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terça-feira, 30 de junho de 2015

E o salário dos vereadores?

Foi veiculado hoje o salário dos vereadores da Câmara municipal de Campo Grande. Ao contrário do que acontece com os servidores públicos que foram invadidos em sua privacidade com as listas de divulgação, os Vereadores tiveram tempo de "fazer" seu holerite, com um salário base e mostrando os descontos, de forma a tentar conseguir a simpatia da população, pelos salários que para eles são baixos.
Um vereador não deveria ganhar nada a mais para servir a população, somente o necessário. Vereador não deveria ser profissão e sim um cargo de auxílio à população, pois é a população quem o coloca lá. O salário deles é justo, se for esse mesmo, e ainda é alto. Servidores Públicos com grande tempo de casa e muito estudo, médicos , professores, enfermeiros, farmacêuticos, ganham bem menos que isso e trabalham dia e noite. Para fins de reeleição, o que importa à população é o que o vereador fez de real para a Capital, com quem ele esteve envolvido?, que lutas ele apoiou? e que legislações ele aprovou para o bem do povo. Devemos repensar as vagas na Câmara Municipal, em tempos de crise, sustentar quem não ajuda o Povo é , no mínimo, burrice. Cobre do seu vereador! O que ele fez por você em quatro anos? Não reeleja político parasita pois é você quem paga as contas depois.
Veja a relação dos salários


A relação (clique no link para ver), referente à folha de junho, traz o valor do subsídio dos parlamentares, descontos e o valor líquido recebido por eles.

GREVE E CAOS NA SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL: O QUE FAZER?

CAOS NA SAÚDE NÃO PREOCUPA PREFEITURA


A crise municipal esta chegando ao seu auge, isso por que os limites da paciência dos habitantes da Capital foram alcançados com exito pela atual gestão. Não bastasse todos os problemas que a Gestão Federal conseguiu jogar no colo dos brasileiros ainda temos que lidar com uma Administração Municipal que anda dificultando, e muito, a vida dos moradores de Campo Grande.
A cada dia surgem fatos que reafirmam que é impossível fazer "vistas grossas " para a situação da Prefeitura e os caminhos aos quais ela esta trilhando sendo que , qualquer morador sabe que  a situação foi causada pela má ingerência dos recursos públicos.
Do outro lado o Gestor continua a "Lular", em uma verdadeira terra de faz-de-conta onde as pessoas, que viam em primeiro lugar, são avisadas que eles "estão trabalhando". Que assiste aos comerciais veiculados nas principais redes de televisão do MS se pergunta: - " Começaram a trabalhar agora?", pois se faz óbvio que , nesse momento, o cidadão Campo-grandense duvida de todas as informações advindas do Poder Municipal. 
A credibilidade do prefeito está quase nula e as ações tomadas diariamente fortalecem a ideia de que , perderam o rumo e as rédeas da situação. E quem paga somos nós, que estamos em uma cidade sucateada, sem educação, sem saúde, sem infraestrutura, sem segurança, sem nada.


A CRISE NA SAÚDE

Com o aumento da arrecadação pela prefeitura municipal em mais de 10 % e uma onda de demissões que atingem sempre o lado mais fraco , ficamos sem saber o que realmente está acontecendo. Se tem verba por que tudo está parado?
A PMCG informa que não há verba, o tribunal de contas diz que há. Quem estará falando a verdade?
A saúde entrou em colapso já no início do ano quando a Secretaria de Saúde resolveu fazer "ajustes" por conta do trabalho de uma tal senhora que, diziam ser " o melhor para a saúde do município" . A criação do CEMPE, contratação (sem limites) de funcionários comissionados e a ameaça de corte nos plantões fez com que os servidores entrassem em uma grande espiral decrescente que acuminou em greves, atendimento precário e Caos. Caos no sentido amplo da palavra pois , atualmente, a qualidade do atendimento é a mais precária em muitos anos.
Claro que fica mais fácil arranjar culpados para o ocorrido e , sendo os servidores a janela que liga o administrador à população, culpa-los foi a melhor forma que se achou para tapar os buracos que foram sendo cavados nos últimos meses. 
O servidor passou a ser " saco de pancadas" e logo , o mesmo  tornou-se o alvo de tudo o que acontecia de errado nas unidades de saúde. Como não poderia deixar de ser, a Administração ganhou força para fazer os cortes de plantão e outros que eram vinculados ao salário do servidor .Dado isso, a primeira categoria a parar foi a dos médicos. Os objetivos primários dos médicos eram apenas fazer com que as garantias que sempre foram dadas aos mesmos, fossem mantidas, e dessa forma , os profissionais continuaram até que a PMCG resolveu devolver-lhes o que já era de direito. 
A sinalização de paralisação dos profissionais de Enfermagem da Capital era anterior à greve dos médicos, portanto não pode ser tida como um desencadeamento da mesma. Hoje, além de não termos os serviços primordiais de enfermagem, corremos o risco de que os médicos paralisem suas atividades por estarem ligadas diretamente aos profissionais de enfermagem. Dito isto, ainda existe o fato de que muitos médicos estão esperando o pagamento para decidirem se continuam a clinicar pelo Município.


 A GREVE DOS ENFERMEIROS

Com a sinalização , por parte do prefeito, de que não tem planos para negociar com quaisquer categorias, a greve dos enfermeiros ganha força e promete continuar. Um jornal da capital veiculou que os Servidores não aceitavam negociar com a comissão formada pela secretaria de administração. Os enfermeiros vieram em sua defesa, nessa terça-feira para desmentir o fato, apontando documentos que comprovam que é a Prefeitura que não esta querendo negociar com os Profissionais. 
Ao ser confrontado com as informações verídicas sobre a greve dos enfermeiros, o Prefeito afirmou que " não adianta negociar o fim da greve" referindo não ter verba para qualquer tipo de aumento, ajuste ou melhorias no sistema de saúde de Campo Grande. 
O comando de greve sinaliza que, se não houver uma discussão sadia em torno da situação dos enfermeiros servidores municipais da capital , com uma proposta real  para a categoria, a greve continuará sem prazo previsto para o retorno.
A prefeitura promete acabar com a greve na justiça, por força de liminares, de forma que não necessite negociar com os servidores. Os enfermeiros em greve não conseguiram , até esse momento, qualquer tipo de diálogo com a PMCG e apontam as perdas que a população está tendo com a ingerência municipal. Se não bastasse isso, a prefeitura anunciou, por meio de C.I a suspensão do fornecimento de alimentos nos plantões, o que trará mais demora nos atendimentos nos serviços de urgência e emergência da capital.
Mesmo se houver o retorno das  categorias em greve, os prejuízos para a população são imensos, pois os profissionais estão tendo que fazer "milagre" com os poucos recursos que ainda restam 
nas Unidades.


O QUE FAZER?

Deve-se cobrar uma imediata atitude pró-ativa por parte da Prefeitura. Os cidadãos da Capital devem apoiar movimentos e mobilizar-se para que situações vexatórias , como o bloqueio de bens do prefeito por contratação de funcionários fantasma, não continue ocorrendo.
A vergonha do Campo-grandense passou a ser nacional já a alguns meses quando uma emissora de TV  de prestigio, fez uma matéria sobre improbidade na gestão atual. Em conversas telefônicas interceptadas pela GAECO, inúmeras são as suspeitas que recaem sobre o prefeito, incluindo a pedofilia. Um outro jornal eletrônico mostrou que a prefeitura continua na "farra dos comissionados " exonerando em um dia e recontratando em outro, sem nenhuma justificativa cabível.
Enquanto esse baderna ocorre, a saúde , educação e infraestrutura beiram ao abandono e a falência. Ao invés de gastar dinheiro com propagandas dizendo que eles estão trabalhando, a Administração Municipal deveria tomar uma posição correta e incisiva para que a população pare de sofrer e de sentir vergonha dos absurdos que ocorrem no município.
Todos os segmentos da capital estão sofrendo com o que está acontecendo na PMCG, do comércio aos serviços terceirizados, os prejuízos atingem cada um em cada parte da cidade. O Campo-grandense não pode demorar mais para dizer "basta" ao Gestor Público pois quanto mais o tempo passa, mais insustentável fica a situação, com perigo de não se poder fazer mais nada após a vampirização  da Cidade de Campo Grande MS.


Prefeitura anuncia suspensão de alimentação de servidores nas unidades da capital



Por meio da circular 1194/2015 os profissionais da saúde de campo grande foram notificados de que a alimentação fornecida aos servidores que permanecem nas UBSs e PSFs , bem como a fornecida nos plantões  será suspensa sem data prevista para retorno. A suspensão se dará nessa quarta-feira (01/07).
A circular elucida que "não há mais saldo contratual com a empresa fornecedora de alimentos" e que os serviços serão retomados após processo de licitação e nova contratação. 
Os Servidores Municipais da estão sendo orientados a ocupar sua hora de almoço de forma que , nesse horário, poderão fazer sua alimentação fora da unidade.
A suspensão atingirá também os serviços de emergência como  o SAMU e as emergências dos UPAS e CRSs.
Espera-se que os serviços de saúde, nas unidades 24 horas, acrescentem esse horário a mais nos atrasos nos atendimentos. Quanto ao SAMU, a alimentação será em duas turmas de 01 (uma) hora, diminuindo pela metade o atendimento nos horários nos horários de pico. 
O fato atingirá em cheio os usuários do sistema SUS municipal pois irão ter acrescentadas mais horas de espera no atendimento da Capital. Espera-se que, pelo SAMU ser custeado por verba Federal , a prefeitura agilize o procedimento para não suspender a alimentação desses servidores, pois os prejuízos para a população serão imensos, incluindo até , risco de morte. 


Prefeitura abre licitação de curso para mapear violência contra mulher



Aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira.
Propostas serão recebidas até às 8h45 do dia 13 de julho, segundo edital.

Do G1 MS
A prefeitura de Campo Grande abriu licitação para contratação de empresa especializada para realizar curso de pesquisa para mapeamento dos índices de violência contra mulheres na cidade. O aviso de licitação na modalidade pregão eletrônico foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (30).
De acordo com a publicação, a contratação da empresa será em atendimento à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SEMMU). Podem participar do pregão empresas que apresentarem a documentação exigida para o respectivo cadastramento.
As propostas serão recebidas até às 8h45 (de Brasília) do dia 13 de julho de 2015. Em seguida, às 9h, será aberta a sessão de disputa de preços pelo site, onde também consta a íntegra do edital.

Salários de 70 mil servidores estaduais estarão disponíveis na quarta-feira


Governo diz que deposita hoje R$ 364 milhões
O governo do Estado depositará nesta terça-feira (30) os salários dos servidores. O dinheiro está disponível na quarta-feira (1º), segundo publicado no site do Executivo.

Pelos números oficiais, 70 mil funcionários públicos, ativos e inativos, entraram na folha de pagamento referente a junho. O pagamento no 1º dia útil do mês faz parte de compromisso assumido pelo governo com o funcionalismo, ainda conforme destaca o texto divulgado.
De acordo com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), o valor bruto depositado da folha soma R$ 364,6 milhões.

Projeto da maioridade não muda idade para dirigir e beber, diz Cunha


Ministro da Justiça disse que PEC abriria caminho para dirigir com 16 anos.
Para presidente da Câmara, argumento é 'falso' e visa 'enganar pessoas'.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (30) que a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal em caso de crimes graves não abre caminho para que menores de 18 anos possam beber e dirigir. A PEC, que deve ser votada nesta noite, prevê a responsabilização criminal de jovens entre 16 e 18 anos que cometerem crime hediondo (como latrocínio e estupro), homicídio doloso (intencional), lesão corporal grave, seguida ou não de morte, e roubo qualificado.
 
MAIORIDADE PENAL
Congresso pode mudar legislação
“Não vai poder dirigir. É óbvio que não vai. E não vai poder beber. Desde quando beber é crime hediondo? Não pode falsear argumentos para enganar pessoas no objetivo de obter sua vantagem. Você está excepcionalmente reduzindo a maioridade. Se tivesse diminuído a maioridade de forma plena, poderia ter esse argumento, mas só se diminuiu a maioridade para crimes graves”, disse o peemedebista.
O relator da proposta, deputado Laerte Bessa (PR-DF), também rebateu o argumento do ministro da Justiça. “Essa PEC vem corrigir um problema grande do país, que é a segurança pública. Há um desleixo do governo federal e agora querem inventar factoides para impedir que aprovem a lei”, disse o deputado.

“Se se excederem lá, vou fazer como fiz nas outras [votações]. Para, tira todo mundo e fica fechada. Se tiver tumulto fica fechada [a sessão].” O peemedebista informou que só iniciará a votação da PEC quando for atingido quórum de 450 parlamentares. Para aprovar proposta de emenda à Constituição, são necessários 308 votos favoráveis.
Acesso do público

O presidente da Câmara reiterou que vai controlar com o uso de senhas a entrada do público nas galerias do plenário durante a votação da maioridade penal. Segundo ele, as senhas serão entregues aos partidos políticos, de forma proporcional ao tamanho das bancadas.  Assim, os blocos partidários com mais deputados terão mais “tickets” de acesso para distribuir.
“Eu quero votar, o resultado depende da maioria. Se não terminar a votação hoje, acaba amanhã. Tem que ter 450 [deputados presentes], senão se arrisca, não tem uma posição de maioria”, disse.
Se a proposta for aprovada em primeiro turno, irá a votação em segundo turno, o que só deverá ocorrer após o recesso legislativo de julho. “Nesse semestre legislativo acho pouco provável [concluir a votação em segundo turno] e eu tenho o compromisso de votar a reforma política e concluir o projeto infraconstitucional.”

ACP pede na Justiça que a Prefeitura divulgue salários dos 16 mil servidores


Professores pedem cumprimento da Lei de Acesso à Informação
  • Professores em carreata nesta terça-feira (30) após reunião no MPE (Foto: Diogo Gonçalves)
  • Após a divulgação dos salários dos mais de oito mil professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) impetrou um mandado de segurança na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos contra a Prefeitura para a divulgação imediata dos salários dos 16 mil servidores municipais.

    A ação é desta segunda-feira (29) e segundo o advogado do sindicato, Ronaldo Franco, os professores querem que a Lei de Acesso à Informação seja cumprida integralmente pela administração municipal. “Não basta só divulgar o salário das categorias grevistas. Queremos que a Prefeitura divulgue os salários de todo mundo”.
    O mandado pede que a Procuradoria Municipal se manifeste em até 72 horas sobre a liminar e, depois de concedido o pedido, que a administração divulgue imediatamente os salários, relação nominal dos servidores (efetivos ou não) por cargo e função.
    O sindicato também pede que a Prefeitura mantenha de forma definitiva e atualizada no site os salários dos servidores.
    A Prefeitura de Campo Grande informou que só vai se manifestar sobre a ação após ser notificada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Apesar disso, o secretário municipal de Administração Wilson do Prado já havia adiantado que divulgará, nos próximos dias, os salários de todos os servidores e 1,2 mil comissionados.
    Na lista divulgada pela Prefeitura, apenas 125 dos 8 mil recebem acima de R$ 10 mil. A maioria dos professores recebe entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Sobre as possíveis incorreções apontadas pelos professores na divulgação de salários, o advogado da ACP disse que cada servidor que se sentiu lesado pode entrar com ações individuais, mas que a ação coletiva pede apenas que todos os salários sejam divulgados. 

    Prefeito descarta juntar pastas e diz que chefe da Educação só sai após greve


    Lidiane Kober
    Olarte evitou estabelecer prazo para concluir a reforma do secretariado (Foto: Fernando Antunes)Olarte evitou estabelecer prazo para concluir a reforma do secretariado (Foto: Fernando Antunes)
    O prefeito Gilmar Olarte (PP) descartou a fusão daFundac (Fundação Municipal de Cultura) com aFunesp (Fundação Municipal de Esportes) e afirmou que o titular da Secretaria Municipal de Educação só será nomeado depois de encerrada a greve dos professores, que já dura 37 dias.

    No fim de maio, integrantes do primeiro escalão da prefeitura anteciparam os planos de Olarte de juntar quatro pastas para enxugar gastos. Em estudo, estava a união da Fundac com a Funesp e da secretaria de Receita com a de Planejamento, Finanças e Controle.
    “Eu falei isso? Não falei isso, é só especulação”, afirmou o prefeito. Recém nomeado presidente da Fundac, Marcos Roker é contra a junção das pastas. Para ele, os objetivos de cada fundação são diferentes, o que poderia ameaçar o resultado dos projetos.
    Sobre a escolha do titular da secretaria de Educação, Olarte prometeu a escolha após o término da greve dos professores. “Assim que a gente conclua todos esses ajustes e supere as dificuldades ai será feita (a nomeação)”, disse. Hoje (30), a prefeitura promete apresentar propostas aos educadores.
    Desde a saída de Ângela Brito, em 3 de maio, a pasta está interinamente sob o comando de Wilson do Prado, que acumula o cargo de titular da Secretaria Municipal de Administração. Na Câmara Municipal, vereadores chegaram a afirmar que ele seria efetivado no cargo, mas Olarte não confirma a informação.
    O prefeito também evita estabelecer prazo para concluir a reforma do secretariado, prometida há meses. “Nós vamos fazendo as mudanças conforme as necessidades vão se apresentando”, frisou.

    Aliados criticam e oposição apoia proposta de Olarte criar gabinete itinerante


    Juliana Brum e Antonio Marques
    Marico Cesar declara que prefeito propõe cópia de trabalho executado pelo legislativo ( Foto - Marcos Ermínio)Marico Cesar declara que prefeito propõe cópia de trabalho executado pelo legislativo ( Foto - Marcos Ermínio)
    O "Gabinete Itinerante" proposto pelo prefeito Gilmar Olarte (PP) causou polêmica na sessão desta terça-feira (30) na Câmara Municipal. Os vereadores aliados criticaram a iniciativa. No entanto, os parlamentares de oposição elogiaram a proposta, por considerá-la uma medida que aproxima o Executivo da população.

    O vereador Chiquinho Telles (PSD) anunciou a proposta que está sendo cogitada por Olarte, mas logo atacou. "Será um tiro no pé, porque se o prefeito atendesse as demandas dos vereadores e dos líderes dos bairros seria o suficiente, sem ter a necessidade de sair", disse o parlamentar.
    O presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB) afirmou que é uma cópia do trabalho realizado pelos vereadores nas quartas-feiras. "Quando a pessoa não tem capacidade de criar tem que ter muita coragem para se copiar", afirmou.
    Já a oposição gostou da ideia. "Eu acho que quanto mais o poder mais perto do povo é ideia muito boa", declarou o vereador Marcos Alex (PT). "É bom para Campo Grande que o executivo esteja também nos bairros", afirmou o petista Ayrton Araujo.
    A exceção foi Thais Helena (PT), que atacou o projeto. "O prefeito deveria fazer o minimo para a cidade. Hoje Campo Grande não tem saúde com qualidade, a educação em greve e ele não consegue nem atender a demanda mínima o que ele quer com Gabinete Itinerante" desabafou.

    A Câmara dos vereadores realiza a sessão comunitária todas às quartas-feiras com objetivo de estar próximo à comunidade e ouvir as principais reivindicações tornado-as indicações e requerimentos.

    Receita da prefeitura sobe 10,3% e número de comissionados aumenta


    Lidiane Kober
    Secretário-adjunto confirmou o crescimento de 10,35% da receita da prefeitura (Foto: Divulgação/Assessoria/Denilson Secreta)Secretário-adjunto confirmou o crescimento de 10,35% da receita da prefeitura (Foto: Divulgação/Assessoria/Denilson Secreta)

    Apesar do momento de crise, a receita da Prefeitura de Campo Grande subiu 10,35% no primeiro quadrimestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2014 e, ao contrário do divulgado, o número de comissionados não diminuiu, mas aumentou. Em apenas 29 dias, a quantia passou de 1.248 para 1.314.



    Considerado um dos principais impostos da prefeitura, o ISS (Imposto Sobre Serviços) saltou de R$ 76,1 milhões para R$ 85,5 milhões, um crescimento de 12,2% de janeiro a abril deste ano em comparação aos quatro primeiros meses de 2014.
    IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) registrou elevação de 4,9%, enquanto o repasse de FPM (Fundo de Participação dos Municípios) evoluiu 5,3%. Já o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mesmo com retração no percentual de repasse, subiu 0,47%.
    Secretário-adjunto de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), Ivan Jorge confirmou o crescimento da arrecadação. Ele, porém, afirma que o ano deve fechar com retração de 2,26%. “No primeiro quadrimestre do ano, o IPTU é mais presente, entra forte em janeiro e fevereiro, por isso, que há um peso maior”, comentou
    Fora isso, a estimativa de menos receita leva em consideração uma série de fatores. Ele lista a queda de R$ 100 milhões na receita do ICMS. “Em agosto, quando elaboramos o orçamento, o índice provisório era de 23,01, mas caiu para 21,4”, explicou o secretário. “Mesmo com o crescimento de 0,47%, a expectativa era receber bem mais”, completou.
    Além disso, ele aponta o aumento da folha e recessão nacional. “O momento é de recessão econômica, o volume de serviços prestados, as vendas no mercado, a produção industrial, tudo está caindo, o PIB do governo vai fechar negativo, isso irá refletir na arrecadação, por isso, prevemos retração econômica”, alegou Ivan Jorge.
    Folha X mais despesas – Só a folha da educação, segundo a prefeitura, aumentou 95% de maio de 2012 a maio de 2015, passando de R$ 20,7 milhões para R$ 40,7 milhões.
    O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) ajuda a custear, mas, conforme Ivan Jorge, não é o suficiente. Nos quatro primeiros meses do ano, foram enviados R$ 115,7 milhões. No mesmo período, a prefeitura tirou do bolso outros R$ 49,6 milhões para pagar o salário dos professores.
    Ao mesmo tempo, em vez de reduzir despesas, a administração municipal gastou mais com terceirizados no setor da educação. A Omep (Organização Mundial para Educação Pré-escolar) recebia R$ 13,1 milhões, em 2011, contra R$ 22,3 milhões, no ano passado, um aumento de 70,2%.
    A Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária viu o contrato subir 72,6% em três anos. Em 2011, recebeu R$ 28,9 milhões e, no ano passado, R$ 49,9 milhões.
    Ainda na gestão do prefeito Gilmar Olarte (PP), a prefeitura passou a locar veículos para o primeiro escalão e para o prefeito. Na época do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), ele e os secretários usavam o veículo próprio para andar e a prefeitura pagava o combustível. “Todos os entes costumam alugar, mas não é muito”, disse Ivan Jorge sobre a locação de carros.
    Comissionados – No quesito cargos comissionados, a prefeitura vem prometendo reduzir o quadro, que representa gasto mensal de R$ 6,2 milhões, para combater a crise. Edições do Diário Oficial do Município realmente trouxeram dezenas de demissões, no entanto, também informam revogação das exonerações.
    O balanço final, conforme o próprio diário oficial, é de 86 cargos a mais. No dia 22 de maio, eram 1.228 comissionados; dia 29, eram 1.248; em primeiro de junho, o número era de 1.269. Já em 3 de junho, passou para 1.277 cargos. Cinco dias depois, o total era de 1.292. No dia 10, eram 1.299, enquanto dia 15, a quantia era de 1.303. Três dias depois (18), os comissionados somavam 1.311 e, na última sexta-feira (19), o balanço era de 1.314 cargos.
    Questionado sobre a promessa de redução do quantitativo de comissionados, Ivan Jorge jogou a responsabilidade para o secretário de Administração, Wilson do Prado, que não atendeu a ligação doCampo Grande News e não retornou até a publicação da reportagem.
    Ivan Jorge, porém, insistiu na redução ao destacar a queda da folha de pagamento dos servidores. Em março, a prefeitura desembolsou R$ 108,2 milhões e, em maio, R$ 96,7 milhões. “É reflexo da redução de plantões, das gratificações, da dispensa de cargos comissionados e da diminuição de escalas de serviço”, disse.

    Oposição se reúne para tomar posição sobre o bloqueio de bens de Olarte


    A vereadora Thais Helena (PT) informou que a oposição irá se reunir na tarde de hoje

    A vereadora Thais Helena (PT) (foto: Deivid Correia)Oposição se reúne para tomar posição sobre o bloqueio de bens de Olarte
    A vereadora Thais Helena (PT) (foto: Deivid Correia)
    A vereadora Thais Helena (PT) informou que a oposição irá se reunir na tarde de hoje (30) para decidir sobre a determinação da justiça que bloqueou os bens do atual prefeito Gilmar Olarte (PP).

    "Nós vamos nos reunir ainda nesta tarde para decidir em conjunto sobre o que vamos fazer", afirmou a vereadora.

    A Justiça bloqueou os bens do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), por suspeita de enriquecimento ilícito. A denúncia incluiu também secretários da administração municipal.

    Em relação a processante, ela afirmou que a oposição ainda aguarda o parecer da Comissão de Cidadania e Justiça. "Nós ainda estamos aguardando o parecer do CCJ. Já ouvimos que o parecer vai acompanhar a mesma decisão da procuradoria da Câmara.”, declarou.

    A vereadora também afirmou que os vereadores estão sendo cobrados. “Ninguém aguenta a cidade sendo administrada desta forma. A população exige respostas do prefeito".

    Com bens bloqueados, secretário nega acusações e vai recorrer da decisão

    Gilmar Olarte, Valtemir de Brito e outros servidores tiveram os bens bloqueados por envolvimento na contratação de funcionários fantasmas


    Foto: Geovanni Gomes
    Com os bens bloqueados pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o secretário municipal de infraestrutura Valtemir de Brito, o Kako, alegou que vai recorrer da decisão e que as denúncias feitas pelo MPE (Ministério Público Estadual) já foram esclarecidas.

    “Tudo que está acontecendo é prerrogativa do Ministério Público, de abrir procedimentos, fazer as investigações necessárias. Tem que se observar que é um procedimento a ser apurado, mas dentro dos autos já está comprovado que não houve funcionários fantasmas”, declarou, após lançamento do serviço de coleta seletiva em Campo Grande.

    O secretário, juntamente com o prefeito Gilmar Olarte e outros funcionários da administração, respondem por enriquecimento ilícito, em processo que investiga a contratação de funcionários fantasmas em diversas secretarias. Entre os indiciados aparecem parentes de funcionários do primeiro escalão do Executivo municipal e o nome de envolvidos no esquema estelionatário investigado pelo Gaeco.

    Gilmar Olarte está com os bens bloqueados até o limite de R$ 270 mil e Valtemir de Brito até R$ 148,8 mil, pois foram considerados os principais responsáveis pelos danos ao erário público. Os dois foram indicados por negociar as nomeações e designar cargos em comissão para os beneficiários do esquema.

    Apontados como funcionários fantasmas Felipe Félix de Carvalho, a depiladora Fabiana Garcia de Souza e Ana Maria Ferreira Feliciano também tiveram parte dos bens bloqueados. Durante o processo, o MPE alega que os servidores foram flagrados em academias, restaurantes e passeios durante o horário do expediente.

    De acordo com Kako, Felipe Félix , que é filho da atual presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Elizabeth Félix da Silva Carvalho, já foi exonerado do cargo e uma das denunciadas comprovou que cumpre expediente na prefeitura, sendo que continua trabalhando. Também consta como envolvido no esquema o fotógrafo e pastor, Luiz Márcio dos Santos Feliciano.

    Outras investigações
    O prefeito Gilmar Olarte e alguns dos servidores que tiveram os bens bloqueados também aparecem em outro processo em tramitação no TJ-MS sobre estelionato. O chefe do Executivo é apontado como o mentor de um esquema de corrupção que culminou na cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP).

    Conforme apurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ele teria usado de sua influência política para receber vantagens pessoais. Tanto Olarte quanto o ex-assessor especial da Segov (Secretaria Municipal de Governo), Ronan Edson Feitosa de Lima, foram indiciados por corrupção passiva e lavagem de capitais.


    Segundo as investigações, eles atuavam “fazendo ofertas de ajuda política, empregos futuros e outras participações no executivo municipal” para obter “cheques bancários, que passaram a descontar com agiotas ou em factorings [compra de ativos financeiros], deixando sem fundos as respectivas contas bancárias, causando prejuízos aos seus titulares”.

    Olarte rebate críticas de catadores barrados em evento de coleta


    O prefeito Gilmar Olarte afirmou que a prefeitura está aberta ao diálogo e que os catadores possuem interesses políticos

    O prefeito Gilmar Olarte (PP) (foto: Geovanni Gomes)Olarte rebate críticas de catadores barrados em evento de coleta
    O prefeito Gilmar Olarte (PP) (foto: Geovanni Gomes)
    O prefeito Gilmar Olarte (PP), declarou na manhã de hoje, 30, que a prefeitura, através de todas as secretarias, está aberta ao diálogo com os catadores do aterro.

    Na manhã de hoje ocorreu a solenidade de ampliação da coleta seletiva de resíduos na Esplanada Ferroviária, e cerca de 15 catadores foram barrados de entrar no evento pela Guarda Municipal. Os trabalhadores afirmam que não foram consultados sobre o fechamento do aterro.

    “Isso não é verdade. O que precisamos entender é que todos espaços estão abertos para a sociedade. A prefeitura está aberta a conversa com os catadores. O que não pode é nos curvarmos à outras questões implícitas”, se referiu o prefeito, querendo dizer que os catadores têm interesses políticos envolvidos na questão.

                                      Catadores do aterro barrados na solenidade (foto: Geovanni Gomes)

    "Viemos ver o lançamento de uma coisa que era nossa. Eles estão entregando a UTR (Unidade de Triagem de Recicláveis) e não chamaram a gente. Eles chamam toda a população de Campo Grande e quando chegamos aqui somos barrados. Eu sei que o pessoal da guarda são servidores e estão cumprindo ordens e muitos sabem que somos dignos. Além disso, estão querendo fechar o lixão sem nos consultar. Por isso, viemos aqui. Nós não queríamos protestar, mas já que barraram a gente, queremos saber o porquê?", declarou o catador Rodrigo Leal Marques.

    Olarte diz que nada acresceta se ele receber servidores que lutam por reajuste


    Prefeito diz que nada acresce ele atender pessoalmente aos servidores, que pedem proposta, proposta, proposta e que eles (Prefeitura) já fizeram a proposta.
    Prefeito Gilmar Olarte.Prefeito Gilmar Olarte.
    Durante solenidade de entrega da reforma do prédio da Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (EMHA) na segunda-feira (29), o prefeito Gilmar Olarte (PP por liminar) falou ao MS Notícias sobre a paralisação dos professores e enfermeiros, e descartou atender pessoalmente aos representantes ressaltando que isso não representaria uma disposição política para a negociação.
    O evento que contou com a participação de funcionários da Agência, secretários, assessores e comissionados que estão sendo “convidados” por carta para que compareçam aos atos do prefeito para funcionarem como “claque”, marcou a entrega da reforma do prédio da Emha.
    Em relação às greves, Olarte reafirmou que “sabendo dessas dificuldades fizemos um decreto e criamos uma Comissão que tem atendido exaustivamente à população. Não depende da vontade política do prefeito, depende da capacidade financeira da prefeitura dentro das circunstâncias em que vive o país. Então, isso não mudará nada. O que nós precisamos fazer é avançar na solução das dificuldades do município. Estamos trabalhando em cima disso para, daí sim, poder melhorar para os servidores em geral”.

    Enfermeiros
    Questionado sobre o aumento da arrecadação que este mês foi de 10,5% e a possibilidade de atender às reivindicações das categorias, o Prefeito voltou a afirmar que caíram as receitas todas, federais, estaduais e municipais, por isso a dificuldade.
    Os enfermeiros do município, ainda que tenham se disposto a negociar dentro das possibilidades financeiras do município, não deverão ser recebidos pela Comissão, pois segundo Olarte, “os Sindicatos que tenham carta sindical, que estejam habilitados para representar a categoria serão atendidos”, o que não contempla a categoria que ainda é representada pelo Sindicato dos Servidores Campo Grande  (Sisem).
    Professores
    Pelo que deu a entender o prefeito, não será dessa vez, ou nas negociações de hoje (30), que os professores serão contemplados com uma proposta concreta. Segundo Olarte, para atender aos professores e às demais categorias, foi feita a Comissão. “Eles pediram proposta, proposta, proposta. Nós fizemos a proposta. Vai ser entregue pelo secretário de Governo, pela comissão que foi criada para estudar os reajustes”.