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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Em dez anos da Lei Maria da Penha, dados sobre violência contra a mulher seguem alarmantes

Lei está entre as três mais avançadas do mundo sobre o tema
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A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) completa dez anos com dados alarmantes sobre a violência contra a mulher, como, por exemplo, a de uma denúncia a cada sete minutos. Apesar disso, as procuradorias da mulher da Câmara e do Senado conseguiram reunir, em um debate no Congresso, exemplos de boas práticas ocorridas em razão da aplicação da lei. Uma delas é o estudo realizado pela chefe do núcleo de atendimento familiar às vítimas de violência do Distrito Federal, Marcela Medeiros, que criou a chamada avaliação de risco, para evitar novos atos de violência, verificar comportamentos agressivos; enfim, de reconhecer ameaças em potencial à mulher.
"Que é a identificação da possibilidade de uma mulher sofrer uma nova violência e essa violência ser letal. Que os operadores do direito possam identificar a necessidade de medida protetiva, o tipo de medida protetiva. É importante também a identificação dos riscos para que os outros atores que compõem a rede de enfrentamento da violência contra a mulher consigam identificar qual é a estratégia necessária para a proteção dessa mulher, seja o encaminhamento para uma casa de proteção como uma casa abrigo, seja a retirada do porte de arma do agressor, ou o afastamento desse agressor do lar."
A defensora pública Rosana Leite deu exemplo do seu estado, Mato Grosso, o único do País que cumpre a exigência prevista na lei de possuir um juizado especial responsável pelo processo, julgamento e execução das penas dos casos de violência, evitando que a mulher, que já está em uma situação de tanta fragilidade, tenha que lidar com mais autoridades, repetir a história e, de certa forma, reviver a agressão.
"Precisamos garantir a integridade física da mulher. Quando dois princípios estão em cheque dentro do direito, temos que avaliar aquele que irá proteger muito melhor a vida do mais vulnerável, no caso a mulher. Ela precisa procurar o poder público e narrar realmente o que se passa na sua casa. Não basta lavrar o boletim de ocorrência, ela tem que nos falar o que está acontecendo dentro de sua casa. O boletim de ocorrência, a medida protetiva vai garantir seus direitos, mas infelizmente no Brasil não basta nós gritarmos polícia e a polícia estar aos nossos pés. Como toda e qualquer pessoa que esteja ameaçada, a mulher tem que se acautelar, além de lavrar as medidas protetivas de urgência pedindo o afastamento do agressor".
A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, que é procuradora da mulher no Senado, afirmou que é preciso fortalecer a legislação e evitar retrocessos.
A Lei Maria da Penha completou dez anos no último dia 7 e é considerada uma das três legislações mais avançadas no mundo de combate à violência contra a mulher.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier

Estatísticas ligadas a violência contra a Mulher no Brasil

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Balanço 2015 do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (SPM, 2016)

Instituição/Orgão:Âmbito:Ano:






A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 realizou 749.024 atendimentos em 2015 – uma média de 62.418 por mês e 2.052 por dia -, número 54,40% maior do que o registrado em 2014 (485.105).
Do total de atendimentos em 2015, 41,09% corresponderam à prestação de informações; 9,56%, a encaminhamentos para serviços especializados de atendimento à mulher; 38,54%, a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (190/Polícia Militar, 197/Polícia Civil, Disque 100/SDH).
Em comparação a 2014, houve aumento de:
44,74% no número de relatos de violência
325% de cárcere privado (média de 11,8/dia)
129% de violência sexual (média de 9,53/dia)
151% de tráfico de pessoas (média de 29/mês)
Desde sua criação em 2005, a Central de Atendimento à Mulher já registrou 4.823.140 atendimentos.
Sobre o Ligue 180
O Ligue 180 é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. A Central recebe denúncias de violência, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher e orienta as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para outros serviços quando necessário. É um dos eixos do Programa ‘Mulher: Viver sem Violência’.
(…)
Com funcionamento 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, o Ligue 180 pode ser acionado de qualquer lugar do Brasil. Desde março de 2014, o Ligue 180 atua como disque-denúncia, com capacidade de envio de denúncias para a Segurança Pública com cópia para o Ministério Público de cada unidade da federação e ainda para Ministério das Relações Exteriores (Departamento de Assistência Consular – DAC), Secretaria Especial de Direitos Humanos e Polícia Federal, totalizando 65.391 denúncias.
(…)
Em março de 2015, o atendimento do Ligue 180 expandiu para mais 13 países, somando agora 16 países que podem acionar a Central: Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela.”

Pesquisa Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (DataSenado, 2015)

Instituição/Orgão:Âmbito:Ano:

Cem por cento das brasileiras sabem da existência da Lei Maria da Penha

Desde 2009 a pesquisa DataSenado pergunta às entrevistadas se já ouviram falar da Lei Maria da Penha e sempre registra um elevado percentual de conhecimento sobre a existência da lei: em 2011 eram 98%, e em 2013, 99%. Em 2015, praticamente 100% das entrevistadas declararam saber da Lei.
Ao mesmo tempo, em relação aos anos anteriores, menos mulheres acreditam que a proteção à mulher melhorou com a Lei Maria da Penha. Hoje, 56% apontam estar mais protegidas. Em 2013, eram 66%.

Uma em cada cinco declara já ter sofrido algum tipo de violência; dessas mulheres, 26% ainda convivem com o agressor.

Sobre a pesquisa
De 24 de junho a 7 de julho de 2015, foram ouvidas 1.102 brasileiras, na sexta rodada da série histórica sobre violência doméstica e familiar contra a mulher que o DataSenado realiza desde 2005, a cada dois anos, com mulheres de todos os estados do país.
Acesse o site do DataSenado
Saiba mais na divulgação: Brasileiras sabem da Lei Maria da Penha, mas a violência doméstica e familiar contra as mulheres persiste (DataSenado – 11/08/2015)

Violência contra mulher

Até o primeiro semestre de 2012, foram feitos 47.555 registros de atendimento na Central de Atendimento à Mulher. Durante todo o ano de 2011, foram 74.984 registros, bem inferior aos 108.491 de 2010. O tipo de registro que aparece em maior número é para relatar violência física contra a mulher que pode variar de lesão corporal leve, grave ou gravíssima, tentativa de homicídio e homicídio consumado. Foram 63.838 em 2010, 45.953 em 2011 e 26.939 até julho de 2012.
Casos de violência sexual como estupro, exploração sexual e assédio no trabalho aparecem em 5º lugar com 2.318 casos em 2010, 1.298 em 2011 e 915 este ano.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de atendimento telefônico que recebe denúncias de maus-tratos contra as mulheres oferecido pela a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. Para entrar em contato com a central, basta ligar gratuitamente para 180 de qualquer telefone (móvel ou fixo, particular ou público). O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados.

Em dez anos da Lei Maria da Penha, dados sobre violência contra a mulher seguem alarmantes

Lei está entre as três mais avançadas do mundo sobre o tema
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) completa dez anos com dados alarmantes sobre a violência contra a mulher, como, por exemplo, a de uma denúncia a cada sete minutos. Apesar disso, as procuradorias da mulher da Câmara e do Senado conseguiram reunir, em um debate no Congresso, exemplos de boas práticas ocorridas em razão da aplicação da lei. Uma delas é o estudo realizado pela chefe do núcleo de atendimento familiar às vítimas de violência do Distrito Federal, Marcela Medeiros, que criou a chamada avaliação de risco, para evitar novos atos de violência, verificar comportamentos agressivos; enfim, de reconhecer ameaças em potencial à mulher.
"Que é a identificação da possibilidade de uma mulher sofrer uma nova violência e essa violência ser letal. Que os operadores do direito possam identificar a necessidade de medida protetiva, o tipo de medida protetiva. É importante também a identificação dos riscos para que os outros atores que compõem a rede de enfrentamento da violência contra a mulher consigam identificar qual é a estratégia necessária para a proteção dessa mulher, seja o encaminhamento para uma casa de proteção como uma casa abrigo, seja a retirada do porte de arma do agressor, ou o afastamento desse agressor do lar."
A defensora pública Rosana Leite deu exemplo do seu estado, Mato Grosso, o único do País que cumpre a exigência prevista na lei de possuir um juizado especial responsável pelo processo, julgamento e execução das penas dos casos de violência, evitando que a mulher, que já está em uma situação de tanta fragilidade, tenha que lidar com mais autoridades, repetir a história e, de certa forma, reviver a agressão.
"Precisamos garantir a integridade física da mulher. Quando dois princípios estão em cheque dentro do direito, temos que avaliar aquele que irá proteger muito melhor a vida do mais vulnerável, no caso a mulher. Ela precisa procurar o poder público e narrar realmente o que se passa na sua casa. Não basta lavrar o boletim de ocorrência, ela tem que nos falar o que está acontecendo dentro de sua casa. O boletim de ocorrência, a medida protetiva vai garantir seus direitos, mas infelizmente no Brasil não basta nós gritarmos polícia e a polícia estar aos nossos pés. Como toda e qualquer pessoa que esteja ameaçada, a mulher tem que se acautelar, além de lavrar as medidas protetivas de urgência pedindo o afastamento do agressor".
A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, que é procuradora da mulher no Senado, afirmou que é preciso fortalecer a legislação e evitar retrocessos.
A Lei Maria da Penha completou dez anos no último dia 7 e é considerada uma das três legislações mais avançadas no mundo de combate à violência contra a mulher.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier


Agressões físicas e psicológicas são as principais formas de violência contra mulheres
Do total de atendimentos realizados pelo Ligue 180 – a Central de Atendimento à Mulher no 1º semestre de 2016, 12,23% (67.962) corresponderam a relatos de violência. Entre esses relatos, 51,06% corresponderam à violência física; 31,10%, violência psicológica; 6,51%, violência moral; 4,86%, cárcere privado; 4,30%, violência sexual; 1,93%, violência patrimonial; e 0,24%, tráfico de pessoas. Saiba mais
3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos, aponta pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular (nov/2014).
Pesquisa apoiada pela Campanha Compromisso e Atitude, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, revela 98% da população brasileira já ouviu falar na Lei Maria da Penha e 70% consideram que a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil. Saiba mais: Pesquisa Percepção da Sociedade sobre Violência e Assassinatos de Mulheres (Data Popular/Instituto Patrícia Galvão, 2013)
Fonte: SPM

Brasil tem 1 denúncia de violência contra mulher a cada 7 minuto

Brasil tem 1 denúncia de violência contra mulher a cada 7 minutos
O Brasil registrou, nos dez primeiros meses do ano passado, 63.090 denúncias de violência contra a mulher - o que corresponde a um relato a cada 7 minutos no País. Os dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a partir de balanço dos relatos recebidos pelo Ligue 180. Entre estes registros, quase metade (31.432 ou 49,82%) corresponde a denúncias de violência física e 58,55% foram relatos de violência contra mulheres negras.
O Ligue 180 também registrou 19.182 denúncias de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 3.064 de violência sexual (4,86%) e 3.071 de cárcere privado (1,76%). Os atendimentos registrados mostram ainda que 77,83% das vítimas têm filhos e que mais de 80% destes filhos presenciaram ou também sofreram a violência.
Os dados mostram ainda que, entre os relatos de violência, 85,85% corresponderam a situações em ambiente doméstico e familiar. Na maioria dos relatos (67,36%), as violências foram cometidas por homens com os quais as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo, como cônjuges, namorados, ex-cônjuges ou ex-namorados. Em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.

Os 20 países mais violentos para mulheres

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Mortes. Dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que a maioria desses crimes (33,2%) tem parceiros ou ex-parceiros como autores. De cada sete feminicídios, quatro foram praticados por pessoas que tiveram ou tinham relações íntimas de afeto com a mulher. 
A situação é ainda mais preocupante em relação às mulheres negras - entre este grupo, o número de mortes aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Na mesma época, a quantidade de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, de 1.747 para 1.576.
Carnaval. Dados recentes, relativos ao carnaval de 2016, mostram que os relatos de violência contra a mulher quase triplicaram neste período, em relação ao período equivalente no ano passado. Um total de 3.174 mulheres telefonou para o Ligue 180 entre 1º e 9 de fevereiro deste ano, enquanto que no feriado de 2015 foram 1.158. Repetindo a tendência das outras épocas do ano, o tipo de violência mais comum foi a física, relatada em 1.901 casos, seguida pela psicológica.
Reportagem publicada nesta terça-feira, 8, pelo Estado mostra que o número de denúncias de violência doméstica e familiar contra a mulher em São Paulo, recebidas nas varas especializadas do Tribunal de Justiça, caiu 12% no ano passado. O TJ-SP recebeu 5.659 denúncias em 2015, ante 6.421 em 2014. Houve queda ainda de 6,2% no número de inquéritos instaurados de violência contra a mulher - de 14.476 para 13.573. 
Quatro juristas ouvidos pelo Estado atribuem a queda nos dois índices à conscientização das mulheres e às punições aos agressores - garantidas nos últimos dez anos pela Lei Maria da Penha -, mas destacam ainda o pouco valor da palavra da vítima como prova para as autoridades judiciais. 
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Lugar de mulher é onde ela quiser
Enem. No ano passado, o tema da redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) foi a violência contra a mulher. A proposta foi comemorada por movimentos ligados à promoção dos direitos das mulheres. Em entrevista ao Estado, Maria da Penha Maia Fernandes, de 70 anos, cuja história inspirou a aprovação da Lei 11.340, ressaltou a importância de levantar esse debate em todo o País. O Ministério da Educação informou que, em 55 redações, foram relatados "depoimentos contundentes" sobre o tema.
Denuncie. O número 180 da Central de Atendimento à Mulher recebe denúncias e orienta mulheres vítimas de violência. As denúncias recebidas são encaminhadas aos sistemas de Segurança Pública e Ministério Público de cada um dos Estados e do Distrito Federal. Após o recebimento da denúncia, a central dá início à apuração. As ligações são gratuitas e o serviço funciona 24 horas.

Também é possível denunciar por meio do aplicativo Clique 180. A ferramenta, desenvolvida pela ONU Mulheres, em parceria com a SPM e apoio da Embaixada Britânica, atende mulheres em situação de violência e pessoas que não compactuam e querem ajudar denunciando as agressões.

Formas de Violência

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Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006 são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Tipos de violência

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ovos de Pascoa artesanais : Mais baratos e acessiveis




Quem inventou os Ovos de Páscoa e todas as tradições comerciais não tinha ideia do tipo  de problemas que estava criando para os pais. É só chegar perto da Páscoa que levar um filho ao supermercado é um martírio! A estratégia de marketing sempre é a mesma, os ovos ficam bonitos e vistosos logo na entrada do estabelecimento chamando a atenção até de quem não quer, imagine das crianças. As opções também são uma forma de chamar a atenção. Nos corredores só se ouve: “Mãe, eu quero o da Barbie”, “ Pai, compra um do Dr. Estranho “, e começam as manhas e logo após as promessas. Afinal, que pai não quer fazer a felicidade de seu filho. A melhor escolha para quem não quer passar por esses apertos é não levar os filhos quando for fazer compras. Mas se não deu pra evitar existe outras formas de agradar crianças e alguns adultos. Não podemos esquecer que namorado (a) que não dá Ovo de páscoa fica mal na foto. Os preços estão exorbitantes! Um Ovo de Pascoa simples de 750 g custa em média 75 reais, sem recheio, os recheados de 750 g chegam a R$ 120,00 (esse tem que parcelar né!?).

ARTESANAIS: Uma solução viável

Para resolver esse problema sem desapontar é preciso jogo de cintura e alternativas. Os ovos caseiros ou artesanais são tradição no Brasil e estão cada vez mais em alta. Os preços são muito mais convidativos, e as profissionais que surgem nessa época são deu uma criatividade incrível.



  A Confeiteira Maria do Socorro, com mais de 10 anos de mercado afirma: “Nesta época chegamos a confeccionar mais de 200 ovos, de todos os tipos e tamanhos, para isso conto com a ajuda da família toda. Meus clientes são fieis, começo a receber encomendas pelo menos um mês antes da Páscoa.
Dona Bernadete é outra que aproveita a páscoa para ganhar um dinheirinho a mais. Como trabalha sozinha só aceita uma quantidade de encomendas que dê para ser entregue. “Muitas pessoas ligam um dia antes daí fica mais difícil. Mas sempre procuro fazer uns a mais para quando acontece isso.”
         
Os Ovos de páscoa recheados estão bem mais em conta! Um ovo trufado pode ser encontrado R$ 80.00 por um quilo e os simples de mesmo peso chegam a custar bem menos. A criatividade também é o diferencial. Ovos de colher estão na moda, mas, para agradar a criançada algumas profissionais têm aquele jeitinho. “Para as crianças os pais geralmente preferem os simples com motivos de desenho animado. Hoje podemos confeccionar ovos muito lindo e atrativos” diz Maria do Socorro.
O verdadeiro sentido da Páscoa

A verdadeira Páscoa foi instituída muito antes de Jesus vir ao mundo e foi comemorada para celebrar a libertação dos israelitas da escravidão de Faraó na terra do Egito, mas não somente isto. A Páscoa prefigurava o sacrifício de Cristo em nosso favor.  Portanto, é essencial compreendermos a relação da primeira páscoa com a instituição da Ceia por Cristo, quando Ele mesmo a celebrou antes de ir à cruz como o sacrifício vivo e perfeito por nossos pecados. 
Cristo realizou a última pascoa de fato e a substituiu pela Ceia do Senhor. Por este memorial se comemora a libertação do poder do pecado e da morte espiritual. Cristo se expressou assim: “Se o Filho vos libertar verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36) Em Hebreus 2.14 lemos: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte,isto é, o diabo.”  Logo após a primeira páscoa celebrada por Moisés o povo seguiu rumo  a Canaã. Igualmente  a Ceia do Senhor também proclama a volta de Cristo para levar para si os que entraram em aliança com ele através de seu sacrifício. Em 1 Coríntios 11.26 está escrito: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” Explica o Blog “ O Semeador”

A Bela  dos Chocolates Divinos

A empresaria e estudante Isabela Zalenski  sempre foi conhecida por seu bom gosto e seu dom na cozinha. Enquanto se prepara para galgar os  degraus da gastronomia , a Bela, presenteia os chocólatras de Campo Grande/MS com seus maravilhosos gostosuras. Esse ano a beldade  resolveu fabricar ovos artesanais com Blend de chocolate. “Menos adocicado, mais saboroso e destaca o recheio “ Diz Isabela. O "delicias da Zanty " (referencia a amiga e sócia) ,ja gaz sucesso a um bom tempo , na capital.

As encomendas estão sendo feitas por telefone com entrega facilitadada. “Bons ovos de Páscoa tem que ser confeccionados com carinho e muita dedicação por isso trabalho em cada uma das encomendas para ficar com o rosto do cliente”.  

Vale a pena frisar que quem quiser uma dessas gostosuras precisa se apresar em fazer seu pedido. Os preços são ótimos: veja a tabela

Os telefone de Contatos:
Fabrica :996799969

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Zanty: 67  99211-4707

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Suplementos vitamínicos antioxidantes podem aumentar risco de câncer de pulmão

As pessoas que fumam ou que têm câncer de pulmão devem pensar duas vezes antes de tomar suplementos vitamínicos, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira que mostrou que certos antioxidantes podem impulsionar o crescimento de tumores malignos. Os suplementos de vitaminas antioxidantes aceleram o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e o câncer de pulmão em fase precoce, destacou o estudo sueco publicado na revista médica americana Science Translational Medicine, que pela primeira vez esclareceu esse mecanismo.
Banco de Imagens / sxc.hu

Os antioxidantes, como as vitaminas A, C e E, permitem neutralizar os radicais livres produzidos pelo organismo que são prejudiciais, porque seu alto poder oxidante pode causar danos às células, acelerar o envelhecimento e provocar câncer. Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que os antioxidantes poderiam ajudar a evitar tumores cancerígenos, mas vários estudos clínicos recentes sugerem que não têm efeito algum para evitar o câncer de pulmão em particular. Pior ainda, podem inclusive aumentar o risco em grupos vulneráveis, como os fumantes.

A razão desse paradoxo era desconhecida até agora, afirmou o professor Martin Bergö, da Universidade de Gotemburgo, Suécia, principal autor deste trabalho. Para a pesquisa, ratos geneticamente modificados para desenvolver pequenos tumores receberam suplementos de vitamina E e um remédio antioxidante.

"Constatamos que esses antioxidantes triplicaram o número de tumores e também aceleraram em grande medida a sua agressividade", afirmou Bergö durante coletiva por telefone. "E os antioxidantes causaram a morte desses ratos duas vezes mais rápido", acrescentou, ressaltando que os efeitos destas substâncias dependem da dose. Assim, quanto maiores as doses, maiores os efeitos. Estas descobertas foram replicadas em dois modelos de pesquisa diferentes, em ratos e em células cancerosas de pulmão in vitro, destacou o pesquisador.

Um efeito prejudicial

Os antioxidantes impulsionam o avanço do câncer, ao diminuir a quantidade de uma proteína-chave denominada "p53", cuja função principal é destruir as células tumorais para que não causem danos ao DNA. "Quando eliminamos esta proteína em ratos e nas linhas celulares de câncer de pulmão humano, os antioxidantes não tiveram nenhum efeito", disse.

Os antioxidantes têm um efeito prejudicial na redução dos níveis de radicais livres nos tumores, o que diminui a quantidade de proteína p53 no sangue e abre a via para a multiplicação das células cancerosas, explicou. Este mecanismo sugere que as pessoas com lesões pequenas ou tumores não diagnosticados nos pulmões, o que é mais provável nos fumantes, devem evitar os suplementos de antioxidantes, disse o professor Bergö.

Falta determinar se este efeito adverso dos antioxidantes também ocorre em outros tipos de câncer, e se estas substâncias são benéficas em pessoas com baixo risco para evitar tumores cancerosos. "Ainda não está claro, se os antioxidantes podem reduzir o risco de câncer em pessoas saudáveis", disse.

Um estudo feito por cientistas do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, na sigla em inglês), publicado em 2011 e feito com 28 mil homens de 55 a 74 anos, já tinha mostrado uma relação entre o betacaroteno, um poderoso antioxidante encontrado em muitas plantas e também usado como suplemento alimentar, e uma forma agressiva de câncer de próstata. Os pesquisadores também lembraram que os tratamentos contra o câncer buscam oxidar as células cancerosas para destruí-las. Portanto, os antioxidantes podem debilitar sua ação terapêutica, esclareceram.

Segundo Anderson Silvestrini, oncologista clínico e diretor técnico do grupo Acreditar de Oncologia e Hematologia, de Brasília, ainda existem muitas controvérsias em relação ao papel das vitaminas em relação ao câncer. Originalmente, elas serviriam como um instrumento para retardar o envelhecimento celular e o surgimento de tumores. “Porém, essa teoria tem sido posta em xeque. Acredito que trabalhos como o dos suecos, mesmo se tratando de experimentos com ratos, já servem para discussões acerca disso, apesar de precisarem de uma continuidade para a confirmação (dos efeitos) no organismo humano”, destaca.

Com informações da AFP e do Correio Braziliense