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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

PT quer dialogar com partidos e só descarta aliança com PSDB e PMDB

Partido busca aliados para Campo Grande

O PT trabalha com a possibilidade de candidatura própria em Campo Grande, mas o presidente estadual do partido, Antônio Carlos Biffi, explica que lideranças estão dialogando com todos os partidos em busca de um consenso para candidaturas.

Nesta busca por aliados Biffi deixa claro que apenas dois estão fora desta lista e um deles é o aliado nacional do PT, o PMDB, tradicional adversários dos petistas em Mato Grosso do Sul. “O PT vai trabalhar com uma proposta para ganhar Campo Grande e vamos conversar com todas as alternativas, que não seja PSDB e PMDB”, declarou.
Atualmente o PT tem Biffi, Alex do PT e os deputados Amarildo Cruz e Pedro Kemp como pré-candidatos em Campo Grande e o presidente estadual não define prazo para definição. “Não tem pressa. Vamos levar em conta o debate interno e analisar a possibilidade da construção de uma proposta democrática e popular”, justificou.
Além do comando da Capital o partido almeja aumentar o número de vereadores. Hoje são três representantes, mas a expectativa é de que o partido consiga eleger quatro representantes em outubro.
Nas últimas reuniões o diretório petista definiu que terá candidatura própria, agindo na contramão do que foi pregado por Zeca do PT. O deputado federal defendia a pré-candidatura de Ricardo Ayache (PSB), mas foi barrado por petistas. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marca registrada do governo petista, ao menos 8 programas sociais sofreram cortes em 2015

Marca registrada do governo petista, ao menos 8 programas sociais sofreram cortes em 2015
Oito dos nove principais programas sociais que entraram em vigor ou tiveram seu auge nos governos dos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff perderam recursos em 2015.
Conforme levantamento divulgado pelo jornal Estado dos oito programas sociais afetados, quatro tiveram corte nominal e outros quatro perderam verba devido à inflação, que alcançou os dois dígitos em dezembro de 2015 e registrou a maior alta acumulada desde 2002. O Bolsa Família, embora tenha recebido R$ 1 bilhão a mais em 2015, diante da correção da inflação sofreu queda de 4,7% em relação ao orçamento de 2014. O mesmo aconteceu com programas Brasil Sorridente, Pronaf e Luz Para Todos.
Já o programa Brasil Carinhoso, que repassa verba para creches que recebem crianças beneficiadas pelo Bolsa Família, sofreu perda superior a 51% em seu orçamento (já descontada a inflação), a maior registrada no levantamento do Estado.
ProUni e Pronatec, que oferecem bolsas de estudo para ensino superior e técnico também registraram perdas no orçamento em 2015 assim como Minha Casa Minha Vida, que registrou corte bruto de quase R$ 200 milhões em 2015. 
Para 2016, o cenário também é de restrição. No orçamento aprovado em dezembro, o Pronatec teve queda de recursos de 44% em relação a 2015 e o Minha Casa Minha Vida sofreu corte de 58%. Na semana passada, a presidente Dilma assumiu que não será possível atingir a meta de entregar 3 milhões de residências na terceira fase do programa. 
A crise econômica fez com que o governo admitisse necessidade de revisar valores de alguns programas e estudar possibilidade de interromper alguns deles. Os cortes nos programas sociais devem ser anunciados depois do Carnaval, porém, segundo publicação do jornal O Estado, membros da equipe econômica do governo, afirmaram que Bolsa Família, Fies e Minha Casa Minha Vida não sofrerão cortes. 
Metodologia. A reportagem, segundo jornal O Esatdo, utilizou dados orçamentários oferecidos pelos ministérios responsáveis por cada programa avaliado. Os valores foram corrigidos pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, tendo como referência os preços médios de 2015. Os cálculos foram acompanhados por consultores de Orçamento do Congresso Nacional.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Orçamento de 2016 prevê R$ 1 bilhão para reajuste do Bolsa Família


O reajuste do Bolsa Família entrou em discussão

  • Benefício médio do programa, que cresce acima da inflação desde 2011, é R$ 164 por família
  • O orçamento do governo federal para 2016 prevê reajuste no programa Bolsa Família, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). O aumento previsto de gastos para o programa é R$ 1 bilhão, informou nesta segunda-feira (4) o ministério. No entanto, ainda não há definição de quanto nem quando será o reajuste.
    O reajuste do Bolsa Família entrou em discussão nos noticiários após, no último dia 31 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff vetar um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, que previa o reajuste para os beneficiários do programa.
    De acordo com a proposta aprovada pelo Congresso Nacional, a correção do benefício para todas as famílias seria medida de acordo com o índice da inflação, calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O MDS informou que o veto da presidenta ao trecho da LDO ocorreu em função da vinculação do reajuste do Bolsa Família à inflação. A LDO contém parâmetros e estimativas que orientam a elaboração do Orçamento deste ano.
    Na mensagem com justificativa dos vetos à LDO, encaminhada pela presidenta Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, ela explica que o Bolsa Família passa por aperfeiçoamentos e mudanças estruturais e, caso esse “reajuste amplo” não fosse vetado, prejudicaria famílias em situação de extrema pobreza que recebem o benefício de forma não-linear, em valores distintos.
    De acordo com o ministério, o benefício médio do programa pago as famílias é R$ 164 e cresceu acima da inflação desde 2011. De acordo com o MDS, 13,9 milhões de famílias recebem o Bolsa Família.

    sábado, 31 de outubro de 2015

    PT coloca 'ponto final' em relação com Bernal


    Os vereadores do PT demonstram que não possuem diálogo com Alcides Bernal e ressaltam críticas sobre a gestão

    A boa relação que o PT (Partido dos Trabalhadores) mantinha com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), na primeira gestão do pepista, parece que teve um ponto final, já que os petistas mudam até a feição do rosto ao ouvir questionamentos sobre o Chefe do Executivo.

    Bernal, que na última semana afirmou aoTopMídiaNews que "Alex (o vereador Marcos Alex) estaria mentindo ao falar que não está dialogando com o prefeito" se tornou alvo principal das críticas dos vereadores da sigla na Câmara Municipal.

    O fato é que o próprio vereador Marcos Alex, que era cogitado para ser seu braço direito na Casa, com os 'burburinhos' indicando que o parlamentar seria o líder de Bernal, destacou que se esforçou para fazer seu partido participar da gestão, mas os erros do prefeito não colaboraram.

    "Eu me esforcei muito para o PT fazer parte do governo do Alcides Bernal, mas ele renegou e menosprezou o nosso partido. Não existe relação entre ele e o PT. Eu gosto das coisas certas, das coisas que dão certo", diz o vereador.

    Alex está tão descontente, que apontou os pontos em que diverge do prefeito da Capital. "Eu não concordo com essa questão que ele levantou agora de ter a ajuda do exército na operação tapa-buraco, essa não é uma medida correta. O prefeito está acumulando dívidas na Capital e eu não posso concordar com isso".

    O que chama a atenção é que o prefeito fala que está dialogando com frequência com os parlamentares, mas a atitude dos vereadores não demonstra um clima de paz e união. Além de Alex, Bernal disse que estava conversando com Airton Araújo (PT), que também nega aproximação política com o prefeito.

    Airton chegou a dizer que a prefeitura deve buscar soluções para os problemas enfrentados pela população. "A prefeitura tem que se virar para solucionar esses problemas, nós estamos aqui para cobrar soluções e vamos cobrar, doa a quem doer. Falta competência para tudo em Campo Grande", disse Airton.

    Bernal chegou a oferecer espaço para o PT na Secretaria da Mulher e Secretaria da Juventude, porém, o partido recusou o a oferta e optou por 'manter distância do PT'. Após se distanciar de Bernal, os petistas afirmam que mantém postura independente dentro da Casa e garantem que devem votar em projetos de benefício para a Capital.

    quinta-feira, 11 de junho de 2015

    Após desgaste do ajuste fiscal, PT reúne militância para unificar o partido

    Legenda realizará 5º Congresso Nacional em Salvador nos próximos 3 dias.
    Setores do partido criticaram publicamente condução da política econômica.

    Filipe MatosoDo G1, em Brasília
    Logomarca do 5º Congresso Nacional do PT (Foto: Reprodução/Agência PT de Notícias)Logomarca do 5º Congresso Nacional do PT (Foto:
    Reprodução/Agência PT de Notícias)
    Após o governo passar por desgaste político em função das medidas de ajuste fiscal propostas para reequilibrar as contas públicas, o PT tentará unir a militância a partir desta quinta-feira (11) em Salvador (BA), no 5º Congresso da legenda.  Embora setores do próprio PT tenham feito críticas públicas à atual condução da política econômica, dirigentes ouvidos pelo G1 saíram em defesa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

    O 5º Congresso Nacional do PT ocorrerá na capital baiana e vai até o próximo sábado (13). Segundo a legenda, o objetivo central do encontro é "trabalhar uma resolução política que represente o diálogo intenso com a militância e a sociedade para apontar os caminhos de fortalecimento do PT e manter o crescimento do Brasil."
    A presidente Dilma Rouesseff, que sofreu críticas de setores do partido pela condução da politica econômica, é esperada para a abertura do evento, às 19h. O discurso de Dilma, segundo agenda oficial divulgada pela Presidência, está previsto para 20h. 
    Desde o início do ano o governo tem adotado ações voltadas para o ajuste fiscal. Entre elas, foram enviadas ao Congresso Nacional duas medidas provisórias que alteram o acesso da população a benefícios trabalhistas como seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença.

    Integrante da coordenação política e quadro histórico do PT, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, avaliou em entrevista ao G1 que o momento do partido é "difícil" em razão do ajuste fiscal. Ex-presidente da legenda, ele disse que o PT precisa enfrentar "junto" a atual conjuntura política e econômica "complexa".

    O partido se afastou em demasia da sua base original. O PT tem que recuperar a nossa base social histórica"
    "É um momento difícil para o partido porque vivemos o desafio, sob o ponto de vista político e econômico, de reorientar o partido, reunificar o partido em torno do enfrentamento da crise econômica, lembrando que o governo não é só do PT, é de muitos partidos. Não podemos, jamais, ter a ilusão de que as teses programáticas do PT são o único vetor para a definição das linhas de governo", disse o ministro.

    Defensor de Joaquim Levy, Berzoini disse que o PT não pode confundir o papel de um ministro "capaz e hábil" e imaginar que ele toma decisões "por sua própria iniciativa". Na avaliação do ministro das Comunicações, Levy não pode ser "demonizado" pelo ajuste. Ao longo desta semana, Dilma disse que o ministro não pode ser tratado como "Judas" e o vice-presidente Michel Temer defendeu que o titular da Fazenda seja tratado como "Cristo".

    "Seria extremamente inadequado tentarmos, de maneira simplória e superficil, demonizar um ministro que tem uma tarefa difícil como ele, que é a tarefa de fazer o que qualquer ministro da Fazenda deveria fazer, que é conduzir o país diante das variaveis macroeconômicas. Lembrando, sob a orientação da presidenta Dilma", acrescentou.
     
    deputado José Guimarães (CE), vice-presidente do PT
    'Pior momento da história'
    Em meio a críticas de setores do PT sobre o ajuste, o líder do governo na Câmara e vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (PT-CE), avalia ser "uma imbecilidade" criticar Joaquim Levy. Segundo o deputado, o ajuste é uma uma iniciativa de todo o governo.

    Para ele, o PT vive "o pior momento de sua história". Ele acredita que esse desgaste da legenda se dá em razão de uma "campanha pensada e articulada" pela oposição.

    "E, também, o partido se afastou em demasia da sua base original. O PT tem que recuperar a nossa base social histórica. O PT tem tudo para não fracassar, desde que supere o momento pelo qual está passando", argumentou.

    Tom do evento
    Embora alguns setores do PT e pelo menos dois senadores tenham feito críticas públicas à condução da atual política econômica, o vice-presidente da legenda Alberto Cantalice avaliou ao G1que o Congresso não será um ato contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

    Na avaliação de Cantalice, o “tom” do encontro em Salvador será em defesa da taxação de grandes fortunas, medida defendida pelo PT como forma de “equilibrar” as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo que alteraram o acesso da população a benefícios trabalhistas como seguro-desemprego, pensão por morte, auxílio-doença e abono salarial.

    “Eu não acredito que o tom do nosso congresso será contra o ministro Levy até porque, na verdade, há uma compreensão majoritária no partido sobre a necessidade do ajuste. O que precisa é calibrar para que os setores das altas rendas também participem do ajuste. A proposta consensual do PT, e o tom do congresso deve ser esse, é a defesa da taxação das grandes fortunas”, disse Cantalice.