, sendo que muitas ainda estão sem receber e trabalhando no vermelho. No entanto, a área de Construção Civil faz o alerta dessa parceria: diante a atual crise econômica, colocar o exército à frente resultaria em um retrocesso ainda maior.

    Com o convênio, os empresários e especialistas afirmam que a cidade deixaria de empregar mais de 1,2 mil pessoas, direta ou indiretamente, refletindo negativamente na cadeia produtiva e econômica. Enquanto o impasse continua, é a população quem mais sofre.

    terça-feira, 19 de janeiro de 2016

    Empresa do buraco fantasma 'dá calote' em trabalhadores e não paga rescisão contratual

    Conhecida pelo episódio do "buraco-fantasma", a Selco Engenharia é alvo de novas denúncias. A equipe do MS Notíciasrecebeu na manhã desta segunda-feira (18), grupo de trabalhadores que foram demitidos da empresa em novembro de 2015 e até agora não receberam rescisão contratual.
    Preocupados por não receber rescisão contratual, que por lei deve ser paga no máximo em dez dias após demissão, ex-funcionários da Selco Engenharia, procuraram Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Mato Grosso do Sul (Sintracom) em busca de solução. Os ex-funcionários, que preferem não se identificar com medo de retaliações, contam que além de não receber valor da rescisão, estão sem carteira de trabalho, que o documento está retido na empresa.


    Conforme presidente do Sintracom, Abelha Neto, desde novembro o sindicato tem conversado com diretores da empresa na tentativa de buscar solução e garantir pagamento dos ex-funcionários. Segundo Abelha, a soma do valor rescisório dos 29 trabalhadores é de aproximadamente R$ 150 mil. "Desde novembro estamos conversando com empresa, eles alegam que não têm dinheiro para pagar ex-funcionários porque não receberam da Prefeitura, semana passada quando estive com prefeito até conversei com ele sobre o assunto para tentar resolver problema dos trabalhadores", diz Abelha.
    Abelha também relata dificuldade dos trabalhadores de conversar com novos proprietários da Selco, que, em novembro de 2015, foi vendida para grupo paulista do setor da construção civil. "Agora para trabalhadores fica difícil falar com diretores da empresa, pois a Selco está sediada em edifício comercial e eles não têm acesso, por isso estamos tentando um acordo para garantir o pagamento e evitar que questão seja judicializada, pois isso pode fazer com que pagamento demore ainda mais a ser feito".
    Empresa do buraco fantasma 'dá calote' em trabalhadores e não paga rescisão contratual
    O presidente do Sintracom afirmou que espera nesta segunda-feira (18) resposta da empresa quanto à data de pagamento. "Caso hoje eles não nos respondam, vamos organizar manifestações e conversar com trabalhadores para definir próximas ações".
    A equipe de reportagem entrou em contato, por telefone, com novo diretor da Selco, Amaury Corrêa, que não confirmou se pagamento será feito nesta segunda-feira (18), e informou que, por estar em reunião, não poderia falar a respeito do assunto neste momento. 

    terça-feira, 5 de janeiro de 2016

    ‘Não vou pagar por serviços não executados’, diz Bernal sobre Tapa-Buracos



    Foto: Wanderson LaraFoto: Wanderson Lara
    Para justificar a falta de pagamento de empresas que prestam serviços de Tapa-Buracos na Capital, prefeito Alcides Bernal  afirmou que os trabalhos estão pela metade no município e por conta disso tem evitado efetuar pagamentos. “ Tem  obras paralisadas. Não vou pagar por serviços que não foram executados”, disse.
    Segundo prefeito técnicos da prefeitura estão fazendo analise e medicação de obras que estão sendo realizadas. “Vou chamar cada empresa para efetuar pagamento, mas antes precisamos rever valores”, afirma.  Alcides Bernal assinou contrato com cinco empreiteiras, em 27 de agosto,  data em que retornou a prefeitura de Campo Grande,  para realizar serviços de Tapa-Buraco pelo valor anunciado pelo prefeito de R$ 6 milhões.
    De acordo com informações apuradas pelo MS Notícias junto aos representantes das empreiteiras o valor referente ao primeiro mês de serviço, que deveria ter sido pago no dai 11 de dezembro não foi efetuado. Os empresários reclamam de falta de informações sobre previsão da data de pagamento. Segundo eles, nem prefeito nem secretários de finanças e administração informaram data do pagamento atrasado e também não confirmaram se dia 10 deste mês a Prefeitura vai efetuar pagamento referente aos serviços executados em dezembro. A contratação se deu em caráter emergencial e contratos têm duração de 90 dias e se encerram em 11 de fevereiro. 

    Sem receber da Prefeitura, empreiteiras estudam suspender "tapa-buraco"



    Fotos: Wanderson LaraFotos: Wanderson Lara

    A condição das ruas de Campo Grande não é das melhores, basta uma volta em qualquer bairro da Capital ou pelo centro para ver quantidade de buracos espalhados por todos os lados.
    A buraqueira da Capital como diz população se intensificou em meados de 2015, ainda na gestão do prefeito afastado Gilmar Olarte, porém, mm novembro de 2015 com propósito de "recolocar nos trilhos a Capital", o prefeito Alcides Bernal (PP), que voltou a administrar Prefeitura de Campo Grande em 27 de agosto, assinou contrato com cinco empreiteiras para realizar o que denominou "Operação Tapa-Buraco". O valor de investimento anunciado pelo prefeito na ocasião foi de R$ 6 milhões.
    No dia seguinte à assinatura dos contratos já se via pelas ruas da Capital equipes das empreiteiras executando serviço. Os empresários explicam que Prefeitura determinou que cada empresa trabalhasse com duas equipes. Entretanto, mesmo com empreitada, a quantidade de buracos ainda é grande e prejuízos para população são muitos. Porém, conforme apurou MS Notícias, a situação pode se agravar nos próximos dias caso Bernal não efetue pagamento atrasado às empresas contratadas.
    De acordo com informações apuradas pelo MS Notícias junto aos representantes das empreiteiras o valor referente ao primeiro mês de serviço, que deveria ter sido pago no dai 11 de dezembro não foi efetuado. Os empresários reclamam de falta de informações sobre previsão da data de pagamento. Segundo eles, nem prefeito nem secretários de finanças e administração informaram data do pagamento atrasado e também não confirmaram se dia 10 deste mês a Prefeitura vai efetuar pagamento referente aos serviços executados em dezembro. A contratação se deu em caráter emergencial e contratos têm duração de 90 dias e se encerram em 11 de fevereiro. 
    Caso Prefeitura não pague a parcela atrasada até dai 10, as empreiteiras já anunciaram que não vão dar continuidade ao serviço até que valor em atraso seja regularizado. As empreiteiras contratadas são: Selco, Pavitec, Gradual, Wala e Diferencial.
    A equipe do MS Notícias entrou em contato com secretários de finanças, Disney Fernandes, e administração, Ricardo Ballock, mas não obteve retorno. Em contato com secretário de infraestrutura, Amilton Cândido, a equipe de reportagem foi informada que secretário estava em reunião externa

    segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

    “Tapa-buraco é jogar dinheiro no lixo”, afirmam moradores

    População exige recapeamento de vias

    • Serviço de tapa-buraco começou nesta segunda-feira na Yokoama (Foto: Marithê Lopes/Midiamax)
    • Com buracos e remendos por todos os lados, o plano de recuperação das ruas de Campo Grande, lançado no último dia 11, pelo prefeito Alcides Bernal (PP), desagradou a população da Capital. Moradores de diferentes regiões tomadas por crateras afirmam que o serviço é desperdício de dinheiro público e pedem recapeamento das vias.
      Na Rua Yokoama, no Bairro Santo Amaro, na região oeste da Capital, onde existem vários buracos, uma equipe da empresa Diferencial Engenharia, contratada pela Prefeitura para realizar o serviço de tapa-buraco, trabalha para amenizar o problema, mas para a aposentada Ana Maria, de 70 anos, o serviço é em vão. “Não adianta nada. É só para ter de fazer tudo de novo”, afirma.
      A vendedora Larissa Bogado, de 19 anos, diz que o serviço é inviável devido a quantidade de buracos na pista. “É complicado. Tinha de recapear toda a via porque são muitos buracos”, observa. Morador da região há 39 anos, Sebastião dos Santos, de 73 anos, também sugere que a solução é o recapeamento.
      “O certo é recapear, mas o prefeito está sem dinheiro e enquanto isso faz o que dá para fazer, mas tapar buraco não resolve”, frisa. Segundo a atendente Tânia Marques, de 47 anos, a situação é semelhante no bairro vizinho. Ela afirma que a Rua Extremosa, no Coophatralho também está tomada por buracos. “Está uma vergonha. É insuportável andar na rua, precisa de uma providência. Deveriam recapear. Tapa-buracos só servem para gastar o dinheiro público”, ressalta.
      No mesmo bairro, na Avenida Florestal, os buracos também atrapalham quem passa pelo local. Na Rua Presidente Café Filho, na Vila Almeida a situação se repete. “Tinham que recapear de uma vez. Estão jogando dinheiro no lixo”, afirma Olavo Ritterbuch, de 50 anos.
      O cinegrafista Joeder Martins, de 32 anos, também acredita que a única solução é o recapeamento. “A gente desvia de um buraco para cair em outro. Tapa-buraco não resolve porque ficam aquelas lombadas na pista e isso atrapalha, principalmente para quem anda de moto, como eu”, destaca.
      O encarregado de obra de tapa-buracos, Marcos Corrêa da Silva, a ordem de serviço enviada pela Prefeitura designa que o serviço de tapa-buraco seja realizado nas ruas Yokoama, e Taquarí, ambas no Santo Amaro e na Avenida Madri, na Vila Alba.
      A previsão, segundo o encarregado, é de que os trabalhos sejam concluídos nesta terça-feira (8). Questionado sobre as demais ruas e avenida citadas na matéria, o encarregado explica que o serviço é realizado conforme determinação da Prefeitura e que ainda não é possível informar onde serão realizadas as próximas operações de tapa-buraco.