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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Câmeras de segurança podem ajudar em investigações sobre ex-vereador encontrado carbonizado

Os policiais civis do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) já estão circulando pelas ruas de Campo Grande em busca de testemunhas do crime que resultou na morte de Alceu Bueno, ex-vereador pelo PSL. Câmeras de segurança de imóveis que ficam próximos ao local onde o corpo foi encontrado poderão ser o ponto chave das investigações a partir de agora.
Em coletiva de imprensa realizada na delegacia, a informação de que o corpo encontrado carbonizado na manhã desta quarta-feira (21) é mesmo do ex-político não foi confirmada, mas para o IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e familiares não há mais dúvidas.  Um detalhe importante para o reconhecimento do corpo foi um pino que a vítima tinha no braço, implantado após uma fratura.
O delegado Edison Santos disse que ainda é necessário que o instituto realize exames de digital para que haja certeza absoluta. “Até o final do dia vamos ter uma posição mais concreta sobre isso, mas há coincidências que ligam o desaparecimento dele com itens encontrados, como o celular queimado e um distintivo que usava quando era vereador, parcialmente queimado também”, disse.
 Para Santos, nenhuma possibilidade está descartada e a suspeita é de que a vítima não tenha sido morta no local. O veículo que era ocupado por Bueno, uma Land Rover, ainda não foi encontrada.
A filha do ex-vereador Thaisa Bueno, já depôs à Delegacia de Homicídios, localizada na Cepol (Centro de Polícia Especializada), na companhia da mãe e da advogada. Se for confirmada a identidade do corpo à delegacia, a família será chamada para depor novamente, desta vez ao Garras.
O caso
Uma pessoa foi encontrada com 98% do corpo carbonizado na Rua Avanhandava, no Parque dos Poderes. De acordo com o delegado titular da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, a vítima aparentava ser do sexo masculino, entre 30 e 40 anos.
Há indícios que Alceu tenha sido vítima de estrangulamento, uma vez, que o corpo estava com a língua protrusa (para fora). "Mas nós devemos trabalhar com todas as linhas de investigação, uma vez que pode ter sido um estrangulamento, ou uma desova, ou queimado", explica o delegado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Polícia usará dados de celular e vídeos para investigar execução de Alceu Bueno



Alceu foi identificado nesta tarde 




  • (Foto: Geisy Garnes)
  • A Polícia Civil vai usar quebra de sigilo telefônico e imagens das câmeras de segurança localizadas na região do Condomínio Beirute para desvendar o assassinato do ex-vereador Alceu Bueno. O corpo do ex-político foi encontrado carbonizado e com sinais de estrangulamento na manhã desta quarta-feira (21), no Jardim Veraneio.
    De acordo com o delegado Edilson dos Santos, responsável pelo caso e titular do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), o celular do ex-vereador ficou derretido e não pode ser aproveitado na análise da perícia. Por isso, será feito o pedido de quebra de sigilo telefônico para ver se a vítima recebeu alguma ligação suspeita, ou ameaças.
    Além disso, a polícia já analisa imagens das câmeras de segurança do Condomínio Beirute, local próximo a onde o corpo do ex-político foi encontrado. “A gente tem diversas linhas de investigação, não podemos nos precipitar e informar que foi queima de arquivo, ou que o crime pode estar ligado a qualquer outro tipo de delito”, explicou o delegado, se referindo ao caso de exploração sexual infantil em qual o ex-vereador se envolveu em 2015.

    Agora, as investigações devem refazer os últimos passos de Alceu Bueno. De acordo com a polícia, o último contato da vítima com a família aconteceu por WhatsApp às 21h30, desta terça-feira (20), em uma conversa normal.
    Depois disso, ele saiu do depósito de material de construção, que é proprietário e não foi mais visto. Ainda de acordo com a família, ás 22 horas, o aparelho saiu do ex-vereador saiu de área.
    O carro do ex-vereador, uma Land Rover, foi levado pelos possíveis autores e ainda não foi encontrado. Segundo Edilson, o veículo já está no sistema do Estado e caso seja abordado em barreiras policiais será apreendido. A advogada da família Renata Freitas, não quis comentar o caso com a imprensa.

    Entenda 

    Desde o momento em que o homem foi encontrado, por volta das 7 horas desta manhã, a polícia já divulgava que fortes indícios indicam que o corpo era do ex-vereador.
    Um celular idêntico ao dele foi encontrado ao lado dos restos mortais e além de pinos de metais no braço do cadáver, iguais aos que o político tinha, como resquício de um acidente de motocicleta. Também foi encontrado, junto ao corpo carbonizado, distintivo semelhante ao que Bueno usava quando parlamentar, informações confirmada pela família dele. A confirmação, foi veio no fim da tarde, através da identificação das digitais.
    José Alceu Padilha Bueno foi eleito em 2012 e renunciou em 2015 depois de ter sido flagrado em um motel com duas adolescentes, com menos de 18 anos. Ele foi indiciado por ‘favorecimento à prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável’. Imagens de um vídeo no qual o ex-vereador aparecia com as garotas no motel chegaram a ser divulgadas à época.
    Bueno alegou que era vítima de um esquema de extorsão, assim como o ex-deputado estadual Sérgio Assis, também flagrado no motel com as adolescentes. Três pessoas, Fabiano Viana Otero, Luciano Pageu e o ex-vereador Robson Martins, foram presos pelo crim

    quinta-feira, 28 de julho de 2016

    Da crise de ciúme ao acerto de contas: número de homicídios cresce em 2016

    Enquanto em 2015 foram registrados 66 assassinatos, este ano já são 74 homicídios

    Luana Rodrigues

    Uma crise de ciúmes, uma briga de bar, uma discussão entre vizinhos ou acertos de conta por dívidas de drogas. Variadas as motivações, o número de assassinatos subiu em Campo Grande de janeiro a julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

    Em 2015 foram registrados 66 homicídios, enquanto esse ano já são 74, de acordo com a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública). Em uma análise rápida aos casos, é possível perceber que os motivos desses crimes são cada vez mais banais e a frieza dos assassinos, na maioria das vezes confessos, chama a atenção.
    Logo no início do ano, uma tragédia em dois atos mobilizou a polícia e chocou amigos e parentes de Vilma Lima, 57 anos, funcionária do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A mulher foi morta pelo ex-marido, Wilson de Lima, 69, a golpes de faca, dentro da unidade hospitalar.
    Na fuga, Lima teria tentado suicídio ao jogar o Celta que dirigia contra um caminhão, que seguia em sentido contrário na BR-262, saída para Sidrolândia. Após a colisão, Wilson recusou abrir o carro para receber socorro, sacou uma faca e apunhalou o próprio peito. Socorrido, ele passa bem, e continua preso pelo crime.

    Manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, 22, foi morta a tiros, por ciúmes. (Foto: Reprodução/ Facebook)Manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, 22, foi morta a tiros, por ciúmes. (Foto: Reprodução/ Facebook)
    Thais Giedry Borges dos Santos foi degolada na Praça do Rádio. (Foto: Reprodução/ Facebook)Thais Giedry Borges dos Santos foi degolada na Praça do Rádio. (Foto: Reprodução/ Facebook)
    Ainda em janeiro, a manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, 22 anos, foi morta a tiros no Inferninho, na saída para Rochedo. Gabriela Santos Antunes e a amiga Emily Karoliny Leite, confessaram o crime, mas disseram que queriam apenas dar um susto na vítima, raspando o cabelo de Jeniffer, por ter se envolvido com um homem que casado.
    Alguns dias depois, Thais Giedry Borges dos Santos, também de 22 anos, foi morta com várias facadas no pescoço, rosto e tórax, em plena Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena.
    Iris Adriana Barbosa da Silva, 22 anos, ex-namorada da vítima, e Kielvnn de Morais, 24 anos, são acusados pelo homicídio. De acordo com a polícia, os dois confessaram que planejaram o crime, mas Iris disse que só aceitou participar, porque era ameaçada de morte. Já Kielvnn contou que tinha planos de matar mais dois homens, que também tinham contato com a esposa dele, ou seja, na versão dele o crime foi por ciúmes.
    Em fevereiro, um adolescente de 17 anos confessou que matou Kleber Silvério de Souza, 39 anos, na esquina das ruas da Tuba e Orquestra, em frente a uma igreja evangélica, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Segundo a polícia, a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas e a morte pode ter sido acerto de contas.
    Em janeiro, tragédia chocou família e colegas de trabalho de Vilma Lima, 57 anos, morta pelo ex-marido, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Foto: Fernando Antunes)
    Em janeiro, tragédia chocou família e colegas de trabalho de Vilma Lima, 57 anos, morta pelo ex-marido, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Foto: Fernando Antunes)
    Pouco mais de um mês depois, Carlos Dutra Araújo, 37 anos, foi morto a facadas, no Jardim Imperial, região Norte de Campo Grande. Tudo indica que a confusão começou em um bar no mesmo bairro. A auxiliar de limpeza Ana Paula Gomes da Silva, 22 anos, confessou ter matado a vítima por ciúmes, pois dias antes ele teria passado a mão em sua namorada.
    Em junho, o comerciante Anderson Peixoto Novaes de 26 anos, foi morto com pelo menos 20 tiros de pistola 9mm, em um comércio na Rua Clelia Rosa dos Santos, com a Rua Osmar de Andrade, no Jardim Nashiville. A polícia acredita em acerto de contas, como motivo para a execução.
    Este mês, dez homicídios dolosos - quando há intenção de matar, já foram registrados em Campo Grande. Entre eles o de Pedro Henrique de Souza Prado, 21 anos, assassinado a tarde, em um campo de futebol, no Jardim Columbia. Ele assistia uma partida de futebol, quando foi atacado por duas pessoas. Um dos suspeitos teria segurado a vítima, enquanto o outro pegou uma faca e desferiu vários golpes.
    Intolerância, acerto de contas e ciúmes, também estão entre os principais motivos dos outros nove crimes.
    Conte até 10 – Há quatro anos o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) propõe uma iniciativa aos brasileiros que estiverem prestes a cometer um assassinato contra alguém: "Conte até 10. A raiva passa. A vida fica".
    Isso porque, segundo um levantamento feito pelo Ministério da Justiça, 80% dos assassinatos cometidos no Brasil são por impulso ou motivos fúteis. Para evitar essas mortes, a campanha propõe contar até dez e manter o controle.
    No início deste mês, assassinato foi filmado por moradores, que nada fizeram para salvar a vida de Pedro Henrique de Souza Prado, 21 anos (Foto: Reprodução/ Facebook)No início deste mês, assassinato foi filmado por moradores, que nada fizeram para salvar a vida de Pedro Henrique de Souza Prado, 21 anos (Foto: Reprodução/ Facebook)