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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O amanhã, a in’certeza’ e a Comissão Blindante no caso Olarte


Como será o amanhã, responda quem puder... Talvez menos quando se observa os vereadores que constituirão a Comissão Processante. Três dos mais aguerridos defensores de Olarte.
Paulo Siufi, João Rocha e Chiquinho Telles, os guardiões da imparcialidade da Comissão Processante.Paulo Siufi, João Rocha e Chiquinho Telles, os guardiões da imparcialidade da Comissão Processante.
Uma coisa ficou clara durante a votação do requerimento da Comissão Processante durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande na sessão de quinta-feira (13): tudo veio definido da reunião que se estendeu por toda a noite no dia 12. O item 3.1, que trata da denúncia detalhada em 145 laudas pelo Ministério Público Estadual que acusa Gilmar Antunes Olarte pelos crimes tipificados em nosso Código Penal como corrupção passiva em continuidade delitiva e lavagem de dinheiro, seria aprovado, mas todos os outros cinco itens não passariam.
E assim foi feito. O vereador Betinho (PRB) aproveitou de todas as oportunidades e não se indispôs nem com os eleitores que lhe permitiram a suplência nas últimas eleições, nem com seu partido. Se Gilmar da Cruz tem o eleitorado cativo entre os integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, Betinho usou o subterfúgio de aprovar, junto com os demais 28 vereadores, do que já havia sido estipulado para ser aprovado e votou favoravelmente aos outros cinco itens do requerimento, sabendo que não seriam aprovado, de forma que não se indispôs com o partido nem com seus eleitores.
A defesa intransigente, e por vezes acalorada em argumentos ilógicos, coube aos vereadores Edil Albuquerque (PMDB), líder-não-líder de Gilmar Olarte, Professor João Rocha (PSDB) e Chiquinho Telles (PSD), que agem como líderes sem assumirem a liderança para evitar maiores desgastes políticos/eleitorais.
Aos que acreditam em coincidências, assumiram, após o sorteio dos vereadores Gilmar da Cruz, Magali Picarelli, Betinho e Chocolate, que declinaram, os três vereadores da base aliada mais efetivamente defensora do atual prefeito.
Paulo Siufi tem interesses na Saúde, pois indicou a Diretora-Presidente do Instituto Municipal. de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Lilliam Maria Maksoud Goncalves, o secretário Municipal de Saúde Pública, Jamal Salem (PR) e foi flagrado em áudio onde, junto com Jamal, negocia participação de 50% nos negócios da Saúde. Esse acordo poderia ser visto até como uma composição política se não houvessem tantas denúncias que vão desde falta de medicamentos, ausência de médicos, maus tratos com a população pela Guarda Municipal de Olarte que dá plantão, ainda que sem preparo para atender à população, nos postos de saúde, greve dos médicos por falta de pagamento etc.
João Rocha sempre se postou como líder não oficial, mais do que votando contra, posicionando-se contra qualquer requerimento que pedisse informações do prefeito, como se referendasse as acusações contra sua companheira de bancada no início da atual legislatura, agora vice-governadora Rose Modesto (PSDB), acusada de receber benefícios para votar pela cassação do ex-prefeito Alcides Bernal. Estranho para quem participou com indicações políticas de nomes para compor o governo municipal do qual fez parte e ajudou a derrubar e ainda faz parte com várias indicações de segundo e terceiro escalões na área da educação.
Chiquinho Telles, vereador em primeiro mandato, chegou a defender a viagem do prefeito Gilmar Olarte em jatinho particular de sócios em empresas prestadoras de serviços para a Prefeitura da Capital, ainda que isso implique crime pela Constituição Federal, talvez desconhecida do vereador, justificando que ele se atrasaria para compromisso em Brasília, sem que tenha se dado ao trabalho de esclarecer a presença da primeira dama, que também se beneficiou do “mimo” do empresário envolvido na Operação Lama Asfáltica, bem como não justificou os motivos pelos quais Andréia Olarte teve suas passagens aéreas de retorno de Brasília pagas pelos cofres públicos.
Conforme parece ter sido o entendimento durante a reunião que definiu o que seria aprovado, como seria a defesa, quem se incumbiria de presidir e relatar o processo legislativo, nós também entendemos que, inocentemente, conhecemos o resultado dessa Comissão Processante.
Além da blindagem ao prefeito Gilmar Olarte, proporcionada pelos 23 vereadores que, por crimes administrativos que parecem pequenos pecados perto dos cometidos pelo atual prefeito, cassaram o direito exercido a duras penas e obrigatoriamente nas urnas por mais de 270 mil campo-grandenses, agora vemos uma peça teatral vulgar aonde eles quase declaram que preferem se eximir da responsabilidade que deveriam ter por direito – legisladores – e rogam para que a Justiça retirem da vida pública o prefeito empossado por eles.

Talvez a utilização do “Santo Nome” em vão tenha feito ebulir as almas de menor luz que agora serão julgadas por três dos cavaleiros das sombras. O tempo dirá.
?Olarte fatalmente será afastado, ainda que demonstre – cada vez com menor intensidade – a segurança dos que sabem dos poderes dos bastidores dos acordos, mas com o presidente da Câmara dos Vereadores, Mario Cesar, também sob a lupa da Justiça, a questão é saber o que restará para o vice-presidente da Mesa Diretora, Flavio Cesar, administrar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Primeira sessão após Lama Asfáltica termina em confusão e pancadaria na Câmara


Pelo menos uma pessoa foi detida por guardas municipais
Terminou em confusão e pancadaria a primeira sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (4), após o recesso de julho e revelações sobre a Operação Lama Asfáltica. Pelo menos uma pessoa foi detida por membros da Guarda Civil Municipal que reforçavam a segurança no prédio.

A sessão durou pouco mais de meia hora. Foi inteiramente marcada por protestos, principalmente de professores, que serviram café na frente da Câmara e, depois, já em plenário, empunharam cartazes e bradaram gritos como: “não dá nada não, ano que vem tem eleição”.
Quando a sessão foi encerrada, os manifestos continuaram. Até o momento que um grupo, citado por manifestantes como sendo de servidores comissionados da Prefeitura e guardas municipais à paisana, tentou esvaziar o plenário.
Houve gritaria e trocas de agressões físicas entre tal grupo e os manifestantes. Equipe fardada da Guarda Municipal entrou em ação para conter o tumulto e, até o fechamento deste texto, o clima era tenso no local.
O homem detido pelos guardas ainda não foi identificado. Durante a sessão, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) reclamou da presença, segundo ela, de trabalhadores da Prefeitura no local: “tem comissionados aqui que deveriam cumprir expediente no local de trabalho deles, para dignificar o dinheiro que recebem”.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Filho de Beth Félix, que já é investigado por ter sido servidor fantasma na prefeitura , ganha uma vaga no Detran


Denunciado em maio deste ano por ocupar suposto 'cargo fantasma', Felipe Felix de Carvalho, de 20 anos, filho da atual diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Elizabeth Félix da Silva Carvalho, foi nomeado em outra instituição. O jovem passou a trabalhar, em março deste ano, no Estado, na sede do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), em Campo Grande.  

Segundo consta no Diário Oficial do Estado, do dia 16 de março de 2015, o rapaz foi nomeado para o cargo em comissão vinculado à Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica. A função é para desempenhar o cargo em gerência-executiva e assessoramento, com símbolo DGA-4, no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul. 

Um servidor comissionado que ocupa a mesma função, tem um ganho de R$ 1.005,17, com gratificação de 100%. Com isso, o valor chega a R$ 2.010,34 por mês, conforme informações do Portal da Transparência do Governo do Estado.

O que chama a atenção é que na época em que o MPE denunciou o caso envolvendo suposta prática de nomeação 'fantasma' de Felipe, Beth Félix era diretora de Habilitação e Educação no Trânsito, no Detran, em Campo Grande. E que após migrar para o Executivo Municipal, o jovem foi inserido no antigo trabalho da mãe.

Investigação 
O caso envolvendo 'servidores fantasmas' na prefeitura de Campo Grande foi descoberto durante a investigação da 29ª Promotoria de Justiça, do Ministério Público Estadual, que constatou que além de Felipe, havia outros funcionários na prefeitura na mesma situação. A Ação Civil Pública foi protocolada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, no dia 19 de maio de 2015, e distribuída para a 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos onde caso segue tramitando.

No inquérito, tanto o prefeito Gilmar Olarte, do PP, quanto a atual diretora da Agetran, Beth Félix e o secretário de Infraestrutura Valtemir Alves de Brito, o Kaco, foram indiciados por improbidade administrativa devido a nomeação indevida de funcionários na prefeitura. Após tomar conhecimento da denúncia, a Justiça bloqueou R$ 148 mil em bens do prefeito e de Valtemir. 

Na investigação, o rapaz foi flagrado por agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), malhando em academias e indo ao supermercado durante o horário de expediente. 

Posição
A reportagem esteve na última sexta-feira (24), na sede do Detran e constatou que o jovem cumpre expediente no setor 8, da Procuradoria do Detran. De forma extra-oficial, Felipe afirmou à equipe que trabalha 'diariamente no Detran até 13h30', horário que funciona o setor, cumprindo 'o horário do ponto' e as normas do órgão.

Sobre o processo de investigação, Felipe afirmou que após ter o seu nome envolvido, 'ninguém foi procurá-lo para esclarecer o fato'. Indagado se gostaria de falar sobre o ocorrido, o jovem preferiu não comentar.  

A publicação da nomeação de Felipe Félix na Prefeitura foi publicada no dia Diário Oficial do Município (Diogrande), no dia 8 de abril de 2014. Felipe foi lotado na Secretaria Municipal de Governo. Durante a investigação do Gaeco, o rapaz foi exonerado no dia 7 de maio do mesmo ano. 


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Justiça inocenta Zeca na Farra da Publicidade e Estado terá que pagar por danos morais


Depois de inocentado em Ação Criminal, Zeca do PT teve a Ação Civil de Improbidade Administrativa julgada improcedente.
Zeca do PT.Zeca do PT.
O juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais do Mato Grosso do Sul, julgou improcedente em sentença proferida em 2 de julho, o pedido inicial desta Ação Civil Pública e Improbidade Administrativa contra o ex-governador e atual deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT). Na ação, além de Zeca que foi inocentado, foram citadas mais 16 pessoas e a empresa E.F. Laboratórios e Fotografias Ltda-ME.
Segundo o advogado Newley Amarilla, em 2007, já após o final do segundo governo de Zeca do PT, houve denúncia conhecida como Farra da Publicidade, após denúncias de Ivonete Martins para o então proprietário do jornal Diário do Pantanal, Adair Martins, que divulgou seu teor e, a partir disso o Ministério Público Estadual (MPE) iniciou as investigações.
No entanto, durante depoimento, Ivonete teria pontuado três situações que não foram investigadas: 1 – que o depoimento havia sido dado por vingança, pois depois de encerrado o governo, Ivonete foi procurar por um deputado do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, sendo recebida apenas após duas semanas de espera; 2 – Ela teria uma dívida de R$ 300 mil com uma vendedora de joias e, necessitava “levantar” esse quantia,  conforme ficou comprovado no processo, por declarações da vendedora, e; 3 – ela se permitiu ser usada por um grupo de pessoas, que ela nunca mencionou, que pretendiam extorquir o ex-governador. À época, o presidente regional do PT recebeu vários pedidos, de R$ 3 milhões, R$ 2.5 milhões, R$ 2 milhões. Chegaram até a R$ 1 milhão, em troca de se entregar as supostas provas e o DVD com as denúncias.
O MPE optou por seguir outra linha de investigação, tomando por verdade o esquema da farra da publicidade e apresentou denúncia contra o ex-governador, sem que, no entanto, conseguisse provas. A Justiça já havia julgado improcedente a ação criminal e, agora também a ação por improbidade administrativa. Outras ações estão sendo julgadas e, todas, têm sido consideradas improcedentes por falta de provas da acusação.

Ainda segundo o advogado, o MP ajuizou a acusação numa sexta-feira, informaram a [Revista] Veja e o Jornal Nacional. O ex-governador e o próprio Amarilla ficaram sabendo por meio da mídia. Na segunda-feira feira os promotores deram entrevista coletiva, sem que ele, Zeca, em momento algum houvesse sido ouvido. Nunca o chamaram para prestar depoimento, sequer por escrito solicitaram explicações.
Questionado se estas decisões não geram uma noção de impunidade na população, o advogado Amarilla afirma que “não há impunidade. O que o MP fez, foi uma tempestade num copo d’água, criando todo um clima, dizendo que havia uma questão enorme, um roubo. E, quando não se prova nada, se diz que há impunidade. Não há impunidade. O que há é uma pressa, uma falta de serenidade do MP para apurar isso.”
Em função do caso e sua repercussão, o Estado de Mato Grosso do Sul foi condenado a pagar ao Zeca, R$ 200 mil por danos morais. Esse processo ainda pende julgamento, com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ajuizado pelo Estado.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Genoíno Se Diz Estarrecido Com Roubalheira Na FIFA




O ex-presidiário José Genuíno, outrora condenado por envolvimento no mensalão, mas beneficiado por indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, se disse “estarrecido” com tanta corrupção na FIFA.
Segundo Genuíno, “no meu tempo as coisas não eram tão esculhambadas assim. Passei uma temporada na cadeia e quando saio, tá esse mar de lama.”
O ex-deputado e ex-presidiário também declarou que é necessário moralizar o futebol e lançou o nome do ex-presidente Lula para comandar a entidade.
Lula, no entanto, ainda não declarou se pretende concorrer à presidência da FIFA.
Outros nomes cotados para moralizar o futebol são os brasileiros Eurico Miranda e  Paulo Maluf.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vereador foi induzido a se relacionar com adolescentes, diz presidente da Câmara

Comissão deve ser instituída para ouvir Alceu Bueno sobre o caso




  • Presidente da Câmara da Capital, Mario Cesar (esq.) (Divulgação/CMCG)


  • O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB), disse na manhã desta quarta-feira (22) que o também vereador Alceu Bueno (PSL) foi induzido a relacionar-se com duas adolescentes. O parlamentar, no entanto, diz evitar qualquer julgamento antecipado e que aguarda informações da polícia.

    “Agora vai depender muito do que o delegado vai dizer”, diz Mario Cesar, referindo-se ao titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Paulo Lauretto. “Mas, coisas importantes já foram faladas”, emenda o presidente da Câmara.
    Segundo Mario Cesar, já foi comprovado, por exemplo, que não se trata de um caso de pedofilia. Ainda na visão do parlamentar, as duas adolescentes “foram atrás” do vereador, induzindo-o a se relacionar com elas.
    A Câmara deve instituir ainda nesta semana uma comissão de ética, que vai apurar eventual quebra de decoro por parte de Alceu Bueno. O presidente da casa, que nesta manhã participa de sessão comunitária no Nova Lima, explica que são necessários 20 votos parlamentares para criar o colegiado e, depois disso, o trâmite prevê que o vereador seja ouvido.
    Pelo que consta até agora, o ex-vereador Robson Martins e o empresário Luciano Pageu foram presos, em flagrante, na quinta-feira passada (17), ao extorquirem R$ 15 mil de Alceu Bueno. O dinheiro se somaria a outros R$ 100 mil que o parlamentar diz ter pago à dupla para manter sob sigilo suposto conteúdo sobre relações sexuais entre ele e duas adolescentes de 15 anos.
    Outro envolvido no caso, identificado como Fabiano Viana Otero, teve a prisão decretada e é considerado foragido. Ele seria o responsável por se passar pelas meninas, inclusive em perfil no Facebook, para intermediar encontros com políticos que seriam registrados e, depois, o material ser usado para extorquir.

    PITACAS DO BLOGUEIRO
    É O FIM DO MUNDO DIZER QUE UM HOMEM ADULTO COMO O VEREADOR FOI INDUZIDO A MANTER RELAÇÕES SEXUAIS COM ADOLESCENTES.VAMOS LEVAR EM CONTA A POSSIBILIDADE DE AS ADOLESCENTES TEREM SE OFERECIDO PARA FAZER UM "PROGRAMINHA" COM ELE. FAÇA-ME O FAVOR! UM VEREADOR, REPRESENTANTE DO POVO. ANUNCIADO DURANTE AS ELEIÇÕES COMO MISSIONÁRIO,SAIR PEGANDO MULHERES DE ÍNDOLE DUVIDOSA E AINDA DEIXAR-SE GRAVAR E SER CHANTAGEADO. COMO ASSIM?! SEGUE ABAIXO UM TROFÉU PARA QUEM ACREDITAR.

    quarta-feira, 15 de abril de 2015

    MPE abre inquérito e aciona Waldir Neves sobre denúncias da farra das nomeações

    O presidente da Corte foi notificado pelo Procurador-Geral a prestar esclarecimentos


    MP notificou presidente do TCE para prestar esclarecimentos sobre nomeações.
    O MPE (Ministério Público Estadual) já notificou o presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Waldir Neves, para prestar informações sobre a investigação das nomeações que contém fortes indícios de favorecimento, nepotismo e nepotismo cruzado. O procedimento para investigar as denúncias foi instaurado nesta semana. O caso está nas mãos do promotor de Justiça da 30ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha. Leia mais clicando aqui.

    O procedimento preparatório n. 039/2015, foi aberto com base em duas denúncias relacionadas às contratações de servidores que foram enviadas com notícias publicadas pela imprensa anexadas sobre as contratações dos filhos do deputado Rinaldo Modesto (PSDB) em nepotismo cruzado com a irmã de Waldir Neves, Vanda Neves no gabinete de Rinaldo, além da nomeação da ex-mulher de Waldir, Alessandra Larréia Ximenes e de um sobrinho do conselheiro.

    Por ocupar o mais alto cargo na hierarquia do Tribunal de Contas, a notificação foi encaminhada a Waldir pelo Procurador-Geral, Humberto Brites.


    Até agora foram divulgados como suspeitas as nomeações da ex-mulher do Presidente da Corte, Alessandra Larréia Ximenes, com salário de R$ 9.847,34; o sobrinho de Waldir, Igor Nemir Neves com salário de R$ 9.847,34; a filha da Secretária de Educação Maria Cecilia Amêndola da Motta, Viviane Amêndola da Motta com salário de R$ 9.847,34; o filho do Secretário de Fazenda Márcio Monteiro, Fábio Alves Monteiro com salário de R$ R$ 14.705,36;  o filho da Primeira Subdefensora Pública-Geral, Nancy Gomes de Carvalho, Marcius Renê de Carvalho e Carvalho com salário de R$ 8.140,46; filha do ex-presidente do TJ-MS (Tribunal de Justiça do Estado), a filha do desembargador Joenildo de Sousa Chaves, Sofia Maciel Souza Chaves com salário de R$ 9.847,34; esposa do ex-Procurador Geral do Estado, Rafael Coldibelli Francisco, Rovena Ceccon com salário de R$ 9.847,34; o filho da Diretora de Pessoal da Assembleia Legislativa de MS, Marlene Ferreira, Samuel Antônio Figueira Ferreira com salário de R$ 9.847,34.

    sábado, 11 de abril de 2015

    Câmara barra CPI contra Olarte, mas abre nova investigação contra Bernal

    Enquanto isso, tapa-buraco fantasma e 'jatinho da alegria' ficam sem explicação



    Pedido de CPI é encabeçado por Vanderlei Cabeludo (foto: Deivid Correia)
    Os vereadores da base aliada do prefeito Gilmar Olarte, encabeçados por Vanderlei Cabeludo, do PMDB, devem criar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Instituto Mirim. A oposição tenta há meses conseguir reunir assinaturas para investigar o atual chefe do Executivo, acusado de diversas irregularidades, mas a nova CPI deve focar apenas na apuração de supostas irregularidades praticadas por assessores do ex-prefeito Alcides Bernal, que serão "convidados" a depor na Câmara Municipal.

    A oposição lembrou que os mesmo vereadores da situação relutam em assinar a CPI do Tapa-Buraco. O requerimento para pedir explicações do “Jatinho da Alegria” também não saiu do papel. A situação deve focar a investigação nas denúncias recentes contra o instituto, que é envolvido em supostas irregularidades desde a gestão de Nelson Trad Filho (PMDB) como prefeito de Campo Grande.

    Segundo o vereador Cabeludo, professores o procuraram para relatar a perseguição que ocorre dentro do Instituto Mirim. "Precisamos tomar uma providência", garante.

    O vereador Ayrton Saraiva, do DEM, defendeu que os ex-assessores de Bernal sejam chamados para prestar esclarecimentos. "Precisamos investigar aqueles desmandos daquele louco (Bernal) que apadrinhou familiares na administração. Temos que instigar também os R$ 1,4 milhões da reforma do IMPG. Hoje só o Instituto Mirim recebe R$ 10 milhões por mês".

    O parlamentar ainda listou que os vereadores Carlão (PSB), Chocolate (PP), Otávio Trad (PTdoB), Francisco Saci (PRTB), Coringa (PSD), Edil Albuquerque (PMDB), Flavio César (PTdoB), além do próprio do Cabeludo. Uma audiência púlbica vai ser realizada na Casa de Leis, no dia 6 de abril, às 14 horas, para falar sobre o assunto. 

    Outro lado
    "Essa Casa não pode ter dois pesos e duas medidas. Se vai pedir CPI na Mirim tem que ser dos últimos cinco anos. Desde lá administração do Nelson Trad filho", bradou Paulo Pedra, do PDT. "Vejo isso como uma disputa pública porque (o prefeito) não pediu antes. Isso acontece porque ele perdeu lá e agora quer pedir CPI aqui", completou outra vereadora da oposição, Luiza Ribeiro (PPS).

    sexta-feira, 10 de abril de 2015

    Mãe reclama do descaso para atendimento de filha após oito horas de espera no Cempe

    Antes de ir ao centro ela não havia encontrado pediatra em outros três locais



    • "E eles acham normal essa demora de oito horas para uma criança com dor e febre", reclama a mãe de criança de três anos após demora de oito horas para atendimento (Enviado pelo leitor)
    • Helen Milena Antônio de Lima, de 24 anos, perdeu o dia de trabalho, nesta quinta-feira, em busca de tratamento para a filha de três anos de idade, que apresenta infecção no ouvido, e na garganta, com febre regular durante as últimas horas de 37,5º. Devido ao estado clínico da menina ela precisou ir a duas unidades básicas de Saúde, onde não existia um pediatra de plantão, foi também a um hospital particular e terminou sua saga por atendimento no Centro Municipal Pediátrico de Campo Grande (Cempe) às 11 horas da manhã. No entanto, mesmo tendo recebido a fita verde para a consulta, a serviços gerais, e a crianç,a precisaram esperar oito horas até que a pediatra as recebesse para avaliação.

      "Eles na chegada me falaram que seria demorado e arriscaram uma previsão de quatro horas. Só que foi o dobro e perdi o dia todo praticamente no cempe. Assim como eu muitas mães, mesmo com criança queimando de febre no colo e com dor de ouvido como a minha filha. Acho isso um absurdo porque busquei duas unidades básicas de saúde antes de vir e lá não tinham o especialista. O atendimento da médica foi satisfatório mas o atendimento da Rede Municipal de Saúde foi péssimo e eles acham normal", diz Helen.
      Ela chegou a confidenciar à Ouvidoria do município a sua revolta, antes mesmo do atendimento da filha, que se não melhorar nos próximos dois dias, terá que voltar. "A minha pergunta é: se a amoxilina e a dipirona não resolverem eu vou vir no Cempe em um domingo para ficar quantas horas? Passar por tudo isso de novo? E o respeito do cidadão?", desabafou a mãe ao Midiamax. 
      O jornal entrará em contato com a Assessoria da Prefeitura de Campo Grande sobre a demora no Cempe acusada pela mãe da paciente. 
      WhatsApp: fale com os jornalistas do Jornal Midiamax
      O leitor enviou as imagens ao WhatsApp da redação, no número (67) 9207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem diretamente com os jornalistas do Jornal Midiamax. Flagrantes inusitados, denúncias, reclamações e sugestões podem ser enviados com total anonimato garantido pela lei.


      quinta-feira, 9 de abril de 2015

      Homem solta ratos no plenário da CPI durante depoimento de Vaccari

      Animais geraram gritos e tumulto na reunião da CPI da Petrobras.

      Seguranças recolheram os roedores e conduziram o homem para depor.

      Nathalia Passarinho, Fernanda Calgaro e Lucas SalomãoDo G1, em Brasília

      Um homem identificado como Márcio Martins de Oliveira soltou nesta quarta-feira (9) pelo menos cinco pequenos roedores no plenário da CPI da Petrobras logo depois que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entrou no local para prestar depoimento. Um hamster, dois esquilos da mongólia e dois ratos cinzas sem raça aparente começaram a correr sem rumo na comissão, o que provocou gritos e tumulto.
      Os policiais legislativos que faziam a segurança da sessão correram para pegar os ratos, enquanto parlamentares do PT gritavam que o ato era um desrespeito à CPI. O homem foi conduzido pelos seguranças para depor na Polícia Legislativa e, no início da tarde, foi liberado.
      A assessoria da Câmara informou que Márcio Oliveira poderá responder judicialmente por tumulto em ato público, uma contravenção penal. A denúncia poderá ser oferecida após a conclusão das investigações pela Polícia Legislativa.
      Conforme a assessoria, no depoimento que prestou aos policiais legislativos, Oliveira negou ter soltado os roedores e afirmou estar sendo vítima de um equívoco. Imagens do circuito interno de TV da Câmara dos Deputados serão analisadas para verificar o que ocorreu durante a audiência.
      Funcionário da Câmara
      O autor do ato (assista ao vídeo ao lado), de acordo com a assessoria da Câmara, era funcionário em cargo de comissão da Segunda-Vice-Presidência da Casa. Depois do espisódio, a assessoria do órgão informou que ele foi exonerado do cargo.
      Segundo a assessoria da Câmara, Oliveira foi admitido no cargo em março deste ano. Entre abril de 2014 e 8 de março de 2015, ele atuava como secretário legislativo do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força.
      Conforme informações do Portal da Transparência da Câmara, Oliveira ocupava um Cargo de Natureza Especial (CNE) 15, com remuneração de R$ 3.020,85.
      No início da sessão, Paulinho afirmou ao G1 que o “povo” faria um ato público na CPI, mas não especificou o que ocorreria. Após a confusão, policiais legislativos passaram a barrar a entrada de pessoas não-credenciadas no plenário.
      "Nada nos impedirá de dar prosseguimento à CPI. [...] Nós iremos prosseguir com o depoimento do senhor João Vaccari", afirmou o presidente do colegiado, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), depois de os roedores terem sido soltos no plenário.
      O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que queria deixar registrado o “descontentamento” com a soltura dos ratos no meio da sessão.
      “Uma ação encomendada que depõe contra o parlamento. O circo armado mostra o nível em que nos encontramos. Quero deixar registrado aqui o meu descontentamento”, reclamou Luiz Sérgio antes de começar a formular as perguntas ao tesoureiro petista.
      Já o deputado petista Jorge Solla (BA) acusou o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) de agir como "comparsa" do homem que soltou ratos no plenário. Segundo ele, no momento em que Waldir reclamava que Vaccari entrou na sala sem escolta policial, os ratos foram soltos.
      Em meio à sessão, o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) disse que vai pedir à Polícia Legislativa as imagens de segurança da Casa para saber como os ratos foram levados à Câmara. O parlamentar petista afirmou aos integrantes da comissão que quer saber se o homem que soltou os roedores no plenário entrou acompanhado no Legislativo.
      "Não podemos de forma alguma permitir que isso passe em branco. [...] Vou fazer um requerimento das imagens das entradas desta Casa nos dias de ontem e de hoje, e as imagens dos corredores, para nós sabermos se a pessoa veio com esta caixa ou se ela foi trazida por alguém em conluio".
      soficialmente à Câmara para ficar com a guarda dos animais. "Vou levar os ratinhos para o veterinário e eles irão para a minha casa", disse Izar ao G1.
      Segundo Izar, o hamster aparenta ter sido machucado durante a confusão na CPI. Os demais animais, informou o parlamentar, não apresentam ferimentos. "O hamster está um pouco abatido. Não parece estar bem. Vamos analisar medidas para adotar, já que maus-tratos aos animais é crime", ressaltou o deputado do PSD.
      De acordo com a Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos (Abrase), o esquilo-da-Mongólia é um animal exótico comercializado no Brasil há pelo menos 30 anos. Considerado doméstico, somente criadouros e lojas especializadas em pets têm autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para vender exemplares.
      Em estabelecimentos de São Paulo, cada bicho dessa espécie é oferecido a R$ 22. No Distrito Federal, os esquilos-da-Mongólia são vendidos a R$ 30. Em média, um exemplar vive de 4 a 5 anos.
      Após a confusão, um dos seguranças da Câmara levou dois dos roedores capturados no plenário da CPI para o lado de fora do prédio do Legislativo (assista ao vídeo ao lado).
      No percurso, o policial legislativo foi seguido por jornalistas que tentavam registrar imagens dos animais.
      Ratos são soltos no plenário da CPI da Petrobras antes da sessão que ouve João Vaccari Neto, tesoureiro do PT (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)Segurança da Câmara tenta capturar ratos que foram soltos no plenário da CPI da Petrobras durante o depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)