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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Centro Comunitário do Bonança já foi utilizado por usuários de drogas e está abandonado pelos órgãos

1º secretário da associação, Weliton Cláudio de SouzaFoto: Klemerson Rocha1º secretário da associação, Weliton Cláudio de SouzaFoto: Klemerson Rocha
Há seis meses a moradora do bairro Bonanza, região Oeste de Campo Grande, Nair Ayala,42, se tornou a presidente do bairro. No local havia um centro comunitário que foi doado à associação de moradores do conjunto habitacional Bonanza, antiga Cohab.  A princípio a intenção de reativar esse centro que está abandonado há mais de seis anos, mas não está conseguindo alcançar o seu sonho.
A área foi construída em uma antiga chácara do bairro, com quadras esportivas e o prédio da associação. Esse prédio foi abandonado e usuários de drogas invadiram o local usando bombas caseiras e destruindo paredes para entrarem no local e fazer o uso de drogas.
De acordo com o, 52, os usuários, além de danificar a iluminação e a fiação, roubaram os ventiladores, freezer, bebedouros, fogão e panelas que haviam. No centro, programas como pró-jovem, pré-escola e alfabetização para adultos, além de oficinas de costura, culinária, manicure e depilação eram oferecidos à população.
Hoje, aos poucos o prédio é reestruturado. As grades que foram cortadas para a invasão do local foram refeitas, as paredes arrombadas foram fechadas com cimento e tijolos, os banheiros estão sendo reformados, tudo aos poucos. “O que deu pra fazer a gente fez. Já recorremos à prefeitura, mas eles não deram retorno. Já fizemos uma indicação na Câmara Municipal para ser feita a revitalização das quadras, ser montada uma academia, mas até agora nada”, desabafa Nair.
Certo dia, cansada de ver os usuários de drogas invadirem e destruírem o local, a própria Nair foi até eles e fez o pedido para que parassem de usar drogas no centro de lazer, porém nada aconteceu. Segundo ela, um dia a polícia fez uma batida e eles desapareceram. A presidente aproveitou o momento e fechou com cadeado o portão do lugar para evitar futuras invasões.
Nair e Weliton temem que o local seja esquecido, pois a própria população do bairro não investe e não vai até os órgãos fazer reclamações e os órgãos não vão até o centro, mesmo com ofícios enviados. “Uma vez veio um funcionário da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Trânsito e Habitação) dar uma olhada e disse que no dia seguinte retornaria. Até hoje ele não apareceu e isso faz cerca de três meses”, afirma Nair.
Em três lados dessa praça há uma escola, uma creche e um posto de saúde. “A própria comunidade faz mutirão de limpeza. Se for esperar pelos poder público isso demora. A última limpeza foi feita cerca de 30 dias atrás, após muitos pedidos”, acrescenta a presidente.
Ainda conforme explica Nair, foi colocado fogo no imóvel do centro e isso fez com que toda a documentação fosse queimada, porém, ela está indo atrás para refazer os papéis. “Não sabemos nem se pertence ao Estado ou a prefeitura aqui. A guarda municipal queria montar uma guarda, mas falaram que não podia porque o imóvel é do Estado e não do município”. O projeto montado pela guarda municipal iria incluir na comunidade do Bonanza uma horta, uma banda, escolinha de esportes dentre outras atividades.
Além da revitalização do local, a presidente explica que há muitos idosos, e uma pista de caminhada e uma academia ao ar livre seriam essenciais, já que a praça mais perto é a Elias Gadia na Avenida Albert Sabin em no bairro São Conrado.
O pedido dos moradores é que os órgãos visitem o local e tomem providências, pois além da grama alta que possui animais peçonhentos como escorpião, há caixas d’água abertas que podem ajudar a proliferar o mosquito da dengue.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Vereadores ficam no WhatsApp e população chama sessão de ‘baboseira’

Postura desanima população em sessão comunitária

A sessão comunitária da Câmara no Bairro Caiobá desagradou boa parte da população, que foi ao local para fazer diversas reclamações sobre falta de estrutura. Muitos ficaram do começo ao fim e criaram expectativa, mas teve quem sair antes do fim, desanimado com a postura dos vereadores.
“É muita baboseira. Está todo mundo no WhatsApp escutando o quê? Mas vamos esperar. O brasileiro é persistente né?”, reclamou a moradora da Vila Fernanda, Joice Peres.
Durante a sessão os vereadores tentaram justificar por não ter a caneta na mão e que só podem fazer indicações para os prefeitos. Mas, a justificativa não convenceu Joice. “Como não pode fazer nada? A obrigação deles é cobrar. Estão ocupando espaço lá pra que então?”, questionou.
O descontentamento da população foi demonstrado em diversos discursos com pedidos para que não retornem apenas para pedir votos. Um dos moradores chegou a alertar para que os colegas de bairro não se esqueçam de quem votou.
A presidente do Caiobá II, Iracilda de Fátima, saiu um pouco mais esperançosa. Ela disse acreditar que o fato de vários vereadores ouvirem as reivindicações pode fazer com que elas sejam atendidas. “Eles têm mais força e podem fazer muito mais. Têm cacife pra isso. Nós não temos”, avaliou.
Defesa
Moradores se irritaram por diversas vezes com os discursos dos vereadores, que tentaram justificar as críticas. Gritos como: “vem pro bairro sujar o sapatinho” foram ouvidos por diversas vezes durante a sessão.
A vereadora Magali Picarelli (PMDB), por exemplo, disse que é melhor pingar do que faltar e chegou a dizer que se a população tratasse os vereadores mal eles poderiam não voltar mais. O discurso foi rebatido por moradores, que da plateia rebatiam cada frase de defesa.
O vereador Airton Saraiva (DEM) também defendeu a Câmara. Ele  disse que recebeu apenas de 20 votos da região, mas que isso não o impedia de trabalhar pela população. Porém, alegou , nunca ter sido procurado por nenhuma liderança.  A declaração do vereador não agradou os moradores, que perguntaram se ele não tinha assessoria para ir aos bairros ouvir reivindicações.
O vereador Herculano Borges (SD) também tentou amenizar as diversas críticas feitas por moradores da Região do Lagoa. Ele disse que os vereadores presentes não poderiam ser hostilizados, porque se estavam ali era porque se importavam com os moradores da região.