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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mais 100 pessoas dizem ter sido lesadas por modelo, afirma delegado


Conhecida como Barbie, jovem foi presa suspeita de aplicar golpes na web.
Polícia acredita que, com novas denúncias, prejuízo chegue a R$ 300 mil.

Vitor SantanaDo G1 GO
Cerca de 100 novas pessoas procuraram o delegado Eduardo Prado, até a manhã desta quinta-feira (13), afirmando terem sido enganadas pela modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, de 25 anos. Conhecida como Barbie, a jovem está presa em Goiânia, suspeita de aplicar golpes pelas redes sociais.
Presa na terça-feira (11), Bruna é investigada por anunciar produtos importados na internet, receber o dinheiro dos compradores e nunca entregar a encomenda. Segundo a polícia, ela usava contas de terceiros para receber o dinheiro.
O delegado afimrou que, desde abril deste ano, 20 moradores de Goiânia procuraram a polícia para denunciar a jovem. Só nestas vítimas, ela teria dado um prejuízo total de cerca de R$ 50 mil. O delegado também investiga um caso do Rio de Janeiro e dois de Brasília. Para ele, a modelo aplicava golpes há cerca de cinco anos.

O advogado de Bruna, Flávio Cavalcante, disse ao
 G1 que sua cliente admite somente parte das denúncias da polícia e adianta que "algumas acusações não são verdadeiras". No entanto, ele não entra em detalhes sobre quais crimes a modelo teria admitido ou negado. Cavalcante informou ainda que a jovem contribuirá com as investigações.“Desde a divulgação do caso, várias pessoas nos procuraram por telefone ou pelas redes sociais dizendo que também foram vítimas da Bruna. Agora é preciso que essas mesmas pessoas procurem as delegacias para registrar formalmente o crime”, explicou o delegado. Se essas denúncias forem confirmadas, o prejuízo causado pode chegar a R$ 300 mil.
Bruna Cristine Menezes de Castro, Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ Instagram)Bruna Cristine está presa em Goiânia
(Foto: Reprodução/ Instagram)
A polícia ainda investiga as contas usadas pela suspeita para receber o dinheiro. Segundo as investigações, ela usava terceiros para ter acesso aos pagamentos. “Ela pedia para usar contas de terceiros dizendo que não tinha uma própria e precisava receber dinheiro de familiares ou até mesmo de trabalhos fotográficos”, disse Prado.
O delegado informou que já começou a ouvir os donos dessas contas e todos se disseram inocentes e que não tinham envolvimento com o golpe.
Denúncias na web
As vítimas formaram grupos nas redes sociais para tentar evitar que Bruna fizesse novas vítimas. Pelas denúncias na internet, Prado estima que centenas de pessoas tiveram prejuízo com a modelo.
De acordo com o delegado, Bruna criava perfis com nomes falsos nas redes sociais para vender produtos como celulares, maquiagens e perfumes. “Em alguns perfis ela dizia que era Maria. Ela ia cancelando as contas e criando outros perfis”, afirmou.
Ela também inventava problemas familiares para justificar o fato de não enviar os produtos. "Ela usava desculpas como doenças de familiares para não entregar os pedidos dos clientes", disse o delegado. Segundo Prado, a modelo chegou a alegar que ela e o pai tinham câncer, para evitar de entregar os produtos comprados.
Bruna Cristine Menezes de Castro está presa em Goiânia, Goiás (Foto: Vanessa Martins/ G1)Bruna Cristine chega para depor acompanhada do advogado (Foto: Vanessa Martins/ G1)
Morador de Goiânia, o universitário Lucas Rodrigues Guimarães, de 20 anos, é uma das vítimas da jovem, conhecida como Bruna Cortês. Com amigos em comum, ele a conheceu em uma festa de aniversário e, cerca de três meses depois, resolveu comprar um celular dela.
“Queria comprar um Iphone 5S e ela disse que o tia dela podia trazer dos Estados Unidos um celular muito mais em conta do que compraria aqui [no Brasil]. Então, resolvi comprar”, disse o jovem ao G1, enquanto aguardava para prestar depoimento na Decon, em Goiânia.
Guimarães afirma que depositou, como garantia, R$ 300 na conta da jovem, mas ela não entregou o aparelho. “Depositei e ela começou a me enrolar, enrolar, enrolar. Ela nunca me devolveu o dinheiro nem [entregou] o telefone”, afirma.
O universitário conta que tem um grupo no aplicativo de celular Whatssap com outras vítimas. “São 14 pessoas de várias partes do país, mas deve ter mais vítimas”, acredita.
Relacionamento amoroso
Analista de sistemas carioca, Ryan Balbino também foi vítima da modelo, com quem teve um relacionamento amoroso entre 2011 e 2012. Segundo a polícia, Bruna fingiu ser o próprio pai para dar notícias sobre uma falsa operação para tratar  um câncer no útero. O jovem revela que depositou mais de R$ 15 mil para o tratamento da doença forjada.
Modelo Bruna, suspeita de golpe, com o ex-namorado, Ryan balbino, em Goiás (Foto: Arquivo pessoal)Ex-namorado da modelo, Ryan balbino, também afirma que foi vítima de golpe (Foto: Arquivo pessoal)
A conversa foi registrada em 15 de março de 2012. Cinco dias depois da falsa cirurgia, Bruna pediu mais dinheiro. "Vou precisar comprar o remédio de [R$] 550, se puder ajudar", escreveu.
Todos os diálogos do casal constam no inquérito policial que apura os crimes praticados pela modelo. Inclusive, em alguns deles, ela pede R$ 2 mil ao analista: "Queria falar com você um negócio. Você pode dar mil [reais] no dia que tinha falado e mil no dia 20?".
O analista de sistemas constatou que tinha sido vítima de um golpe ao viajar do Rio de Janeiro para Goiânia. “Encontramos com familiares dela e tive a confirmação de que ela não estava doente e de que eu tinha sido vítima de um estelionato”, disse.
Mensagens
Suspeita de aplicar golpes pelas redes sociais, a modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro não acreditava que seria presa. Em conversas com alguns clientes, publicadas em uma conta no Instagram criada para denunciá-la, a jovem desdenha das investigações e ri quando uma pessoa fala da possibilidade dela ser presa. "Meu orixá é forte", diz em um dos trechos divulgados pela Polícia Civil na quarta-feira (12).
Em uma das conversas, uma suposta vítima diz: "Ainda vou te ver atrás das grades". Em tom de ironia, a modelo responde: "Sério amor? kkkkkkk. Será?". Na mesma conversa, a cliente afirma que a jovem "nem sonha como estão as investigações". Porém, novamente, a suspeita rebate: "Aguardo ansiosamente por esse dia".
Modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro debochava de vítimas em Goiás (Foto: Reprodução/Instagram)Suspeita ironizava acusações feitas pelas vítimas (Foto: Reprodução/Instagram)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

'Agência conhece os clientes', conta jovem que diz ter feito book rosa



Book rosa seria um catálogo de modelos que também fazem programas e o Fantástico conversou com uma jovem que diz ter participado.


A expressão ‘book rosa’ está na novela Verdades Secretas e despertou curiosidade. O book rosa seria um catálogo de modelos que também fazem programas. O Fantástico conversou com uma jovem que diz ter participado de um desses catálogos. Ela confirma: book rosa existe, sim.
Cabelos loiros. Olhos castanhos. 22 anos.
Profissão: modelo.
A identidade ela prefere não revelar.
Mas promete contar detalhes sobre uma expressão do mundo da moda que tem provocado polêmica.
Fantástico: Você fez book rosa?
Jovem: Fiz. Eu não gostava, eu só fazia porque queria ganhar dinheiro.
O assunto sempre aparece nas conversas da novela Verdades Secretas.
“É como se fosse um programa, na verdade. Só que tem a agência”, conta a jovem.
O algo mais a dois surgiu na vida da modelo entrevistada pelo Fantástico depois que ela começou a trabalhar numa grande agência de São Paulo, há três anos. Segundo ela, o maquiador, os produtores e os donos fizeram a proposta.

“Explicaram que eu iria ganhar muito dinheiro, que tava fraco de trabalho na época e que eu ia conseguir pagar as contas que eu tava precisando pagar”, conta a jovem.
Ela diz que trabalhava principalmente em feiras e eventos. E também fotografava para catálogos. Ela não desfilava em passarela, ao contrário da personagem Angel, de Verdades Secretas.
“Eles me fizeram esse convite várias vezes, só que eu tava com medo. Aí depois eu decidi começar a fazer”, relata a jovem.
Fantástico: Por quê?
Jovem: Por necessidade. Porque eu precisava para pagar minha faculdade.
“A agência conhece os clientes, já sabe tudo direitinho. E deposita o dinheiro certinho na conta”, diz a jovem.
Jorge Rodrigues, diretor do Sindicato das Modelos de SP: Book rosa para mim é prostituição.
Fantástico: O book rosa é uma realidade na vida da modelo?
Jorge Rodrigues: Infelizmente, é uma realidade.
“Às vezes eu fazia feira e ganhava R$ 100. Eu ficava o dia todo na feira. Ia fazer o book rosa e ganhava R$ 700, R$ 800”, relata a jovem.
Fantástico: Numa noite?
Jovem: Numa noite, às vezes.
O sindicato das modelos de São Paulo culpa os cachês baixos pela existência do book rosa.
“Quando elas recebem esses convites, bate com a situação difícil que ela está passando, ela acaba aceitando um. E acaba aceitando dois. E acaba ficando nesse sistema. São mais as agências menores. Porque nas agências de médio e grande porte não há necessidade de ganhar dinheiro com a menina com esse trabalho, totalmente proibido”, destaca Jorge Rodrigues, diretor do Sindicato das Modelos de São Paulo.
Na trama, a Fanny, interpretada pela atriz Marieta Severo, é agenciadora de modelos.
“A ficção tem que ter uma liberdade absoluta. Mas também uma responsabilidade, é claro. Mas eu acho que está muito claro no nosso texto, que são algumas agências que fazem”, diz a atriz Marieta Severo.
“Se uma menina ela está numa agência que ela recebe de 12 horas de trabalho um cachê de R$ 150 ou que ela fique muito tempo ralando sem ter retorno algum e ela tenha que fazer programas para se manter ela não está numa agência séria”, diz Anderson Baumgartner, sócio-dono da agência Way Model.
A atriz Camila Queiroz, que interpreta a protagonista Angel, também é modelo na vida real. E já conheceu meninas que foram convidadas para fazer book rosa.
“A gente está contando a história de uma menina que está na moda. Mas isso acontece o tempo inteiro, em todos os lugares, todos os tipos de trabalho”, conta a atriz Camila Queiroz.
Na novela, a história da Angel foi parar na delegacia. No Brasil, se prostituir não é crime. Mas quem agencia garotas, como é o caso da novela, pode ir para a cadeia. A pena vai de dois a cinco anos, mais multa. Essa pena pode ser ainda maior se a garota for menor de idade ou se ela sofrer algum tipo de ameaça ou violência.
A modelo que conversou com o Fantástico diz que parou de fazer o book rosa, porque já terminou a faculdade. Com medo de ser identificada, ela não conta em qual curso se formou, mas diz que, daqui para a frente, quer seguir outro caminho.
Fantástico: Você se arrepende de ter feito isso?
Jovem: Sim. Acho que tem outros meios de ganhar dinheiro. Mais para a frente, você olha para o passado e você vê que não valeu a pena. Às vezes, é melhor desistir de um sonho do que continuar, do que entrar nessa vida.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Suzane Von Richthofen Apresentará Programa Infantil Na Rede Globo

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suzane-do-capeta
Em breve o “Show da Su” programa matinal infantil.
Na iminência de sair da prisão, Suzane Von Richthofen confirmou na manhã de hoje a assinatura de contrato com a Rede Globo de Televisão, onde apresentará programa infantil.
“O programa será uma versão atual do antigo ‘Xou da Xuxa’, que fez muito sucesso antigamente”, explicou Marlene Matos, que irá dirigir o programa.
Conforme informou a emissora, o programa não terá muitas inovações: “Vai ser naquele formato; uma nave trazendo ela no início, brincadeiras, prêmios, desenhos animados e atrações musicais”.
O programa, que se chamará “Show da Su”, deve ir ao ar a partir de junho do próximo ano, quando Suzane passa a cumprir pena no regime aberto.
Questionada se a escolha por Suzane não causaria má repercussão, a diretora foi categórica: “Já colocamos uma ex-atriz pornô e deu certo. Suzane tem todas as qualidades para se tornar a nova rainha dos baixinhos”, brincou.
Suzane já está gravando o seu primeiro CD de canções infantis, no qual se inclui uma versão funk de “Quem quer pão?”.
O estúdio onde o programa será gravado é localizado no mesmo endereço do antigo Xou da Xuxa: Rua Saturnino de Brito, 74, Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Genoíno Se Diz Estarrecido Com Roubalheira Na FIFA




O ex-presidiário José Genuíno, outrora condenado por envolvimento no mensalão, mas beneficiado por indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, se disse “estarrecido” com tanta corrupção na FIFA.
Segundo Genuíno, “no meu tempo as coisas não eram tão esculhambadas assim. Passei uma temporada na cadeia e quando saio, tá esse mar de lama.”
O ex-deputado e ex-presidiário também declarou que é necessário moralizar o futebol e lançou o nome do ex-presidente Lula para comandar a entidade.
Lula, no entanto, ainda não declarou se pretende concorrer à presidência da FIFA.
Outros nomes cotados para moralizar o futebol são os brasileiros Eurico Miranda e  Paulo Maluf.