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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Prefeito estende por 2 meses prazo para Município pagar fornecedores


Já foram 90 dias
  • (Cleber Gellio/Midiamax)
  • Inicialmente estipulado em 90 dias, o prazo para a Prefeitura renegociar e quitar dívidas com os fornecedores se estendeu por mais dois meses, segundo o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) informou durante agenda pública na manhã desta segunda-feira (10) para divulgação de balanço dos 100 dias de gestão.
    Contudo, ele vai antecipar a conversação com fornecedores que tenham até R$ 50 mil para receber do Município. “Hoje temos R$ 76 milhões em caixa”, disse. No mês passado, Marquinhos chegou a dizer que os fornecedores que não concederem descontos, parcelamento ou algum tipo de negociação, terão que judicializar a questão para conseguir receber.
    À época em que suspendeu os pagamentos, dias após tomar posse, ele explicou que a medida era para conter o endividamento do Município e explicou que somente de água e energia elétrica a máquina pública de Campo Grande estava devendo R$ 12 milhões.

    segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

    Servidores receberão salário de fevereiro em dia, garante prefeito

    Marquinhos Trad também afirma que quita 13º no próximo mês

    Mayara Bueno
    Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).
    Os servidores municipais receberão o pagamento de fevereiro em dia e, além disso, os que ainda não receberam o 13º também serão remunerados no próximo mês, afirma o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). A entrevista foi concedida ao programa Tribuna Livre, nesta segunda-feira (30), quando o chefe do Executivo Municipal fez um balanço dos 30 dias à frente do município.
    “A prefeitura não vai ficar devendo nenhum servidor”, disse, afirmando que os funcionários públicos vão receber o salário de janeiro, que cai em fevereiro, em dia. O restante do 13º, de quem ainda não recebeu, será depositado na conta no próximo mês também.
    Marquinhos fez um balanço dos 30 dias como prefeito, que dão 21 dias úteis no Paço Municipal. Ele voltou a dizer que pegou o caixa com R$ 37 milhões disponíveis para pagamento, quando a folha gira em torno de R$ 111 milhões.
    Atribuiu ao pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), por parte do contribuinte, o dinheiro disponível para quitações de alguns serviços e dos servidores até agora.
    “Recebemos sem o pagamento da folha de dezembro, o 13º sem estar depositado. Toda a folha de novembro, dezembro e férias de terceirizados sem pagamento. Saúde, nenhum pagamento. Colocamos em dia todos os pagamentos, estamos quitando o 13º em fevereiro”, listou.
    Buracos - Em relação a um dos principais problemas, os estragos nas ruas de Campo Grande, o prefeito voltou a falar que sua equipe constatou 280 mil buracos, dos quais 15 mil foram reparados. Marquinhos citou exemplo de quadras que têm de 70 a 80 estragos e que pelo menos 1 mil são tapados por dia.
    Para solucionar o problema, a prefeitura recorreu ao governo do Estado, que aportou ajuda financeira na ordem de R$ 25 milhões. Deste total, R$ 10 milhões serão exclusivos para ajuda emergencial, ou seja, reparo de buracos, e o restante para recapeamento das principais vias. Outros R$ 25 milhões serão contrapartida da prefeitura.

    quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

    SALARIO DOS SERVIDORES QUE GANHAM ATÉ r$ 3.700,00 ESTARÁ DISPONIVEL NO SÁBADO





    O prefeito Marquinhos Trad (PSD) anunciou, nesta quinta-feira (5), que vai depositar o salário dos servidores municipais que recebem até R$ 3,7 mil amanhã (6), estando disponível para saque no sábado (7). Os funcionários que têm direito a valores superiores também vão receber a primeira parcela do pagamento até o limite de R$ 3,7 mil. A estimativa para quitar todos os débitos permanece para 12 de janeiro.
    O subsídio é referente ao mês de dezembro. De acordo com Marquinhos, a prefeitura possui hoje R$ 57 milhões em caixa, sendo R$ 7 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que deve ser usado exclusivamente para o pagamento de servidores da educação.
    O prefeito destaca que assumiu a administração com apenas R$ 37 milhões em caixa e que o ex-gestor Alcides Bernal (PP) desrespeitou a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) ao entregar o município sem quitar o décimo-terceiro salário e a folha de dezembro. “Nesses quatro dias conseguimos um incremento através da eficiência e criatividade para coletar os tributos”, declarou.
    O secretário municipal de Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, ainda informou que a prefeitura vai realizar um plantão neste final de semana para o pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), com a expectativa de aumentar a arrecadação e permitir que mais pessoas aproveitem o desconto de 20% para a regularização dos débitos. Além disso, o programa de refinanciamento do IPTU deve ser ampliado até 10 de fevereiro.
    Em relação ao décimo-terceiro salário do funcionalismo público, Marquinhos explica que ainda não foram quitados R$ 19 milhões de servidores que recebem acima de R$ 3 mil, sendo que não há previsão ainda para o pagamento. Ele investiga também suposto 'desaparecimento' de R$ 35 milhões que deveriam ter sido utilizados para quitar os convênios da Omep e Seleta.

    quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

    Tarifa do ônibus, reajuste, 13º e buracos: herança de Bernal para Trad

    Aline dos Santos


    Bernal apresentou balanço de contas da prefeitura ontem. (Foto: PMCG)Bernal apresentou balanço de contas da prefeitura ontem. (Foto: PMCG)
    Se no papel, a gestão do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), só vai até 31 de dezembro, os fatos sinalizam que o legado adentrará 2017 e caberá ao sucessor, Marquinhos Trad (PSD), a herança do reajuste da tarifa do transporte coletivo, aumento do salário do funcionalismo público, pagamento do 13º salário, além de cobrir deficit financeiro mensal de até R$ 30 milhões apontado pela equipe de transição.
    O reajuste de 8,6% do transporte coletivo deve chegar a 2017 indefinido. Num cenário que começou com congelamento do preço da passagem em R$ 3,25, evoluiu para uma proposta de R$ 3,70 por parte do Consórcio Guaicurus ou de R$ 3,56 sugerido pela Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), o prefeito se decidiu por R$ 3,53.
    A nova tarifa, divulgada no último dia 2, deveria ter entrado em vigor desde segunda-feira (dia 5). Mas, no mesmo dia 2, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) concedeu liminar suspendendo a a validade do decreto 13.012, que “estabelece a estrutura tarifária do Sistema Municipal de Transporte Coletivo”.
    De acordo com o conselheiro Ronaldo Chadid, chamou atenção a ausência de indicação dos fatores que levaram ao reajuste fixado. “Como também causa estranheza ao adotar esta medida há menos de 30 dias do final de seu mandato”, informa na decisão. Uma comissão tem até dia 13 para entregar relatório que embasará a decisão definitiva do conselheiro.
    Contudo, no dia 14 o TCE tem recesso e férias coletivas. A decisão impacta nas finanças de 190 mil usuários diários e dos trabalhadores do transporte coletivo. A categoria já fez protesto e promete paralisação surpresa.
    Reajuste da tarifa de ônibus foi suspenso pelo TCE. (Foto: Arquivo)Reajuste da tarifa de ônibus foi suspenso pelo TCE. (Foto: Arquivo)
    Prefeitura tem 22 mil servidores e TJ só decide em 2017 sobre reajuste.  (Foto: Fernando Antunes)Prefeitura tem 22 mil servidores e TJ só decide em 2017 sobre reajuste. (Foto: Fernando Antunes)







    Reajuste , 13º e deficit – A judicialização de várias decisões também empurrou para 2017 o reajuste de 9,57% para o funcionalismo público municipal. Servidores municipais conquistaram reajuste em junho, por força da Lei 5.708, promulgada pela Câmara Municipal, mas passaram 42 dias à espera que o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decidisse se o percentual deveria ser aplicado aos salários ou não. Agora, a decisão ficou para primeiro de fevereiro.
    Também deve chegar ao mandado do próximo prefeito de Campo Grande o pagamento do 13º salário dos 22 mil servidores. A possibilidade foi aberta ontem pelo prefeito. “O 13º salário vai ser pago e a prefeitura tem estudado a forma como pagar até o fim do ano. Até o fim do ano vamos apresentar como vai ser. Se não pagar esse ano, vamos deixar os recursos necessários para a primeira quinzena de janeiro de 2017”, disse Bernal ontem, durante prestação de contas. A folha mensal do funcionalismo público chega a R$ 103 milhões.
    Na ocasião, o economista Pedro Pedrossian Neto, membro da equipe de transição de Marquinhos, aponta deficit mensal entre R$ 25 milhões e R$ 35 milhões. Bernal e o secretário municipal de Finanças, Disney Fernandes, não souberam informar se haverá deficit e quanto ficará nos cofres municipais para 2017.
    “Não tem como precisar quanto deixará, pois ainda não fechamos o ano”, disse o titular de Finanças, que atribui a situação à expectativa de arrecadação com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o programa de renegociação do imposto. Bernal relacionou os percalços da economia à redução de repasses do governo federal, a crise econômica nacional e dívida judicializada com a Solurb, empresa que atua na coleta de lixo.
    Asfalto foi recortado e buraco fechado pela metade na rua Centáurea. (Foto: Marcos Ermínio)Asfalto foi recortado e buraco fechado pela metade na rua Centáurea. (Foto: Marcos Ermínio)
    Buracos e sangue – A epidemia de buracos assola os 2.800 quilômetros de vias pavimentadas na cidade. Em setembro de 2015, um mês após Gilmar Olarte ser afastado do comando da prefeitura, o serviço de tapa-buraco foi suspenso por Bernal como medida para amenizar déficit financeiro. Contudo, a decisão convergiu com o período de chuva intensa.
    A suspensão do tapa-buraco foi divulgada em 10 de setembro como medida para amenizar déficit de R$ 30 milhões. Contudo, a decisão do prefeito Alcides Bernal (PP), que reassumiu em 25 de agosto, convergiu com o fim da estiagem.
    No fim do ano passado, a prefeitura retomou os serviços, mas os buracos seguem atravancando o caminho e o problema chega a 2017. Na Cidade Jardim, na ruaxxx, ….
    Entre 2015 e 2016, foram recapeadas cinco vias: Bandeiras, Spipe Calarge, Guaicurus, Capital e Hiroshima.
    Em novembro, o Campo Grande News mostrou que há pelo menos um mês quem recorre aos postos de saúde não conseguia diagnóstico e tratamento completo pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por causa da falta de exames de sangue. Nas unidades, não havia material para a coleta e no Labcem (Laboratório Central Municipal), faltavam os reagentes necessários para os testes.
    Cidade sem Natal – Endereço do Natal em Campo Grande desde 2009, a cidade temática construída nos altos da avenida Afonso Pena deve terminar 2016 sem a programação da data festiva.
    A pedido ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), festa a deve ser transferida para a praça Ary Coelho, que será decorada. A Cidade do Natal segue com cenário de abandono, sendo lar para andarilhos e usuários de droga

    terça-feira, 1 de novembro de 2016

    Transição entre Bernal e Marquinhos é marcada por alfinetadas e desconforto

    Pepista começou alfinetando irmão de aliado e Trad prometeu fazer devassa na prefeitura

    Diana Christie, Rodson Willyams e Vinícius Squinelo
    Apesar de aliados no segundo turno, Alcides Bernal (PP) e Marquinhos Trad (PSD) não conseguiram esconder o desconforto imposto pela transição de administração entre candidaturas adversárias. Sorrisos forçados, irritação e alfinetadas marcaram o discurso do atual chefe do Executivo, que passa o bastão meio contrariado, já pensando em um projeto político para 2018.
    No fígado
    Na primeira oportunidade que teve, Bernal alfinetou o irmão do novo aliado, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), dizendo que não deixaria ‘pegadinhas’ como fez seu antecessor. Também ficou descontente com o tratamento recebido por Marquinhos, que já é chamado de prefeito antes de sentar na cadeira.
    O troco
    Marquinhos também não deixou por menos e prometeu divulgar qualquer irregularidade que encontrar no caminho. “Não é questão de abrir a caixa-preta, mas temos que tomar conhecimento do que foi feito. O que é certo é certo, o que é errado, todos os campo-grandenses tomarão conhecimento. O meu governo vai ser transparente”, declarou. Resta saber agora se é compromisso mesmo ou apenas teatro.
    Mistério
    Em relação ao novo secretariado, Marquinhos garante que já tem os nomes praticamente definidos, mas só deve anuncia-los em dezembro. Prometeu que nem todos serão indicações dos aliados da campanha e destacou que não tem compromisso de manter nenhum dos atuais secretários. Divulgado, por enquanto, só o nome da vice-prefeita eleita Adriane Lopes (PEN), que deve compor o primeiro escalão do Executivo. Na Assembleia Legislativa deve ter deputado comemorando...
    Coalisão
    Com bancada menor na Câmara Municipal, o prefeito eleito informou ainda que já está agendando uma reunião com os vereadores eleitos pela coligação de Rose Modesto (PSDB) para a semana que vem. Com a data a ser definida, o encontro deve ser intermediado pelo chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula.
    Fair play?
    Em visita à Governadoria, Marquinhos disse que está esperando uma ligação de Rose e quer abraçá-la. Sobre a ausência da vice-governadora na reunião, Reinaldo Azambuja (PSDB) explicou que a agenda foi marcada de última hora, atendendo a um pedido do prefeito eleito no início da manhã, o que atrapalhou o encontro.
    Ex-Davi
    Apesar da derrota, Reinaldo garante que não teme reflexos em 2018, quando concorrerá à reeleição e lembrou que, na última eleição para o Governo do Estado, o PSDB tinha o apoio de nove prefeitos do interior contra 60 da oposição. “Então a dinâmica da eleição não é exata. É prematuro discutir política agora”, disse.
    Concorrência
    Enquanto isso, Bernal se prepara para 2018, dando início à sua peregrinação pelos municípios de Mato Grosso do Sul. O projeto ainda não está muito claro, mas pode ser o Senado como o Governo do Estado

    quarta-feira, 5 de outubro de 2016

    Crise? Próximo prefeito terá R$ 3,59 bilhões para administrar Campo Grande

    O projeto de Lei do Orçamento Anual 2017 de Campo Grande deu entrada dia 30 de setembro na Câmara Municipal de Campo Grande. A peça orçamentária prevê receita de R$ 3,59 bilhões, que serão geridos pelo próximo prefeito. A informação foi confirmada com exclusividade pelo TopMídiaNews.
    Os vereadores têm até o final do ano legislativo para aprovar o projeto da LOA 2017. Os parlamentares poderão apresentar emendas ao projeto de Lei. Como de costume, a atual mesa diretora deve se reunir com o próximo prefeito eleito após as eleições para discutir alterações no projeto do orçamento 2017.
    A mensagem nº 55 do executivo municipal, do Projeto de Lei, estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2017 e dá outras providências. O projeto da Lei Orçamentária prevê arrecadação de R$ 1,5 bilhão de recursos próprios e R$ 1,6 bilhão de outras fontes.
    O Orçamento para 2017 prevê R$ 1,2 bilhão  para a Saúde, sendo R$ 441 milhões de recursos próprios. R$ 776 milhões para Educação, sendo R$ 312 milhões do Tesouro Municipal. Também são previstos R$ 43 milhões para Segurança Pública. R$ 65 milhões para Assistência Social. R$ 22 milhões para Cultura. R$ 263 milhões para Urbanismo, R$ 12 milhões para Habitação. R$ 415 milhões em Transporte, sendo R$ 143 milhões de recursos do município.
    São previstos R$ 68 milhões para a Câmara Municipal de Campo Grande. R$ 15 milhões para o Judiciário. Para o custeio da Administração está previsto R$ 104 milhões.  

    terça-feira, 2 de agosto de 2016

    Prefeitura corta salário de grevistas e vereador fala em 'revanchismo'

    Prefeitura será investigada por cortar ponto de professores e administrativos


    A prefeitura de Campo Grande será investigada por cortar ponto e descontar salários de professores e administrativos que realizaram greve no primeiro semestre do ano. As informações são do vereador Eduardo Romero (Rede), autor da denúncia.

    Segundo o parlamentar, o prefeito Alcides Bernal (PP) está agindo com revanchismo contra as categorias que reivindicaram seus direitos. “Tem cozinheira que ganha um salário mínimo e está tendo o salário cortado pelos dias de greve”, revelou.

    Romero recebeu diversas denúncias de funcionários do município que tiveram o cartão de ponto cortado e enviou ofício solicitando apoio para o Ministério Público Estadual em 25 de maio.

    Nesta segunda-feira (1), o MPE transformou a denúncia em procedimento preparatório que será coordenado pelo promotor Fernando Martins Zaupa, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.

    Quando as denúncias surgiram, em abril, os servidores denunciaram que as folhas de ponto estavam sendoentregues juntamente com o termo “paralisação” na Semed (Secretaria Municipal de Educação), mas o portal do servidor registrava os dias como falta.

    Romero enfatiza que a greve foi considerada legal pela Justiça, então os dias de paralisação não poderiam ser descontados dos salários dos servidores. O mesmo teria ocorrido com os servidores da área de saúde.

    Em junho, o Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande) entrou com uma ação na Justiça contra os descontos na folha de pagamento de servidores que aderiram a paralisação para pressionar reajustes salariais.

    Com o corte de ponto em dias paralisados, funcionários chegaram a receber quantias como R$ 2,57 e R$ 15,14. O valor médio de desconto foi de R$ 430, conforme comprovado em 44 holerites anexos ao documento encaminhado à Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

    quarta-feira, 27 de julho de 2016

    Prefeitura põe ‘na berlinda’ empresas que operam radares e estacionamento

    ‘Estamos engolindo estes contratos’, afirma diretor-presidente da Agetran

    Anahi Zurutuza
    Perkons, que opera radar na avenida Afonso Pena, está tendo contratação revista (Foto: Marina Pacheco)Perkons, que opera radar na avenida Afonso Pena, está tendo contratação revista (Foto: Marina Pacheco)
    Os contratos com as empresas que operam os radares e lombadas eletrônicas, além da contratação da responsável pelo sistema para dar rotatividade ao estacionamento no centro de Campo Grande, estão sendo revistos pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Dependendo da conclusão dos estudos, o órgão municipal pode romper com a Perkons e o Consórcio Cidade Morena, responsáveis pelos medidores de velocidade, e com a Flex Park.

    Para Elidio Pinheiro Filho, o diretor-presidente da agência, as empresas utilizam equipamentos arcaicos e “exploram a população”. “Estamos engolindo estes contratos, mas não o é o nosso papel. Por isso, estamos fazendo um estudo geral, para ver se vale a pena continuar com estes contratos ou refazer”, afirma.
    Elidio não deu prazo para a conclusão da análise e nem disse quando vai acontecer o rompimento dos contratos, se for o caso. “Não vamos resolver nada a toque de caixa. Tudo precisa de planejamento”.
    Flex Park tem concessão do estacionamento no Centro até 2022, mas sistema usado é considerado arcaico por diretor da Agetran (Foto: Arquivo)Flex Park tem concessão do estacionamento no Centro até 2022, mas sistema usado é considerado arcaico por diretor da Agetran (Foto: Arquivo)
    Lombadas eletrônicas são operadas por duas empresas (Fotos: Marina Pachedo)Lombadas eletrônicas são operadas por duas empresas (Fotos: Marina Pachedo)
    Contratos milionários – Donas de contratos milionários firmados com o município na gestão de André Puccinelli(PMDB), a paranaense Perkons e a mineira Flex Park atuam na Capital desde 2003.
    Já o Consório Cidade Morena, conforme o que foi encontrado pela busca em diários oficiais oferecida pela página da prefeitura, foi contratada em 2010, na administração de Nelson Trad Filho, hoje no PSB.
    Em 2003, a Perkons venceu licitação e ganharia R$ 17.650.324,80 para operar radares por 48 meses (quatro anos). O contrato foi prorrogado diversas vezes e a empresa operou equipamentos por seis anos, recebendo cerca de R$ 300 mil por mês – R$ 21.609.105,35 no total.
    A primeira contratação terminou em 2009, mas a Perkons venceu licitação novamente em 2010, receberia R$ 17.715.656,25 para trabalhar por 48 meses novamente, mas, de novo, houve sucessivas prorrogações. O último aditivo foi assinado pelo atual diretor-presidente da Agetran em dezembro de 2015, renovando por 12 meses o período de atuação da empresa.
    O grupo Cidade Morena recebe ao menos R$ 600 mil por mês para monitorar e dar manutenção em radares instalados pelo consórcio na Capital, segundo informações que constam no Diogrande.
    Já a Flex Park lucra R$ 2 por hora em todos os parquímetros instalados na cidade, durante o horário comercial. São ao menos 2 mil vagas no Centro, portando, a arrecadação é de cerca de R$ 1,2 milhões por mês. A empresa tem a concessão do estacionamento na região central até 2022.
    Represália – O diretor da Agetran deu a entender que a revisão das contratações seria um dos motivos pelos quais a Perkons, responsável por 69 radares e lombadas instalados em Campo Grande, teria desativado os equipamentos entre os dias 23 de 26 deste mês. “Por conta destas avaliações, a gente sofre represálias. É assim que funciona”, disse Elidio.
    A empresa alega, de acordo com nota oficial enviada na segunda-feira (25), que estava sem receber os pagamentos mensais desde agosto do ano passado, cerca de R$ 2,2 milhões. A prefeitura prometeu pagar e a Perkons religar os medidores de velocidade até as 23h59 desta quarta-feira (27).

    quarta-feira, 20 de julho de 2016

    Ônibus da Prefeitura circula com porta aberta e passageiros em degraus

    Julia Kaifanny

    O veículo pertence a prefeitura municipal. (Foto: Direto das ruas)O veículo pertence a prefeitura municipal. (Foto: Direto das ruas)
    Um ônibus da Prefeitura Municipal de Campo Grande foi flagrado, na tarde desta terça-feira (19), transportando passageiros com as portas abertas. No vídeo enviado à redação, dois homens estão sentados nos degraus do veículo enquanto ele segue pela Avenida Afonso Pena, com as duas portas totalmente abertas.
    O registro em vídeo foi feito por uma leitora, que preferiu não se identificar, e enviado aoCampo Grande News pelo Canal Direto das Ruas. A leitora diz considerar a situação arriscada não só para os passageiros, mas também para quem transita na via.
    Apesar de perigosa, a situação em questão é considerada infração de trânsito leve, passível de penalização com multa de R$ 53,20. Como o ônibus circulava dentro do município, a fiscalização fica por conta da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), ou seja, da própria Prefeitura, dona do veículo.
    A reportagem procurou a Prefeitura para esclarecimentos, mas não obteve respostas até o fechamento deste texto.

    Sem receber da prefeitura, pedreiros paralisam serviços na Capital

    Funcionários trabalham na construção das casas dos ex-moradores da Cidade de Deus


    Dezenas de trabalhadores responsáveis pela construção das casas no Vespasiano Martins  paralisaram seus serviços nesta segunda-feira (18). Eles dizem que não receberam o salário combinado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande há quase um mês.

    No segundo dia de paralisação, os funcionários que se dividem em serventes, pedreiros e carpinteiros, reclamam da demora do pagamento. De acordo com eles, os profissionais recebem a cada 15 dias e sem dinheiro, eles estão com problemas pessoais e até alimentos não estão conseguindo comprar.

    Um dos funcionários que não quis ter o nome revelado disse que o município normalmente paga os trabalhadores a cada 15 dias, mas não é o que está acontecendo ultimamente. A testemunha trabalha como pedreiro e recebe um salário de R$ 1,8 mil divido em duas vezes, mas a prefeitura não está pagando segundo ele.

    "Estão nos dando apenas alguns vales de R$ 200, queremos o que é nosso direito, que nos paguem R$ 900 a cada 15 dias como era o combinado. Ontem resolvemos parar os serviços, pois já faz quase um mês que não nos pagam nada, temos família para sustentar e não estamos conseguindo", disse.

    Aos poucos, os trabalhadores estão se reunindo no bairro. As casas já estão praticamente quase todas prontas, mas ainda faltam alguns detalhes como rebocar o lado de dentro das residências.

    As casas em que os serviços estão sendo feitos vão beneficiar parte dos antigos moradores da cidade de Deus, transferidos para o Vespasiano Martins em março deste ano. Na época, o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), foi ao local e prometeu à população que as casas ficariam prontas em 90 dias e hoje, quase 130 dias após a mudança dos moradores, as casas ainda não foram concluídas.

    Ainda conforme os funcionários, o pagamento atrasado seria pago até o final da manhã desta terça-feira (19), mas os trabalhadores dizem que tudo não passou de uma promessa e até às 13h de hoje nenhum dinheiro foi entregue a eles.

    Outro lado
    A assessoria da prefeitura informou que não contrata pedreiros para atender o bairro. Segundo a assessoria, as obras são de responsabilidade da própria comunidade, que realiza mutirões, com a supervisão de funcionários do município.

    * Matéria editada às 15h42 para acréscimo de informações

    terça-feira, 10 de maio de 2016

    Prefeitura valida aposentadoria de médico réu da “Máfia do Câncer”


    Decisão foi publicada hoje no Diogrande 
    A prefeitura de Campo Grande manteve validade da aposentadoria do médico Adalberto Abrão Siufi, conforme despacho da Procuradoria Geral do Município, publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (9). O médico é citado na chamada “Máfia do Câncer”, formada por ex-diretores e funcionários do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, que são acusados de desviar dinheiro do tratamento de doentes oncológicos e flagrados, inclusive, negando remédio para pessoas internadas.
    Na decisão, o procurador geral do município, Denir de Souza Nantes, diz que acata julgamento da Comissão Processante, que avaliava possível nulidade da aposentadoria de Adalberto Siufi. “Acato pelas suas razões, o Relatório Final da Comissão Processante... e decido, resolvendo o mérito, para reconhecer a impossibilidade de aplicação da pena de cassação de aposentadoria do servidor público Adalberto Abrão Siufi”.
    Em sua justificativa o procurador cita apenas falta de mérito da questão. “Sem análise de mérito quanto as acusações envolvendo a empresa NEORAD, no que diz respeito às percepções de verbas oriundas do SUS e irregularidades perpetradas no Hospital do Câncer de Campo Grande”. Por fim, decide pelo arquivamento do processo de nulidade da aposentaria. “ Após as tramitações de praxe remetam-se os autos para arquivamento na Secretaria Municipal de Administração”. A decisão não cita valores nem vigência da aposentadoria do médico.
    Adalberto figura como réu pelo artigo 171 do Código Penal, estelionato, por associação criminosa e peculato, segundo decisão do juiz João Felipe Menezes Lopes, anexada à ação penal movida pelo MPF (Ministério Público Federal), como resultado das investigações da Operação Sangue Frio, da Polícia Federal.
    O magistrado acatou a denúncia criminal contra seis pessoas: os médicos Adalberto Abrão Siufi e Issamir Farias Saffar, ex-diretores do HC; Luiz Felipe Terrazas Mendes e Blener Zan, respectivamente ex-diretor-presidente e ex-presidente da Fundação Carmen Prudente (mantenedora do Hospital do Câncer) e Betina Moraes Siufi Hilgert, filha de Adalberto e ex-administradora do hospital; e por último o técnico em radiologia Adalberto Chimenes. As penas para os três crimes, somadas, variam de quatro a vinte anos de prisão.

    As fraudes
    A investigação apontou que, de 2004 a 2012, gestores e ex-dirigentes do Hospital do Câncer formaram quadrilha para desviar recursos públicos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento contra o câncer no Estado. Segundo o que foi apurado, Adalberto Siufi e Issamir Saffar, então diretores do HC, contrataram a clínica Neorad para prestar serviços ao hospital. Siufi e Saffar eram donos da Neorad e essa “autocontratação”, de acordo com Ministério Público, tinha o objetivo de “fraudar a natureza da Fundação Carmem Prudente, permitindo-lhes desviar em proveito próprio as verbas da saúde destinadas pelo Sistema Único de Saúde àquela entidade filantrópica por meio de convênio firmado com o município de Campo Grande”.
    Para contratar a Neorad, o motivo apresentado foi a alta demanda de pacientes por procedimentos oncológicos no Hospital do Câncer e Hospital Universitário de Campo Grande, que estaria sobrecarregando os estabelecimentos. Porém, vistoria do Ministério da Saúde, no entanto, revelou subutilização do acelerador linear do próprio HC, por falta de médicos radioterapeutas no setor.
    Ainda conforme a investigaãço, também houve desvio de recursos privados da Fundação Carmem Prudente e apropriação dos serviços prestados pelo Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em benefício da Neorad. Em 2008 e 2009, roupas utilizadas em pacientes e leitos da Neorad eram higienizadas na lavanderia do HC, sem nenhuma contraprestação.
    Outra fraude era o pagamento dos atendimentos prestados por médicos e médicas residentes no HC, como se tivessem sido realizados por Adalberto Siufi, o que gerava remuneração para a Neorad. Em virtude deste artifício, a produção de Siufi chegava a ser, em alguns meses, até dez vezes maior do que a de outros médicos e médicas, o que o MPF considera “humanamente impossível”.
    Após receber informações sobre as irregularidades, o contrato com a Neorad foi rescindido pelo Conselho Curador da Fundação Carmen Prudente em 20/8/2012. Porém, somente após ação judicial do Ministério Público do estado (MP/MS), em março de 2013, ocorreu a destituição de Adalberto Siufi e Blener Zan de seus cargos no HC.