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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Guarda mantém uniforme e vai adotar boina para ficar diferente da PM


Michel Faustino

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Novo comandante da Guarda diz que mudanças devem ocorrer até o primeiro semestre de 2016. (Foto: Simão Nogueira)Novo comandante da Guarda diz que mudanças devem ocorrer até o primeiro semestre de 2016. (Foto: Simão Nogueira)
Alvo de polêmica pela semelhança de fardamento com a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal de Campo Grande passará a utilizar boina de cor azul claro e braçadeira com as iniciais da corporação. De acordo com o novo comandante da GCM, major da Polícia Militar, Marcos Escanaichi, a previsão é de que o ornamento seja totalmente implantado no primeiro semestre do próximo ano.

Segundo Escanaichi, a previsão inicial é de que sejam investidos pouco mais de R$ 1,3 milhão para complemento dos uniformes, que permanecem na cor azul marinho, dos 1,3 mil agentes da corporação. Conforme o comandante, até o fim do ano o processo de licitação deve ser encaminhado, no entanto, a implantação só deve ocorrer em 2016.
“Isso vai garantir que o uniforme permaneça com sua cor de instituição, mas também vai garantir que população possa fazer essa diferenciação. Não queremos que essa confusão permaneça”, comentou.
Nesta quinta-feira o MPE (Ministério Público Estadual) abriu hoje um inquérito relacionado ao tema. Conforme os arquivos do caso, uma pessoa fez uma denúncia reclamando que, além das roupas parecidas, a preparação dos guardas foi realizada no centro de treinamento da polícia, o que é vetado pela lei 13.022.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Moradores e comerciantes temem que duplicação da BR-163 mate o comércio


Pontos de retorno e travessia também não estão claros para a população
  • O guard rail isolou seis boxes da oficina, que trabalha com veículos de grande porte (Luiz Alberto)
  • José Antônio Simplício é gerente de uma oficina as margens da BR-163 há quase 15 anos e, agora, com a duplicação da rodovia, vive a insegurança de ter de fechar as portas do estabelecimento “por causa do progresso”.
    “No começo do ano a Prefeitura veio e instalou esse guard rail aí na entrada da minha oficina e isolou seis dos meus boxes. Agora, na semana passada, a CCR disse que vai isolar a outra entrada de boxes. Se isso acontecer, a gente vai ter de fechar nosso estabelecimento, porque nós trabalhamos com carretas e bitrens e não tem como manter o serviço sem a entrada dos boxes”, explica José, ao dizer que desde a instalação do equipamento de segurança ele já perdeu metade do movimento.
    A preocupação também é compartilhada pela gerente de uma churrascaria, um pouco mais à frente. Ana Loureço teme que a duplicação diminua o movimento do local, por não saber ao certo onde serão instalados os pontos de retorno e travessia. “Se o retorno ficar longe daqui, sei lá, alguns quilômetros que seja, a pessoa não vai voltar aqui só para comer. Então estamos bastante preocupados com isso”, explica.
    As funcionárias da churrascaria dizem que a preocupação com os locais de retorno, assim como as passarelas, que devem ligar a pista de um lado ao outro, também está presente na vida da população dos bairros localizados do outro lado da BR. “Eu moro no Pedrossian, que fica aqui atrás da churrascaria, mas para vir para o serviço eu preciso pegar a pista contrária, então se o retorno for longe daqui, vai dificultar nossa vida e aumentar nossos custos com gasolina também”, explica Kely Fernandes.
    Já Daine dos Santos acredita que a duplicação será boa porque deve diminuir o número de acidentes, mas admite que concorda com a colega em relação aos locais de retorno e travessia.
    Nesse sentido, José Antônio destaca que a duplicação deve sim ser feita, mas de forma que não prejudique os comerciantes e a população. “Essa duplicação precisa ser feita de forma organizada, pensando nos comércios que sobrevivem às margens da rodovia. Se ela isola as laterais da pista com esse guard rail, acaba com as oficinas, e se bloquearem as marginais, como fizeram aqui na frente, mata os comércios que ficam um pouco mais para dentro do bairro”, finaliza Simplício.

    quinta-feira, 18 de junho de 2015

    Em três meses, MPE de MS salta de último para 12º lugar em ranking de transparência

    Segundo o novo ranking do CNMP, que o TopMídia News obteve com exclusividade, Mato Grosso do Sul saltou de último lugar para a 12ª posição


    Foto: Divulgação
    Depois do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) divulgar, em março deste ano, relatório que colocava o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul em último lugar no quesito transparência, a instituição mudou de posicionamento e atualizou todos os dados até maio de 2015.

    Segundo o novo ranking do Conselho, que oTopMídia News obteve com exclusividade, Mato Grosso do Sul saltou de último lugar para a 12º posição, com 85,66% das determinações do CNMP atendidas. A promessa é que novas atualizações em andamento devem colocar o MPE do Estado entre os primeiros da lista do CNMP.

    No Portal da Transparência, dados como receitas próprias; detalhamento das despesas; despesas por ação orçamentária; empenhos e pagamentos por favorecido; diárias e passagens, um dos pontos considerados mais polêmicos no órgão; outros Benefícios; repasses previdenciários e a prestação de contas anual foram atualizados até o último mês referente a maio de 2015.

    Entre os pontos que ainda estão incompletos está o setor de licitação que, na página do MPE, aparece apenas a abertura de uma licitação que deve ocorrer no dia 6 de julho de 2015. O concurso para o certame é para a construção de um muro lateral de fechamento de 189 metros lineares, com altura média de 2,50 metros de uma área total de 1,9 mil metros quadrados de calçada em torno do terreno da Procuradoria-Geral de Justiça de Campos Salles, no Jardim Veraneio, em Campo Grande.

    Segundo o promotor e assessor de Procuradoria-Geral de Justiça, Paulo Zeni, o Ministério Público Estadual já sabia que precisaria fazer as mudanças para atender as normas do CNMP, mas não teve tempo suficiente para se adequar às normas.

    "Por isso, que ficamos em último lugar. Essas mudanças ocorreram desde o ano passado, nós tivemos que mudar o site e o sistema para poder reunir todas essas informações. Fora que as informações que tínhamos tiveram que ser adaptadas para obedecer às normas do CNMP. Isso ainda demandou um trabalho porque mexeu com todas as áreas para chegarmos a esse patamar de 85,6%", explica.

    O coordenador revela que o problema é em todo o Brasil, pois o terceiro colocado no ranking está em 90% ainda, mas o cenário deve mudar em breve. "Isso demonstra que nós estamos a menos de 5%. Mas nós ainda temos 15% para melhorar. Ou seja, nós já entendemos que não vamos parar nunca. Fora que o CNMP vai passar por uma nova reformulação e nós teremos que estar prontos para acompanhar as novas mudanças", finalizou. 

    O ranking sobre os Portais de Transparência analisou 30 instituições. Quando o levantamento foi realizado, o MPE de Mato Grosso do Sul estava atrás, inclusive, do MPE da Paraíba, penúltimo no ranking do CNMP. O MPE de Roraima, com cerca de 99% das recomendações atendidas, liderava a tabela. O vizinho, Mato Grosso, tinha 97% das determinações atendidas.

    domingo, 14 de junho de 2015

    Mega-Sena, concurso 1.713: duas apostas dividem prêmio de R$ 63 mi


    Confira as dezenas do concurso 1.713: 03 - 10 - 16 - 23 - 27 - 29
    Cada um dos vencedores receberá prêmio de RS 31.598.692,07 milhões.

    Do G1, em São Paulo
     
    MEGA-SENA
    CONCURSO 1713
    3 10 16
    23 27 29
    Duas apostas acertaram as seis dezenas do concurso 1.713 da Mega-Sena, realizado neste sábado (13) na cidade de Itabaiana (SE). As apostas vencedoras, de Maringá (PR) e do Rio de Janeiro (RJ), receberão cada um R$ 31.598.692,07.
    Esse é o maior prêmio do ano até agora. O próximo sorteio da loteria acontece na quarta-feira (17).
    Veja as dezenas sorteadas: 03 - 10 - 16 - 23 - 27 - 29.
    A quina teve 388 apostas ganhadoras, que levaram prêmio de R$ 17.070 cada uma. Outros 6845 bilhetes acertam a quadra e levaram R$ 440,56.
    Para apostar
    A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
    Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

    quinta-feira, 11 de junho de 2015

    Ilegal, venda de casas da Ehma é 'moda' em Campo Grande

    A residência é financiada com dinheiro público; anunciante cita que faz contrato de gaveta.

    Um anúncio on-line está vendendo casa popular da Emnha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), no bairro Jardim Canguru, em Campo Grande. A moradia foi entregue em 2012 sendo do programa Minha Casa, Minha Vida.  A residência não está quitada e a informação está no classificado do site OLX, um dos maiores do País.  O vendedor deixa claro que aceita proposta, financiamento e contrato de gaveta. A vista o preço é de R$ 85 mil.

    A reportagem ligou para o anunciante, que será identificado apenas como J.A.R. Ele disse que tem  varias residências que estão a venda em diversos bairros da Capital.  “Essa casa ainda está a venda. Tudo é conversado. Posso fazer um contrato. Custa R$ 85 mil, mas ainda tem R$ 9 mil para ser pago. Tem que pagar os R$ 40 todos os meses. Caso tiver interesse mostro a residência. No site do anúncio postei fotos nítidas de como está a residência”. 

    Nesse caso o contrato é de gaveta. O anúncio destaca que a casa tem dois quartos, sala, cozinha, um banheiro, portão de elevação, e está  toda murada. A rua é asfaltada e próxima de supermercados, posto de saúde e escola.
     

    De acordo com a assessoria de imprensa da Emnha,  a denúncia vai ser encaminhada para a Caixa Economica Federal. A Agência ainda alertou que as casas populares não podem ser  vendidas. Essa casa que está sendo vendida da forma ilegal foi entregue para 292 famílias no residencial João Alberto Amorim.

    O imóvel pertence o programa Minha Casa, Minha Vida têm aquecedor solar, piso e reboco, dois quartos, sala, cozinha , banheiro, área de serviço, do tipo padrão, com área de 34,68 m² e foi  financiado pela Caixa Econômica Federal, em parceria do governo federal, estadual e prefeitura. Foram investidos um total de R$ 14,8 milhões.

    domingo, 7 de junho de 2015

    Estado entra na disputa judicial para manter CPI da Enersul na Assembleia


    PGE diz que 'não convence' argumento de que tema não reflete nos custos da tarifa 
    • Deputados durante sessão da CPI da Enersul/Energisa, no fim de abril (Roberto Higa / ALMS)
    • O governo do Estado entrou oficialmente na disputa judicial envolvendo a CPI da Enersul/Energisa, aberta em abril na Assembleia Legislativa. Segundo a PGE (Procuradoria-Geral do Estado), “não convence” o argumento de que movimentações financeiras suspeitas na empresa, um dos principais alvos da investigação, não refletem nos custos da tarifa de energia elétrica.

      A Procuradoria de Assuntos Administrativos da PGE levou ao TJ (Tribunal de Justiça) manifestação de interesse em participar da ação judicial na qual, no começo de maio, a atual concessionária de energia elétrica de Mato Grosso do Sul, a Energisa, conseguiu liminar suspendendo os trabalhos da CPI. No documento, o Estado contesta pontos que levaram a empresa a conseguir barrar a investigação e pede que a decisão seja “julgada integralmente improcedente”.
      No entendimento da PGE, “a respectiva Comissão Parlamentar de Inquérito preencheu todos os requisitos constitucionais”, tanto em nível federal como estadual, além do regimento interno da Assembleia Legislativa. “Uma investigação responsável e eficiente não analisaria só alguns atos espaçados, deixando de fora os reflexos e as consequências destes atos, bem como a extensão do dano causado, que só pôde ser sentida na administração da Energisa”, diz a procuradoria ao contestar, também, o argumento de que a concessionária não tem relação com os fatos motivadores da comissão – a empresa assumiu o controle da então Enersul em abril de 2014.
      “A afirmação falaciosa de que não há reflexos na tarifa também não convence, já que a Energisa não está atuando sem fins lucrativos, e qualquer passivo reflete no custo da concessão, modificando o equilíbrio financeiro-econômico do contrato”, prossegue a petição da PGE. Portanto, a análise da procuradoria é de que “os cidadãos sul-mato-grossenses têm interesse no tema”, concluindo: “fica mais que evidente que não estamos no âmbito dos prejuízos privados, sentidos apenas por seus sócios”.
      Por fim, a PGE analisa que a investigação do Poder Legislativo não pode se restringir a dados de auditoria feita na concessionária. “(...) À atuação das CPIs não dependem a atuação de outros órgãos prioritariamente, sendo independente no limite da sua atuação”, traz o documento, antes de pedir que seja dada continuidade à CPI da Enersul/Energisa.
      Soma-se a esta manifestação da PGE outra, feita pela própria Assembleia Legislativa e assinadas pelo presidente da casa, Junior Mochi (PMDB), e da própria CPI, Paulo Corrêa (PR), contestando a decisão ao longo de 41 páginas. Há também, um agravo regimental, outro recurso do Legislativo, aguardando julgamento.
      A previsão é de que novas análises judiciais acerca do caso surjam no decorrer desta semana. Isto porque o relator da ação, desembargador Dorival Renato Pavan, está retornando de férias.

      quinta-feira, 28 de maio de 2015

      uiz suspende pagamento extra de R$ 8,4 mil por mês a vereador da Capital

      J

      Edivaldo Bitencourt e Leonardo Rocha
      Vereadores ficam sem verba indenizatória após decisão judicial (Foto: Arquivo)Vereadores ficam sem verba indenizatória após decisão judicial (Foto: Arquivo)
      O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Marcelo Ivo de Oliveira, concedeu liminar, nesta terça-feira (26), e suspendeu o pagamento de verba indenizatória aos 29 vereadores de Campo Grande. Eles ficarão sem receber R$ 8,4 mil por mês, o que pode gerar uma economia de R$ 2,9 milhões por ano aos cofres públicos.
      O magistrado acatou pedido feito na ação popular impetrada pelo advogado Daniel Ribas da Cunha, que já conseguiu suspender o pagamento do benefício em Ponta Porã. Com a decisão da Justiça, os vereadores não poderão ter a ajuda mensal de até R$ 8,4 mil mensal para o pagamento de despesas com locomoção, passagens, alimentação, combustível, consultoria, aquisição de material e aperfeiçoamento.
      Conforme o advogado, o pagamento é “flagrantemente imoral, inconstitucional e lesivo aos cofres públicos, constituindo ofensa ao erário público, bem como à moralidade administrativa, por desrespeitar normas constitucionais que tratam da remuneração de ocupantes de cargos públicos”.
      A verba indenizatória eleva o salário do vereador, que atualmente é de R$ 15.031,76, em 55,8%.
      Além de suspender o pagamento, o juiz arbitrou multa de R$ 500 por dia em eventual desobediência do legislativo municipal.
      O primeiro secretário da Câmara Municipal, vereador Delei Pinheiro (PSD), reagiu com duras críticas à decisão do juiz. “Temos que recorrer porque o magistrado só quer aparecer”, argumentou. Ele disse que o certo é suspender a verba indenizatória de outros poderes, como Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e das 79 câmaras municipais do Estado.
      Delei citou a decisão da Justiça que suspendeu o reajuste de 61% nos salários dos vereadores, mas que acabou sendo derrubada em segunda instância. Como a Câmara pode recorrer, ela posta que a decisão será anulada pelo Poder Judiciário.

      segunda-feira, 27 de abril de 2015

      Policiais aguardam até dia 30 posição de Reinaldo sobre salários

      Uma nova assembleia já está pré-agendada para o dia 4 de maio para decidir as próximas ações

      Policiais civis decidiram durante Assembleia Geral realizada no último sábado (25), aguardar até o dia 30 de abril para que o governador Reinaldo Azambuja dê um posicionamento quanto à negociação salarial de 2015. Uma nova assembleia já está pré-agendada para o dia 4 de maio para decidir as próximas ações.
      No início da reunião, o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de MS), Alexandre Barbosa relatou que tem conversado com interlocutores do governo e apresentado as propostas da classe. Contudo, sem ter um posicionamento definitivo por parte da administração. O delegado-geral Roberval Maurício Cardoso Rodrigues pediu para ser o interlocutor da Polícia Civil junto ao governo, tentando agendar uma reunião do Sinpol-MS com o governador Reinaldo Azambuja ainda nesta semana.
      “A categoria está unida e pronta para lutar pela valorização que merece. Nós reivindicamos que o governador cumpra o compromisso, que assinou durante a campanha eleitoral, de reposicionar a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul entre as cinco melhores remuneradas do país. Para isso, é necessário dar início ao diálogo.”, afirmou Barbosa.
      Contrapondo o que o governo estadual divulga diariamente sobre a diminuição da arrecadação e que por isso não poderia conceder o reajuste aos servidores o Sinpol-MS fez um estudo do impacto que isso causaria nas contas do governo e concluiu que é possível o aumento, uma vez que o Estado possui recursos suficientes.
      A classe aprovou a continuidade da Assembleia Geral Permanente até o fim das negociações salariais, o que possibilita a convocação a qualquer momento para novas deliberações.

      sábado, 25 de abril de 2015

      Em 100 dias, Azambuja descumpre série de promessas de campanha

      Polícia Militar e Enfermeiros estão entre as categorias desacreditadas e até Lei Federal aguarda cumprimento

      (Foto: arquivo/Geovanni Gomes)

      (Foto: arquivo/Geovanni Gomes)
      Apesar de reafirmar os compromissos com a população aos 100 dias de governo, completados no dia 11 de março, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já coleciona promessas de campanha descumpridas. A Polícia Militar e Enfermeiros tiveram negociações afetadas e até a Lei Federal da Transparência ainda não foi efetivada. Além disto, o governador recuou na decisão de reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os combustíveis.

      A nova gestão deu esperança aos 2.400 remanescentes do concurso para policial militar de 2013.  Na  última semana, o tucano voltou atrás e anunciou a convocação de apenas 122 pessoas.  A medida revoltou os aprovados no concurso, que acusam o governador de articular “manobra” para evitar as nomeações.

      As medidas para apertar o cinto no orçamento também sobraram para quem já estava trabalhando. Os enfermeiros foram derrotados em reivindicação histórica e com respaldo constitucional. Reinaldo vetou o projeto de Lei que estabelecia jornada de 30 horas semanais à categoria e também para técnicos e auxiliares de enfermagem.

      De iniciativa do deputado Maurício Picarelli (PMDB), o projeto foi votado durante uma sessão da Câmara dos Deputados no início do mês. A mudança estabelecia apenas seis horas diárias de trabalho. No dia da votação, o deputado alegou que as escalas e turnos não podem passar de 12h.

      Transparência
      A imagem  do governador que cortou o salário pela metade logo na posse, não condiz com a gestão que até o momento não disponibilizou dados da administração por meio do Portal da Transparência. Azambuja (PSDB) aderiu no último dia 10 de abril ao programa Brasil Transparente da CGU (Controladoria Geral da União).

      De acordo com a CGU, “a transparência e o acesso à informação estão previstos como direito do cidadão e dever do Estado na nossa Constituição Federal e em diversos normativos, como a  Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar n.º 101/00), a Lei da Transparência (Lei Complementar nº 131/09), e, mais recentemente, a Lei de Acesso à Informação - LAI (Lei nº 12.527/11)”.

      Azambuja declarou durante evento que a adesão ao programa reitera seu compromisso com a população sul-mato-grossense, de um Governo Transparente. Mas na prática, ainda não é possível ter acesso a nada.

      Em rápida consulta à internet é possível detectar que a última prestação e contas publicada é datada de 2014, gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

      ICMS
      Promessas também foram feitas aos contribuintes, que se sentiram atraídos pela proposta de reduzir a alíquota sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os combustíveis ainda neste ano. O próprio o secretário do Estado de Fazenda, Marcio Monteiro, contradisse a promessa do governador afirmando que a implantação da medida não era tão simples.

      De acordo com o chefe da equipe econômica, o processo demanda tempo até que o projeto seja completamente sacramentado pelo Governo do Estado. Antes, durante a campanha eleitoral, o governador afirmava que a redução na alíquota cairia dos atuais de 17% para 12%, se igualando ao Estado de São Paulo, onde o índice menor já é praticado.

      Se a promessa ficar para 2016, a redução deverá chegar no máximo a 15% dos atuais 17% executados no Estado. Resta saber se até o final deste ano, a promessa dos 15% será mantida pelo atual governador já que a inicial foi quebrada.

      quinta-feira, 23 de abril de 2015

      Após denúncia, Detran acaba com cobrança repetida na vistoria veicular

      Proprietário pagará somente uma vistoria por ano 

      A portaria Nº 013 do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) publicada nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial do Estado autoriza que seja feito apenas um pagamento de vistoria para fazer o licenciamento do veículo durante o ano. A queda das múltiplas taxas acontece após inúmeras reclamações e denúncias publicadas pelo Jornal Midiamax sobre o assunto.
      Conforme a portaria, os proprietários de veículos que já realizaram uma vistoria durante o ano podem ir ao mesmo local fazer nova vistoria para licenciamento do carro, mas sem pagar pelo serviço.
      Portanto, não vale a vistoria já feita, mas sim uma nova vistoria sem pagamento. Isso desde que ela seja feita na mesma vistoriadora e que se mantenha a propriedade do automóvel.Assina pela portaria o diretor-presidente do Detran, Gerson Claro Dino.
      Além desta medida, o governador Reinaldo Azambuja encaminhou para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o projeto que deve reduzir em 20% na taxa de vistoria veicular do Detran. O projeto deve ser colocado entre as pautas da Assembleia Legislativa desta quinta-feira. 
      Segundo Azambuja, o projeto foi encaminhado para a Casa de Leis na última sexta-feira (17) e que deva ser votado o mais rápido possível. Se aprovado o projeto, a taxa que atualmente custa R$ 104,55, custará R$ 83,64. Nas credenciadas do Detran o valor atual é de R$ 120,00.

      O governador afirma que o projeto prevê redução apenas para as vistorias realizadas a partir de sua aprovação. “As pessoas que já pagaram não vão ter o dinheiro reembolsado porque estava dentro da portaria anterior e a lei não retrocede. Não temos como devolver os 20% a quem pagou”, justifica.

      Repasse ajuda a desafogar débitos de asilo, mas não garante fim de pendências

      Dívidas com férias, 13º e FGTS continuarão pendentes

      • Previsão é de que funcionários retornem ao trabalho nesta sexta-feira (Diogo Gonçalves/Arquivo Midiamax)
      • A Prefeitura confirmou o depósito do repasse de R$ 50 mil ao Recanto São João Bosco, que atende 100 idosos. Conforme a assessoria de comunicação da Arquidiocese de Campo Grande, com o valor será possível realizar alguns pagamentos, porém, as dívidas com férias, décimo terceiro e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) devem continuar pendentes.

        Segundo as informações, atualmente os gastos mensais com o Recanto chegam a R$ 350 mil, sendo que desse total R$ 250 mil são referentes à folha de pagamento.
        Nesta quarta-feira (15), os funcionários iniciaram uma greve reivindicando os salários referentes aos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. A Arquidiocese admite atraso no pagamento, mas afirma que todos os funcionários já haviam recebido o salário de dezembro.
        Com o repasse, a previsão é que os funcionários retornem ao trabalho nesta sexta-feira (16), colocando fim à greve. Quanto aos demais pagamentos, a assessoria de comunicação da Arquidiocese afirma que nesta tarde será realizada uma reunião entre a administração do asilo, Prefeitura, SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) e MPE (Ministério Público Estadual) para discutir o assunto.
        Crise financeira
        A assessoria de comunicação da Arquidiocese de Campo Grande destaca que o Recanto passa por uma crise financeira e depende de doações da população.Os interessados podem doar alimentos, remédios e fraldas geriátricas. Quem não tiver disponibilidade de levar a doação até o local pode entrar em contato por meio da Unidade de Captação de Recursos no telefone: (67)3345-0500.
        Além das doações de alimentação remédios e materiais de higiene, o Arquidiocese destaca a necessidade de pessoas para auxiliar no cuidado dos 100 idosos, pois, dentre eles, 30 dependem totalmente de cuidados.

        terça-feira, 21 de abril de 2015

        OAB estranha e acompanha prisão do ex-vereador Robson Martins

        Ex-vereador é advogado e alegou ser mediador


        O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, Júlio César, informou ao Midiamax que tal como acontece com outros advogados, a OAB tem uma comissão acompanhando o caso do ex-vereador Robson Martins, que é advogado.
        Júlio explica que uma comissão de advogado acompanha todos os processos que tenham um advogado como autor ou réu e ressalta que o caso causou estranheza por questões jurídicas.
        O presidente da OAB ressalta que um advogado pode ser preso quando o processo está julgado ou em flagrante por crime inafiançável. O advogado de Robson, Ramão Sobral, alega que ele atuou apenas como mediador, o que levanta as dúvidas de Júlio.
        “Vamos ter que aguardar o delegado, que só vai se pronunciar amanhã. Pode ser que tenha outro evento que o delegado ainda não tenha disponibilizado”, justificou o presidente da OAB.
        O ex-vereador Robson Martins e o empresário Luciano Pageu foram presos em flagrante no estacionamento de um supermercado da Capital, na tarde de quinta-feira (17), suspeitos de extorquirem o vereador Alceu Bueno.
        Na ocasião da prisão, o vereador Alceu Bueno entregava R$ 15 mil, em dinheiro, à dupla, uma espécie de segunda parcela – a primeira foi de R$ 100 mil – para evitar que supostos conteúdos comprometedores, incluindo fotos e conversas por mensagens de celular, relativos ao envolvimento dele com adolescentes. Estas, pelo menos, são informações que constam no material policial enviado à Justiça após as prisões. O delegado Paulo Loretto ainda não se pronunciou e prometeu falar com a imprensa apenas na próxima quarta-feira.

        Ainda sem conclusão, reforma do Mercadão divide população da Capital

        A segunda fase do projeto não tem data para sair do papel

        Autor: Mikaele Teodoro
        Foto: Geovanni Gomes

        Foto: Geovanni Gomes
        A reforma do estacionamento do Mercado Municipal Antônio Valente, o Mercadão, tem dividido opiniões. Se para clientes do estabelecimento, a ampliação do número de vagas foi boa, para comerciantes da redondeza as alterações no trânsito foram desastrosas. De acordo como proprietário de uma conveniência, as vendas caíram em pelo menos 50%.

        A falta de estacionamentos em via pública e aparente confusão são as principais reclamações da população. “Eles gastaram um monte de dinheiro nessa reforma e o problema continua o mesmo. Em horário de pico ninguém passa por aqui”, reclama o taxista José Avelar.

        Já de acordo com Juraci Ricardo da Silva, proprietário de uma conveniência, o problema principal é a diminuição do fluxo de pessoas. “Ninguém mais transita por aqui [rua TV José Bacha], não tem onde estacionar. Tivemos que implorar para liberarem ao menos um pedaço de faixa amarela para nossos clientes estacionarem”, critica.

        Para Juraci, a prefeitura pensou apenas no Mercadão, mas se esqueceu dos comerciantes da região. “Se tivesse ficado bonito e organizado pelo menos, ninguém estava reclamando, mas tá horrível isso”, afirma.

        Já a comerciante Rosemeire da Silva, proprietária de uma loja de artigos em couro se diz satisfeita com a reforma. "Para nós foi positivo, não temos nenhuma reclamação. Não acho que tenha diminuido as vendas não", conta. 

        Mesmo quem aprova a reforma, tem queixas sobre o local. “Um estacionamento que nem é coberto, custar R$ 8 é muita coisa. Não tem motivo para ser tão caro”, reclama um José Tenório, 53 anos, cliente do Mercadão.

        Confusão

        A confusão na região e a falta de informação sobre o projeto devem continuar por muito tempo. Esta é apenas a primeira fase da revitalização e o projeto ainda não foi concluído pela Prefeitura de Campo Grande. A segunda fase do projeto não tem data para sair do papel.  


        O projeto prevê a ampliação da praça e o fechamento da Rua 7 de Setembro, para se interligar a calçada do Mercadão. Até o momento, as reformas no prédio e a abertura da nova entrada do local foram concluídas. No entanto, o estacionamento, ponto determinante do projeto gera problemas. A saída dos veículos e o fechamento do trecho da Rua 7 de Setembro entre a Travessa José Bacha e Via Morena não foram concluídos e não possuem data para conclusão.