Mostrando postagens com marcador INVESTIGAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INVESTIGAÇÃO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

MPE vai investigar irregularidades em contratação de empresa para elaborar Plano Diretor da Capital

Heloísa Lazarini


Prefeitura de Campo Grande/Foto: Wanderson LaraPrefeitura de Campo Grande/Foto: Wanderson Lara
A 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande abriu inquérito civil para investigar licitação realizada pela Prefeitura de Campo Grande para contratação de empresa visando elaboração do Pano Diretor da Capital.
O pedido de abertura do procedimento investigatório foi solicitado pela 42ª Promotoria de Justiça, e a abertura do inquérito foi publicada na edição desta quinta-feira (26) noDiário Oficial do MPE (Ministério Público Estadual).
Segundo publicação, o MPE deverá apurar “eventuais irregularidades na tramitação da Concorrência nº 036/2014, que tem por objeto a “revisão do Plano Diretor de Campo Grande-MS”, bem como responsabilizações em caso de prejuízos à população e à municipalidade ante a morosidade do certame.”

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

‘Forças ocultas’ começam a travar operações policiais em MS

A grande vedete dos escândalos regionais, a Lama Asfáltica, é uma que está sofrendo forte ‘influência’ externa

E as duas grandes operações envolvendo políticos de Mato Grosso do Sul começam a passar por disputas internas. A queda de braço está travando as duas e o destino dos muitos envolvidos depende de quem ganhar a disputa. Três forças atuam fortemente, cada uma tentando ganhar a disputa. Uma ala acredita que ‘tudo já foi longe demais’ e está na hora de parar; outra quer derrubar de vez grupo político de ex-mandachuva do Estado. Uma terceira facção, menor, deseja que todos os escândalos políticos sejam passados a limpo, o que poderia levar MS a um novo rumo.

A estrela
A grande vedete dos escândalos regionais, a Lama Asfáltica, é uma que está sofrendo forte ‘influência’ externa. Dentro das instituições que avaliam documentos, a pressão já está passando dos limites, tudo para que a operação acabe como muitas outras neste país: em pizza.

Mistério
Enquanto a população fica sem nada saber, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal não se pronunciam oficialmente em nada sobre a Lama Asfáltica. Transparência?

Força tarefa
E o Governo do Estado, mesmo diante de inúmeras críticas, conseguiu a aprovação do pacote que vai aumentar impostos em Mato Grosso do Sul. Dentro da assembleia, a intervenção de dois secretários – Márcio Monteiro (Fazenda) e Sérgio de Paula (Casa Civil) – foi considerada fundamental para ‘convencer’ os parlamentares a aprovar a elevação do ICMS para diversos produtos.

Impacto
Com o aumento do ICMS, quem vai pagar a conta é o sul-mato-grossense. De refrigerantes e cosméticos, por exemplo, ficam mais caros. Com preço maior, a tendência é vender menos, gerando menos lucro aos comerciantes. Em uma dinâmica econômica, ganhando menos, empresários cortam custos, demissões aumentam e sobe o desemprego. Essa é a tendência vista por Roberto Oshiro, da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande.

Volta ao passado
Ao que tudo indica, os protestantes que estiveram na ALMS estão com saudade do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). Eles seguravam faixa com os dizeres "que saudade do André”. Porém, 'um passarinho' afirmou que o próprio peemedebista colaborou para a confecção do material.

Rapidinho
Mas a faixa não ficou por muito tempo no plenário, já que uma outra mulher entrou, pegou e faixa e saiu correndo. Será que a galera do governo também teve participação nisso?

Críticas
Cabo Almi foi 'atacado' pelo colega parlamentar Paulo Correia, que questionou o petista sobre 'como fica as pedaladas da Dilma'. Almi rebateu dizendo que quem ataca a presidente é o próprio PSDB, que está querendo implantar no Estado o reajuste de impostos, utilizando o mesmo meio de Dilma para enfrentar a crise financeira. É o tal ‘bateu, levou’.

Não salva um
O presidente da CPI das Contas, Eduardo Romero, afirmou que houve irregularidades em todos os governos municipais dos últimos anos. De Nelsinho que concedeu aumento a servidores sem dotação orçamentária à Bernal, que na 1ª gestão foi inoperante e não teve diálogo com a Câmara. Por último, Olarte com os gastos disparando.

Esquecido
O vereador Carlão cobrou medidas sobre as obras paradas, mas o ele mesmo disse que tomaria providência na época do Olarte, em um final de semana, mas acabou visto em um pesqueiro da época, em companhia de Chocolate.


Liso
O vereador José Chadid agora é adepto do 'um minuto', é só um jornalista chamá-lo que ele pede 'um minutinho', 'um instantinho' e some, driblando a imprensa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ao Gaeco, Jamal admite não ter provas contra Bernal e denúncia é anulada


O vereador confessou não ter provas contra o prefeito e disse que se arrepende de ter assumido secretaria de Saúde

O ex-secretário Municipal de Saúde e atual vereador de Campo Grande, Jamal Salem (PR), afirmou ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) não ter como provar as denúncias que realizou contra o prefeito Alcides Bernal, do PP. O depoimento de Jamal durou cerca de uma hora, e acabou no fim da manhã desta segunda-feira (26). Com isso, o órgão anulou a investigação das denúcias, também feitas por outro parlamentar, Edil Albuquerque, do PMDB.

Salem admitiu que não apresentou nenhuma prova, relatando que foi até o Gaeco apenas como testemunha para esclarecer fatos que havia deixado de dizer em sua primeira declaração.

"Não tenho provas, tenho essas conversas que ouvi dizer de pessoas que estavam no plenário e agora quem vai provar é o Ministério Público Estadual. Não lembro os nomes das pessoas, pois não as conheço, resolvi falar pelo fato de ter sido pego de surpresa no meu primeiro depoimento", tentou explicar.

Bernal foi notificado para entregar, 'se quiser', o celular ao Gaeco e Jamal acredita que se acaso o prefeito acatar a solicitação, as perícias vão dar fundamentos para provar o que ele disse. "As tecnologias do Gaeco são de primeiro mundo e eles conseguem ter acesso às conversas, e-mails, de dois há três anos atrás", ponderou.

O prefeito havia declarado que esta solicitação do Gaeco seria estratégia de 'rivais', destacando que os vereadores possivelmente participaram de um esquema para sua cassação e que possivelmente querem prolongar as investigações. Quando Jamal foi interrogado sobre a questão, ele se irritou dizendo: "Ninguém quer ganhar tempo, o promotor sabe como conduzir ele pode dizer melhor do que eu que não estamos tentando ganhar tempo com nada".

Encontros
Sobre reuniões que supostamente eram realizadas para 'combinar' a cassação de Bernal, no ano passado, o vereador confessa que participou de vários encontros, mas que o diálogo era sobre ter uma base para o prefeito e que em nenhum momento as reuniões eram a respeito da cassação do Chefe do Executivo.

Além disso, durante a declaração de hoje, Jamal negou que ganharia qualquer cargo se Bernal fosse cassado. E quando interrogado sobre sua indecisão de voto às vésperas da cassação do prefeito, ele diz que isso não deve gerar desconfiança de ninguém e que aguardava o conhecimento do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que investigava Bernal. "Dois dias antes cheguei a me reunir com o prefeito e neste encontro ele pedia para não votarem nele, mas nunca ofereceu nada em troca", ressaltou.

Quando indagado se não seria arriscado ele pedir a apreensão dos celulares dos vereadores, já que o dele estaria incluído, Jamal diz que não, afirmando que o único erro que ele teve, foi aceitar ser secretário de Saúde do município. "Ser secretário de saúde é 'buxa', falta investimentos e a culpa é do sistema implantado", explica o vereador dizendo que o erro seria de como o SUS (Sistema Único de Saúde) é conduzido.

A assessoria do Gaeco disse que Salem não apresentou provas do que acusou, além de não lembrar os nomes e nem reconhecer os rostos de quem seria 'populares'. Ainda conforme a assessoria, agora, não vão abrir outra investigação pelo fato do vereador não ter prova alguma.

Segundo o Gaeco, durante o depoimento, Jamal negou ter recebido qualquer dinheiro do prefeito afastado Gilmar Olarte. Agora as pessoas que o vereador acusou sem provas, podem entrar com um processo contra o parlamentar.

Gaeco deve arquivar denúncia sobre compra de vereadores por Bernal

Aline dos Santos e Antonio Marques

  • Imprimir
  •  
  •  
Jamal não trouxe provas em novo depoimento ao Gaeco. (Foto: Gerson Walber)Jamal não trouxe provas em novo depoimento ao Gaeco. (Foto: Gerson Walber)
O depoimento do vereador Jamal Salem (PR), considerado testemunha-chave na denúncia de que o prefeito Alcides Bernal (PP) teria comprado votos na tentativa de escapar da cassação, não trouxe provas e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deve arquivar a representação.
PErderá validade o pedido para que Bernal e os vereadores que votaram contra a saída do prefeito entreguem, de forma voluntária, os celulares. O prazo termina amanhã.
Jamal chegou às 9h22 ao Gaeco, no Parque dos Poderes, e deixou local às 10h50 desta segunda-feira. Os discursos à imprensa, tanto na chegada quanto na saída, tiveram o mesmo teor. Ele afirmou que foi injustiçado e é vítima da guerra política entre Bernal e o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP).
No depoimento, Jamal disse que ouviu de populares, no dia da cassação, que Bernal teria ofertado valores para escapar da cassação. Contudo, não saberia reconhecer as pessoas porque, na ocasião, a Câmara estava cheia e tumultuada.
Antes de entrar no Gaeco, o vereador disse que ouviu falar de propostas de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. À imprensa, também informou que dois dias antes da cassação teve reunião com Alcides Bernal, que pediu apoio do parlamentar. 
Já no depoimento, não citou a reunião. Na chegada ao Gaeco, o vereador trazia um envelope nas mãos. O material não foi entregue ao promotor Marcos Alex Vera de Oliveira e nem foi divulgada cópia à imprensa, como o vereador havia prometido.
Hoje, foi a segunda vez que Jamal foi ouvido. A primeira foi em 25 de agosto, quando foi detido na operação Coffee Break, que investiga a compra de votos para que os vereadores cassassem Bernal em março de 2014.
Jamal disse que nesta segunda-feira falou com mais calma, pois, em agosto, ficou nervoso pela forma que foi levado. Na gestão de Olarte, Jamal assumiu o comando da Sesau (Secretaria Municipal deSaúde). Ele garante que votou a favor da perda do mandato com base nas denúncias da comissão processante.
O novo depoimento de Jamal Salem foi desdobramento de representação feita pela defesa do vereador Edil Albuquerque (PMDB) ao MPE (Ministério Público do Estado). O pedido foi de apreensão dos celulares de Bernal e demais vereadores. O Gaeco considerou que a solicitação pode ter sido feita com o objetivo de protelar a apuração da Coffee Break. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Com documentos do Instituto de Criminalística, Gaeco retoma investigação

A data para a entrega dos documentos estava prevista para o último dia 9, mas foi adiada

O Instituto de Criminalística deve encaminhar, até a próxima quarta-feira (14), os documentos sobre a perícia realizada em 17 aparelhos celulares que foram apreendidos no dia 25 de agosto, data em que 13 pessoas, entre políticos e empresários, foram detidas. A papelada é considerada fundamental, e deve marcar o retorno das investigações da Operação Coffee Break, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

No dia 1º de outubro, data em que o coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, esteve em visita no Instituto de Criminalística, ele comentou sobre os desdobramento da Operação Coffee Break. Na ocasião, o promotor afirmou que. de apenas um aparelhos celular são mais de 50 mil mensagens captadas. A promessa era que os documentos fossem encaminhados à sede do Gaeco até o último dia 9 de outubro, mas o prazo foi alargado.

A perícia nos aparelhos de celular apreendidos é realizada na sede do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde fica o Instituto de Criminalística. No local, uma força tarefa chegou a ser criada pelos peritos para a análise do material. Todos as informações extraídas serão transformadas em relatório encaminhado ao Gaeco. Vera também informou que havia sido decretada a quebra de sigilo bancário de 20 pessoas físicas e três jurídicas.


Segundo a assessoria de imprensa do Gaeco, não estão programadas novas oitivas até o momento. Entre os que já foram ouvidos e estiveram na sede do órgão estão: o prefeito afastado Gilmar Olarte, PP por liminar, investigado; o ex-governador André Puccinelli, do PMDB, na qualidade de testemunha; os empresários João Amorim e João Baird, ambos investigados na Operação; além de outros vereadores que foram convocados na qualidade de testemunhas e investigados.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Gaeco quer saber quem ficou rico com a cassação de Bernal

Edivaldo Bitencourt

     
  •  
  •  



Mirim rico – Sob o comando da primeira-dama Miriam Elzy Gonçalves, o Instituto Mirim vai passar ileso da política de corte de gastos. Ontem, o secretário municipal de Administração, Ricardo Ballock, firmou convênio de R$ 5,8 milhões com o órgão.

Sem brigas – O Instituto Mirim, que garante emprego a 450 adolescentes, deixou de ser organização não-governamental. Com a intermediação do promotor de Justiça Sérgio Harfouche, o instituto não é mais alvo de disputa política. Desde o início deste ano, manda lá quem é o prefeito da vez.
Vitória – Assessores e aliados de Bernal comemoraram, ontem, a decisão da Justiça de rejeitar o pedido de liminar do Ministério Público Estadual para afastá-lo do cargo. A decisão é do juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Marcelo Ivo de Oliveira.
Efeito – A denúncia contra o vereador Waldecy Batista Nunes, o Chocolate, reforça a denúncia de compra de votos para cassar Alcides Bernal (PP). Ao confrontar bens e movimentação financeira nos bancos, o Gaeco vai verificar se houve dinheiro a mais na conta dos vereadores após a cassação de Bernal.
Sem tutores – O deputado estadual Pedro Kemp (PT) ressaltou que os índios não são manipulados pelo Cimi, entidade da Igreja Católica. Ele disse que os indígenas tomam suas próprias decisões. Para o petista, a acusação de que houve desvio de milhares de dólares é uma ofensa grave contra o Cimi.
Absurdo – Kemp condenou de forma enfática o processo disciplinar ético aberto contra o advogado terena Luís Henrique Eloy. Ele corre o risco de perde o registro. “Isto é o cúmulo do absurdo, ele saiu da aldeia, fez direito, mestrado e mostrou do que o índio é capaz”, frisou. “Ele está sendo julgado por defender o seu povo”, anotou.
Censura - O deputado João Grandão (PT) reclamou que Mara Caseiro (PTdoB) o repreendeu quando ele foi falar com o presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB). Ele destacou que todos os deputados têm o direito e exigiu ser tratado com o mesmo respeito.
Sem intenção - Mara Caseiro explicou que não teve a intenção de ofender o petista. Ela explicou que só pediu para ser ouvida por Mochi antes de tomar uma decisão. “Eu sempre respeitei todos os deputados, se o senhor entendeu dessa forma, peço desculpas”, reconsiderou a parlamentar.
Mandela – Depois de se comparar aos apóstolos Pedro e Paulo, que foram presos no início do cristianismo, o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) comparou-se ao sul-africano, Nelson Mandela. Antes de ser eleito presidente da África do Sul, ele ficou mais de duas décadas atrás das grades.
Barraco - O deputado federal e pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), 67 anos, levou um “safanão” do motorista do senador Delcidio do Amaral (PT), Marcos Aurélio de Almeida, o “Marcão”, o que provocou ferimentos superficiais no seu nariz e na cabeça. Os dois se envolveram numa confusão de trânsito, na chapelaria do Congresso Nacional, na terça-feira à noite. O deputado precisou ser medicado. As acusações foram mútuas. Um diz ter sido agredido primeiro que o outro.
(colaborou Leonardo Rocha)