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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Com déficit mensal de R$ 30 milhões, líder de Marquinhos lamenta 'herança maldita'

Apontado para ser o 'braço direito' do prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), na Câmara Municipal de Campo Grande a partir de 2017, o vereador Chiquinho Telles (PSD) afirmou que o novo chefe do Executivo já tomou conhecimento de que enfrentará um 'caos' ao assumir a prefeitura, mas contará com técnicos para reerguer a máquina pública. 
Para Chiquinho, Marquinhos terá um início de mandato difícil ao receber a 'herança maldita' do atual prefeito, Alcides Bernal (PP). "Tem um déficit de R$ 30 milhões mensais, vai ser difícil, vai receber a herança maldita do Alcides Bernal, mas eu acredito que vamos conseguir recuperar a máquina pública, com muita dificuldade, mas o prefeito tem esse objetivo e vai conseguir".
Questionado sobre a equipe que deve compor o primeiro escalão de Marquinhos, o vereador tenta preservar o mistério feito pelo novo Chefe do Executivo e destaca que todos convidados para compor as pastas possuem técnica na área indicada.
"O Marquinhos está tendo cuidado antes de anunciar os nomes, fez convites, mas garanto que todos eles possuem qualidade técnica, ele está tendo esse cuidado que é fundamental. Temos o Marcelo Vilela para a Secretaria de Saúde, que é tecnicamente preparado para assumir a pasta e será assim", diz Chiquinho.
Pedro Pedrossian Neto é um dos nomes confirmados para fazer parte da gestão de Marquinhos, para atuar na Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle), Lauro Davi assume o IMPCG (Instituto Municipal da Previdência de Campo Grande). Trad aguarda a resposta de alguns pedidos feitos, entre eles da sua vice, Adriane Lopes (PEN), que foi convidada para assumir a SAS (Secretaria de Assistência Social).
De acordo com Chiquinho, a população campo-grandense pode esperar uma gestão responsável, de harmonia com a Câmara Municipal. "Ano que vem, a Casa de Leis terá paz, terá diálogo com o prefeito de Campo Grande e é disso que precisamos, de diálogo, de harmonia para conseguir tirar a Capital do sufoco".
Sobre as afirmações de Bernal de que contará com o valor arrecado antecipado do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para pagar o 13º salário dos servidores, Chiquinho afirma que essa atitude é mais uma 'pegadinha' do pepista. "Eu acho que é mais uma pegadinha dele, que faz parte da herança maldita que ele vai deixar, ele está agindo de má fé, eu acredito".

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

De uma eleição a outra, vereadores têm evolução patrimonial acima de 200%

Na comparação dos dados oficiais entre 2012 e 2016, vereadores de Campo Grande conseguiram aumentar, e muito, o patrimônio pessoal. Alguns chegaram a ter forte evolução, de mais de 200%, mesmo no atual momento de crise econômica nacional. E o enriquecimento não escolhe partido, é praticamente geral na Câmara Municipal.
Um exemplo: Edson Shimabukuro, do PTB. Em 2012, o atual candidato havia declarado patrimônio no valor de R$ 825,451,02 mil. Em 2016, o valor disparou para R$ 1.878.808,88 milhão. Os valores estão em fundo de investimentos, aquisição de imóveis e veículos, além da aplicação na poupança. 
Outro, o vereador Edil Albuquerque, do PTB, também apresentou ganhos consideráveis. Em 2012, Edil havia declarado patrimônio no valor de R$ 1,4 milhão. Neste ano, o valor foi de R$ 2,05 milhões. Entre os bens registrados está um apartamento adquirido no Solar das Flores, Jardim dos Jatobás, cujo o valor declarado de aquisição é de R$ 175,7 mil. Porém, o valor de mercado atualmente gira em torno de R$ 750 mil. 
Outra que apresentou evolução patrimonial, foi a vereadora Carla Stephanini, do PMDB. Em 2012, Carla declarou um patrimônio no valor de R$ 378,4 mil e que saltou para R$ 830,9 mil, em 2016. No entanto, um detalhe chama atenção na declaração de bens. Dois imóveis declarados, ambos localizados em um dos endereços mais sofisticados em Campo Grande. 
Os imóveis ficam na Rua Euclides da Cunha e foram declarados respectivamente, no valor de R$ 45 mil e R$ 70 mil. Um seria um estabelecimento comercial e outro, uma residência. Em busca rápida por meio de corretoras, um imóvel para compra e venda no Bairro Jardim dos Estados, custa em torno de R$ 520 mil a R$ 3,2 milhões. Para alugar, no mesmo bairro, o aluguel varia entre R$ 2 mil a R$ 10 mil. 
De casa financiada pela Caixa Econômica, em 2012, na Vila Carlota, o milionário em 2016. O médico Lívio Viana, do PSDB, apresentou elevação patrimonial considerável em quatro anos. O vereador assumiu a cadeira de Delei Pinheiro, do PSD, que foi cassado em dezembro de 2015. 
Em 2012, quando permaneceu como suplente de Delei, o atual presidente municipal do PSDB, havia declarado patrimônio no valor de R$ 620,7 mil, entre os bens, estava uma casa financiada pela Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 66,7 mil naquele ano e que neste foi declarada em R$ 221,1 mil. Atualmente, o patrimônio declarado pelo parlamentar foi R$ 1,1 milhão em 2016, incluindo aquisição de imóveis em João Pessoa e Pitambu, no Estado da Paraíba. Logo que assumiu a vaga, Lívio afirmou que abriria mão de seu salário como vereador e que doaria a entidades filantrópicas. 
A reportagem entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, que recentemente criou uma comissão para acompanhar o processo eleitoral de 2016. Conforme o presidente da instituição, Mansour Elias Karmouche, explicou que apesar de um parlamentar declarar o valor do imóveis abaixo do preço de mercado, não estaria cometendo nenhum tipo de infração. 
"Na realidade, a Receita Federal não permite que a pessoa mude o valor de aquisição de imóveis. Às vezes, a pessoa comprou um imóvel no valor de R$ 15 mil a muitos anos, com isso, não é possível mudar o valor para quanto o imóvel custaria hoje. Mas é isso que nós estamos questionando, mas por hora, não há nada de ilegal ou ato de sonegação", explicou. 
Evolução mais simples
Por outro lado, há outros vereadores que apresentaram evolução mais singela, por exemplo, o vereador Coringa, do PSD; em 2012 havia declarado patrimônio no valor R$ 82 mil, e em 2016, saltou para R$ 189,1 mil. Chiquinho Telles, do mesmo partido, havia declaro patrimônio no valor de R$ 37 mil e com a evolução foi para R$ 146,5 mil. 
O vice-presidente Flávio César, do PSDB, havia declaro em 2012, R$ 325 mil, e em 2016, ficou em R$ 385 mil. A vereadora Luiza Ribeiro, do PPS, o valor apresentado em 2012, foi de R$ 98 mil. Em 2016, o valor passou para R$ 245 mil. Otávio Trad, do PTB, de R$ 193,6 mil, em 2012, passou para R$ 293,6 mil em 2016. 
José Chadid, do PSDB, saiu de R$ 34,4 mil em 2012, para R$ 375,8 mil em 2016. Um detalhe é que só em jóias, obras de artes e objetos de antiguidade, o parlamentar declarou R$ 78,2 mil. 
Redução patrimonial
Por outro lado, a quem apresentou queda na evolução patrimonial, como por exemplo, o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha, do PSDB, o mesmo apresentou em 2012, patrimônio de R$ 394,7 e a redução foi de R$ 234,5 mil, em 2016. 
Outra foi a vereadora Magalli Picarelli, do PSDB. Em 2012, a parlamentar havia declarado patrimônio de R$ 1,5 milhão e em 2016, o valor apresentado foi de R$ 540 mil. O vereador Francisco Luis Saci, do PTB, também havia declaro em 2012, patrimônio no valor de R$ 47 mil, sendo uma casa financiada e neste, declarou ausência de bens. Por fim, tanto em 2012 quanto em 2016, o vereador Roberto Durães, do PSC, declarou ausência de patrimônio.
Dos atuais 29 vereadores, 25 disputam a reeleição neste ano. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cazuza, de radialista a vereador milionário e mais rico que Bernal

Único representante do Partido Progressista na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Derly dos Reis de Oliveira, o Cazuza, de 47 anos, é um dos mais ricos parlamentares da Capital. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o parlamentar declarou R$ 2,3 milhões em patrimônio para as eleições deste ano. Em relação ao pleito anterior, quando foi eleito, o patrimônio mais que dobrou, já que em 2012 Cazuza tinha R$ 1,056 milhão em bens declarados.
O patrimônio supera até mesmo o do principal líder do PP, prefeito Alcides Bernal, que declarou nesta eleição, patrimônio de R$ 1,7 milhão, contra R$ 1,3 milhão apresentado em 2012. Cazuza, ao lado Bernal, comanda o Partido Progressista e exerce a função de presidente municipal da sigla.
Em sua declaração, referente a 2016, o parlamentar discrimina benfeitorias em duas fazendas, na Cabeceira do Pontal, com investimento e R$ 497,4 mil. E outra realizada na Fazenda Morro Vermelho, de R$ 349,6 mil. Ambas estão localizadas no município de Camapuã.
Respectivamente, segundo o vereador, a fazenda Cabeceira do Pontal está avaliada em R$ 312,150 mil. A segunda fazenda, Morro Vermelho, com área de 114,7 hectares, ficou declarada como terra nua, e está avaliada em R$ 349.650 mil.
Na última eleição, em 2012, o parlamentar revelou ser proprietário de uma propriedade rural em Camapuã, com 229,4 hectares, no valor de R$ 375,5 mil. E ainda havia declarado 186 cabeças de animais bovinos de várias eras com registro no Iagro, o valor chegava a R$ 170 mil. Neste ano, não há registros de gados, mas de aquisição de veículo e investimentos em outras áreas.
Atividade parlamentar
Conforme o sistema de projetos da Câmara Municipal, Cazuza apresentou seis Projetos de Lei durante o primeiro semestre de 2016. Na lista está o que outorga o Título de Cidadão Campo-Grandense a Roberlei José Brentegani; o que concede a Medalha de Mérito Legislativo a Juvêncio Masahide Teruya; título de Cidadão Campo-Grandense a Victor Rocha Pires de Oliveira. Há inda o que declara utilidade pública municipal a Associação Seninha de Atletismo de Mato Grosso do Sul com sede na Capital.
Entre os projetos, o parlamentar apresentou o mesmo teor em dois projetos diferentes. O denominava de “DR. Habib Fahed”, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, localizada no Jardim Leblon, no entanto, o projeto foi arquivado em decorrência da proposição março deste ano. Por outro lado, em maio deste ano, o parlamentar apresentou a mesma proposta, só que desta vez, para denominação para a Unidade De Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, na Vila Santa Mônica, na Capital.
Cazuza ainda assina outro projeto de frente parlamentar em defesa dos direitos da pessoa idosa, no âmbito da Câmara Municipal de Campo Grande. Junto assinam, Carla Stephanini (PMDB); Coringa (PSD), Otávio Trad (PTB), Roberto Durães (PSC), Magali Picarelli (PSDB), Chiquinho Telles (PSD), José Chadid (PSDB), Mario Cesar (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Gilmar da Cruz (PRB), Betinho (PRB), Edson Shimabukuro (PTB), Ayrton Araújo (PT), Edil Albuquerque (PTB), Flávio César (PSDB), Vanderley Cabeludo (PMDB), Eduardo Cury (PSDB) e o vereador Carlão (PSB).
Nesta eleição, o vereador tenta se reeleger e ocupar mandato político pela segunda vez, na Câmara Municipal, de Campo Grande. Cazuza possui ensino médio completo, é casado, começou a carreira como locutor e comentarista de rádio e televisão, e logo depois, partiu para carreira política. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Sem autorização, equipe de vereador divulga ‘boletim’ em terminal

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande dizem que não tem acesso a terminais para divulgação de seus mandatos. Porém, na manhã desta sexta-feira (12), o MS Notícias recebeu denúncia que a equipe de assessores do vereado Cazuza (PP) estariam divulgando materiais sobre seu trabalho no terminal Bandeirantes, em Campo Grande.
De acordo com o vereador Eduardo Romero (Rede), os parlamentares são vetados de fazer qualquer tipo de divulgação em repartições públicas. Romero disse que não tinha conhecimento da ação promovida pela equipe de Cazuza.
“Entendemos que a nós vereadores somos vedados ao acesso e divulgação de material político aos terminais ou quaisquer repartições públicas. E não é por que o vereador pertence à base aliada que isso dá privilégio a ele, assim como nós a ele também, é vedado”, explicou Romero.   
Para o vereador Otávio Trad (PTB), os vereadores são tratados de forma diferente pela gestão de Bernal e que não tem acesso aos terminais para qualquer divulgação de trabalho.“Não temos esse acesso, somos tratados de forma diferente nesse mandato, entendo que deve ser feito uma análise do material e acredito que se o mesmo infringe a lei eleitoral a justiça tomará alguma providência", avaliou Trad.
O Boletim traz divulgação das ações do vereador
Outro vereador procurado pela nossa reportagem para comentar sobre ao assunto foi o vereador Chiquinho Telles (PSD). Ele comentou que a denúncia precisa ser apurada, porém informou que somente a base do prefeito Alcides Bernal tem sido atendida pela prefeitura.
"Temos que saber quem pagou esse material? Por que se foi o partido caracteriza-se campanha. Nesse mandato privilégios a base não vem de agora, estamos sendo impedidos de fazer nosso trabalho, agora eles podem tudo! Acredito que há de haver justiça", questionou Telles.
Outro lado
A reportagem do MS Notícias procurou o vereador Cazuza para comentar sobre a denúncia. Segundo o parlamentar, a distribuição do material não partiu dele. Mas informou que sua equipe está nos bairros da Capital divulgando ações de seu mandato.
"Não partiu de mim a ordem para distribuir material no terminal, até porque eu também não tenho acesso ao terminal, eu sei que a equipe fez o material e está distribuindo nos bairros que solucionamos alguns problemas, de repente alguém da equipe desceu no terminal e entregou sem saber, mas de mim não partiu essa ordem para entregar nos terminais, não existe essa ordem pra entregar lá dentro", afirmou.
O MS Notícias também procurou assessoria da prefeitura para saber de quem partiu a autorização da divulgação do material do parlamentar, porém não atenderam nossas ligações. Também entramos em contato com Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) responsável pelos terminais na Capital, também não atendeu as ligações.
Eleição- Vale ressaltar que a campanha eleitoral só será permitida à partir da próxima terça-feira (16), quando será liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

FALTA VERGONHA NA CARA : Cinco vereadores não apresentaram um projeto sequer em 6 meses

Dos atuantes, Roberto Durães é o que mais entregou projetos de leis para avaliação da Câmara Municipal


Em legislatura marcada por escândalos e alvo de investigações judiciais, os vereadores de Campo Grande apresentaram 144 projetos de Lei durante o primeiro semestre de 2016, conforme registro no sistema da Casa de Leis. O balanço mostra que, dos 29 vereadores, cinco não apresentaram nenhuma proposta sequer durante o período.

Na relação final, ainda é possível observar que alguns parlamentares apresentaram projetos sem relevância social, como mudança no nome de Centro de Educação Infantil, Unidade de Pronto Atendimento, além de concessão de título de visitante ilustre a 'personalidades'. Outros projetos importantes ficaram para análise no segundo semestre.

TODOS OS LISTADOS ESTÃO DE ALGUMA FORMA ENVOLVIDOS NO ESCÂNDALO DO COFFEE BREAK

Sem registro
Durante o levantamento, a reportagem constatou que dos atuais 29 vereadores, cinco não apresentaram propostas durantes o primeiro semestre deste ano. Na lista estão os parlamentares: Airton Saraiva (DEM), Jamal Salem (PR), Chocolate (PTB), Edson Shimabukuro (PTB) e Gilmar da Cruz (PRTB) - este último assina um único projeto com demais colegas de parlamento.

A reportagem levou em consideração o período de 12 de janeiro, data do primeiro projeto protocolado feito pelo vereador Eduardo Romero, da Rede, ao dia 15 de julho de 2016, último projeto registrado feito pelo vereador Eduardo Cury, do SD. Em 2015, durante o mesmo período, os parlamentares apresentaram 120 Projetos de Lei. Os parlamentares voltam do recesso no próximo dia 2 de agosto. 

Por outro lado, há outros vereadores que apresentaram mais projetos que a média da Câmara. Um deles é o novato na Casa de Leis e considerado polêmico, o vereador Roberto Durães, do PSC. Foram 32 projetos sobre diversos temas, entre eles: o que prevê gratuidade no transporte público para familiares de presos, com o nome de Passe de Visitação Penitenciário (PVP); gratuidade para pacientes com doença renal crônica em tratamento de hemodiálise; além de outros como dispõe sobre a gratuidade de cirurgias de esterilização voluntária no Município de Campo Grande.

Durães ficou conhecido após se envolver em polêmica ao declarar que conhecia a mãe do atual prefeito Alcides Bernal, do PP, “no silêncio dos edredons”. Ele é investigado na Casa por quebra de decoro, pela Comissão de Ética.

Vice-campeão
No ranking, outro a apresentar projetos acima de média dos veteranos foi o médico Eduardo Cury, do SD. Em levantamento, o parlamentar apresentou 19 projetos. Entre eles, há o que prevê a aplicação de multas pela prática do acionamento indevido dos serviços telefônicos de atendimento a emergências do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU); o que assegura pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual embarque e desembarque dos ônibus coletivos fora dos pontos de parada determinados e outros.

Em terceiro lugar, aparece o vereador Marcos Alex, do PT. O parlamentar, atualmente é pré-candidato a prefeito de Campo Grande. Alex apresentou cerca de 17 projetos de lei. Na relação, há o que prevê a obrigatoriedade do uso de lâmpadas de led (diodo emissor de luz) na rede de iluminação pública em novos loteamentos e empreendimentos imobiliários. Há outros como institui o “Dia do Skatista” e a “Semana Municipal do Skatista” e o que concede o título de “visitante ilustre” da cidade de Campo Grande a Eduardo Werneck Vieira Marques.

Outras propostas
Há outros projetos que denomina nome de espaços públicos. Como é o caso da vereadora Carla Stephanini, do PMDB, que denomina de Lina Lemes de Oliveira – Vó Lina, o Centro de Educação Infantil localizado no Aero Rancho V. E outro do atual presidente da Câmara Municipal, João Rocha, que denomina de Jurandir Domingues de Oliveira, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bairro Moreninha III.

Carla apresentou aproximadamente, dois projetos e assina mais um com o vereador Lívio Viana, do PSDB. Referente ao presidente da Casa de Leis, há seis registrados em seu nome e mais três por meio da Mesa Diretora.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, em Plenário foram aprovados um total de 148 projetos, sendo 33 projetos de lei, três projetos de lei complementar, 93 projetos de decreto, 11 projetos de resolução, todos de autoria dos vereadores, sendo que outros 95 propostas continuam em tramitação para o próximo semestre.

Também foram aprovados oito projetos de autoria do Poder Executivo. Foram rejeitados 17 vetos do Executivo e outros quatro foram mantidos. Em Plenário, foram apresentadas pelos vereadores um total de 8.815 indicações solicitando melhorias para diversos bairros da cidade, sendo que apenas 292 foram respondidas pela Prefeitura.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Câmara aprova reajuste linear de 9,57% para servidores municipais

Projeto segue para análise do prefeito Alcides Bernal que pode vetar a proposta

Michel Faustino e Antonio Marques
Sessão da Câmara estava lotada de servidores municipais. (Foto: Fernando Antunes)Sessão da Câmara estava lotada de servidores municipais. (Foto: Fernando Antunes)
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, por volta das 14h desta quinta-feira (12), projeto de lei que prevê o reajuste linear de 9.57% aos cerca de 22 mil servidores municipais. As discussões se estenderam por toda a manhã e foi acompanhada por centenas de funcionários municipais, que atuam no setor administrativo, agentes de saúde, professores e odontólogos.
No início da manhã, o prefeito Alcides Bernal (PP) havia enviado à Câmara um substitutivo ao projeto original de 2.79%, prevendo um acréscimo de pouco menos de 1%, passando para 3,31% a todos os servidores municipais, já considerando a infração dos último quatro meses.
Entretanto, os vereadores rejeitam a proposta e incluíram uma nova emenda anulando o projeto e passando o reajuste para 9.57%. O índice é semelhante ao oferecido por Bernal em março deste ano e rejeitado pelos parlamentares a pedido dos servidores. A diferença é que, a proposta inicial previa o cumprimento do índice de forma parcelada, em duas vezes.
O presidente da Câmara, vereador João Rocha (PSDB), reitera que o valor estabelecido está dentro do que foi proposto pelo próprio prefeito.
“Nós respeitamos o prefeito e fizemos aquilo que ele pediu. Deixamos ele a vontade para conceder esse reajuste e espero que ele tenha dignidade de ir a imprensa e nos agradecer por termos aprovado do jeito que ele queria”, disse.
O presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), Marcos Tabosa, reiterou a fala do presidente e afirmou que a decisão da casa de leis vai de encontro com o pedido dos servidores.
Questionado sobre as limitações da lei eleitoral, que impede que o Executivo conceda índices superiores ao da inflação acumulada no ano de eleição, o sindicalista afirma que outros município do Estado tiveram decisões semelhantes nos últimos meses, sem qualquer impedimento.
“A gente tem o caso de Três Lagoas, Corumbá e Iguatemi que aprovaram reajuste acima da infração mesmo depois do fim do prazo. É uma questão de boa vontade”, finaliza. Aprovado, o projeto segue agora para analise do Executivo

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Câmara aguarda informações da Prefeitura para votar reajuste

Em coletiva à imprensa, presidente ataca o projeto enviado pelo Executivo

Alberto Dias
Presidente da casa, vereador João Rocha, quer votar reajuste do servidores na próxima semana. (Foto: Fernando Antunes) Presidente da casa, vereador João Rocha, quer votar reajuste do servidores na próxima semana. (Foto: Fernando Antunes)
Após reunião com representantes do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha (PSDB) informou que a equipe técnica e jurídica da casa estuda o que é possível fazer em relação ao impasse envolvendo o reajuste dos servidores municipais.
Rocha admitiu a possibilidade dos parlamentares votarem o projeto na próxima terça-feira (10), porém, dependem que a Prefeitura detalhe o impacto financeiro que o aumento causará na receita líquida do município. “Na proposta do Executivo constam os mesmos vícios e falta de informações”, disse, referindo-se ao primeiro projeto, que propunha 9,57% de correção linear a todo funcionalismo municipal.
O vereador reclamou ainda da recorrente falta de informações, citando como exemplo as casas em construção no Dom Barbosa pelas famílias retiradas da Cidade de Deus. “A Prefeitura não informa a situação do terreno, recursos investidos, nada”, reclamou. Outro ponto seriam os projetos que chegam em cima da hora. “Por várias vezes, temos de manter o protocolo aberto para receber os projetos do Executivo que sempre chegam tarde”.
Reajuste – Na sessão desta terça-feira, o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, usou a tribuna para pedir ajuda aos vereadores. “O prefeito de dar 40 reais de aumento no bolsa-alimentação, que não dá para comprar quase nada”, disse o sindicalista, que pede que auxílio suba de R$ 190,00 a R$ 600,00.
Aproveitou, ainda, para questionar o caixa do município, ressaltando que a arrecadação mensal varia entre R$ 260 e 285 milhões. “Na semana passada, Bernal nomeou quatro servidores que juntos recebem R$ 32 mil”, denunciou Tabosa. “Desafio, então, o prefeito a abrir as contas da prefeitura e provar que a arrecadação não existe”.

Ainda na Tribuna, citou como exemplo Corumbá que ontem concedeu aumento aos professores, sendo o prefeito Paulo Duarte (PDT) candidato à reeleição, o que tornaria infundada a principal argumentação de Bernal, de que não pode atender ao pleito dos servidores por questões legais oriundas do período eleitoral.

Histórico – A Prefeitura de Campo Grande ofereceu, em março, reajuste linear de 9,57% aos servidores, índice rejeitado pela categoria que se movimentou para que Câmara de Vereadores rejeitasse o Projeto de Lei. Na última semana, o prefeito Alcides Bernal enviou novo projeto, desta vez somente com a reposição inflacionária dos meses de janeiro a março, de 2,79%, alegando limitação em função do ano eleitoral.

“A Câmara foi invadida e tomaremos as medidas cabíveis”, diz João Rocha

Presidente da casa repudiou atitude de servidores que pediam a cassação do vereador Roberto Durães (PSC)
Alberto Dias
Presidente da casa, João Rocha (PSDB), disse que usará imagens do sistema de segurança para identificar servidores. (Foto: Fernando Antunes) Presidente da casa, João Rocha (PSDB), disse que usará imagens do sistema de segurança para identificar servidores. (Foto: Fernando Antunes)
“Vamos tomar todas as medidas cabíveis contra os servidores que invadiram a Câmara Municipal esta manhã”, apontou o presidente da casa, vereador João Rocha (PSDB), em coletiva à imprensa realizada após o tumulto que o levou a encerrar a sessão desta quinta-feira (5). Para tanto, conforme ele, todas as imagens de segurança da casa de leis serão avaliadas para levantar os envolvidos no que chamou de “agressão absurda”.

“São servidores comissionados que abandonaram os seus postos de trabalho para vir aqui provocar tumulto, numa ação planejada”, disse Rocha, reclamando que não foi procurado pelos servidores. A confusão e gritaria envolveu, na maioria, funcionárias que protestavam contra o vereador Roberto Durães (PSC) que afirmou, em tribuna, “conhecer a mãe do prefeito embaixo dos edredons”, referindo-se a uma senhora de 87 anos que sequer o parlamentar.

Enfurecidas e alegando desrespeito às mulheres, várias diretoras, professoras e outras servidoras empunhavam cartazes de repúdio e recolhiam assinaturas pedindo a cassação de Durães por quebra de decoro parlamentar. A atitude foi reprovada pelos vereadores. “Das vezes que (Alcides) Bernal veio à Câmara, sempre foi tratado com respeito, mas quando um prefeito perde a postura, seus servidores sentem-se no mesmo direito”, disse.

Ao lado de João Rocha, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) destacou um jornalista que foi agredido por uma das manifestantes enquanto fazia uma transmissão de rádio, ao vivo, pelo celular. “A imprensa é livre e tivemos um repórter agredido. Isso é uma afronta aos vereadores”, avaliou. Também participaram da coletiva os vereadores Edil Albuquerque (PTB), Chiquinho Telles (PSD) e Otávio Trad (PTB). 

Segurança falha - Questionados sobre o número insuficiente de guardas-municipais, que no momento da confusão eram apenas quatro, o presidente da casa, João Rocha, admitiu a necessidade de um número maior de guardas e disse que pedirá novamente à Prefeitura o reforço na segurança, para evitar novos episódios violentos dentro de um prédio público.

domingo, 1 de maio de 2016

João Rocha: Câmara não pode proibir homenagens a Bolsonaro e mentor do 'Escola sem Partido'

'Câmara não pode ser injusta, mesmo que homenagens sejam polêmicas'

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador João Rocha, do PSDB, afirmou ao TopMídiaNews que o corpo jurídico da Casa de Leis deve analisar os projetos referente às homenagens de 'título de visitante ilustre' a duas personalidades: o advogado e procurador do Estado de São Paulo, Miguel Nagib, do movimento 'Escola Sem Partido', homenagem proposta por Paulo Siufi (PMDB), e o polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), apoiado pelo vereador Roberto Durães (PSC).

"A Câmara está conversando e analisando sobre esses pedidos. Pelo que vimos, não há nada que implica ou impede deles serem homenageados. No caso do Jair Bolsonaro, por exemplo, ele é um deputado federal, possui uma conduta ilibada, até mesmo porque ocupa um cargo de responsabilidade. Agora, quando um parlamentar encaminha um solicitação, ele justifica o motivo, e aí, que nós temos analisar se pode ou não", explicou Rocha.

Conforme o presidente, todos os parlamentares possuem o amplo direito de homenagear quem quiser. "Mas o que nós não podemos é ser injustos. Por exemplo, não podemos fazer confusão sobre opiniões e posições políticas e a pessoa que será homenageada. Às vezes, uma declaração pode ou não desagradar alguém, mas se ela possuiu uma conduta boa como pessoa, não há impedimento para que ela não seja homenageada".

E ainda continuou. "Por exemplo, nós temos a questão do também deputado federal Jean Wyllys, ele também é do outro extremo, se chegar um pedido vamos analisar. Agora não podemos sofrer influências e tomar decisões com base na sua vida pessoal ou pela sua orientação sexual ou simplesmente pela sua opinião, temos que ser justo com todos".  


João Rocha também disse que não teme pela opinião pública, caso seja concretizado as honrarias. "É claro que tudo isso são situações polêmicas, nós neste momento vivemos um momento delicado, mas nós também precisamos estar sobre o ônus da responsabilidade. Às vezes, tomamos decisões que desabonam um e outro não, às somos forçados a tomar decisões que não nos agradam, mas precisamos fazê-las. E às vezes tomamos decisão que acabam agradando. Mas o nosso trabalho é esse, é desta forma, nem sempre podemos agradar, mas tudo o que fazer estão dentro do embasamento jurídico e respaldados nas leis. Temos que respeitar a meritocracia", finalizou.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Vereador faz indicação de quebra-mola em rua sem asfalto na Capital

Em rua sem asfalto, vereador faz indicação de manutenção e pintura de quebra-mola. Por lá o local está tomado de buracos e crateras em boa parte das ruas e a única esperança dos moradores é esperar pela pavimentação asfáltica no bairro Aimoré, em Campo Grande.
A solicitação da indicação com número 0734/2016 foi feita pelo vereador Cazuza (PP) no dia 17 de fevereiro deste ano. O parlamentar enviou por meio da Câmara Municipal oficio a Prefeitura solicitando a manutenção do quebra-mola.
A equipe de reportagem do MS Notícias foi até o bairro e constatou que na rua Batista não existe asfalto onde foi feita a solicitação. O que não falta é buraco e cratera em boa parte da estrada, veículos e pedestre tem dificuldade de transitar pela rua.
Indignação
Na rua Batista o quebra-mola não existe e nem asfalto
O morador Roberto Aparecido, de 50 anos, ficou indignado ao ter conhecimento pela reportagem que um vereador havia solicitado a pintura de quebra-mola onde mora. “Pra quer quebra-mola aqui? É disso que estamos precisando aqui?”, questionou.
Também disse que há anos o bairro não recebe benfeitoria da prefeitura e quando chove fica intransitável sair de casa principalmente com o veículo. Nossa equipe flagrou, ele com uma pa e inchada tentando arrumar os buracos de frente de sua residência.
“Se eu não fizer isso, acaba abrindo uma valeta e o carro atola aqui”, comentou. Também disse que sempre precisa está arrumando a frente de casa por conta das crateras.

GaleriaRua Batista, no bairro Aimoré, sem asfalto e tomada de buracos Fotos: Jhoseff BulhõesOfício enviando pelo vereador Cazuza a Agetran

quinta-feira, 31 de março de 2016

Vereadores rejeitam empréstimo de R$ 12,5 mi do Executivo

Ao final, os vereadores mandaram recado para Bernal: "há outras prioridades"

Os vereadores da Câmara Municipal rejeitaram por 22 votos contra e três a favor, o projeto que autorizava o Poder Executivo a contratar financiamento no valor de R$ 12,5 milhões, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por intermédio da Caixa Econômica Federal.

Para o presidente da Casa de Leis, João Rocha, do PSDB, se os vereadores tivessem aprovado o projeto, a prefeitura perderia a capacidade de contrair novos empréstimos caso precisasse. "Em tempos em que estamos sofrendo com enchentes, dengue, em que temos essas necessidades, nós estaríamos diminuindo a reserva. A nossa capacidade de empréstimos para resolver essas questões".

O vereador Eduardo Romero, do Rede, ainda lembrou que a cidade fechou em 2015 com R$ 1 bilhão a menos no orçamento. E que, nesse ano, a prefeitura já trabalha com uma arrecadação no valor de R$ 500 milhões. "Nós já sabemos que a prefeitura vai fechar novamente no vermelho. Uma cidade que não tem condições de cumprir seus compromissos, ainda quer fazer empréstimos e depois vai pagar como? Nós temos outras prioridades", afirmou.

Carlão, do PSB, também lembrou que o município hoje é considerado um dos piores na área da saúde no Centro-Oeste e que um empréstimo feito com uma instituição internacional seria cobrado em dólar. "Eles querem agilidade só para sangrar a cidade. Nós teríamos que pagar em dólares os ajustes".

Outro parlamentar a comentar o caso foi o vereador Edil Albuquerque, do PMDB, que lembrou o fato do prefeito, até o momento, não ter pagado as entidades sociais que passam por privações e correm o risco de serem fechadas. Além da situação das vias da cidade, que estão cheias de buracos. "Nós sabemos ainda que falta tão pouco para concluir unidades de saúde, e não poderia votar esse projeto", finalizou.

Projeto
O projeto tinha como finalidade, atualizar o sistema computacional, de forma a garantir softwares necessários aos diversos sistemas gerenciais praticados pela prefeitura.


Ele ainda previa a atualização do sistema de geoprocessamento interligando todas as unidades da administração, proporcionando mais rapidez; capacitação de servidores; melhorar o atendimento ao cidadão; e atualizar o sistema de gestão de receita para melhorar a forma de arrecadação do município e ampliar investimentos. Tudo isso orçado em R$ 12,5 milhões. 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Vereadores, agora bons samaritanos, visitam bairros a muito tempo esquecidos pela Câmara

Área de lazer e Ceinf inacabados, UBSF sem pacientes e buracos em ruas sem asfalto moldam a dura realidade no bairro

Alberto Dias

Durante visita na manhã desta quinta-feira (30) ao Jardim Noroeste, vereadores se depararam com o único posto de saúde da região sem nenhum paciente, às 10 horas – horário de tradicional movimento em outras unidades da Capital. O fato causou estranheza e o vereador Alex do PT logo disparou: “Por que está vazio? Ninguém está doente?”. Prontamente, as atendentes responderam que, por se tratar de uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), todas as consultas são agendadas para às 7 horas da manhã e os pacientes já tinham ido embora, causando espanto também à vereadora Carla Stephanini (PMDB).


A reportagem do Campo Grande News pediu, então, para conversar com o médico, mas ele tinha “acabado de sair”, segundo uma auxiliar que preferiu não se identificar. Porém, do lado de fora da UBSF, moradores contam uma história bem diferente. “Precisamos que ampliem esse posto ou construam outro, pois este aqui não dá conta da demanda”, reclamou o presidente da Associação de Moradores do Noroeste, Antônio Vieira de Moares. Segundo ele, parte da comunidade busca atendimento no posto 24 horas do bairro Tiradentes e até no bairro Nova Bahia, região norte da Capital.
As queixas foram unânimes no que diz respeito à falta de representantes do poder Executivo no local. “Somos muito esquecidos. Tudo aqui, como a escola e o posto de saúde, são obras de gestões anteriores e o que ficou para terminar não foi feito”, desabafou a moradora Mary Deleon, acrescentando que o Ceinf do bairro (Centro de Educação Infantil), por exemplo, ficou com o acabamento pendente e hoje serve apenas de abrigo para moradores de rua. A opinião foi dividida pelo vereador Ayrton de Araújo (PT), que participou da comitiva. “Não vejo avanços no Noroeste, mas a situação é crítica também em outros locais da cidade”, disse.

Área de esporte e lazer - Minutos antes, em frente ao que seria a “aguardada” Praça da Juventude, os parlamentares tentavam descobrir com quem estava a chave da cerca que isola a obra, iniciada em 10 de agosto de 2012 e paralisada há alguns anos. Por fim, não conseguiram entrar e, mesmo do lado de fora, registraram o descaso frente ao projeto orçado em R$ 3,5 milhões e que deveria atender mais de 50 mil moradores da região, que hoje não têm espaço para lazer e prática de esportes. No local estão prontas uma quadra coberta e pistas de skate, abandonadas no terreno que foi cercado pela Prefeitura.
Sob o sol a pino, pela rua de chão esburacada, o vereador Chiquinho Telles (PSD) perguntou onde estavam as máquinas da Prefeitura. “Se você achar uma patrola em Campo Grande eu te dou um prêmio”, disse à reportagem. “A população me pergunta onde foi parar os R$ 200 milhões de IPTU, se você vai no posto de saúde e não tem pediatra, se vai nas UPA's (Unidades de Pronto Atendimento) e não tem nem paracetamol, se a merenda é de baixa qualidade, se faltam médicos”, indagou.
Câmara Comunitária - O projeto que leva vereadores a bairros carentes da Capital, começou às 9 horas, na Escola Municipal Professora Ivone Catarina – instituição que precisou extinguir as turmas de 9º ano para dar lugar a crianças do pré-escolar, que deveriam estar alocadas no Ceinf do bairro, cuja obra está inacabada. Além da Educação, outra questão que demanda atenção é a segurança: além de problemas com a iluminação pública, o policiamento do bairro conta apenas com uma viatura para atender toda a região, que inclui presídios e outras áreas periféricas.

Dos 29 vereadores, oito compareceram ao Jardim Noroeste, para ouvir as reclamações dos moradores. São eles: João Rocha (PSDB), Betinho (PRB), Francisco Saci (PTB), Chiquinho Telles (PSD), Carlão (PSB), Airton Araújo (PT), Carla Stephanini (PMDB) e Alex do PT. Agora, os parlamentares farão indicações para o Executivo Municipal. Na semana retrasada, parlamentares visitaram o Serradinho, Nova Campo Grande e Jardim Carioca, abrindo os trabalho da Câmara Comunitária, que deve seguir a outras regiões da Capital.

terça-feira, 29 de março de 2016

Vereadores prometem acionar MPE para investigar Bernal


Os parlamentares alegam que Bernal deve ser investigado pela falta de medicamentos, médicos e iluminação em UPAS

O clima de 'guerra' entre os vereadores e o prefeito Alcides Bernal (PP) sempre ganha destaque durante as sessões da Câmara Municipal. Mesmo encerrando a sessão mais cedo do que o normal por falta de quórum, os vereadores voltaram a lembrar atitudes do prefeito de Campo Grande e prometem acionar o MPE (Ministério Público Estadual).

O vereador Chiquinho Telles (PSD) garantiu que vai protocolar nos próximos dias, uma ação para que o órgão investigue as condições de funcionamento da recém inaugurada UPA Moreninha.  Segundo o parlamentar, além da falta constante de médicos, a população que depende do SUS (Sistema Único de Saúde), sofre com a falta de iluminação e medicamentos.

Chiquinho pede ainda, investigações sobre o fechamento do posto de saúde do bairro Guanandi, já que Bernal afirmou na semana passada que a estrutura seria utilizada para o atendimento na saúde, negando o fechamento."Vou protocolar a ação nos próximos dias para que seja investigado possíveis irregularidades na saúde da Capital. Temos que apurar o fechamento do posto Guanandi, a falta de medicamentos e iluminação na parte interior do UPA Moreninha. A falta de médicos também deve ser investigada".

Diante disso, o vereador presidente da Comissão de Saúde Paulo Siufi (PMDB), destaca que uma reunião será agendada entre os membros, para avaliar o que deve ser feito para cobrar providências do Chefe do Executivo. "Vamos realizar uma reunião com os membros da Comissão de Saúde para saber quais encaminhamentos iremos tomar em relação da falta de médicos, estrutura e medicamentos nas UPAS". 

Àguas Guariroba 
Além disso, o peemedebista também prometeu acionar o MPE para verificar o motivo pelo qual a concessionária Águas Guarirobas realizou o serviço de tapa-buracos sem cobrar pelo serviço prestado. "Vou protocolar ainda hoje, uma ação pedindo investigações no serviço de tapa-buraco feito pela empresa Águas Guarirobas. A prefeitura fala que foi gratuito, mas não publicou nada em Diário Oficial, queremos entender como foi essa parceria", disse o parlamentar.


Siufi garante que já protocolou uma ação no MPE devido a um buraco aberto na Rua Bahia com a Rua Abrão Julio Rahe, que foi fechado quatro vezes pela empresa. "Protocolei uma ação sobre buraco que a concessionária fechou na rua Bahia com Abrão Julio Rahe, que já foi fechado várias vezes. Isso demonstra a falta de qualidade no serviço porque já foram fechados quatro vezes", finalizou.