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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quem fica com as batatas após as eleições de 2016?


Mal terminou a apuração para definir o novo prefeito da Capital, escolhido em segundo turno, começa a especulação sobre quem saiu fortalecido para as eleições de 2018. Dois fatos marcaram a eleição: o fortalecimento da direita e a vitória dos “não políticos”.
Ao contrário de 1996 e 2012, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) terá o direito de disputar a reeleição daqui dois anos. Com a conquista de 36 prefeituras pelos tucanos, apesar da derrota na Capital, ele continua favorito à sucessão.
O favoritismo permanece mais pela falta de adversário do que pelos méritos do tucano. A derrota de Rose Modesto (PSDB) enfraquece Azambuja, porque só chegou ao Parque dos Poderes quem venceu em Campo Grande, maior colégio eleitoral.
Ausente das eleições e até usado para desgastar adversários, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) é o principal adversário do atual governador na disputa de 2018. No entanto, tem-se esperança de que as investigações da Polícia Federal avancem e não mofem nas gavetas, apesar do governo Michel Temer (PMDB), o que pode complicar o sonho do peemedebista de reassumir o comando do Estado.
O ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) é outro que depende do futuro das investigações. A situação dele é tão complicada que, em determinado debate, foi quase renegado pelo irmão Marquinhos Trad (PSD), eleito prefeito da Capital.
Alcides Bernal (PP) deixará um legado de problemas para o sucessor e sai com a imagem arranhada ao optar por Marquinhos Trad no segundo turno. Poderá contar com o apoio do novo prefeito para disputar o Senado.
O PT perdeu a oportunidade de construir uma nova liderança e sai menor da eleição de 2016. O PSB poderia apostar no nome do médico Ricardo Ayache, presidente da Cassems, mas ele desistiu e pode, no máximo, ser vice na chapa de Azambuja.
Sem adversários e com 36 prefeituras, incluindo as três nas cinco maiores cidades, o PSDB tem gás para reeleger Azambuja.
Ao vencer a máquina estadual, Marquinhos Trad surge como liderança para se contrapor ao poder tucano no Estado. O problema do novo prefeito é qual nome será viável para enfrentar o governador na próxima eleição.
Rose teve desempenho expressivo no segundo turno, mas corre o risco de repetir o fenômeno Ricardo Bacha, quando disputou o governo em 1998 e sumiu do mapa político. Ela pode se reinventar se conseguir a vaga de deputada federal em 2018.
Para a Câmara dos Deputados, o advogado Fábio Trad saiu forte com a eleição de Marquinhos. Ele foi um dos principais cabos eleitorais do irmão e ganhou força ao saber usar as redes sociais.
Ao garantir a eleição da mulher, Adriane, como vice-prefeita da Capital e de três prefeitos no interior, o deputado estadual Lídio Lopes fortalece-se junto com o novato PEN para a próxima eleição.
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Quem não perde as batatas, os envolvidos na operação Coffee Break. Até os vereadores reeleitos saem mais fracos, porque obtiveram menos votos em relação 2012. Paulo Siufi (PMDB) vai se arriscar muito ao trocar a Câmara pela Assembleia, com capital político se evaporando, ele corre o risco de encerrar a carreira política em 2018, ano em que a Justiça poderá dar as primeiras sentenças sobre o suposto golpe para cassar Bernal.
 Além do PT, o PMDB perdeu espaço em Mato Grosso do Sul. Ganhou musculatura o PR, de Londres Machado, que elegeu oito prefeitos, incluindo a prefeita Délia Razuk , de Dourados, segunda maior cidade de MS. O PSB ganha musculatura com cinco prefeituras.
O PP de Bernal não terá o controle de nenhuma prefeitura, enfraquecendo ainda mais o sonho de Bernal chegar ao Senado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Nas ruas, população acredita que aliança Bernal e Marquinhos foi 'tiro no pé'

A aliança feita por Alcides Bernal (PP) no segundo turno das eleições está dando o que falar pelas ruas da Capital. O prefeito de Campo Grande, que perdeu as eleições na busca pelo segundo mandato, resolveu apoiar o candidato Marquinhos Trad (PSD), que antes, era apontado como 'golpista' por Bernal. Mesmo assim, o chefe do Executivo agora apoia o candidato do PSD.
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A comerciante Adriana Lucas, 42 anos, acredita que Bernal 'teria dado um tiro no pé' e acaba prejudicando a campanha de Marquinhos. "Eu achei uma palhaçada essa aliança, depois de tudo que ele dizia que o Marquinhos tinha feito para ele, agora resolve apoiar a candidatura só porque perdeu as eleições. O candidato do segundo turno perde com isso, meu marido mesmo, ele é eleitor do Bernal, mas agora, com essa aliança, ele disse que vota na Rose".
Ezequiel Soares de Morais, 32 anos, acredita que o prefeito teria se aliado ao 'ex-inimigo' após negociações. "Eu não digo que o Marquinhos vai perder, mas que ele perdeu muitos votos, isso eu tenho certeza. Mas a população  está alerta e sabe que rolou dinheiro nessa aliança, porque é muitoestranho ele criticar e da noite para o dia apoiar. Todo mundo sabe que o Bernal tem interesse em secretarias, já que agora ficou de fora da administração".
Para Ezequiel, a candidata do PSDB, Rose Modesto deve surpreender nos últimos minutos. "Eu acredito que a Rose ainda pode dar uma grande reviravolta. Essa aliança deixou as pessoas ainda mais revoltadas, porque o prefeito que se dizia o correto, se aliou a um dos principais inimigos políticos".
Assim como Adriana e Ezequiel, o comerciante Pedro Henrique, 36 anos, destaca que após a aliança com Marquinhos, Bernal transferiu os votos para a candidata tucana. "Ele automaticamente transferiu os votos para a Rose, eu acredito que essa aliança não é bem vista de forma alguma, ficou feio para eles. Essa estratégia para conseguir chegar no poder acabou sendo um tiro no pé. Ele falou tanto do vereador Chocolate (PP), que teria traído ele, e agora caminha dando apoio para os que chamava de traidores".
Sidney da Silva Vieira também faz parte do time Bernal que voou para o ninho dos tucanos. "Eu votei no Bernal, mas agora meu voto vai para a Rose. Sabemos que ele está tentando se garantir na candidatura que considera mais forte, mas ficou feio para ele essa aliança, ficaria melhor se ele ficasse neutro, ai sim o Marquinhos ganharia votos, mas agora, perdeu muitos votos".
Já Rodrigues Xavier, 43 anos, descorda das afirmações e ressalta que continua apoiando Marquinhos, mesmo tendo o Bernal entre os aliados. "Sinceramente, eu continuo com o Marquinhos, sabemos que isso é uma estratégia política deles, mas quem realmente vai comandar a cidade é o candidato eleito e não o candidato que perdeu as eleições".
O segundo turno das eleições será definido no dia 30 de outubro. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Junto com a disputa pela prefeitura, Marquinhos e Rose lutam por maioria na Câmara Municipal

O próximo prefeito de Campo Grande ainda  não foi definido pelo eleitor. Mas, além da principal cadeira no Paço Municipal, os dois candidatos deste segundo turno - Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) - disputam também a maioria na Câmara Municipal.
Na teoria, os tucanos levam vantagem, já que conseguiram, pela coligação, eleger 15 dos 29 vereadores de Campo Grande. Marquinhos Trad e seu grupo de partidos elegeram apenas seis legisladores. Se eleita, a tendência é que Rose tenha mais tranquilidade. Porém, após as brigas com Alcides Bernal (PP), a Câmara Municipal não demonstra, nem nos novos eleitos, uma tendência de confronto com o próximo chefe do Executivo.
A relação entre legislativo e executivo é de fundamental importância para ambos os lados. A boa relação gera a aprovação de projetos de interesse da população e é chamada pelos cientistas políticos de 'governabilidade'.
Porém, nos últimos quatro anos, o prefeito Alcides Bernal (PP) não manteve uma boa relação com a Casa de Leis e sentiu na pele o que é ter o plenário da Câmara contra sua administração. O pepista chegou a ser cassado pelo parlamento, em 2014, e chegou a pedir até um segundo processo de deposição, neste ano. Os vereadores aprovaram medidas que 'secaram' o caixa do prefeito, entre eles o cancelamento de multas de trânsito e a cobrança da taxa de iluminação pública.
O fator maioria na Câmara faz diferença, e muito. Na eleição passada, Edson Giroto (PMDB) teria extrema facilidade para governar do que o atual, visto que a coligação dele elegeu 21 dos 29 legisladores. 
Foto: Geovanni Gomes/André de Abreu
Apenas oito vereadores não pertencem às coligações de Rose e Marquinhos e foram eleitos, em sua maioria, por partidos que não colocaram representante para concorrer à prefeitura, entre eles Paulo Siufi e Dr. Loester, do PMDB. 
Na atual gestão, Bernal só teve ao lado os vereadores Cazuza (PR), Luiza Ribeiro (PPS), Paulo Pedra, então no PDT, e Alex do PT. Este último por tempo determinado.
Maioria
Somente em seu partido, o PSDB, a candidata Rose elegeu sete vereadores. André Salineiro; João Rocha;Júnior Longo; João César Mattogrosso; Delegado Wellington; Antonio Cruz e Dr. Lívio. Embora, após o primeiro turno, a candidata tucana tenha recebido apoio dos derrotados Coronel Davi (PSC) e Athayde Neri (PPS), estes dois não elegeram vereadores nessa eleição. 

Foto: Geovanni Gomes
Marquinhos fez em seu partido, o PSD, os vereadores Chiquinho Telles e Enfermeiro Fritz. Na coligação tem mais quatro: Pastor Jeremias (PT do B); William Maksoud Neto (PMN); Vinícius Siqueira (DEM) e Otávio Trad (PTB). Porém, caso seja eleito e mantenha sua aliança com Alcides Bernal e o Partido Progressista, anunciada no último sábado (8), ele terá também o apoio de Dharleng Campos (PP); Valdir Gomes (PP) e Cazuza (PP).  Há ainda a possibilidade da Enfermeira Cida Amaral apoiar Trad, visto que o candidato a prefeito derrotado, Aroldo Figueiró é do PTN, mesmo partido de Cida. 
Entre os candidatos derrotados nas eleições do dia, dois já declararam apoio a Marquinhos Trad. São eles: Adalton Garcia (PRTB), Elizeu Amarilha (PSDC) e Lauro Davi (PROS), todos sem representação na Câmara Municipal.   
O candidato Alex do PT manteve neutralidade e não vai apoiar ninguém nesse segundo turno, assim como Rosana Santos (PSOL), Arce (PCO) e Suél Ferranti (PSTU). 
O segundo turno das eleições acontece dia 30 de outubro, domingo. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Crise? Próximo prefeito terá R$ 3,59 bilhões para administrar Campo Grande

O projeto de Lei do Orçamento Anual 2017 de Campo Grande deu entrada dia 30 de setembro na Câmara Municipal de Campo Grande. A peça orçamentária prevê receita de R$ 3,59 bilhões, que serão geridos pelo próximo prefeito. A informação foi confirmada com exclusividade pelo TopMídiaNews.
Os vereadores têm até o final do ano legislativo para aprovar o projeto da LOA 2017. Os parlamentares poderão apresentar emendas ao projeto de Lei. Como de costume, a atual mesa diretora deve se reunir com o próximo prefeito eleito após as eleições para discutir alterações no projeto do orçamento 2017.
A mensagem nº 55 do executivo municipal, do Projeto de Lei, estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2017 e dá outras providências. O projeto da Lei Orçamentária prevê arrecadação de R$ 1,5 bilhão de recursos próprios e R$ 1,6 bilhão de outras fontes.
O Orçamento para 2017 prevê R$ 1,2 bilhão  para a Saúde, sendo R$ 441 milhões de recursos próprios. R$ 776 milhões para Educação, sendo R$ 312 milhões do Tesouro Municipal. Também são previstos R$ 43 milhões para Segurança Pública. R$ 65 milhões para Assistência Social. R$ 22 milhões para Cultura. R$ 263 milhões para Urbanismo, R$ 12 milhões para Habitação. R$ 415 milhões em Transporte, sendo R$ 143 milhões de recursos do município.
São previstos R$ 68 milhões para a Câmara Municipal de Campo Grande. R$ 15 milhões para o Judiciário. Para o custeio da Administração está previsto R$ 104 milhões.  

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Debates eleitorais, erros e memórias

Por Duílio Fabbri Jr. 

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A reforma na lei eleitoral, feita no ano passado e que entrou em vigor para as eleições deste ano, traz novas preocupações aos órgãos de imprensa. Um dos novos artigos reduziu o tempo da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto para o primeiro turno. Os partidos vão ter direito a 70 minutos todos os dias em inserções distribuídas aos candidatos a prefeito (60%) e a vereador (40%). As inserções podem ser de 30 ou 60 segundos cada uma. Mas não é só isso.
Uma mudança significativa que diz respeito particularmente à televisão refere-se ao debate. A nova redação do caput do artigo 46 da Lei nº 9.504/1997, introduzida também pela reforma eleitoral, passou a assegurar o direito à participação nesses programas dos candidatos de partidos com representação superior a nove deputados federais. Aos demais, fica facultada.
A área de política é, inclusive, a mais sujeita a erros na cobertura jornalística. Fazer regras e convites e estabelecer a cobertura de debates, por exemplo, sempre trouxeram muita dor de cabeça para quem atua em televisão. Quem, ao pensar em debate, ainda não traz à memória o ocorrido entre Lula e Collor, na Rede Globo em 1989? E, pensar nisso, é rememorar, imediatamente, a ideia de erro.
Desculpe a nossa falha”. “Houve um problema com os nossos equipamentos e voltamos já!” Essas são algumas frases que se tornaram jargão em redações de televisão, quando existe um erro editorial ou mesmo de engenharia, responsável por equipamentos e transmissões. Entretanto, esse erro pode ser também um forte indício de um embate ideológico, como explicaria Michel Pêcheux, autor dos livros mais importantes da área de Análise de Discurso. O “erro” – ou aquilo que é assim nomeado pelos próprios veículos de comunicação – não pode ser simplesmente compreendido como uma contravenção às práticas e aos fundamentos jornalísticos. Evidencia muito mais.
Como o assunto é debate eleitoral, retomemos. Há pouco mais de um ano, em abril de 2015, a Rede Globo veiculou no Jornal Nacional, seu principal telejornal, uma série de reportagens para comemorar 50 anos de implantação do canal. Durante a série, em dois momentos a emissorareconheceu a existência de “polêmicas” (conforme nomeação dada pela emissora) na editoria de política.
A primeira dizia respeito à cobertura do movimento das Diretas Já, em 1984, quando o fato foi mostrado nos telejornais apenas como parte das comemorações pelo aniversário da capital paulista, sem que houvesse uma delimitação do que era festejo e o que se reconhecia como manifestação popular pelo direito ao voto. O segundo momento, que mais nos interessa aqui, foi também relativo à editoria e retomou a edição do debate entre Lula e Collor.
Os assuntos, que, segundo o âncora do Jornal Nacional e autor do projeto jornalístico, William Bonner, eram “polêmicas” ou “interpretações”, acabaram corroborando para o fato de serem considerados como “erro” por especialistas e por parte da população. A palavra “erro”, no entanto, não foi utilizada quando a série de TV abordou o assunto. Ela ficou restrita ao site Memória Globo,no qual o tema também é retomado, embora se saiba que o público de TV aberta e o de internet, que acessa a especificidade de um site institucional, seja bastante diferente.
Para um campo que busca os efeitos da objetividade, da credibilidade e da imparcialidade, os erros, em geral, são pouco discutidos e abordados pelos veículos jornalísticos. Prova disso é que as correções ou retificações acabam por ocupar espaços de pouco destaque, em nomeações que, como se viu no caso que retomamos, não assumem diretamente o erro. É comum ouvir, por exemplo, na televisão: “Diferente do que informamos…”, “Por causa de uma falha técnica…” ou, então, “criou-se uma polêmica”.
A grande questão que se coloca, no entanto, é que o “erro” é também ideológico, produz sentidos que não serão apagados depois; vão se constituir como memória e, de modo geral, para não impactar os efeitos de objetividade, serão amenizados ou tratados de forma superficial. Particularmente sobre o caso que aqui retomamos, falar sobre esses fatos em uma série que resgata a história da Globoparece ter tido mais a pretensão de estabelecer uma identificação, numa relação de troca para que a justificativa do jornal seja compreendida e aceita pela audiência.
A produção de debates eleitorais no Brasil para sempre estará marcada por esse fato, ocorrido logo na primeira eleição presidencial pós-ditadura militar, o que também é significativo quando se pensa na relação entre poder e mídia. Quase 30 anos depois, as novas regras eleitorais para os debates tentam ser mais equânimes e objetivas, mas, quando se fala de memória, não se pode esquecer também todos os discursos que, fora do período de eleições, são produzidos sobre políticos e (futuros) candidatos. No jogo discursivo, o debate vai se constituindo pela memória, construída a cada novo enunciado e marcada por tudo o que já foi dito.
Por essa evolução e percepção social, as empresas jornalísticas – e aí se inscreve também a Rede Globo – são pressionadas a abandonar a aura de infalíveis e a revelar, de alguma forma, o que mais tentam esconder como forma de autopreservação.
***
Duílio Fabbri Jr. é jornalista, mestre e doutorando em Jornalismo

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Na penúltima semana de Campanha, candidatos reforçam presença em bairros da Capital

Rose Modesto faz caminhada no Guanandi e Alex do PT, no Nova Lima

Foto: Arquivo TopMídiaNews
Em ritmo de campanha, candidatos à prefeitura de Campo Grande participam nesta segunda-feira (19), de reuniões, gravações de programa eleitoral e visitam bairros  da Capital. 
Confira abaixo a agenda dos candidatos:
Marquinhos Trad (PSD) - 'Sempre com a gente'
Manhã
Caminhada no Centro, na esquina da Avenida Calógeras com a Rua Cândido Mariano.
Tarde
Gravação de Programa Eleitoral para TV.
Noite
Reunião com moradores dos bairros Vida Nova II, Taquarussu, Jardim Tarumã, Monte Alegre e Parque dos Laranjais.

Marcelo Bluma - PV
Manhã
Sem compromissos
Tarde
14h30 - Visita a eleitores do bairro Arnaldo Figueiredo
16h - Visita a eleitores do bairro Dalva de Oliveira
Noite
18h - Gravação de programa eleitoral.
Alex do PT – ‘Campo Grande é do Povo’
Manhã
8h – Reunião interna
10h – Gravação para programa eleitoral
Tarde
14h – Gravação para programa eleitoral
16h – Caminhada no Bairro Nova Lima
Noite
Reunião com candidatos proporcionais
Suél Ferranti (PSTU)
Manhã e tarde
Panfletagens bairro Coronel Antonino e centro da Capital
Noite
Participa de conversa com moradores do Recanto das Paineiras
Rose Modesto - 'Juntos por Campo Grande (PSDB-PR-PDT-PSB-PRB-PSL-SD)'
Manhã
9h - Caminhada no bairro Guanandi
Rua Barra Mansa com Avenida Manoel da Costa Lima
Coronel David (PSC) - 'Por Uma Campo Grande Melhor'
Manhã
Entrevista à emissora de rádio
Tarde
Visita a bairro
Noite
Visita a bairro
Alcides Bernal (PP) - 'Nossa Força é a Nossa Gente'
Manhã
Entrevista à rádio pela manhã
Tarde
Entrevista para TV - no almoço
Noite
Reunião política na região do Bandeira 
*Os demais candidatos não encaminharam agenda ao Porta

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mais uma pesquisa aponta Bernal fora e segundo turno com Rose e Marquinhos

Atual prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, aparece em terceiro lugar e com maior índice de rejeição

5 SET 2016
Rodson Willyams
08h38min
Foto: Geovanni Gomes e André de Abreu / Arquivo
O Instituto de Pesquisas Ipems divulgou a primeira pesquisa eleitoral para a prefeitura de Campo Grande. Nesta primeira avaliação, o atual prefeito Alcides Bernal, do PP, aparece em terceiro lugar, com 15,53% das intenções de votos. O deputado estadual Marquinhos Trad, do PSD, é o primeiro colocado, com 35,67% das intenções de votos. A vice-governadora Rose Modesto, do PSDB, está na segunda posição, com 26,15%.  
Em comparativo entre o primeiro e o terceiro colocado, Marquinhos Trad e Alcides Bernal, respectivamente, a diferença entre os dois chega a 20,14%. Além disso, Rose Modesto está com 10,62% à frente do atual prefeito de Campo Grande. A pesquisa foi contratada e divulgada pelo jornal Correio do Estado.
O vereador Alex do PT ocupa a quarta posição, com 2,04%. Os demais candidatos figuram com um pouco mais de 1%, entre eles Athayde Nery (PPS), Marcelo Bluma (PV) e Coronel David (PSC), empatados tecnicamente, os dois primeiros com 1,27% e o último com 1,26%.
E os demais candidatos figuram com menos de um 1%: Rosana Santos, do PSOL, (0,75%); Elizeu Amarilha, do PSDC, (0,52%); e Suél Ferranti, do PSTU, (0,28%). Arce, do PCO; Lauro David, do PROS; e Pedro Pedrossian, do PMB, estão empatados tecnicamente com 0,26%; e Adalton Garcia, do PRTB, e Aroldo Figueiró, do PTN, com 0,23%, cada. Indecisos/Nenhum deles pontuam 14,02%.
Rejeição
De acordo com a pesquisa, o prefeito Alcides Bernal aparece com a maior rejeição, sendo 43,51% dos eleitores que declararam não possuir a intenção de votar na reeleição do prefeito. Dos favoráveis, apenas 15,53% demonstraram a intenção de apoio à Bernal.
Na mesma tabulação, Marquinhos e Rose alcançaram o mesmo índice de rejeição, com 15,82% de Marquinhos e 15,20% de Rose Modesto. Se a eleição fosse hoje, Marquinhos levaria a prefeito já no primeiro turno e desbancaria a segunda colocada.
A pesquisa foi realizada em Campo Grande, entre os dias 1º e 3 de setembro de 2016. Ao todo, 400 pessoas foram entrevistadas para a realização da pesquisa Ipems.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Marquinhos parte para o ataque em vídeo e avisa que ‘tudo tem limite’

Após repercussão de boatos pejorativos, o candidato à prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) utilizou as redes sociais nesta terça-feira (22) para chamar os demais candidatos para o debate.
Trad partiu para o ataque e convidou os demais para debaterem, "Afinal de contas tudo tem limites, vocês podem fazer montagem de vídeos, bate papos, afinal só nisso que vocês são bons", afirmou no vídeo.
O candidato reforça e pede respeito que deve ter as famílias, "Agora respeitem as crianças, respeitem as famílias, não sujem a cidade mais do que já está".
Também durante o vídeo, Marquinhos avisa para os adversário: “E se prepara que no debate não tem como se esconder, não tem perfil fake, no debate é olho no olho e a mentira irá aparecer”. Ele disputa o cargo de prefeito de Campo Grande e a votação ocorre no dia 2 de outubro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Para Marquinhos, há possibilidade de Bernal deixar 'pegadinhas' para próximo prefeito

O deputado estadual Marquinhos Trad, do PSD, disse que está atento às ações comandada pelo prefeito Alcides Bernal (PP), a frente da prefeitura de Campo Grande. Para Marquinhos, caso Bernal não seja reeleito em outubro, o prefeito pode deixar algumas pegadinhas para o próximo administrador da Capital como forma de retaliação.
Segundo Marquinhos, há leis que impedem que um administrador onerem a administração futura, mas há outras possibilidades que o caso pode acontecer. "Tem lei que veda a partir de determinado prazo, ações que possam onerar uma administração futura. Fora disso, ele pode trabalhar o Plano Diretor ajudando ou até mesmo prejudicando a cidade. Mas estou atento a isso e a Câmara Municipal também".
Porém, o parlamentar não descarta a possibilidade do atual prefeito inserir uma pegadinha para o próximo prefeito. "Caso a população entenda que ele deva sair da administração. Como retaliação, ele pode alterar ou dificultar. Sabe aquele pensamento de quanto pior, melhor? Infelizmente existe isso. Não será o nosso pensamento, todos passam, mas a cidade de Campo Grande permanecem. Não pode pensar somente em vaidades pessoais".
O deputado ainda relata que a população está cansada devida a má gestão. "Não tem equipe e vejo que a arrecadação é boa. É suficiente para manter a cidade limpa, organizada, iluminada e sem buracos. Há recursos para manter os postos de saúde atendendo e deixando a população feliz. Só que não sabem gerenciar".
Marquinhos ainda disse que as suspeitas ou denúncias referente a falta de medicamentos não são improváveis. "Não são falsas as suspeitas ou denúncias improváveis, não existe medicamentos, pode ir lá e os vereadores também já detectaram isso".
Além disso, o deputado explica que há falta merenda nos Ceinfs, falta estrutura adequada para a estrutura da manutenção da cidade, falta remédios. "Não se consegue a realização de consultas num tempo em que a enfermidade exige. Campo Grande teve essa administração estagnada no tempo. A cidade cresceu e os problemas aumentaram. A prefeitura não deu a resposta necessária para isso ".
O parlamentar ainda lembrou o fato de alguns servidores municipais terem sido alvo de perseguição política. "Vejo isso com tristeza, até porque vivemos em estado democrático de direito e o gestor eleito democraticamente pelo voto popular deveria ser o primeiro a dar a liberdade de expressão e de consciência do seu funcionário público", comentou.

Omep/Seleta
O deputado ainda explicou que a situação dos funcionários da Omep/Seleta é uma situação que inspira sensibilidade. "É algo que nos comove e se Deus nos der o propósito para administrar Campo Grande, vamos corrigir isso daí através de concurso público fazendo uma prova de títulos e documentos onde funcionários de 10 e 14 anos, funcionários eficientes e assíduos para que não sejam prejudicados em razão de fazer alguns que tiveram ligação política".
De acordo com Marquinhos, em relação a questão dos piso salarial dos professores, outra categoria que teve aumento inferior ao previsto em lei, o deputado afirmou que, em eventual possibilidade de assumir a prefeitura. "O assunto será tratado com responsabilidade e legalidade. Se é Lei, nós vamos cumprir", finalizou.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Eleição sela estranha relação entre Bernal e envolvido na Lama Asfáltica

por: Airton Raes, Dany Nascimento, Rodson Willyams e Vinícius Squinelo

O período eleitoral realmente faz milagres em Campo Grande

O período eleitoral realmente faz milagres em Campo Grande. Faz inclusive Alcides Bernal esquecer todo o discurso dos últimos anos e se fazer presente em reunião com citado na Lava Jato. Mais novo comandante da TV Guanandi, Maurício Picarelli estendeu o tapete vermelho para o prefeito, em encontro realizado ontem. Sem se fazer de rogado, Bernal fez questão de dar os parabéns ao deputado estadual.

Circo
Picarelli é citado na Lama Asfáltica por, supostamente, mandar assessores pegarem ‘convites de circo’ com empreiteiros. A Polícia Federal entende que com convite de circo, o deputado queria mesmo era falar de propina. A verba seria paga por João Amorim, ‘inimigo mortal’ de Bernal.

E mais
A TV agora será comandada também pela esposa de Maurício, Magali Picarelli, ambos do PSDB. Os tucanos, inclusive, já lançaram candidatura a prefeito. E agora o casal é só papinho com o prefeito. De que lado estão essas figuras?

Motivos
Ninguém sabe o motivo da reunião entre o núcleo Picarelli e Bernal. Porém, se levarmos em conta outras experiências, vai ser uma TV a menos a mostrar os problemas de Campo Grande para a população...

Estranho
Na coletiva que selou de vez a aliança PTB e PSD, os irmãos Trad pouco se falaram. Publicamente sequer conseguiram tirar fotos lado a lado. Será que o racha da dupla ainda permanece?

Nem ouviu
E não foi por falta de ‘empurrãozinho’ para que Nelsinho e Marquinhos ficassem juntos na foto. Mesmo com o presidente do PSD dizendo para Marquinhos ‘ficar ali do lado do Nelsinho’, não teve Cristo que fez os dois permanecerem lado a lado. Assim que foi convidado a mudar de posição para ficar ao lado do Nelsinho, Marquinhos ‘danou’ a falar e não deu atenção para quem fez o pedido...

Fortuna
Dado interessante publicado no Diário Oficial de Campo Grande neste início de semana. A União repassou à prefeitura municipal, referente ao Imposto Territorial Rural, o gigantesco valor de R$ 60. Sim, SESSENTA REAIS. Dá pra fazer um lanche no Paço Municipal, mas pra pouca gente, hein!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Candidato à prefeitura de Campo Grande é investigado por privilegiar grupo religioso


Inquérito apura se Athayde Nery cometeu improbidade administrativa ao usar verbas públicas em evento destinado a privilegiar determinada religião


O candidato a prefeito de Campo Grande, Athayde Nery de Freitas Júnior, será investigado por improbidade administrativa em suposto uso de “verbas públicas para a realização de evento destinado a privilegiar grupo religioso”. O inquérito civil foi instaurado na 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, nesta segunda-feira (1º).

Athayde está na mira do Ministério Público Estadual por causa do seu trabalho na Sectei (Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação). A investigação será coordenada pelo promotor de Justiça Henrique Franco Cândia e foi colocada em segredo judicial, sem detalhes sobre o seu conteúdo.

Em maio, a realização de dois shows do cantor gospel André Valadão e uma postagem sobre uma citação católica no Facebook renderam duas investigações contra a FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), subordinada à Sectei. A instituição é suspeita de violar a laicidade do Estado, que garante tratamento igual para todas as religiões.

Um dos inquéritos, em tramitação na 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos, avalia “possível ofensa à garantia do Estado Laico, consistente no patrocínio de show gospel por parte do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul”. Trata-se da contratação da Banda Ministério André Valadão para dois shows em Ponta Porã e Três Lagoas.

Realizados em 07 e 28 de novembro de 2015, os espetáculos musicais foram patrocinados pela FCMS através do Projeto Ações Culturais Participativas. Juntos, os dois eventos custaram R$ 300 mil aos cofres públicos. Para o então diretor-presidente da Fundação, Athayde Nery, o Governo do Estado apenas cumpriu seu papel de contribuir com o acesso a cultura.

A segunda denúncia avalia “suposta ofensa à garantia do Estado Laico, consistente em manifestações de cunho religioso veiculadas na página da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim, publicada na rede social Facebook”. A escola pública teria compartilhado uma postagem com uma citação atribuída ao bispo católico italiano Afonso Maria de Ligório em 14 de dezembro de 2015. 

Segundo o promotor Eduardo Cândia, que acompanha os dois casos, o inquérito foi instaurado “considerando que o Estado não pode discriminar esta ou aquela religião, quer para beneficiar quer para prejudicar, sob pena de ofensa à dignidade da pessoa humana, ao princípio da igualdade, ao direito fundamental à liberdade de religião e culto e à honra de todos os grupos religiosos”.

Problemas semelhantes
Em Campo Grande, o evento Quinta Gospel já causou polêmica semelhante e acabou sendo cancelado. O caso veio à tona quando a então diretora-presidente da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Juliana Zorzo, proibiu a realização do show de Tecnomacumba da artista Rita Ribeiro e foi acusada de privilegiar o público cristão.

Na época, a Fundac não permitiu que a cantora se apresentasse no evento porque “a Quinta Gospel foi assinada pela maioria dos vereadores evangélicos, com o propósito de oferecer atrações regionais e nacionais do meio Gospel Evangélico... A lei reconhece como manifestação cultural as músicas e eventos gospel evangélico”.

Diversas mobilizações ocorreram, principalmente envolvendo a classe artística. O prefeito à época, que também é pastor da igreja Adna (Assembleia de Deus Nova Aliança), Gilmar Olarte (PROS), precisou negar ainda a existência de uma ‘guerra santa’ dentro das instituições municipais.