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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Manifestação de professores para 70% das escolas de Campo Grande

Cerca de mil pessoas participam do protesto

  • Protesto começou às 9h (Henrique Kawaminami)
  • Os professores das redes municipal e estadual de ensino de Campo Grande, realizam nesta quinta-feira (22), uma manifestação contra medidas do Governo Federal que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos. Aproximadamente mil pessoas participam do protesto que deixa aproximadamente 70% das escolas de Campo Grande sem aulas. 
    A concentração teve início às 8 horas na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública). Os trabalhadores saíram em passeata pelas ruas do Centro. O percurso vai passar pelas ruas 7 de Setembro, Rui Barbosa, Afonso Pena, 14 de Julho, Cândido Mariano, 13 de Maio, 7 de Setembro. 
    O protesto tem como tema a defesa da lei do piso e se posiciona contra as medidas que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos e precarizar o atendimento à população: PLP 257 (limita planos de carreira); PEC 241 (congela o piso do magistério); PL 4567 (desvincula os royalties do petróleo para a educação); Reforma da Previdência e Lei da Mordaça.
    Segundo Lucílio Nobre, presidente da ACP, o  Fórum dos Servidores possui 22 sindicato e 100% deles aderiram ao movimento desta quinta em Campo Grande. Não há aula em 90% das escolas estaduais e em 50% das escolas municipais. Alguns profissionais de Ceinfs (Centros de Educação Infantil) aderiram à paralisação, mas não há nenhum fechado. “Estamos construindo para uma greve nacional para tentar derrubar esses projetos de lei. Se forem aprovados no Senado, haverá grave nacional atá que sejam derrubados. Esses projetos prejudicam o servidores”, diz. 
    “Essa greve pode ocorrer mês. Isso vai ser decidido em uma reunião realizada pelas centrais sindicais em São Paulo no próximo mês”, disse o diretor financeiro da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) Jaime Teixeira. Teixeira diz que esse projetos afetam os trabalhadores, principalmente por conta das reforma previdenciária trabalhista que aumenta em 30% e 40 % o tempo para os trabalhadores se aposentarem. “É uma reforma brutal considerando a expectativa de vida do brasileiro. Algumas pessoas podem nem se aposentar”, acrescenta. 

    Os trabalhadores também protestam contra a possibilidade do fim dos concursos públicos, desmonte dos planos de cargos e carreiras, a terceirização da educação, saúde e segurança. Já a PEC 241 traz medidas ainda mais drásticas como o congelamento por 20 anos dos investimentos em educação e saúde, o que levará ao fim da lei do piso do magistério e o desmonte do SUS.
    Na programação está um ato da CUT (Central Única dos Tralhadores) na Praça Ary Coelho, um ato da Adufms (Sindicato dos Professores das Universidades Federais no Mato Grosso do Sul), ato da CUT na Praça Ary Coelho às 15 horas e por fim, às 17 horas, manifestação na Praça Ary Coelho, denunciando as privatizações. 
    O protesto tem como tema a defesa da lei do piso e se posiciona contra as medidas que os trabalhadores dizem atacar os serviços públicos e precarizar o atendimento à população: PLP 257 (limita planos de carreira); PEC 241 (congela o piso do magistério); PL 4567 (desvincula os royalties do petróleo para a educação); Reforma da Previdência e Lei da Mordaça.
    Os trabalhadores também protestam contra a possibilidade do fim dos concursos públicos, desmonte dos planos de cargos e carreiras, a terceirização da educação, saúde e segurança. Já a PEC 241 traz medidas ainda mais drásticas como o congelamento por 20 anos dos investimentos em educação e saúde, o que levará ao fim da lei do piso do magistério e o desmonte do SUS.

    Manifestações

    No dia 16 de agosto, os professores também se mobilizaram em Campo Grande. Os deputados federais foram os alvo do protesto que reuniu aproximadamente 20 mil profissionais da educação, segundo a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do MS), na manhã desta terça-feira (16), no Centro de Campo Grande. Com bonecos de Luiz Henrique Mandetta (DEM), Elizeu Dionizio (PSDB), Tereza Cristina (PSB) e Carlos Marun (PMDB), os profissionais criticaram os parlamentares que votaram a favor do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257.

    quinta-feira, 12 de maio de 2016

    Luta por reajuste de professores pode começar do zero em 2017

    Acordo com prefeitura prevê retomada das negociações em fevereiro

    Leandro Abreu
    Professores lutam pelo reajuste baseado na lei 5.411/14 desde o ano passado. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Professores lutam pelo reajuste baseado na lei 5.411/14 desde o ano passado. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
    Lutando desde o ano passado pelo reajuste salarial que equipare o piso municipal dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) ao nacional, a definição do debate foi mais uma vez adiada e ficou para 2017, quando Campo Grande pode ter um novo prefeito eleito em outubro deste ano, o que pode fazer toda negociação voltar a estaca zero. Para este ano, a categoria aceitou um aumento de 3,31%, quando cobrava 24,37%.

    Com uma adesão de aproximadamente 30% dos professores, a greve durou nove dias e foi perdendo força com o passar do tempo. O acordo entre prefeitura e ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) foi fechado na tarde de ontem, no Paço Municipal. Com os 3,31%, o salário inicial dos docentes municipais passa a corresponder 82,11% do piso nacional.
    De acordo com o presidente da ACP, Lucílio Nobre, além do aumento de 3,31%, também ficou acordado que na primeira quinzena de fevereiro do ano que vem, a prefeitura encaminhe à Câmara Municipal uma proposta de como fará para cumprir a lei 5.411/14, sobre a equiparação ao piso nacional. “Fica sob responsabilidade do atual prefeito, caso não seja reeleito, passar ao novo administrador o acordo firmado com os professores e o compromisso de fevereiro”, explicou.
    Sobre o risco que a categoria corre de ter que iniciar do zero uma negociação com o novo prefeito, o presidente do sindicato concorda que é um futuro incerto, mas que confia que os próximos gestores manterão o compromisso. “Estamos em uma conjuntura nacional muito turbulenta, com muitas especulações do que pode surgir. É tudo incerto”, concluiu o sindicalista.
    Os professores cobravam um reajuste de 24,37%, somando 13,01% referente ao ano passado e 11,36% desse ano. A recusa da categoria do índice de 9,57% é justificada pela ACP que o acréscimo não estaria vinculado à lei do piso, e isso geraria perdas futuras maiores aos docentes.
    A reposição das aulas perdidas por conta da greve ainda será decidida em conjunto com a Semed (Secretaria Municipal de Educação). Ao todo foram nove dias de paralisação parcial

    quarta-feira, 4 de maio de 2016

    Presidente da ACP pede para vereadores não aprovarem projeto

    O presidente do Sindicato Campo-grandense de trabalhadores em Educação (ACP) Lucilio Nobre ocupou a tribuna durante a sessão na Câmara Municipal desta terça-feira (3) a pedido do vereador Chiquinho Telles (PSD). Chiquinho acompanha a luta dos professores para que seja pago o piso salarial conforme a Lei 5.411 aprovada e que integraliza o piso nacional dos professores para 20 horas semanais.
    Durante sua fala na tribuna, Lucílio solicitou que os vereadores não votem aumentos propostos pelo prefeito Alcides Bernal, e foi categórico em afirmar que a categoria não vai aceitar outra proposta que não seja o cumprimento da Lei.
    “Pedimos para não aprovar nenhum projeto de Lei do Executivo que trate do magistério que não seja essa lei”, afirmou durante a fala na tribuna. Segundo ele, a categoria não vai desistir da luta e refutou a tese de que a greve seria uma greve política.
    Lucilio agradeceu a oportunidade de outra vez falar sobre o problema enfrentado pela categoria e o atendimento dos parlamentares em abrirem a palavra livre para o representante do magistério falar.
    O professor ainda solicitou que seja colocada prioridade na vacinação da H1N1 para os professores que são considerados grupo de risco.
    Telles reafirmou seu apoio aos professores e salientou a importância do cumprimento da Lei. “Nós aprovamos as leis e cobramos o cumprimento dela, o prefeito tem que cumprir e pronto. Não há como deixar a categoria a ver navios. Antes eles falavam que tinha recursos, agora que estão lá falam que não tem. A Casa nunca deixou de apoiar os professores e não será dessa vez”, garantiu Telles.
    Desde o ano passado os professores enfrentam dias de luta pelo magistério pedindo o cumprimento da Lei 5.411. “Se é lei, tem que ser cumprido, e foi uma promessa dele cumprir isso e a greve é um direito dos trabalhadores, agora, deslegitimar a luta dos professores como o prefeito está fazendo é um crime. Um crime contra a educação”, reiterou o parlamentar.

    Prefeitura evitará negociar com Professores até notar a adesão das Escolas

    Sindicato diz que fechará escolas a partir da próxima semana

    Alberto Dias
    Professores em assembleia que definiu a greve. (Foto: Marcos Ermínio)Professores em assembleia que definiu a greve. (Foto: Marcos Ermínio)
    O total de professores em greve da rede municipal de Campo Grande não chega a 10% do efetivo, segundo informação da Semed (Secretaria de Educação). O índice diverge do balanço apresentado pelo sindicato, estimando 30% do efetivo parado. Isso corresponde a 600 docentes em greve, afetando parcialmente 56 escolas municipais e seis Ceinfs (Centro de Ensino Infantil).

    Ao Campo Grande News, a Prefeitura informou que o efetivo na Educação soma 7,7 mil professores na ativa, sendo três mil concursados e 4.711 contratados. Frente aos 500 docentes parados nesta quarta-feira (4), o percentual de adesões não chega a 10% segundo o Executivo Municipal.
    Frente à baixa adesão, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da EducaçãoPública) definirá novas estratégias em assembleia convocada para esta sexta-feira (6). Uma delas, de acordo com o presidente, Lucílio Nobre, será fechar escolas nos bairros a partir da próxima semana, para que o movimento tome força, a exemplo de edições anteriores.
    “Se o prefeito não atender a categoria ainda esta semana, vamos para os bairros fechar escolas”, disse Lucílio, que já passou por 20 escolas intimando colegas a participarem.

    Protesto – Nesta quinta-feira (5), os grevistas tentarão nova agenda com o prefeito Alcides Bernal (PP) e, para tanto, se reunirão em ato às 8h30 na frente da Prefeitura. Eles pediram um cronograma para implantação do reajuste baseado na Lei 5411/2014, conhecida como “Lei do Piso” para o magistério. A expectativa é que o projeto de reajuste comece a ser analisados pelos vereadores nesta manhã.

    Foram várias as reuniões com o prefeito Alcides Bernal na semana passada e também na segunda-feira (2), após passeata até a Prefeitura. Os professores seguem com o pedido de reajuste de 11,36%, além dos 13,01% referentes ao ano de 2015. 
    Trata-se da segunda greve consecutiva na Capital, onde o ano letivo começou em 15 de fevereiro. No ano passado, os alunos enfrentaram 77 dias sem aulas. A Reme (Rede Municipal de Ensino) tem 95 mil alunos e cerca de seis mil professores, incluindo os Ceinfs (Centros de Educação Infantil).

    terça-feira, 3 de maio de 2016

    Mesmo sem acordo com professores, projeto de reajuste deve tramitar na Câmara

    Qualquer alteração entrará como emenda

    Apesar da Prefeitura de Campo Grande não ter entrado em acordo com a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) sobre o reajuste e ter enviado o projeto à Câmara, o presidente João Rocha (PSDB) afirmou nesta terça-feira (3) que o trâmite segue normal e o reajuste pode ser votado em até 20 dias.

    Segundo Rocha, qualquer novo entendimento entre o prefeito Alcides Bernal (PP) e o presidente da ACP, Lucilio Souza Nobre, pode ser colocado no projeto como emenda. “A ACP pediu para não votar porque não teve deliberação da Prefeitura com a categoria, coisa que acontece há anos e neste não aconteceu”, explicou Rocha.
    Mas para não perder o prazo da tramitação e nem que o reajuste já seja concedido em junho, referente ao pagamento de salário de maio, ele deve tramitar normalmente. “Dei conhecimento do projeto hoje na Casa e ele vai passar pelo apoio legislativo, Procuradoria e pelas Comissões: de Constituição e Justiça, Orçamento e Finanças”.
    Rocha disse que não atendeu ao pedido do sindicato para que a categoria tenha o aumento em tempo. “Depois faremos emendas e aí votaremos, é a maneira correta para tramitar a tempo do reajuste”, ressaltou.
    Projeto
    Os professores querem uma explicação do Executivo sobre o cumprimento do projeto, que prevê debater o aumento real do salário em fevereiro de 2017.
    Segundo os professores, o projeto reconhece a Lei do Piso, mas deixa a aplicação da Lei para a próxima gestão, que determina reajuste salarial retroativo, sendo 11,37% deste ano e 13,01% referentes a 2015.

    segunda-feira, 2 de maio de 2016

    Primeiro dia de greve leva cerca de 300 professores às ruas da Capital


    Em busca de reajuste salarial, com apitos, cartazes, fogos de artifícios e até trio elétrico a categoria fez protesto em frente a prefeitura da Capital


    O primeiro dia de greve dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), levou cerca de 300 professores às ruas, na manhã desta segunda-feira (2) em Campo Grande. Em busca de reajuste salarial, com apitos, cartazes, fogos de artifícios e até trio elétrico a categoria fez protesto em frente a prefeitura da Capital.

    Com o lema 'quem não cumpre com a educação merece um não' os professores saíram da sede do sindicato da categoria, percorreram a Rua Rui Barbosa, Avenida Afonso Pena e em seguida, se concentraram na prefeitura, onde uma comissão buscava uma solução com o prefeito Alcides Bernal (PP).

    Segundo o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Souza Nobre, a greve da categoria será por tempo indeterminado e todos os dias, os professores irão fazer manifestações, seja na Câmara Municipal, ou novamente na prefeitura, até conseguirem um acordo com o município.

    "Estamos tentando negociar uma lei que foi aprovada em 2014. Alunos estão sem aulas devido a esta gestão. Estamos tentando uma negociação e não vamos arredar o pé, nossa luta é justa. Amanhã vamos trazer mais gente e também iremos cobrar a Câmara Municipal", adiantou Lucílio.

    Segundo o sindicato, cerca de 50 escolas estão paralisadas nesta segunda-feira e o número pode aumentar com o decorrer da greve.

    "O prefeito vive dizendo que as pessoas são em primeiro lugar, antes de ser servidor, todos aqui são pessoas que esperam há dois anos por reajuste", ressalta o presidente da ACP.

    O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Botareli, também participou da manifestação nesta manhã e diz apoiar a greve dos professores.

                                                           (Foto: Geovanni Gomes)
                  
    "Queremos bom senso para que as crianças não sejam prejudicadas. A greve é um direito institucional e não podemos admitir que os professores fiquem sem reajuste e a Fetems é parceira nesta luta", diz.

    Esta é a primeira greve da categoria realizada na gestão de Bernal. Ano passado, cerca de 100 mil alunos ficaram sem aulas devido à paralisação quando Gilmar Olarte ainda estava a frente do município. A greve de 2015 durou 77 dias e mesmo assim os professores não conseguiram o tão sonhado reajuste salarial.

    O que Bernal afirmava durante toda a gestão de Gilmar Olarte, está voltando à tona, mas dessa vez contra o atual gestor. Durante a grande greve dos professores do ano passado, apoiadores de Bernal cansaram de falar que a prefeitura tinha dinheiro, mas não tinha gestão. Agora, de volta ao poder, o mantra é a principal acusação contra a prefeitura.

    Reajuste 
    Desde o ano passado, os professores lutam pelo cumprimento do reajuste salarial da categoria, previsto em Lei Municipal e Federal, que até hoje não foi pago aos 3,2 mil profissionais da Reme. A porcentagem determinada em 2015 foi de 13,01%, mais o novo reajuste deste ano, de 11,36%, determinado em janeiro pelo Ministério da Educação (MEC).

    Por maioria de votos em assembleia geral realizada em fevereiro, os professores decidiram cobrar o reajuste de 11,36% em maio, data base da categoria, junto ao pagamento de metade do reajuste de 2015, ou seja, 6,505%. A outra parcela, também de 6,505%, seria paga em outubro, somando então os 13,01%.

    Professores entram em greve e promovem passeata e protesto na prefeitura

    Classe exige o cumprimento da lei do piso nacional, solicitando 11% de reajuste para 2016 e 13% referente a 2015


    Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino ) entraram em greve nesta segunda-feira (2) e organizam um manifesto que deve percorrer o centro da Capital até chegar na prefeitura municipal. De acordo com a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), cerca de 300 professores estão reunidos na sede, aguardando a chegada da Agetran para dar início ao protesto, que inicia na Rua Rui Barbosa, vira na Afonso Pena e caminha até a frente do Paço Municipal.

    Os manifestantes carregam faixas e cartazes com frases "Quem não cumpre com a educação merece um NÃO" com a foto do Chefe do Executivo. Em outros cartazes, os professores trocaram a letra N do sobrenome do prefeito pelo M, chamando o mesmo de "Bermal".
     
    O sindicato destaca que o objetivo é encontrar os membros do Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores de Campo Grande), que envolve os administrativos das escolas municipais e Ceinf's, que estão em greve há quase um mês, realizando protestos diários na frente da prefeitura.

    Conforme A ACP, os professores optaram pela greve reivindicando o cumprimento da lei do piso nacional, solicitando 11% de reajuste para 2016 e 13% referente a 2015.  Um projeto de lei foi encaminhado pelo prefeito Alcides Bernal com um reajuste de 9,57% para todos os servidores, mas os vereadores rejeitaram a proposta.

    Porém, devido a lei eleitoral, a partir de agora, o prefeito só pode oferecer pouco mais de 2,7% de reajuste aos servidores.

    quarta-feira, 16 de março de 2016

    Juiz nega liminar a Bernal contra vídeo sobre piso salarial de professores

    Aline dos Santos


    Professores fazem mobilização por reajuste. (Foto: Marcos Ermínio)Professores fazem mobilização por reajuste. (Foto: Marcos Ermínio)
    A Justiça negou liminar ao prefeito de Campo Grande,Alcides Bernal (PP), que pedia a retirada de vídeo em que Fetems (Federação dos Trabalhadores emEducação) desmente informações do poder público sobre o piso salarial dos professores.

    Na ação de indenização, Bernal solicitou a imediata retirada dos meios de comunicação da “matéria editada ofensiva à reputação”. Ele ainda requisitou que a federação deixasse de ligar seu nome a suposto desrespeito ao piso mínimo do professor, pois se tratariam de decisões decorrentes de atos praticados por governos anteriores.
    A liminar foi negada pelo juiz da 14ª Vara Cível, Fábio Possik Salamene. Para o magistrado, não se tem certeza de que as críticas são infundadas e destinadas a difamar o prefeito. “Noutro vértice, não se pode olvidar a própria natureza jurídica da ré, que, como federação dos trabalhadores da educação, deve ter assegurado, no mínimo, o direito de reivindicar melhores condições de trabalho aos seus federados, o que inclui pleitear aumento da remuneração”, informa o juiz na decisão.
    No começo de março, a prefeitura divulgou peça publicitária, veiculada em TV aberta, informando que salário inicial de um educador na Capital ultrapassa os R$ 5 mil.
    Em resposta, a Fetems divulgou um vídeo afirmando que o valor correto é R$ 1.697,37 por 20 horas e ainda acrescentou trechos de um discurso feito por Bernal durante a campanha. Nas imagens, ele promete respeitar o piso nacional, respeitar e ouvir a categoria. Nesta quarta-feira (dia 16), os professores fazem o segundo dia de paralisação por reajuste salarial em Campo Grande.

    Professores mantêm manifestações para tentar reduzir prazo de acordo com Prefeito

    Às 14 horas haverá uma adesivagem e panfletagem
    Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino de Campo Grande) vão manter as atividades escolares paralisadas, até esta quinta-feira (17), apesar do acordo feito com o prefeito Alcides Bernal (PP), para o cumprimento la lei 5.411/14.
    Conforme o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Souza Nobre, as atividades grevistas vão continuar, em consonância com a programação da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). A confederação realiza desde terça-feira (15) até quinta-feira (17) uma série de atividades, junto aos sindicatos de classe, em todo o país exigindo o cumprimento da Lei do Piso Nacional, a não terceirização da educação, parcelamento de salários, entre outras pautas.
    Lúcilio explica que ontem (15) a categoria deliberou o acordo dando prazo de 40 dias ao prefeito para apresentar uma proposta de reajuste. Entretanto, eles esperam com as manifestações reduzir esse prazo de 40 para 20 dias.
    “A comissão vai estar acompanhando essa tramitação e tentar reduzir o tempo de 40 dias”, diz.
    O prefeito pediu prazo até o dia 25 de abril para apresentar os índices dos reajustes. Além disso, teria sugerido suspender a ação que tramita no Tribunal de Justiça sobre a Lei Municipal 5.411/2014 que trata do piso salarial da categoria.
    “A assessoria jurídica da ACP e a PGM (Procuradoria Geral do Município) vão juntas solicitar a suspensão da ação e fazer um acordo para que a lei continue valendo e seja cumprida”, esclarece Lucílio.

    Os professores querem reajustes equivalentes a 2015 e 2016. A categoria decidiu em assembleia no dia 4 deste mês, que aceita dividir o percentual de 13,01%, relativo a 2015 em duas vezes, desde que a primeira parcela, de 6,505% seja repassada em maio, junto com o reajuste anual de 2016, de 11,36%, ou seja, 17,8% em uma única vez.
    Mobilização
    Nesta quarta-feira eles preparam uma passeata e adesivagem no quadrilátero central. A passeata começa às 8 horas, na sede da ACP, rua 7 de Setembro quase esquina com a rua Rui Barbosa. Os professores vão andar pela Rui Barbosa até a Afonso Penna, depois descem a avenida até a Rua 14 de 14 de Julho e sobem pela rua Cândido Mariana. Depois vão pegar a rua 13 de Maio até chegar novamente a 7 de Setembro e fechar o percurso.
    Às 14 horas haverá uma adesivagem e panfletagem. A manifestação também será no quadrilátero central.

    terça-feira, 15 de março de 2016

    Professores mantêm greve e 95 mil podem ficar sem aula até quinta

    Thiago de Souza e Fernanda Yafusso

    Professores lotaram sede da ACP e decidiram mantêr paralisação. (Foto: Fernanda Yafusso)Professores lotaram sede da ACP e decidiram mantêr paralisação. (Foto: Fernanda Yafusso)
    Professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande mantiveram a paralisação das atividades e podem deixar 95 mil alunos sem aulas até quinta-feira (17) – nesta terça (15), primeiro dia da greve, 20 das 94 escolas municipais aderiram ao movimento. Em assembleia-geral extraordinária, nesta tarde, os profissionais da educação exigiram que o prazo de 40 dias, pedido pelo prefeito, Alcides Bernal (PP), para negociar o reajuste salarial seja reduzido. 

    A paralisação ocorre apenas um mês depois do início do ano letivo. Os professores entendem que a diminuição do prazo de 40 dias dá liberdade para a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) negociar melhor as reivindicações da categoria. Eles pedem 13,01% de aumento salarial referente a 2015 e 11,03% relativos a 2016. 
    Os professores aceitaram a proposta da Prefeitura em suspender o questionamento feito ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) sobre a Lei Municipal n° 5.411/2014. O presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre, considerou o resultado da assembleia como positivo. 
    Além da paralisação de três dias nas 94 escolas da Capital, o sindicato vai promover outras ações para manter a pauta de reivindicação ativa. Hoje, vinte escolas aderiram à paralisação, segundo a ACP.  
    Nesta quarta-feira (16), a partir das 8 horas, vai haver uma passeata, com apoio da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação), pedindo o cumprimento da lei 5411/14, conhecida como “Lei do Piso”.
    No dia 17 deste mês está programada ida à Camara Municipal de Campo Grande para que os representantes da categoria conversem com vereadores para pedir apoio na luta por reajuste e outras reivindicações. No mesmo dia, à tarde, será feita uma adesivagem de veículos em frente à ACP.


    Assembleia-geral extraordinária reuniu 300 professores na sede da ACP. (Foto: Simão Nogueira) Assembleia-geral extraordinária reuniu 300 professores na sede da ACP. (Foto: Simão Nogueira)

    Com gritos de guerra, professores pedem para ser recebidos pelo Prefeito


    Professores aguardam posição do prefeito
    Questionamento de onde foi parar o dinheiro da educação e exigências para o pagamento do piso dão a tona dos gritos de guerra do manifesto dos educadores da Reme (Rede Municipal de Ensino de Campo Grande). Os professores estão na frente do Paço Municipal e pedem reunião com o prefeito Alcides Bernal (PP).
    “Paulo Pedra cade você, vim aqui só pra te veri!”, “Bernal receba a comissão!” e “Paulo Pedra seu sabichão, cadê o dinheiro da educação?” são alguns dos gritos que entoam o protesto.
    Os professores querem ser recebidos pelo prefeito e formaram uma comissão com oito educadores para iniciarem as negociações. A assessoria de imprensa da Prefeitura esteve foi até a frente do Paço e encaminhou a lista dos oito ao prefeito, que irá decidir se receberá ou não os manifestantes.
    Não há guardas municipais no local, além dos que já fazem a proteção, impedindo o protesto. Tudo corre de forma pacifica e os educadores aguardam posicionamento do prefeito.

    Paralisação dos professores começa com assembleia, passeata e protesto no Paço

    Professores continuam cobrando o prefeito para a correção de 13,01% do piso salarial

    Os professores da Rede Municipal de Ensino começaram o primeiro dia de paralisação reunidos na ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), dando início à greve nacional organizada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

    De acordo com o presidente da ACP, Lucílio Nobre, uma passeata com 500 professores, com o apoio da Polícia Militar, percorre a Rua Rui Barbosa, vira na Avenida Afonso Pena e para em frente a prefeitura municipal da Capital para um protesto.

    "Hoje estamos com 500 professores, mas amanhã esse número vai aumentar e acreditamos que vamos quadriplicar esse número. Vamos ficar na frente da prefeitura, fazendo um manifesto para que nossa reivindicação seja atendida", explica o presidente.

    Desde o ano passado, os professores lutam pelo cumprimento do reajuste salarial da categoria, previsto em Lei Municipal e Federal, que até hoje não foi pago aos 3,2 mil profissionais da Reme. A porcentagem determinada em 2015 foi de 13,01%, mais o novo reajuste deste ano, de 11,36%, determinado em janeiro pelo Ministério da Educação (MEC).

    Por maioria de votos em assembleia geral realizada em fevereiro, os professores decidiram cobrar o reajuste de 11,36% em maio, data base da categoria, junto ao pagamento de metade do reajuste de 2015, ou seja, 6,505%. A outra parcela, também de 6,505%, seria paga em outubro, somando então os 13,01%.

    Caminhando pelo centro da Capital, os professores utilizam faixas, cartazes, bandeiras, apitos e até nariz de palhaço. Nos cartazes, é possível notar a insatisfação da categoria com o atual Chefe do Executivo, Alcides Bernal, já que alguns cartazes carregam a frase "Fora Bernal"; "Prefeito cumpra a lei".

    Foto: Geovanni Gomes

    Um caminhão de pequeno porte acompanha os professores, com um pequeno trio elétrico, onde os profissionais explicam os motivos da greve, solicitando a correção do piso salarial. 


    O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em educação de MS), Roberto Botareli afirmou ao TopMídiaNews que a Rede Estadual de Ensino apoia o movimento, mas mantém as aulas normalmente, levando em consideração que os reajustes dos professores do Estado foi concedido pelo governador Reinaldo Azambuja