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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que é Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)?

Redução de resíduos e rejeitos, logística reversa e responsabilidade compartilhada são os focos da lei

Resíduos Sólidos
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é uma lei (Lei nº 12.305/10) que procura organizar a forma com que o país lida com o lixo e exigir dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento de seus resíduos. 
O constante aumento populacional nas cidades proporciona grande geração de resíduos sólidos urbanos. Esse crescimento não é acompanhado pelo descarte adequado de embalagens e dos próprios itens, que se degradam e acabam sendo descartados de forma incorreta, o que pode prejudicar o meio ambiente e a saúde humana com contaminação do solo, dos corpos d'águas, e disposição em áreas de preservação, por exemplo. Um grande potencial é desperdiçado, já que muitos objetos poderiam ser reciclados ou reaproveitados, poupando recursos naturais, financeiros e emissões de CO2, que desequilibram o efeito estufa.
A PNRS foi um marco no setor por tratar de todos os resíduos sólidos (materiais que podem ser reciclados ou reaproveitados), sejam eles domésticos, industriais, eletroeletrônicos, entre outros, e também por tratar a respeito de rejeitos (itens que não podem ser reaproveitados), incentivando o descarte correto de forma compartilhada ao integrar poder público, iniciativa privada e cidadão (saiba a diferença entre resíduo e rejeito aqui).
Em 2010, a lei n° 12.305 foi sancionada e a PNRS foi instituída, regulamentada pelo decreto 7.404/10.

Objetivos

Existem 15 objetivos na PNRS:

  1. proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
  2. não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
  3. estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;
  4. adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais;
  5. redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;
  6. incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;
  7. gestão integrada de resíduos sólidos;
  8. articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
  9. capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
  10. regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007;
  11. prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: a) produtos reciclados e recicláveis; b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;
  12. integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
  13. estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
  14. incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético;
  15. estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.

Instrumentos e principais destaques

E como todos eles podem ser cumpridos? Há instrumentos que PNRS prevê, como incentivo à coleta seletiva e à reciclagem, práticas educação sanitária e ambiental, incentivos fiscais e à logística reversa. Dentre tudo o que foi aprovado, dois pontos recebem grande destaque:

Redução de resíduos e fim dos lixões

A lei propõe a redução dos resíduos gerados, de modo a incentivar reciclagem e reaproveitamento, como veremos no ponto seguinte.
Já os rejeitos devem ser destinados a locais adequados para minimizar os danos ambientais e à saúde humana. Isso se efetivaria com uma das metas, que é a "eliminação e recuperação de lixões, associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis". Assim, os rejeitos não seriam dispostos a céu aberto, e sim levados a locais próprios que poderiam reaproveitá-los para produção de biogás, por exemplo.

Responsabilidade compartilhada e logística reversa

Antes da lei, quando um consumidor descartava um produto em um local inadequado, ninguém sabia de quem era a culpa. Com a PNRS, essa responsabilidade é dividida entre os diversos participantes da cadeia, já que é determinada a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A análise do ciclo de vida de um item compreende todo o processo do produto, desde a extração da matéria-prima, produção, consumo e descarte final. A responsabilidade sobre o produto que cabe a comerciantes, fabricantes, importadores, distribuidores, cidadãos e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na logística reversa.
Um dos mecanismos dessa responsabilidade conjunta cabe principalmente ao setor privado, que deve viabilizar a logística reversa, especialmente de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos. Apesar da ênfase nesses itens mais problemáticos em termos ambientais, a lei determina que as medidas de logística reversa devem se estender a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. Ou seja, as empresas devem se preocupar em saber qual será a destinação que o usuário final deu ao seu produto após ser consumido e oferecer opções para reaproveitá-lo em suas cadeias produtivas ou destiná-lo corretamente. Já o usuário deve devolver embalagens e produtos às empresas, que podem fazer acordos setoriais e termos de compromisso com o poder público para viabilizar medidas.

Problemas na execução e possível prorrogação de prazo

A PNRS criou metas importantes para a extinção dos lixões e propôs instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, intermunicipal, microrregional, intermunicipal metropolitano e municipal, estabelecendo, também, que particulares se preocupem com seus planos de gerenciamento de resíduos sólidos. Entretanto, ainda há poucas adequações, os lixões ainda existem, nem todos possuem um plano de gerenciamento, entre outros. Um projeto de lei está sendo analisado para uma prorrogação no prazo para substituir os lixões por aterros sanitários até 2024.
A PNRS é extensa e versa sobre muitas outras coisas, como ordens de prioridade para evitar geração de resíduos, determina que algumas tecnologias podem ser utilizadas para gerar energia a partir do "lixo", mostra as especificidades dos planos de gerenciamento em cada nível, etc. Confira a lei n° 12.305/10 na íntegra

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estudo brasileiro mostra efeitos neurológicos do zika em adultos


Especialistas da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, demonstraram que o zika esteve associado com complicações neurológicas graves em adultos internados no Hospital Universitário Antônio Pedro entre dezembro de 2015 e maio de 2016.
Ilustração mostra a estrutura do vírus da zika. Além da síndrome em bebês, vírus também está relacionado com problemas neurológicos em adultos  (Foto: Kateryna Kon/Science Photo Library)
Os dados do estudos foram publicados nesta segunda-feira (14) na revista científica "Jama Neurology". A pesquisa foi desenvolvida pelos pesquisadores Ivan Rocha da Silva, Jennifer Frontera, Ana Maria Filippis e Osvaldo do Nacimento.
Trata-se do primeiro estudo a acompanhar os efeitos neurológicos do zika em adultos ao longo do tempo, segundo os pesquisadores. Ao todo, 40 pacientes com doenças neurológicas graves foram recrutados: 29 com síndrome de Guillain-Barré, 7 com encefalite, 3 com mielite transversa e 1 com polineuropatia crônica.
Dos 40 recrutados, 35 (88%) apresentaram anticorpos para o zika. Pesquisadores também registraram aumento de casos dessas complicações neurológicas após a circulação do vírus em território brasileiro.
As internações por Guillain-Barré, por exemplo, aumentaram de 1 por mês entre dezembro de 2013 a maio de 2014 para 5.6 ao mês entre dezembro de 2015 e maio de 2016.
O "Jama Neurology" também dedicou o seu editorial ao tema e destacou a pesquisa brasileira.
"A pesquisa pode servir para confirmar que o zika está associado com tais síndromes."
No entanto, o 'Jama' pontuou ser o estudo apenas o primeiro passo para entender o tamanho do problema. "É de extrema importância entender o alcance do zika e sua frequência em complicações neurológicas induzidas por vírus", escreveram.

Mais pesquisas são necessárias

Como foi feita somente em único hospital no Rio de Janeiro, a pesquisa não pode determinar a frequência com a qual o zika leva a problemas neurológicos em adultos.
O editorial do 'Jama' citou ainda as dificuldades de se confirmar uma infecção por zika em regiões com circulação de outras arboviroses -- como dengue e chikungunya.
Isso porque ainda há dúvidas se os anticorpos desenvolvidos pelo organismo são, de fato, específicos para o vírus zika.

Por G1, São Paulo
 
Saiba porquê algumas pessoas são tão apaixonadas por doce e outras não
O excesso de açúcar faz mal para o corpo e para a saúde, mas muita gente é viciada em doce e não percebe os sinais que o corpo dá que demonstram esse excesso. O Bem Estar desta segunda-feira (15) elencou cinco sinais de que você está exagerando: gases, alteração de humor, acne, gordura abdominal e mais fome. A nutricionista Karina Al Assal explicou porque o aumento da fome é um dos sinais.
Além desses sintomas, existem duas implicações importantes que o excesso causa no organismo: a depressão e o envelhecimento. Será que a vontade de doce é física ou psicológica? O endocrinologista Burno Halpern ajudou a entender os desejos do nosso paladar.
Saiba quais são os sinais que indicam exagero no consumo de doces
O açúcar modifica o perfil das bactérias do intestino para pior. Isso acontece porque as bactérias patogênicas gostam de fermentar sacarose, que acarreta em gases, distensão abdominal, diarreia ou constipação. Além disso, o açúcar aumenta a dopamina no nosso cérebro rapidamente, por isso a alteração de humor.
A acne não necessariamente tem relação com o doce, mas o açúcar também gera um estímulo inflamatório pela insulina. O doce em excesso aumenta a circulação de insulina, que gera inflamação no corpo e provoca espinhas. O doce também faz gordura abdominal muito rápido. E por que sentimos fome mais rápido? O açúcar é absorvido muito rápido pelo organismo e, diferente de fibras e proteínas, ele não estimula os hormônios da saciedade.
Aprenda três receitas de pratos completos e nutritivos
Exposição cria experiência em descobrir sabores
Veja os cinco sinais que indicam que você está exagerando nos doces (Foto: Mariana Garcia/G1)Veja os cinco sinais que indicam que você está exagerando nos doces (Foto: Mariana Garcia/G1)
Veja os cinco sinais que indicam que você está exagerando nos doces (Foto: Mariana Garcia/G1)