Mostrando postagens com marcador e o Delcídio?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador e o Delcídio?. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Suplente de Delcídio decide não tomar posse hoje

Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), ocupará a vaga deixada por Delcício do Amaral - hoje sem partido e sem mandato.

Foto: Divulgação
O Diário Oficial da União publicou hoje (11) a cassação do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). O ato abre caminho para que Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS) assuma a vaga imediatamente. O senador, que era suplente de Delcídio, poderia aumentar o placar, na sessão plenária que decide logo mais o impeachment da presidente Dilma Rousseff, somando votos contrários à petista. Mas Chaves dos Santos informou que não pretende ocupar a vaga hoje.
Pelo regimento interno da Casa, o senador do PSC tem 60 dias - prorrogáveis por mais 30 - para ocupar a cadeira que ficou vaga. A cassação de Delcidio foi aprovada ontem por 74 votos favoráveis, nenhum voto contrário e a abstenção do senador João Alberto Souza (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado. Com o resultado, além da perda do mandato, Delcídio está inelegível por onze anos.
Inelegível por 11 anos
O processo que resultou na cassação por quebra de decoro parlamentar começou em novembro do ano passado, quando o parlamentar foi preso por obstrução da Justiça depois de flagrado em conversa com um filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. No telefonema gravado pela Polícia Federal, o senador oferece propina e um plano de fuga para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato.
Para a perda do mandato eram necessários os votos favoráveis da maioria absoluta dos 81 senadores, ou seja, 41 votos. Depois do resultado, Delcídio divulgou nota classificando a votação como "manobra" e afirmou que a decisão dos senadores foi açodada e que Renan adotou um "espírito revanchista de quem se julga acima da lei e do Direito."

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Delação de Delcídio motiva pacote de pedidos de inquéritos contra políticos

Leonardo Rocha

Delação de Delcídio faz a PGE enviar pedido de inquéritos para uma lista de políticos (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)Delação de Delcídio faz a PGE enviar pedido de inquéritos para uma lista de políticos (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)


Baseada na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT), a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu a abertura de inquéritos para vários políticos, no STF (Supremo Tribunal Federal). Neste pacote tem duas investigações contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), e uma sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, existem duas linhas de apuração contra Aécio Neves, sendo a primeira sobre o recebimento de propina de Furnas e a outra, que o tucano "maquiou" dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB. Se o ministro do STF, Teori Zavascki, abrir os inquéritos, o senador passará a ser investigado pela Operação Lava Jato.
Outro processo enviado por Rodrigo Janot, procurar-geral da República, atinge nomes fortes do PMDB, como Renan Calheiros e também do senador Romero Jucá (PMDB-RR), braço direito do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), no Congresso Nacional. Neste caso a suspeita é sobre envolvimento em propina nas obras da hidrelétrica de Belo Monte.
Delcídio citou em sua delação que os peemedebistas receberam propina no valor de R$ 30 milhões, junto com integrantes do PT, por isso os senadores podem ser investigados. No caso referente ao Banco Rural, o deputado tucano Carlos Sampaio (PSDB-SP), ligado a Aécio, também tinha conhecimento das irregularidades.
A delação atingiu ainda o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Vital do Rêgo e o deputado Marco Maia (PT-RS), em função da participação na CPI Mista da Petrobras, tendo a acusação de participar de um esquema para extorquir empresas, que poderiam ser investigadas. Para saírem do foco, precisamos repassar recursos para campanha eleitoral.
Este esquema dentro da CPI ainda contava com a cobrança de "pedágios", para que empresários, como Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa, não fossem convocados. Na delação do senador, consta que os três tinham que jantar em Brasília, todas as segundas-feiras, para negociar esta propina.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Delcídio revela superfaturamento em fazendas da reforma agrária em MS

Delação foi costurada com a Procuradoria após o senador ter sido preso em novembro

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
As Fazendas Itamarati e São Gabriel, desapropriadas em Mato Grosso do Sul para a reforma agrária, foram superfaturadas. É o que denunciou o senador Delcídio do Amaral na delação premiada homologada nesta terça-feira, 15 de março, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador explicou que a fazenda São Gabriel, na região de Corumbá, foi vendida ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) por quase o dobro do valor de mercado, R$ 4,5 mil o hectare quando o valor real por hectare seria de R$ 2,5 mil. “Essa aquisição gerou vários processos pelo verdadeiro absurdo praticado”, consta no documento. Delcídio explicou que tem conhecimento sobre o assunto, pois sua família possui propriedade vizinha da fazenda São Gabriel.

Delcídio do Amaral também cita a desapropriação da Fazenda Itamarati, como uma "incursão ilícita relevante”, com valor de venda superfaturado. “A venda da Fazenda Itamarati, ainda no primeiro governo Lula, com discurso ufanista de 'maior projeto de assentamento do país', teve direito até a passeio de trator do ex-presidente. A venda da propriedade rural foi um dos maiores negócios fundiários do Brasil, no valor de R$ 245 milhões”, consta na delação.

Lava Jato  
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Teori Zavascki, homologou nesta terça-feira (15) a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, contendo diversas denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos.

A homologação é a confirmação pela Justiça dos termos do acordo entre Delcídio e a Procuradoria-Geral da República. A partir de agora, as informações dos depoimentos do senador passam a poder ser usadas nas investigações.

A delação foi costurada com a Procuradoria após o senador ter sido preso em novembro sob suspeita de tentar interferir na Lava Jato.

Em diálogo gravado por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Delcídio aparentemente promete pressionar ministros do STF pela libertação do ex-dirigente da estatal, preso pela Operação Lava Jato.

Na conversa com o filho de Cerveró, Delcídio também promete uma mesada de R$ 50 mil e sugere um plano de fuga do país para o ex-executivo.

O objetivo da ajuda ao investigado pela Lava Jato, segundo a Procuradoria, seria convencer Cerveró a não citar em sua delação premiada fatos que poderiam envolver Delcídio. Posteriormente, Cerveró firmou um acordo de colaboração com a Justiça.

No início de dezembro, a Procuradoria ofereceu denúncia contra Delcídio ao STF. Ele é o primeiro senador preso desde a redemocratização do país, em 1988, e teve sua filiação do PT suspensa. Os advogados de Delcídio têm negado as acusações.


O senador também é alvo de um processo disciplinar contra ele no Conselho de Ética do Senado, pelos mesmos fatos que o levaram à prisão, e que pode terminar com a perda do mandato.

Delcídio pede desfiliação do PT após homologação de delação que pode implicar cúpula do partido

Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologar a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT), o senador entregou uma carta pedindo desfiliação do partido. O conteúdo da carta foi divulgado por redes sociais, mas a confirmação partiu da assessoria de comunicação de Delcídio.
A carta foi direcionada ao presidente regional no partido em Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Biffi. Ainda de acordo com a assessoria de Delcídio o senador faria 15 anos de partido em agosto deste ano e a decisão partiu do próprio senador que pediu a divulgação da decisão, mas preferiu não comentar sobre os motivos que o levar a tomar essa atitude.
A carta
Presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores do Mato Grosso do Sul
Sirvo-me do presente para informar minha decisão de desfiliação do Partido dos Trabalhadores.
Desde já agradeço as providências necessárias.
Atenciosamente, Delcídio do Amaral

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul confirma o recebimento do pedido de desfiliação do senador Delcídio do Amaral nesta terça-feira (15) às 11h50 horário local.Resposta do diretório
A mensagem foi enviada pelo e-mail do próprio senador ao endereço do presidente Antonio Carlos Biffi e o da Comunicação do Diretório, sem a assinatura, apenas nominado.
Diante do pedido, o Diretório Estadual já enviou ao TRE-MS a solicitação para seja providenciada a desfiliação do senador Delcídio do Amaral Gomez a partir da data de hoje.
Antonio Carlos Biffi
Presidente Estadual do Diretório Estadual de MS

terça-feira, 15 de março de 2016

Delcídio cita André e Giroto e coloca em xeque Operação Lama Asfáltica

Priscilla Peres

Reunião entre Giroto e Alfredo Nascimento enquanto ambos ocupavam cargos no governo. (Foto: Assessoria)Reunião entre Giroto e Alfredo Nascimento enquanto ambos ocupavam cargos no governo. (Foto: Assessoria)
O senador Delcídio do Amaral garantiu em acordo de delação premiada que a Operação Lama Asfáltica, desencadeada em Mato Grosso do Sul no ano passado, investigou apenas partes de um esquema fraudulento entre o ex-ministério dos Transportes Alfredo Nascimento, o ex-governo André Puccinelli(PMDB) e o ex-secretário Edson Giroto.

No anexo 10 da delação homologada hoje pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Delcídio conta de um acordo ilícito feito entre os três, para descentralizar os investimentos federais em Mato Grosso do Sul, facilitando a arrecadação de propina.
Delcídio afirmou na delação que ficou sabendo do esquema pelo ex-secretário Giroto, que era responsável por operacionalizar a descentralização de investimentos vindos da União. Ainda de acordo com o documento, a propina arrecadada era repassada aos partidos PR e ao PMDB, através de Alfredo Nascimento, que mantinha um bom relacionamento com a bancada da PR.
O senador afirmou que essa operação ilegal serviu para "irrigar de forma espúria as campanhas eleitorais do PR e do PMDB no Estado e do PR Nacional". Algumas partes desse esquema, de acordo com Delcidio, foram descobertos e originaram as investigações da Operação Lama Asfáltica, pelo Ministério Público e a Polícia Federal, que "aparentemente vem enfrentando dificuldades para avançar nas investigações".
A delação não cita data dos esquemas. Alfredo foi ministro do governo Dilma Rousseff (PT) entre 2007 e 2010 e em 2011. André Puccinelli governou Mato Grosso do Sul de 2007 a 2014, e Edson Giroto era seu secretário de Obras entre 2007 e 2010 e depois em 2013 e 2014.
Em março do ano passado Giroto foi nomeado assessor especial do Ministério do Transportes, onde permaneceu até julho, quando pediu afastamento por ser um dos alvos da Operação Lama Asfáltica.
Campo Grande News procurou o ex-secretário Edson Giroto, mas seu advogado informou que ele estava em uma reunião e não poderia atender. As ligações para o ex-governador André Puccinelli não foram atendidas e nem retornadas.
Operação - A Lama Asfáltica foi desencadeada em julho do ano passado, investigando contratos de R$ 45 milhões, que teriam provocados prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos. A ação, deflagrada pela PF , CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, mira empresas de pavimentação, coleta de lixo e construção de estradas.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Em delação, Delcídio diz que Temer ‘patrocinou’ indicação de diretor condenado por corrupção


POR PAINEL

Lenha na fogueira O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) citou o vice-presidente Michel Temer no acordo de delação que firmou com o Ministério Público Federal. Ele relatou em sua colaboração premiada à Lava Jato que o peemedebista foi “o grande patrocinador” da indicação de Jorge Zelada para a área internacional da Petrobras. O ex-diretor, apontado como o elo do PMDB no esquema, cumpre pena de 12 anos de prisão. A possibilidade de que ele também decida se tornar delator preocupa o partido.
Bônus Delcídio também aponta ligação entre o vice e o lobista João Augusto Henriques, escolhido para suceder Nestor Cerveró na área Internacional da Petrobras. A indicação, diz, foi barrada por Dilma Rousseff.
Nem vem A assessoria do vice afirma que Zelada foi indicado pela bancada do PMDB de Minas e que, “na condição de presidente da sigla”, Temer o recebeu antes da nomeação e em 2011, quando tentou se manter no cargo, mas “não obteve apoio”.
Distante O vice diz ainda não ter nenhuma relação de proximidade com Henriques.
Regressiva Em conversas reservadas nesta quinta-feira (10), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu um prognóstico amargo para o governo: o impeachment será votado no plenário da Casa em cerca de 45 dias.
Não deviam Integrantes de peso do Ministério Público Federal classificaram o pedido de prisão de Lula como “loucura”. A avaliação é que o Ministério Público Estadual deveria ter se limitado à denúncia.
Reprimenda Adversário do ex-presidente da República, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, também condenou a decisão dos promotores de SP: “Considerei um exagero esse pedido de prisão do Lula. Não vi razões para isso”.
Cólera Ministros petistas esbravejavam ao saber do pedido de prisão de Lula. “Eles querem tocar fogo no país, será um salve-se quem puder”, dizia um deles.
Diga ao povo Lula avisou ao Palácio do Planalto na noite de quinta (10) que não assumirá nenhum cargo na Esplanada. Coube ao ministro Jaques Wagner (Casa Civil) informar Dilma da decisão. A recusa deixou o governo ainda mais pessimista.
Fale com ela Dilma estava no meio de um evento em Manguinhos, no Rio, quando a prisão de Lula foi pedida. Auxiliares decidiram não avisá-la naquele momento. A petista só soube ao fim da solenidade. Logo telefonou para Jaques Wagner.
Sinal dos tempos A Lava Jato está tão em voga que e-mails usados para espalhar vírus agora utilizam como chamariz a seguinte frase: “Inclusão de nome em delação”.
Alto lá A menção do deputado Wadih Damous (PT-RJ) entre possíveis nomes para a Justiça acendeu a luz vermelha na PF. Recentemente, ele disse que parte da corporação agia como “polícia política”.
Sem chance Palacianos afirmam que Damous passa longe da lista.
O que é de César Wellington César ficará na Justiça por ora. O governo não quis definir a vida do ainda ministro antes dos protestos de domingo. Ele tem 20 dias para deixar o cargo ou decidir se abre mão da carreira no Ministério Público.
Por fora Enquanto Brasília pegava fogo, FHC recebia na noite de quinta, em Lisboa, o título de sócio honorário do Círculo Eça de Queiroz, espécie de clube de intelectuais.
Mais cortes O comando da Petrobras não vê como manter todos os atuais contratos de aluguel de sondas. A conta hoje é que dez equipamentos em uso terão de ser limados até o fim do ano. Além de poupar, a estatal quer priorizar o pré-sal.
Desembarque Enroladas na Lava Jato, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão estão perto de resolver pelo menos um problema: devem fechar em breve acordo para receber cerca de R$ 600 milhões dos sócios japoneses no Estaleiro Atlântico Sul. Os asiáticos deixarão o negócio.

TIROTEIO
E os protestos contra os desvios na verba para a compra de merenda escolar? Onde esses poderão acontecer, governador?
DO DEPUTADO VALMIR PRASCIDELLI (PT-SP), sobre a proibição de Geraldo Alckmin (PSDB) à realização de atos pró-Dilma na Paulista no domingo.

CONTRAPONTO
Saudação ao sol
rede
Em reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) sobre o ato de domingo (13) na avenida Paulista, o deputado Paulinho da Força (SDD-SP) relatava a expectativa de público dos organizadores para o dia.
O governador logo disse que, para ter tanta gente como o parlamentar esperava, era preciso torcer para não chover. Paulinho então retrucou:
— Mas o senhor quer mesmo que tenha público, hein? Está torcendo até para que não chova em São Paulo!
Todos riram. Geraldo esboçou apenas um leve sorriso.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Relator de processo contra Delcídio afirma que há indícios suficientes para cassar senador

O senador Delcídio do Amaral (PT) sofreu o que pode ser considerada a primeira derrota no Conselho de Ética do Senado. 
O relator do processo que pode cassar mandato do petista, senador Telmário Mota afirmou em reunião do Conselho na tarde desta quarta-feira (9) afirmou que "existem indícios suficientes para que Delcídio do Amaral seja condenado à perda de mandato por quebra de decoro e abuso das prerrogativas parlamentares", disse o parlamentar conforme Agência Senado.
Uma nova reunião do Conselho de Ética, foi marcada para quarta-feira (16) às 14h30 (horário de Brasília) pelo presidente do conselho, João Alberto (PMDB-MA). Na reunião, será votado o relatório do senador Telmário Mota.
Delcídio foi preso no dia 25 de novembro de 2015 por atrapalhar as investigações da Lava Jato. O senador é investigado por oferecer facilidade de fuga a Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, e pagamento de R$ 50 mil mensais à família para evitar a delação premiada do ex-diretor. Semana passada, a revista "IstoÉ" divulgou uma suposta delação premiada do senador em que ele teria dito à Polícia Federal que pagamento de R$ 50 mil oferecido a Cerveró foi ideia do ex-presidente Lula e que o valor teria sido custeado pelo filho do empresário José Carlos Bumlai. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Oposição espera delação de Delcídio ser homologada para nova investida contra Dilma

Eles seguiram, portanto, a posição dos autores da petição acatada por Cunha

Após reunião na Câmara, lideranças da oposição decidiram nesta segunda-feira (7) que vão aguardar a homologação da delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, para pedir o aditamento ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acatado pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no início de dezembro.

Eles seguiram, portanto, a posição dos autores da petição acatada por Cunha — os juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Flávio Costa — que têm a prerrogativa para pedir o aditamento e preferem aguardar a formalização do acordo.

Segundo o líder do PSDB na Casa, deputado Antonio Imbassahy (BA), o aditamento não prejudica o andamento do processo de impeachment na Casa e poderá ocorrer mesmo depois de formada a Comissão de Impeachment:

— Não haverá nenhum prejuízo para o processo. Devemos encaminhar esse aditamento para a comissão processante quando ela estiver já instalada - disse.

Além de reforçar que vai tentar obstruir as votações na Câmara e no Senado esta semana — posição apoiada por PSDB, DEM, PPS, PV e PSB, além de parte do PMDB, PSC e PSD —, a oposição também avalia entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma representação contra Dilma por crime de responsabilidade, com base em trechos da delação de Delcídio que envolvem a petista. O recurso poderá acontecer ainda esta semana, disseram os parlamentares.


Deputados também conseguiram antecipar para amanhã à tarde a audiência com o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, na qual pedirão celeridade no julgamento dos embargos apresentados por Cunha para esclarecer o rito do impeachment. Eles querem formar a comissão do impeachment na Casa o quanto antes, mas vão esperar o posicionamento da Corte sobre os embargos da Câmara. O encontro estava marcado para quarta-feira, mas foi reagendado para amanhã.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dois advogados abandonam defesa de Delcídio do Amaral

O motivo é que o cliente não informou sobre a delação premiada
Os advogados Gilson Dipp e Luis Henrique Machado, responsáveis pela defesa do senador Delcídio do Amaral, suspenso pelo PT, no processo que ele responde no Senado, abandonaram o caso e já protocolaram a decisão no Conselho de Ética nesta sexta-feira (4). A renúncia dos advogados está relacionada a existência da delação premiada. 
"Nós tínhamos uma estratégia de defesa que não tinha nada a ver com delação. Fomos surpreendidos pelos fatos trazidos pela imprensa. Portanto, a relação de confiança entre advogado e cliente foi quebrada", declarou Machado ao jornal Estadão.
Os advogados reforçaram que não sabiam da existência da delação premiada e que também não foram notificados pelos advogados que defendem Delcídio no Supremo Tribunal Federal (STF), o que caracteriza quebra de confiança entre cliente e advogado.
Tanto Dipp quanto Machado não conversaram com o senador ou com a equipe dele sobre a delação.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Confira detalhes da suposta delação de Delcídio que ‘entregaria’ Dilma e Lula

Revelações foram publicadas pela revista IstoÉ

Apontado como testemunha ocular em todas as ‘negociatas’ desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, em 2003 com ex-presidente Lula, as revelações do senador Delcídio do Amaral (PT) divulgadas pela revista IstoÉ, porém negadas pela assessoria do parlamentar, incriminam não apenas o presidente de honra do partido, mas também a presidente Dilma Rousseff (PT).
“É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (agora ex da pasta) e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, teria dito Delcídio a Procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato.
As revelações do senador tratam não apenas do chamado ‘Petrolão’, esquema de desvio de recursos da Petrobras, mas também do ‘Mensalão’, no qual políticos eram pagos pelo governo do ex-presidente Lula para aprovarem, no Congresso Nacional, projetos de interesse do Executivo.
A revista teve acesso a documentos que comprovariam a delação. Delcídio teria pedido aos procuradores que seu acordo de delação fosse homologado apenas dentro de seis meses, prazo que precisaria para manter-se no Senado e afastar o risco de cassação. O pedido do sul-mato-grossense não teria sido aceito pelo ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal).
Se comprovadas, não apenas a delação, mas principalmente as informações divulgadas pela revista, o processo de impeachment de Dilma no Congresso ganharia contornos de celeridade, até então apenas desejado pela oposição. A presidente teria tentado, por três vezes, nomear ministros que votassem pela soltura de políticos e empresários presos na operação Lava Jato.

Delcídio teria contado que recebeu um pedido da presidente enquanto ambos caminhavam pelos jardins do Palácio da Alvorada, para que ele intercedesse pela nomeação de Marcelo Navarro, posteriormente nomeado ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para que o magistrado confirmasse sua intenção de julgar pela liberdade de Marcelo Odebrecht, diretor da Construtora Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, da Construtora Andrade Gutierrez.
Delcídio contou também, revelou a revista, que seu encontro com Navarro aconteceu em uma sala no Palácio do Planalto, o que pode ser verificado, segundo ele, pelas imagens do circuito interno de segurança.  Apesar do desfecho ter sido satisfatório a nomeação, o magistrado foi voto vencido no plenário da Corte, que manteve os executivos das empreiteiras presos.
Outra implicação grave contra a presidente Dilma, é que Delcídio teria relatado que ela sabia dos equívocos que resultaram na compra da refinaria de Pasadena, negócio que deixou um prejuízo de US$ 792 milhões, quando a petista era a presidente  do Conselho de Administração da Petrobras. Ela sempre negou que fosse de seu conhecimento as irregularidades. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, teria dito o senador.
A própria nomeação de Nestor Cerveró ao cargo de Diretor Internacional da estatal teve atuação da presidente da República.
Pivô da prisão do sul-mato-grossense, Cerveró teria recebido a ‘mesada’ prometida por Delcídio, a mando de Lula, por pelo menos cinco meses. E o dinheiro teria saído das posses do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
O motivo, explica o senador, seria que Cerveró implicaria em sua delação o pecuarista, intimamente ligado a Lula. Bumlai inclusive teria usado dinheiro dos desvios da Petrobras, obtido na compra superfaturadas de sondas pela estatal, para pagar as contas da campanha de Lula em 2006, na qual o petista saiu vencedor.
Em outra ocasião, também em 2006, Delcídio intermediou um outro pedido de Lula para comprar o silêncio de uma testemunha: Marcos Valério, o publicitário apontado como operador do ‘Mensalão’. O ex-presidente e o ex-ministro Antonio Palocci, teriam pago R$ 220 milhões, pedido por Valério, para que não citasse Lula em seus depoimentos.
CPI´s
Delcído também citou duas CPI´s (Comissões Parlamentares de Inquérito), a dos Bingos e a dos Correios, que tiveram atuação da base aliada do governo para livrar Lula e Lulinha, seu filho Fábio Luis Lula da Silva, das implicações resultantes das investigações.
A CPI dos Correios, que resultou nas condenações do ‘Mensalão’ foi presidida por Delcídio. Ele cotou que Lula fez um acordo com a oposição para que seu nome foi retirado do relatório final. Isso o teria salvo de um impeachment.
Por fim, o senador sul-mato-grossense cita colegas e ex-parlamentares de Congresso, como oos senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR), como pessoas que cobravam uma espécie de ‘pedágio’ de donos de empreiteiras para que não os convocassem a depor na CPI da Petrobras.

Fotos: Reprodução/IstoÉ

Delcídio atuou para conseguir liberação de investigados na Lava Jato, diz IstoÉ

Segundo revista, ele garantiu que a nomeação de Marcelo Navarro no STJ fosse condicionada à proteção de interesses de Dilma

O senador Delcídio do Amaral (PT) teria confessado, em delação premiada, que atuou em manobra para liberar executivos investigados que foram presos na Operação Lava Jato. Segundo a revista IstoÉ, ele agiu a pedido da presidente Dilma Rousseff (PT), que teria usado a sua influência no Palácio do Planalto para tentar alterar o resultado de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).

A assessoria do petista nega as informações, mas a revista garante que o relatório do depoimento, com mais de 400 páginas, possui revelações que podem comprometer diversos membros do alto escalão do Governo, além de parlamentares da base aliada e da oposição. Delcídio, inclusive, teria colocado uma cláusula de confidencialidade para manter o conteúdo em segredo por seis meses.

Esquema
De acordo com a reportagem, a presidente Dilma e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo tentaram corromper o presidente do STF, Ricardo Levandowski, em suposto esquema para conseguir a liberdade de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, da empresa Andrade Gutierrez, mas sem sucesso.

Depois teriam oferecido uma vaga no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) para o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Nelson Schaefer, em troca de proteção aos interesses de Governo, sendo novamente rejeitados. A partir daí, eles tiveram a ideia de solicitar o apoio do senador petista.

A solução seria a nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o STJ. Conforme a revista, Delcídio esteve no Palácio da Alvorada conversando com Dilma e, enquanto caminhavam pelos jardins locais, ela sugeriu que o senador falasse com Navarro para obrigá-lo a se comprometer em aceitar o pedido de habeas corpus dos investigados.

“Na reunião, de acordo com Delcídio, Navarro ‘ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o dr. Falcão (presidente do STJ, Francisco Falcão) já o havia alertado sobre o assunto’”, diz a reportagem. O apoio teria sido confirmado quando o ministro votou a favor de Odebrecht e Azevedo em julgamento recente, apesar de ter sido vencido por quatro votos a um.


Para a assessoria do senador, que está internado em São Paulo para exames médicos, as informações publicadas pela IstoÉ são ‘mentiras’ ou ‘delírios’ e uma nota de esclarecimento deve ser divulgada em breve. O suposto acordo de delação premiada conteria revelações que também comprometem o ex-presidente Lula (PT).

Senador tentou manter delação em segredo para defender mandato, diz revista

Segundo reportagem, cláusula incomodou ministro, que devolveu processo à PGR

O senador Delcídio do Amaral (PT) teria realizado acordo de delação premiada para garantir a liberdade da prisão, concedida em 19 de fevereiro, mas com uma cláusula de confidencialidade para defender seu mandato no Congresso Nacional. As informações foram publicadas pela revista IstoÉ, em sua edição online, nesta quarta-feira (3).

Segundo reportagem da jornalista Débora Bergamasco, o acordo depende apenas de aprovação do ministro Teori Zavascki. O depoimento só não teria sido homologado ainda porque o senador acrescentou uma cláusula solicitando sigilo de seis meses. O pedido não agradou o ministro, que devolveu o processo à Procuradoria-Geral da República para excluir a exigência até a próxima semana.

O tempo solicitado pelos advogados de Delcídio seria utilizado para defender o mandato do petista perante a Comissão de Ética do Senado, cargo importante para manter o foro privilegiado. Se for cassado, o político precisará aguardar o julgamento em casa, mesmo durante o dia, o que não ocorre no regime de recolhimento domiciliar.

Conforme a IstoÉ, a preocupação com a cláusula é justificável, pois o petista comprometeu os colegas no Senado, deputados, inclusive aqueles de oposição ao Governo, o ex-presidente Lula (PT) e até mesmo Dilma Rousseff (PT), com declarações que podem garantir o impeachment da presidente.

Entre os diversos segredos que teriam sido revelados na delação premiada, estaria a tentativa da presidente e do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em liberar condenados da Lava Jato da prisão. Delcídio também teria acusado Lula de financiar a família do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, com mesadas de R$ 50 mil, para que ele não comprometesse seus amigos e parentes.

A assessoria do senador, no entanto, nega a existência da delação premiada e garante que a revista está ‘mentindo’ ou ‘delirando’. Como Delcídio está internado em São Paulo para exames médicos, uma nota de esclarecimento deve ser divulgada em breve.

Prisão
Delcídio foi preso em 25 de novembro de 2015, durante nova fase da Operação Lava Jato. Segundo o MPE (Ministério Público Federal), ele estaria tentando obstruir as investigações através de tratativas com a família de Cerveró para o ex-diretor da Petrobras não aceitar a delação premiada ou omitir irregularidades cometidas por ele e por André Esteves, controlador do Banco BTG Pactual.

Conforme o relatório do MPF, o petista chegou a planejar uma rota de fuga para Cerveró, que tem nacionalidade espanhola, saindo do país pela fronteira seca com o Paraguai e seguindo viagem em um avião modelo Falcon 50. Em troca, a família do foragido receberia uma ‘mesada’ de R$ 50 mil ao mês.


Durante uma das gravações, realizadas pelo filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, o senador declarou abertamente que tentaria usar sua influência política para corromper ministros do STF, complicando a situação da defesa. Ainda assim, ele foi liberado em 19 de fevereiro, mas o conteúdo da decisão foi mantido em sigilo.