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quinta-feira, 31 de março de 2016

Lama Asfáltica faz vítimas na prefeitura, mas só leva 'baixo clero'


Secretaria de Obras passou por reestruturação dias antes do lançamento de quatro novas licitações

O bloqueio de bens de engenheiros e secretários que atuaram nas gestões anteriores por supostos desvios de dinheiro destinado ao serviço de tapa-buracos obrigou o prefeito Alcides Bernal (PP) a reestruturar o time da Secretaria de Obras, que continuava com remanescentes da gestão Nelsinho Trad (PTB). As alterações ocorrem dias antes de abertura de novas licitações para drenagem e pavimentação asfáltica na Capital.

Dança das Cadeiras I
Alexandre Luiz dos Santos Soares foi exonerado do cargo de diretor do Departamento de Obras e Manutenção de Edificações. Já Ido Dos Santos Ximenes deixou a chefia da Divisão de Controle de Obras para exercer o cargo em comissão de Diretor do Departamento de Projetos de Infraestrutura, com acúmulo de função na Diretoria de Gestão de Obras, no lugar de Raimundo Nonato de Menezes.

Dança das Cadeiras II
João Dimas Martins Gomes deixou a diretoria do Departamento de Planejamento e Controle de Obras para exercer o cargo em comissão de Diretor do Departamento de Manutenção de Vias e Áreas Públicas. Ele substitui o engenheiro Sylvio Cesco. Já Bruno Soares Katayama foi promovido de Assessor II para Chefe da Divisão de Obras e de Manutenção de Edificações da Área da Educação. Por fim, Marcos Aurélio da Silva Ribeiro Junior foi nomeado para desempenhar a função de Diretor do Departamento de Planejamento e Controle de Obras.

Dormindo de sapato
Os rumores de visita da Lava Jato a Mato Grosso do Sul voltaram a se intensificar durante esta semana. Não vai ter ‘Japonês da Federal’ – que foi afastado das atividades após condenação por corrupção – mas já tem político ‘dormindo de sapato’ para não ser arrancado de casa desprevenido.

Ilustres desconhecidos
Durante as visitas no bairro Jardim Noroeste, diversas pessoas que foram abordadas pelos vereadores não sabiam quem eram os ilustres parlamentares. Apesar da renovação periódica da atual legislatura, até mesmo vereadores que estão na Casa de Leis desde o início da gestão passam despercebidos. É o caso do vereador Chiquinho Telles (PSD), que precisou explicar seu trabalho na Câmara Municipal a uma senhora.

Maquiagem
O novo modelo de Câmara Itinerante, com caminhadas pelos bairros, vem surtindo efeito real para os moradores. Mesmo que seja para blindar a administração, a prefeitura tem se preocupado em levar atendimento aos locais visitados pelos parlamentares. Não é perfeito, mas ajuda. A preocupação é grande, tanto que, no desespero de tampar uma cratera aberta há tempos na região, o operador da máquina furou um cano que passava na rua esburacada. A vala, com três metros de profundidade em alguns pontos, acabou inundada.

Pontual
O vereador Coringa (PSD), um dos poucos que participaram da Câmara Comunitária, chegou atrasado e levou puxão de orelha de moradores do bairro, que caminharam junto com o presidente da Casa de Leis, João Rocha (PSDB). "Agora que o senhor chegou? Veio muito tarde, estamos quase no fim", disparou a presidente do clube de mães que acompanhava o grupo. Está certa, não basta participar, tem que ser pontual!

Onde estão?

E se os atrasos foram notados, o que dizer da ausência da maioria dos parlamentares? Salvo aqueles que não podem realizar longas caminhadas por questões de saúde, as faltas devem ser cobradas pelo eleitor. Outubro está chegando e a nova campanha eleitoral será menor, com somente 90 dias. É hora de gastar a sola do sapato.

Vereadores rejeitam empréstimo de R$ 12,5 mi do Executivo

Ao final, os vereadores mandaram recado para Bernal: "há outras prioridades"

Os vereadores da Câmara Municipal rejeitaram por 22 votos contra e três a favor, o projeto que autorizava o Poder Executivo a contratar financiamento no valor de R$ 12,5 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por intermédio da Caixa Econômica Federal.

Para o presidente da Casa de Leis, João Rocha, do PSDB, se os vereadores tivessem aprovado o projeto, a prefeitura perderia a capacidade de contrair novos empréstimos caso precisasse. "Em tempos em que estamos sofrendo com enchentes, dengue, em que temos essas necessidades, nós estaríamos diminuindo a reserva. A nossa capacidade de empréstimos para resolver essas questões".

O vereador Eduardo Romero, do Rede, ainda lembrou que a cidade fechou em 2015 com R$ 1 bilhão a menos no orçamento. E que, nesse ano, a prefeitura já trabalha com uma arrecadação no valor de R$ 500 milhões. "Nós já sabemos que a prefeitura vai fechar novamente no vermelho. Uma cidade que não tem condições de cumprir seus compromissos, ainda quer fazer empréstimos e depois vai pagar como? Nós temos outras prioridades", afirmou.

Carlão, do PSB, também lembrou que o município hoje é considerado um dos piores na área da saúde no Centro-Oeste e que um empréstimo feito com uma instituição internacional seria cobrado em dólar. "Eles querem agilidade só para sangrar a cidade. Nós teríamos que pagar em dólares os ajustes".

Outro parlamentar a comentar o caso foi o vereador Edil Albuquerque, do PMDB, que lembrou o fato do prefeito, até o momento, não ter pagado as entidades sociais que passam por privações e correm o risco de serem fechadas. Além da situação das vias da cidade, que estão cheias de buracos. "Nós sabemos ainda que falta tão pouco para concluir unidades de saúde, e não poderia votar esse projeto", finalizou.

Projeto
O projeto tinha como finalidade, atualizar o sistema computacional, de forma a garantir softwares necessários aos diversos sistemas gerenciais praticados pela prefeitura.


Ele ainda previa a atualização do sistema de geoprocessamento interligando todas as unidades da administração, proporcionando mais rapidez; capacitação de servidores; melhorar o atendimento ao cidadão; e atualizar o sistema de gestão de receita para melhorar a forma de arrecadação do município e ampliar investimentos. Tudo isso orçado em R$ 12,5 milhões. 

Vai pedir música? Bernal pode ser afastado pela terceira vez

Protestos endossam denúncias em análise da Câmara Municipal e vereadores já admitem possível retaliação



Os protestos de diversas categorias, que pleiteiam reajustes salariais compatíveis com as perdas inflacionárias dos últimos anos, coincidem com a análise de diversas denúncias de possíveis crimes de improbidade administrativa pela Câmara Municipal.

São ações não relacionadas que, em conjunto, podem provocar o afastamento do prefeito Alcides Bernal (PP) pela terceira vez. Além da histórica cassação, ele já chegou a assumir o posto de chefe do Executivo durante oito horas em 15 de maio de 2014.

O clima é de apreensão no Poder Legislativo e os vereadores adotam muita cautela para comentar o assunto, no entanto, a Procuradoria Jurídica trabalha na análise de diversas denúncias que também foram encaminhadas a outros órgãos de fiscalização, como o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e o MPE (Ministério Público Estadual).

O presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB) já não descarta a possibilidade de afastamento. Segundo ele, não é o que a Câmara deseja, mas se houver indício de irregularidade, a instituição não pode se omitir de seu papel de agente fiscalizador e deve fazer um novo pedido. "Se for constatadas as irregularidades. Vamos entrar com ação para judicializar todas essas questões".

O vereador Carlão (PSB) enfatiza que só abre uma nova Comissão Processante se tiver embasamento jurídico nas denúncias. Entretanto, faz questão de frisar que “se ficar comprovado que o Bernal está gastando de forma irregular o dinheiro público a Câmara vai tomar providência”. Inclusive, de acordo com ele, TCE deve apresentar parecer sobre denúncias encaminhadas pelo Legislativo ainda nesta semana.

Vereador Airton Saraiva reúne requerimentos sem resposta do Executivo - Foto: Geovanni Gomes

Airton Saraiva (DEM), que já foi considerado líder informal da oposição, revela que reuniu diversos documentos com indícios de irregularidades. São pedidos de suplementação excessivos, possíveis remanejamentos indevidos, decretos emergenciais suspeitos e está sendo avaliada até mesmo a omissão do Executivo em responder aos requerimentos dos vereadores.

“Prefeito não pode negar informação à sociedade e isso caberia ação de improbidade administrativa contra ele”, avalia Saraiva. O tema, inclusive, já foi alvo de ação civil pública impetrada por membro da sociedade contra Bernal pela desatualização do Portal da Transparência do município.

Questionado sobre a politização de um eventual afastamento do prefeito no fim do mandato, nas proximidades de novas eleições, o democrata explica que Bernal já foi cassado, rito que não deve se repetir. No entanto, o chefe do Executivo fica sujeito a novo afastamento, por um prazo de até 180 dias.

Chiquinho Telles acredita que novo afastamento é pouco provável - Foto: Arquivo/TopMídiaNews

Na contramão dos demais colegas, o vereador Chiquinho Telles (PSD) acredita que uma medida mais radical como novo afastamento  tem poucas chances de decolar, mesmo que várias ações estejam em curso no âmbito jurídico. Mesmo assim, ele não descarta a possibilidade se a denúncia partir de um membro da sociedade civil, assim como aconteceu no pontapé inicial da CPI do Calote.

“O que falta também para nos é a sociedade fazer uma provocação. E vejo que isso não esta demorando porque nós temos problemas na saúde e também com diversos buracos que existem na cidade”, complementa Chiquinho.


O procurador jurídico André Scaff não detalha a situação das denúncias que chegaram à Casa de Leis, mas revela que a Câmara Municipal também já recorreu da liminar que reintegrou o pepista ao cargo. Inicialmente, o recurso no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) foi utilizado para evitar que a instituição fosseresponsabilizada por omissão, mas os resultados são imprevisíveis.

Servidores municipais entram em greve e prometem acampar em prefeitura


Presidente do Sisem diz que Bernal só sabe culpar antigos gestores


Os problemas entre o Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande) e a Prefeitura Municipal, pelo visto, estão longe de acabar. Nesta sexta-feira (31), os servidores declararam greve e prometem até um acampamento em frente ao paço municipal, por tempo indeterminado.
Profissionais de diversas categorias querem reajuste salarial. O encontro de hoje vai acontecer às 9h, na Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua Bahia e, em seguida, os trabalhadores vão caminhar até a Prefeitura para uma manifestação no local.

"Hoje vamos apenas fazer um protesto, mas nos dias seguintes vamos acampar, levar comida, vamos até fazer almoço por lá", disse o presidente do sindicato, Marcos Tabosa.

Ainda conforme Tabosa, o que Bernal está fazendo com os servidores é uma falta de respeito e ainda ressaltou que o Chefe do Executivo só coloca a culpa em outros gestores.

"Ontem fomos atendidos por um 'assessor especial'. Perguntei o motivo dos secretários, tanto de Administração, quanto o de Finanças não nos atender. Esse assessor especial disse que os secretários não estavam autorizados. A partir deste momento, entendi que a prefeitura não está preparada para trabalhar. O prefeito Alcides Bernal (PP) só culpa as outras pessoas, diz que o erro só foi das antigas administrações, fala que foi do Juvêncio César da Fonseca, do Levy Dias, menos dele", disse Tabosa.

O Sisem ressalta que apenas um grupo inicia a greve geral hoje, mas o sindicato quer paralisar de 40% a 70% das escolas municipais e Ceinfs (Centro de Educação Infantil) de Campo Grande.


"Os servidores estão sendo ameaçados. Os agentes de saúde, por exemplo, vão poder participar apenas no horário de almoço por enquanto, pois eles estão sendo coagidos", adiantou.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ação popular pede condenação de presidente do TCE-MS e de mais 13 pessoas por nepotismo

Por: Heloísa Lazarini
Presidente do TCE-MS, Waldir NevesPresidente do TCE-MS, Waldir NevesFoto: Wanderson Lara
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Waldir Neves Barbosa e mais 13 pessoas são acusados de nepotismo em ação popular protocolada nesta terça-feira (29) pelo Tribunal e Justiça de Mato Grosso do Sul.
Conforme ação, Waldir Neves não só tem conhecimento da existência de parentes de políticos, secretários e até mesmo de conselheiros do TCE-MS nomeados no tribunal, como também nomeou próprios parentes.
As nomeações por nepotismo tiveram início, segundo consta na ação movida contra TCE-MS, em 1994. Desde lá, nos anos de 1996, 1995, 2009, 2010, 2011 e 2012, a corte fiscal nomeou filhos de desembargadores do Tribunal de Justiça, de conselheiros do TCE-MS, de conselheiros aposentados além de cunhados de políticos do Estado. Em 1995, por exemplo, a ex-esposa do conselheiro Ronaldo Chadid foi nomeada para cargo de assessora técnica em informática.

O Nepotismo, conforme é definido na ação civil, “no âmbito da Administração Pública consiste na nomeação de parentes para o exercício de cargo ou função pública que não exigem a regra geral do concurso público para provimento. Trata-se de uma conduta ilícita consubstanciada na forte influência do vínculo familiar como motivação do ato administrativo de nomeação. Com a prática do Nepotismo, o critério do parentesco para o preenchimento dos cargos e funções públicos é um fator determinante, valorizando o favorecimento pessoal, em detrimento das regras da ética, da moral, da impessoalidade, da igualdade e da eficiência, valores necessários ao bom andamento do serviço público.”Apenas em 2015, ano em que Waldir Neves tomou posse como presidente do TCE-MS, foram registradas, conforme ação popular, quatro nomeações  irregulares que consistem em nepotismo. Entre elas, está a ex-esposa de Waldir Neves, nomeada em março de 2015 para cargo de chefe II, um sobrinho de Waldir, no cargo de assessor de conselheiro, nomeado em janeiro do mesmo ano, além de filhos de secretários de Estado.
A ação popular pede, em caráter liminar que as nomeações sejam imediatamente invalidadas e que Waldir Neves seja punido com perda de função pública, suspensão de direitos políticos por cinco anos, que os valores pagos aos funcionários nomeados ilegalmente sejam ressarcidos e que cada um dos nomeados por nepotismo efetue pagamento de multa de pelo menos 12 vezes o valor de sua remuneração.

Vereadores, agora bons samaritanos, visitam bairros a muito tempo esquecidos pela Câmara

Área de lazer e Ceinf inacabados, UBSF sem pacientes e buracos em ruas sem asfalto moldam a dura realidade no bairro

Alberto Dias

Durante visita na manhã desta quinta-feira (30) ao Jardim Noroeste, vereadores se depararam com o único posto de saúde da região sem nenhum paciente, às 10 horas – horário de tradicional movimento em outras unidades da Capital. O fato causou estranheza e o vereador Alex do PT logo disparou: “Por que está vazio? Ninguém está doente?”. Prontamente, as atendentes responderam que, por se tratar de uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), todas as consultas são agendadas para às 7 horas da manhã e os pacientes já tinham ido embora, causando espanto também à vereadora Carla Stephanini (PMDB).


A reportagem do Campo Grande News pediu, então, para conversar com o médico, mas ele tinha “acabado de sair”, segundo uma auxiliar que preferiu não se identificar. Porém, do lado de fora da UBSF, moradores contam uma história bem diferente. “Precisamos que ampliem esse posto ou construam outro, pois este aqui não dá conta da demanda”, reclamou o presidente da Associação de Moradores do Noroeste, Antônio Vieira de Moares. Segundo ele, parte da comunidade busca atendimento no posto 24 horas do bairro Tiradentes e até no bairro Nova Bahia, região norte da Capital.
As queixas foram unânimes no que diz respeito à falta de representantes do poder Executivo no local. “Somos muito esquecidos. Tudo aqui, como a escola e o posto de saúde, são obras de gestões anteriores e o que ficou para terminar não foi feito”, desabafou a moradora Mary Deleon, acrescentando que o Ceinf do bairro (Centro de Educação Infantil), por exemplo, ficou com o acabamento pendente e hoje serve apenas de abrigo para moradores de rua. A opinião foi dividida pelo vereador Ayrton de Araújo (PT), que participou da comitiva. “Não vejo avanços no Noroeste, mas a situação é crítica também em outros locais da cidade”, disse.

Área de esporte e lazer - Minutos antes, em frente ao que seria a “aguardada” Praça da Juventude, os parlamentares tentavam descobrir com quem estava a chave da cerca que isola a obra, iniciada em 10 de agosto de 2012 e paralisada há alguns anos. Por fim, não conseguiram entrar e, mesmo do lado de fora, registraram o descaso frente ao projeto orçado em R$ 3,5 milhões e que deveria atender mais de 50 mil moradores da região, que hoje não têm espaço para lazer e prática de esportes. No local estão prontas uma quadra coberta e pistas de skate, abandonadas no terreno que foi cercado pela Prefeitura.
Sob o sol a pino, pela rua de chão esburacada, o vereador Chiquinho Telles (PSD) perguntou onde estavam as máquinas da Prefeitura. “Se você achar uma patrola em Campo Grande eu te dou um prêmio”, disse à reportagem. “A população me pergunta onde foi parar os R$ 200 milhões de IPTU, se você vai no posto de saúde e não tem pediatra, se vai nas UPA's (Unidades de Pronto Atendimento) e não tem nem paracetamol, se a merenda é de baixa qualidade, se faltam médicos”, indagou.
Câmara Comunitária - O projeto que leva vereadores a bairros carentes da Capital, começou às 9 horas, na Escola Municipal Professora Ivone Catarina – instituição que precisou extinguir as turmas de 9º ano para dar lugar a crianças do pré-escolar, que deveriam estar alocadas no Ceinf do bairro, cuja obra está inacabada. Além da Educação, outra questão que demanda atenção é a segurança: além de problemas com a iluminação pública, o policiamento do bairro conta apenas com uma viatura para atender toda a região, que inclui presídios e outras áreas periféricas.

Dos 29 vereadores, oito compareceram ao Jardim Noroeste, para ouvir as reclamações dos moradores. São eles: João Rocha (PSDB), Betinho (PRB), Francisco Saci (PTB), Chiquinho Telles (PSD), Carlão (PSB), Airton Araújo (PT), Carla Stephanini (PMDB) e Alex do PT. Agora, os parlamentares farão indicações para o Executivo Municipal. Na semana retrasada, parlamentares visitaram o Serradinho, Nova Campo Grande e Jardim Carioca, abrindo os trabalho da Câmara Comunitária, que deve seguir a outras regiões da Capital.

Sem PMDB, processo de impeachment ganha força e Governo busca nova coalisão

Sem PMDB, processo de impeachment ganha força e Governo busca nova coalisão
Como já era esperado, o PMDB partido do qual o vice-presidente da República Michel Temer é presidente, deixou a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta terça-feira (29). Em uma reunião “relâmpago” que durou três minutos, senador Romero Jucá comandou o manifesto que gritava por "Temer presidente."
Apenas três componentes do partido resistem em se manter a base aliada de Dilma. Os ministros Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde) e Helder Barbalho (Portos). Nenhum deles ainda entregou cargos e dos três, Kátia, sinalizou possibilidade de se desfiliar do partido. Ficou definida que data limite para entrega de cargos federais de filiados do PMDB é 12 de abril. “A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer, em nome do partido, nenhum cargo federal. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura para a sociedade”.
Também não é novidade que com a saída do PMDB da base de Dilma, a presidente pode ficar mais vulnerável ao processo de impeachment, o que já vem ganhando força com as manifestações sociais. Porém a base aliada da presidente começa a oferecer cargos e partidos de parlamentares indecisos na tentativa de refazer sua base aliada. 
“A decisão chega em boa hora, porque oferece à Dilma a oportunidade de repactuar o seu governo. Um novo governo no sentido de que sai um parceiro importante e  abre espaço para um novo governo”, afirmou o ministro-chefe de gabinete da presidente Jaques Wagner.

O fato é que Temer não compareceu a reunião em que a decisão final foi tomada, já o presidente da Câmara Eduardo Cunha (investigado na Operação Lava Jato) foi o primeiro a chegar, e no momento da reunião os gritos que se ouvia não eram de socorro por um país que está afundado na crise e sim "Brasil pra frente, Temer Presidente" O  partido de Temer apontou como justificativa para o rompimento com o governo, a crise econômica em que o país está vivenciando, o PMDB culpa o PT pelas dificuldades enfrentadas pelo Brasil, ainda de acordo com o vice-presidente a população está sentido esse retrocesso e nada está sendo feito.

Lama Asfáltica: nem bloqueio de bens tira contratos de empreiteira com poder público

Empresa é alvo de duas investigações, mas trabalha normalmente

A Selco Engenharia Ltda é uma das pessoas jurídicas com bens bloqueados, por danos causados aos cofres públicos devido a supostos superfaturamento. São 21 pessoas e empresas denunciadas, que respondem ação civil pública por dano ao patrimônio, investigado pela Operação Lama Asfáltica. Mesmo assim, o prefeito Alcides Bernal (PP) anunciou em agenda pública que o contrato com a empreiteira não será rompido.

A empresa é alvo de duas investigações. Na primeira, Lama Asfáltica, teve, junto com Nelsinho Trad (PTB) e mais 20, R$ 315 milhões bloqueados pela Justiça. Em outra, o escândalo do 'buraco fantasma', que acabou ganhando destaque nacional e rendendo à Prefeitura Municipal inquéritos no Ministério Público Estadual para investigar a "farra" com a verba pública.

“O contrato com a prefeitura, mesmo a empresa tendo bens bloqueado, continua em vigência para a prestação de serviços. Se os bens foram bloqueados ou não é questão de ordem judicial”, explicou o prefeito. 

Bernal alega que a preocupação é com a qualidade do serviço prestado, mas caso constate irregularidades, a questão poderá ser revista. “Mas se este bloqueio começar a interferir no serviço executado pela empresa, na qualidade, o contrato poderá ser bloqueado. A Procuradoria da prefeitura também está fiscalizando a legalidade do serviço da Selco, podendo bloquear caso haja algum problema”, explicou.

Bloqueio
Com o bloqueio de R$ 315.891.321,37 determinado pela Justiça de Mato Grosso do Sul em razão da Operação Lama Asfáltica, os investigados tiveram seus bens e veículos bloqueados que estão proibidos de serem transferidos ou vendidos. A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, atendendo um pedido da Força Tarefa do Ministério Público Estadual. 


terça-feira, 29 de março de 2016

Empreendedor fala sobre o que esperar das profissões em 20 anos


Por Mayara Sá
Fundador do Portal Educação, uma das maiores empresas de Educação a Distância do mundo, integrante do Grupo Endeavor de empreendedores de alto impacto, presente em mais de 65 países e Guardião dos Objetivos do Milênio do PNUD/ONU, Ricardo Nantes é um dos mais maiores exemplos de empreendedorismo de Mato Grosso do Sul. Com um olhar focado no futuro, ele conta ao Jornal Midiamax como vê o mundo daqui 10, 15, 20 anos e afirma que muitas profissões vão acabar e quem quiser se manter no mercado terá que se reinventar e estar atento às nova tecnologias
Ricardo a gente está em um momento de crise, como você avalia a situação do país hoje?
A gente vem de um momento de desafio, principalmente em relação à crise política e de gestão e de liderança que está respingando nas pessoas. Mas eu vejo da seguinte maneira: isso vai provocar uma mudança e tirar dar pessoas essa visão de assistencialismo que a gente tinha, culturalmente na nossa nação. O Brasil vive essa questão de você ter dinheiro é ruim. Em novelas o empresário é mal visto, bandido, enfim… Quando na verdade não é isso. O que sustenta hoje o país são as empresas, são os negócios, onde recolhem os impostos e o governo consegue manter sua estrutura, com os impostos pago por empresas e empreendedores.
Você acredita que as mudanças que vemos hoje no país se deve a uma mudança na forma de se ter acesso às informações?
A gente tá vivendo essas questão política, de corrupção, que está tendo uma mudança radical, algo que a gente não veria a algum tempo atrás. Até porque a informação era muito restrita, hoje está mais fácil de se divulgar e de se fazer. O mundo está muito informatizado, tem muita informação disponível. Antigamente se você quisesse ter acesso a informação tinha que comprar o jornal, tinha que ir atrás de revista, tinha que ir à biblioteca buscar um livro. Hoje não é assim. Hoje pessoas com baixo poder aquisitivo tem um smartphone e podem fazer essa pesquisa. As pessoas que queiram, conseguem buscar aplicativos, notícias, jornais...E as pessoas estão se revoltando, estão querendo buscar seus direitos. Essa mudança na questão política, que mexe na estrutura de como o país vai ser governado nos próximos anos e nesse ponto acho muito positivo.
Como a crise pode ser vista de forma boa?
A crise sempre faz você rever os negócios. Faz você pensar de novo e ver oportunidade onde não tinha pensar em inovação. E isso é bom porque o dois pontos você trabalha muito a questão da meritocracia. Tirar essa visão de população que pensa em assistencialismo e vai para o merecimento, para o mérito. Que a gente sabe que é o que funciona, o que dá certo. A questão da crise é muito a questão de criação, de inovação e você pensar fora da caixa. É você tirar de onde não tem e colocar onde não cabe. Onde tem muito problema tem muita oportunidade de negócio. O Brasil está cheio de problema, problema não, vou mudar a palavra, está cheio de desafios que a gente tem que enfrentar para crescer como país. Onde tem desafio tem oportunidade. Isso é fato. Eu comecei um negócio de internet quando a internet era discada, mas eu sabia que ia mudar. As pessoas tem que tentar fazer essa leitura e para isso tem que estar informado, e não só na sua área. Conversar com gente que você admira, que te inspira, que vê o que está acontecendo.
Essa mudança, esse pensar fora da caixa pode trazer soluções para os negócios?
Temos muito empreendedorismo por necessidade. Man antes de começar a investir em um negócio é preciso saber qual é o teu propósito, de primeiro, o de vida, depois, o do seu negócio. Os dois estão alinhados. Segundo ponto, você tem que começar a administrar seu tempo. Se você administrar seu tempo e sabe planejar exatamente o que você quer, você consegue trabalhar com pessoas que podem te ajudar com aquilo que você queira. Mas você tem que ter um nicho. O que é isso? Se tem um monte de gente abrindo pizzarias, ai tem uma tia que não conhece nada e fica ...Ah investe em pizzaria, investe em pizzaria. Ai você acredita e vai. O que quero dizer, se você tem dúvida de marcenaria, você vai perguntar para o marceneiro. Jurídica vai conversar com o advogado. Quer abrir um negócio começa a ouvir pessoas que abriram o negócio e deram certo. A gente vê que falta muito essa expertise das pessoas em pensar maneiras novas de fazer, até mesmo um negocio antigo que ela tinha, que ela tem. Vou citar uma das empresas que estou, o Território do Vinho. A gente tem revisto processos, forma de marketing, formas de divulgação, abrir na hora do almoço, nos fins de semana, controlando o ambiente, renovando a base dos clientes, mapeando quem está indo lá, tentar abrir outros dados… O sucesso do negócio é estar o tempo todo se refazendo, se pesquisando, se auditando. Investindo em gente. Investir em gente custa barato. Você pagando uma salário bom se a pessoa é boa ela traz um resultado bom para o seu negócio. E você sozinho chega uma hora que não consegue. Você tem que delegar, ela tem que ter confiança em você e você nela. Por isso a politica da meritocracia é o que funciona hoje.
Como você acredita que vão ser as profissões daqui 10, 15, 20 anos?
Daqui 10/ 15 anos o que temos hoje vai ser outra coisa. Inteligência artificial, por exemplo, tudo que puder ser automatizado vai ser robatizado. As carreiras vão ser refeitas, você vai refazer sua carreira uma, duas, três, quatro, 15 vezes. Cada profissional liberal vai ser um empreendedor de si mesmo. Você como jornalista vai ter que saber mexer com mídias sociais, com aplicativos que possam te auxiliar na dinâmica e no processo do dia a dia. Coisas que a universidade não ensinou. Você aprende no dia a dia. E a universidade não vai conseguir acompanhar isso. Como é que você vai se ressignificar cada dia mais para atender um mercado de trabalho que está mudando. É quando a gente pensa em mudança a nossa visão é linear. E o conhecimento é exponencial.
Que empresas você citaria que deram certo ao ressignificarem o que já existia?
A Uber, que tem pouco mais de três anos e vale mais que a Petrobras. A Airnnb hotéis, não tem um hotel sequer, e está avaliada em quase U$ 30 bilhões. Repensar formas antigas de trabalho, de serviço e quem diz que isso que vai dar certo não é a universidade, o professor, é o mercado. E testar produto de mercado hoje é fácil. Com pouco recurso, a partir de R$ 30, R$ 50 você consegue testar um produto no facebook e ter uma ideia de quando você consegue fazer uma venda, com investimento baixo. Você tem que ir onde o mercado vai.
Quais trabalhos você acredita que vão desaparecer do mercado?
A robótica está em uma fase muito inicial ainda, mas tudo que for automatizado vai ser robotizado. Inteligência artificial, você pega Siri, Watson (do Android), muitas coisas que você fala ele já identifica. Ele está em uma fase bem inicial. E o que vai fazer com uma empresa de call center? O algoritmo de entendimentos vai estar entendendo até piadas... O primeiro emprego hoje, da maioria das pessoas, é o call center. Emprega milhares de pessoas em todo o Brasil. A gente vai chegar em um nível que isso vai ser totalmente automatizado pela inteligência artificial. 50% das profissões como é hoje vão deixar de existir nos próximos 10, 15 anos. As profissões do futuro vão estar vinculadas a soluções que não vão podem ser robotizadas. Para assumir papéis de network, de gestão... Essas funções que não podem ser robotizadas vão ter destaque.
Profissões tradicionais como a medicina vão se manter?
A estrutura de fazer a cirurgia, a consulta, a IBM já mapeou tudo. E o software deles já acerta mais que um médico, pessoa física. Então os médicos vão ter um problema sério. A biotecnologia também vai estar forte, então eles vão ter outro problema. O corpo vai identificar com horas, dias antes que vai ficar doente e já vai indicar especifico o que tomar e na dose certa, conforme o seu DNA. Antes se gastava milhões para se fazer um DNA, hoje com U$60, U$70 se faz o mapeamento genético. Ainda na fase embrionária, mas vai se chegar a um ponto de identificar que daqui a x anos vai se desenvolver, sei lá, um câncer de próstata e que deve começar a tratar de tal maneira. Então isso vai ser cada vez mais personalizado, com medicamento personalizado. Aquela cena de Star Wars que corta a mão do cara e quem implanta é um robô, que no final a lógica é a mesma, mas número de você ter um erro, com uma máquina vai ser bem menor. Na verdade já existe hoje, mas está sendo colocado aos poucos.
Para você como deve ser a participação do governo neste processo?
O governo tem que fomentar negócio. Dar estrutura, fazer a máquina rodar. Tirar burocracia e criar políticas públicas para correr solto e deixar o mercado correr atrás. Por que tem concessão de táxis hoje em Campo Grande? Libera isso, deixa o negócio se regulamentar. No final, os melhores vão ficar e os outros que não deram certo vão sair. Livre concorrência. Transporte público mesma coisa. Essa briga de Uber que acontece no Brasil, isso ai não adianta. Eles estão oferecendo um serviço melhor e as pessoas preferem usar Uber. Agora para complicar ainda os caras estão brigando com que está usando o serviço. Estão pedindo para o processo acelerar mais ainda.
Para fechar qual a palavra-chave do futuro?
A palavra chave do futuro vai ser resiliência. Você vai ter que se refazer constantemente para se adaptar aos novos tempos de mudanças. Então as pessoas tem que estar de olho nisso. Só que a maioria fica travado em conceitos de mudanças, de não saber direito administrar o tempo dela, perde-se tempo com bobagens e no fundo, no fundo, nossa vida é de tempo. A família, o pessoal, o profissional e como vai dividir cada uma delas é fundamental. Provavelmente o teu hobby, aquilo que você faz para relaxar é problema teu, mas a tua parte profissional você tem que estar se reinventando toda hora.

Por aclamação, PMDB decide deixar a base do governo Dilma

Os ministros do partido deverão deixar os cargos até abril

Por aclamação, o Diretório  Nacional do PMDB decidiu hoje (29) deixar a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. A decisão foi anunciada pelo senador Romero Jucá (RR), vice-presidente da legenda, que substituiu o presidente nacional do partido, Michel Temer, vice-presidente da República.

O PMDB também decidiu que os ministros do partido deverão deixar os cargos. Participaram da reunião mais de 100 membros do Diretório Nacional do PMDB.

Primeiro vice­-presidente da legenda, Jucá mandou um recado para os integrantes da legenda que quiserem continuar no governo e deixou no ar a possibilidade de ocorrer uma penalidade. "Cada um responde pelos seus atos", disse, na chegada ao gabinete da presidência do partido.

Para o senador, não haverá um "desembarque" do governo, porque há pessoas no PMDB que nunca estiveram "embarcadas", como ele próprio ­ ex-­líder do governo Lula e Dilma, ele votou em 2014 no tucano Aécio Neves. "Esse termo (desembarque) não funciona para mim, é um posicionamento político (da legenda)", destacou.

Jucá informou que o presidente do PMDB e vice-­presidente Michel Temer não participará do encontro, marcado para as 15 horas, por ser parte da discussão. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-­AL), também não deve comparecer, segundo ele. "A partir de agora ele (Renan) toma uma posição institucional que vai julgar esse processo e, portanto, a questão partidária, ele não quer participar disso", afirmou.


O senador não disse se haverá, na decisão do PMDB, um prazo para que os peemedebistas deixem os cargos no Executivo. A expectativa é que seja até o dia 12 de abril.

OAB/MS racha após pedido de impeachment da presidente Dilma

Mansour apoia o fim da gestão petista, mas enfrenta resistência de grupo independente que discorda dos métodos usados nas investigações

O posicionamento da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul), a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), provocou um racha entre os advogados do Estado. Um grupo de profissionais que defende a continuidade do atual Governo quer reverter o apoio da instituição regional ao processo de cassação em curso e propõe, inclusive, a destituição do presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia.

De acordo com a advogada Giselle Marques, líder do movimento contrário ao impeachment, o grupo estuda protocolar o pedido de cassação do mandato de Claudio Lamachia por ter violado encaminhamentos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Em Campo Grande, o time já realizou um ato público em defesa das prerrogativas dos advogados e contra a decisão da OAB na sede regional, localizada na Avenida Mato Grosso.

Por aqui, o presidente regional da instituição, Mansour Karmouche, também entrou na mira da parcela da classe.
  
"Houve uma violação dos encaminhamentos tomados pelo Conselho Federal, ontem (28), quando o presidente da OAB nacional protocolou o pedido de impeachment contra a presidente. O próprio Eduardo Cunha [presidente da Câmara dos Deputados] disse que não iria juntar esse pedido no processo. Ainda disse que a OAB não teria competência para fazer isso e que ela estaria atrasada. E disse que a Instituição não seria antagonista nesta crise", explicou.

Em razão dos supostos encaminhamentos tomados pelos membros do Conselho Federal, o grupo de Mato Grosso do Sul estuda tomar uma posição. "Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas para pedir o impeachment do presidente da Ordem. Nós temos um grupo de advogados que estão estudando para ver como podemos agir. A decisão tomada ontem não é a mesma que foi tomada pelo Conselho Federal".

O grupo ainda estuda realizar outros movimentos em Campo Grande, principalmente nas universidades da Capital, no sentido de promover o debate também no meio acadêmico. "Como muitos que estão no grupo são professores universitários, na próxima sexta-feira (1º), nós vamos nos reunir e debater como faremos essa movimentação dentro das universidades".

O movimento
Cerca de 60 advogados, além de bacharéis e alunos de Direito, estiveram na sede da OAB na Capital realizando o manifesto em favor da presidente Dilma Rousseff. O ato aconteceu dias depois em que o presidente regional da OAB, Mansour Elias Karmouche, participou das manifestações em apoio ao impeachment da petista.

"Ficou uma situação estranha mesmo depois que o atual presidente participou daquela movimentação do Reaja Brasil. Quando nós fizemos a manifestação na sede da OAB, ele, inicialmente, não quis nos atender. Disse que o nosso movimento era partidário. Mas depois, creio que ele viu que não era exatamente isso, entendeu que somos um movimento independente e, para não ficar em uma situação constrangedora, já que havia 60 advogados lá, ele nos recebeu em seu gabinete", disse Giselle.

O grupo defende que houve a violação dos direitos advocatícios, após os escritórios de advogados que defendiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terem sido grampeados. "Nós vimos que, quando algo semelhante aconteceu, os juízes desceram a rampa em apoio ao Sérgio Moro. Enquanto a OAB nacional emitiu apenas uma nota de repúdio. Para nós, essa atitude foi pouca, muito fraca. Afinal o governo passa, mas os direitos advocatícios ficam".

Outro ponto defendido está relacionado ao próprio pedido de impeachment da presidente Dilma. "Nós não concordamos com essa atitude. Até aonde vimos, não há crimes de responsabilidade contra a presidente. Não há embasamento e nem amparado legal jurídico para que ela seja retirada. Vejo que essa crise é mais política do que jurídica. A presidente se quer figura no rol das investigações. E sobre os crimes de responsabilidades, foram cometidos por outros presidentes, infelizmente, isso é uma prática recorrente no país".

Segundo a advogada, o presidente da OAB/MS, Mansour Elias, ficou de levar o manifesto protocolado na OAB regional ao Conselho para ser discutido. "Nós temos uma reunião a cada última sexta-feira de cada mês. Acredito que ele possa levar nesta sexta. Porém, nada foi respondido ainda e sabemos que ele está em Brasília (DF) em função do pedido feito ontem pelo presidente do Conselho Federal que protocolou o pedido contra a presidente Dilma Rousseff", finalizou. 


Conforme a assessoria de imprensa da OAB/MS, o encontro entre o grupo e o presidente Mansour Elias ocorreu de forma 'tranquila' e houve um entendimento sobre a questão debatida pelo grupo independente, formados pelos advogados de oposição. 

Vereadores prometem acionar MPE para investigar Bernal


Os parlamentares alegam que Bernal deve ser investigado pela falta de medicamentos, médicos e iluminação em UPAS

O clima de 'guerra' entre os vereadores e o prefeito Alcides Bernal (PP) sempre ganha destaque durante as sessões da Câmara Municipal. Mesmo encerrando a sessão mais cedo do que o normal por falta de quórum, os vereadores voltaram a lembrar atitudes do prefeito de Campo Grande e prometem acionar o MPE (Ministério Público Estadual).

O vereador Chiquinho Telles (PSD) garantiu que vai protocolar nos próximos dias, uma ação para que o órgão investigue as condições de funcionamento da recém inaugurada UPA Moreninha.  Segundo o parlamentar, além da falta constante de médicos, a população que depende do SUS (Sistema Único de Saúde), sofre com a falta de iluminação e medicamentos.

Chiquinho pede ainda, investigações sobre o fechamento do posto de saúde do bairro Guanandi, já que Bernal afirmou na semana passada que a estrutura seria utilizada para o atendimento na saúde, negando o fechamento."Vou protocolar a ação nos próximos dias para que seja investigado possíveis irregularidades na saúde da Capital. Temos que apurar o fechamento do posto Guanandi, a falta de medicamentos e iluminação na parte interior do UPA Moreninha. A falta de médicos também deve ser investigada".

Diante disso, o vereador presidente da Comissão de Saúde Paulo Siufi (PMDB), destaca que uma reunião será agendada entre os membros, para avaliar o que deve ser feito para cobrar providências do Chefe do Executivo. "Vamos realizar uma reunião com os membros da Comissão de Saúde para saber quais encaminhamentos iremos tomar em relação da falta de médicos, estrutura e medicamentos nas UPAS". 

Àguas Guariroba 
Além disso, o peemedebista também prometeu acionar o MPE para verificar o motivo pelo qual a concessionária Águas Guarirobas realizou o serviço de tapa-buracos sem cobrar pelo serviço prestado. "Vou protocolar ainda hoje, uma ação pedindo investigações no serviço de tapa-buraco feito pela empresa Águas Guarirobas. A prefeitura fala que foi gratuito, mas não publicou nada em Diário Oficial, queremos entender como foi essa parceria", disse o parlamentar.


Siufi garante que já protocolou uma ação no MPE devido a um buraco aberto na Rua Bahia com a Rua Abrão Julio Rahe, que foi fechado quatro vezes pela empresa. "Protocolei uma ação sobre buraco que a concessionária fechou na rua Bahia com Abrão Julio Rahe, que já foi fechado várias vezes. Isso demonstra a falta de qualidade no serviço porque já foram fechados quatro vezes", finalizou.