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quinta-feira, 3 de março de 2016

Confira detalhes da suposta delação de Delcídio que ‘entregaria’ Dilma e Lula

Revelações foram publicadas pela revista IstoÉ

Apontado como testemunha ocular em todas as ‘negociatas’ desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, em 2003 com ex-presidente Lula, as revelações do senador Delcídio do Amaral (PT) divulgadas pela revista IstoÉ, porém negadas pela assessoria do parlamentar, incriminam não apenas o presidente de honra do partido, mas também a presidente Dilma Rousseff (PT).
“É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (agora ex da pasta) e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, teria dito Delcídio a Procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato.
As revelações do senador tratam não apenas do chamado ‘Petrolão’, esquema de desvio de recursos da Petrobras, mas também do ‘Mensalão’, no qual políticos eram pagos pelo governo do ex-presidente Lula para aprovarem, no Congresso Nacional, projetos de interesse do Executivo.
A revista teve acesso a documentos que comprovariam a delação. Delcídio teria pedido aos procuradores que seu acordo de delação fosse homologado apenas dentro de seis meses, prazo que precisaria para manter-se no Senado e afastar o risco de cassação. O pedido do sul-mato-grossense não teria sido aceito pelo ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal).
Se comprovadas, não apenas a delação, mas principalmente as informações divulgadas pela revista, o processo de impeachment de Dilma no Congresso ganharia contornos de celeridade, até então apenas desejado pela oposição. A presidente teria tentado, por três vezes, nomear ministros que votassem pela soltura de políticos e empresários presos na operação Lava Jato.

Delcídio teria contado que recebeu um pedido da presidente enquanto ambos caminhavam pelos jardins do Palácio da Alvorada, para que ele intercedesse pela nomeação de Marcelo Navarro, posteriormente nomeado ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para que o magistrado confirmasse sua intenção de julgar pela liberdade de Marcelo Odebrecht, diretor da Construtora Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, da Construtora Andrade Gutierrez.
Delcídio contou também, revelou a revista, que seu encontro com Navarro aconteceu em uma sala no Palácio do Planalto, o que pode ser verificado, segundo ele, pelas imagens do circuito interno de segurança.  Apesar do desfecho ter sido satisfatório a nomeação, o magistrado foi voto vencido no plenário da Corte, que manteve os executivos das empreiteiras presos.
Outra implicação grave contra a presidente Dilma, é que Delcídio teria relatado que ela sabia dos equívocos que resultaram na compra da refinaria de Pasadena, negócio que deixou um prejuízo de US$ 792 milhões, quando a petista era a presidente  do Conselho de Administração da Petrobras. Ela sempre negou que fosse de seu conhecimento as irregularidades. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, teria dito o senador.
A própria nomeação de Nestor Cerveró ao cargo de Diretor Internacional da estatal teve atuação da presidente da República.
Pivô da prisão do sul-mato-grossense, Cerveró teria recebido a ‘mesada’ prometida por Delcídio, a mando de Lula, por pelo menos cinco meses. E o dinheiro teria saído das posses do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
O motivo, explica o senador, seria que Cerveró implicaria em sua delação o pecuarista, intimamente ligado a Lula. Bumlai inclusive teria usado dinheiro dos desvios da Petrobras, obtido na compra superfaturadas de sondas pela estatal, para pagar as contas da campanha de Lula em 2006, na qual o petista saiu vencedor.
Em outra ocasião, também em 2006, Delcídio intermediou um outro pedido de Lula para comprar o silêncio de uma testemunha: Marcos Valério, o publicitário apontado como operador do ‘Mensalão’. O ex-presidente e o ex-ministro Antonio Palocci, teriam pago R$ 220 milhões, pedido por Valério, para que não citasse Lula em seus depoimentos.
CPI´s
Delcído também citou duas CPI´s (Comissões Parlamentares de Inquérito), a dos Bingos e a dos Correios, que tiveram atuação da base aliada do governo para livrar Lula e Lulinha, seu filho Fábio Luis Lula da Silva, das implicações resultantes das investigações.
A CPI dos Correios, que resultou nas condenações do ‘Mensalão’ foi presidida por Delcídio. Ele cotou que Lula fez um acordo com a oposição para que seu nome foi retirado do relatório final. Isso o teria salvo de um impeachment.
Por fim, o senador sul-mato-grossense cita colegas e ex-parlamentares de Congresso, como oos senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR), como pessoas que cobravam uma espécie de ‘pedágio’ de donos de empreiteiras para que não os convocassem a depor na CPI da Petrobras.

Fotos: Reprodução/IstoÉ

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