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sexta-feira, 28 de abril de 2017

MAQUIAGEM PETISTA: Sindicalistas defendem delatados na Odebrecht em manifestação

Manifestantes que estão protestando contra as reformas do governo Michel Temer defenderam parlamentares delatados pelos executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato.
Representantes de Centrais Sindicais em cima do trio elétrico lembraram dos deputados federais Zeca do PT (PT) e Vander Loubet (PT), mesmo os dois aparecendo nas delações da Odebrecht por terem recebido recursos de Caixa 2. “Vamos abraçar aqueles deputados que estão conosco, Zeca e Vander", falaram no microfone.
Segundo eles, os outros são contra a população. Também vaiaram os deputados federais Carlos Marun (PMDB), Tereza Cristina (PSB), Elizeu Dionizio (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) por terem votado favoráveis a reforma trabalhista.
Os deputados federais Vander Loubet (PT) e Zeca do PT tiveram a abertura de processos autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, após as delações dos executivos da Construtora Odebrecht revelarem doações de campanha e pagamento de propina para diversos políticos do País.

Na Capital, somente políticos ligados ao PT participaram das manifestações


Deputados esperam que greve sensibilize parlamentares
  • Vander disse que protestos são os maiores do país nos últimos tempos (Fotos: Cleber Gellio)
  • Com praticamente todos as legendas implicados em denúncias de corrupção, e o avanço das reformas que retiram direitos trabalhistas, poucos políticos ousam aparecer nos protestos desta sexta-feira (28). Segundo os organizadores, há 50 mil pessoas nas ruas da Capital e aproximadamente 6 quadras da Avenida Afonso Pena estão ocupadas por manifestantes.
    O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) esperava uma adesão maior da população. “Não vejo quem não será penalizado (com as reformas). As pessoas não sentem agora, mas vão sentir futuramente”, frisou.

    Para o ex-governador e deputado federal Zeca do PT as manifestações desta sexta-feira (28) podem sensibilizar senadores na análise da reforma trabalhista, já aprovada na Câmara Federal.
    Zeca acredita que o resultado da reforma trabalhista é uma prova que o governo de Michel Temer teve que não vai conseguir aprovar a reforma da previdência na Câmara.
    “Acho que as reformas não vão passar por causa da pressão popular. Quem pediu o impeachment está tomando consciência do que está acontecendo”, destacou o também deputado federal pelo PT, Vander Loubet.
    Ex-candidato ao senado pelo PT e hoje filiado ao PSB, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, defendeu as manifestações e cobrou dos deputados um contato com as reivindicações da população. “O Brasil é sim dos sindicatos e dos trabalhadores brasileiros. Ou o diálogo é aberto (com parlamentares) ou vamos tirá-los, porque o mandato é do povo”, disparou.
    O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) disse que está morando há 35 anos morando na Capital e que nunca viu uma manifestação desse porte. “Nem quando os golpistas saíram as ruas para tirar a Dilma”, frisou. Para o pedetista, a a base do governo Temer está com medo da reação do eleitor na análise das reformas, em virtude do pleito de 2018.
    O presidente estadual do PT, Antônio Carlos Biffi, e o deputado estadual petista Pedro Kemp, também estão entre os manifestantes.
    (matéria editada às 11h para acréscimo de informação)

    quinta-feira, 27 de abril de 2017

    GOVERNO ANTECIPA PAGAMENTO PARA HOMENAGEAR DIA DO TRABALHADOR

    PREFEITURA NÃO TOCOU NO ASSUNTO


    Governo antecipa salários de servidor e injeta R$ 450 milhões na economia

    Segundo a Secretaria de Administração e Desburocratização, a antecipação leva em conta comemorações pelo Dia do Trabalhador

    Lucas Junot
    Secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis: pagamento entra agora, em vez de 2 de maio (Foto: David Majella / Governo do Estado)Secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis: pagamento entra agora, em vez de 2 de maio (Foto: David Majella / Governo do Estado)
    O pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado será antecipado. Depositado nesta sexta-feira (29), o dinheiro já estará disponível para saque no sábado (30).
    A antecipação dos salários foi determinada pelo governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), em razão do Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de Maio.
    De acordo com o governo, com a medida, a economia terá injeção de R$ 450 milhões. De acordo com o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis, a antecipação é uma boa notícia aos servidores, que pelo calendário normal receberiam na terça-feira, dia 2.
    Assim, terão mais tempo para planejar as despesas com tranquilidade e até mesmo viajar durante o feriado. “Essa é uma decisão do governador, de prestigiar o servidor que é o suporte da máquina pública. O governador pediu para que fosse priorizado o fechamento da folha de para que nossos servidores possam aproveitar o feriado prolongado com familiares e amigos", disse Assis.
    Segundo o secretário de Administração, para que o Estado pudesse antecipar o pagamento no dia 29, a equipe técnica fez uma força-tarefa. "Para isso a orientação do governador é economizar no custeio da máquina, reduzindo consumo de água, luz, telefone, licitação, contratos. Toda despesa passa por uma análise criteriosa para o melhor preço e condição do serviço", destacou Carlos Assis.
    O secretário também tranquilizou os servidores em relação ao abono salarial concedido no ano passado. "É importante esclarecer que a Assembleia Legislativa autorizou a prorrogação do pagamento desse abono na sessão de quarta-feira (26) e ele será mantido até as negociações salariais. Já tivemos uma conversa com os representantes das categorias para reafirmar nossa responsabilidade com todos.", afirmou.
    Reforço na economia -  O governo lembra ainda que no conjunto das 27 unidades da federação, Mato Grosso do Sul foi um dos nove estados que conseguiram atravessar o ano com todos os pagamentos em dia.
    O equilíbrio fiscal possibilitou investimentos em áreas importantes e a concessão de incentivos fiscais para industria e comércio. Aliado a isso, em dezembro o Estado injetou quase R$ 1 bilhão na economia, com as folhas de pagamento de novembro, dezembro e o 13º salário. Agora, três meses depois, antecipa o salário no mês do trabalhador.
    O pagamento dos salários dos cerca de 70 mil servidores - entre ativos, aposentados e pensionistas - vai injetar R$ 450 milhões na economia do Estado e ajudar nas vendas do comércio.
    "É importante dizer que a prioridade do governador Reinaldo Azambuja é manter os salários em dia, o que acaba refletindo na economia, já que a folha do Estado corresponde a quase meio bilhão de reais. Esse dinheiro todo circulando realmente aquece o comércio e impulsiona a retomada da economia", explico

    DECRETOS MUNICIPAIS PODEM QUADRUPLICAR SALARIO DE COMISSIONADOS E AUMENTAR DESCONTOS NA FOLHA DOS OUTROS SERVIDORES

    Servidores efetivos da Capital poderão ganhar até 400% em cargo de confiança

    Município revogou diminuição de cobrança em consignados
    Um decreto assinado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) determina que a ‘gratificação pelo exercício de função de confiança não poderá ser superior ao quádruplo do vencimento do cargo referência’, ou seja, o servidor poderá ganhar até quatro vezes mais que seu salário base.
    “Isso reforça o plano de austeridade do município porque traz economia, primeiro que não é aumento de 150 para 400%, é até 400%. Segundo, somente os concursados poderão receber. Não é para comissionados. Terceiro, não é um aumento de cargos, e sim diminuição, porque função de confiança e gratificação não incide nem INSS em Funserv (Fundo de previdência dos servidores municipais)”, explicou o prefeito durante agenda pública na manhã desta quarta-feira (8).

    Segundo o município, o decreto possibilita que mais servidores efetivos tenham alguma experiência no exercício do cargo em comissão. A Prefeitura alega que a medida valoriza o funcionário e ainda encargos sobre o valor da função comissionada que será paga.
    “Mais servidores poderão ocupar cargos de gerência e chefia. É bom para o município, porque são efetivos. O salário continua o mesmo, mas diminui o encargo calculado sobre o valor da função comissionada que será paga”, alegou a secretária Municipal de Gestão, Evelyse Ferreira.
    O prefeito frisou que o aumento será nos salários base dos servidores. “Será para quem ganha de R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil”, disse Marquinhos, que revelou que funcionários com maiores salários não serão contemplados, e ainda que 70% dos servidores municipais ganham em torno de um salário mínimo, R$ 937. “A cada R$ 1 milhão vamos economizar R$ 260 mil”, disse Trad.
    As funções que poderão receber acréscimo são as com símbolo denominação FC-1 Supervisor Executivo; FC-2 Analista de Processo; FC-3 Técnico Assistente; FC-4 Gestor Operacional e FC-5 Encarregado Governamental
    Consignado
    Outro decreto, publicado também na última segunda-feira (6), atinge diretamente os servidores municipais, já que revogou uma diminuição no percentual cobrado nos contratos de empréstimo consignado.
    “Havia um decreto que cobrava pelos serviços bancários de quem fazia empréstimo consignado. Cobravam 2% sobre os contratos, que era revertido para investir no próprio servidor. A antiga gestão mudou isso e passou a cobrar apenas 1 real por contrato. Isso impactou na arrecadação do município, caindo de R$ 400 mil para R$ 40 mil atuais. Modificamos novamente para que a prefeitura volte a arrecadar e, consequentemente, reverta este valor para o servidor”, argumentou a secretária de gestão.
    A Prefeitura revelou que vai tentar que as instituições financeiras custeiem os serviços bancários cobrados em cada contrato de consignado contraído pelo servidor.
    (Matéria editada às 11h50 para acréscimo de informação)

    SEMPRE EM DIA: Salários de 70 mil servidores de MS sai no sábado, anuncia governo


    Estado prevê injetar R$ 450 milhões na economia
    O Governo do Estado vai depositar os salários dos cerca de 70 mil servidores nesta sexta-feira (28), os valores estarão disponíveis para saque no sábado. De acordo com a administração estadual, serão injetados R$ 450 milhões na economia do Estado.
    A antecipação do salário, que normalmente seria pago na terça-feira (2), ocorre para "prestigiar” o Dia do Trabalhador, comemorado na segunda.
    Houve força-tarefa para que o pagamento pudesse ser feito amanhã.
    O abono salarial que foi prorrogado até março de 2018 depois da aprovação do projeto do Governo também será

    depositado normalmente na remuneração dos servidores.
    Em nota, o Governo informou que Mato Grosso do Sul integra grupo dos nove estados que não atrasaram salários nos últimos meses.

    Servidor que aderir à greve poderá repor dia de trabalho para não ter salário descontado



    O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e o prefeito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad (PSD), afirmaram que os servidores que aderirem a greve geral nesta sexta-feira, 28 de abril, terão que repor posteriormente o dia não trabalhado, sob a penalidade de ter o ponto cortado na folha salarial. “Consideramos a manifestação com algo normal. A gente respeita. Mas entendemos que é necessário preservar os serviços públicos”, afirmou Azambuja.
    Marquinhos Trad afirmou que a prefeitura está exigindo que os servidores que aderirem a greve geral reponham posteriormente. “Não vamos cortar ponto, mas estamos exigindo que o servidor reponha o ponto em uma data em que a população possa ser beneficiada”, afirmou.
    Reinaldo Azambuja destacou também a manutenção dos serviços à população e que irá cortar o ponto somente dos servidores que se recusarem a repor o dia de trabalho. “Queremos preservar as oportunidades do Cidadão. Temos uma determinação que aquele que falta o serviço, que reponha em um dia alternado. Se ele não repor terá o ponto cortado como é a regra dentro do governo”, afirmou.
    A greve geral, que ocorrerá na próxima sexta-feira (28), promete parar escolas, comércios, transporte coletivo, polícia civil e até empresas do setor privado.
    A manifestação, marcada para às 8h na Praça Ary Coelho, tem como objetivo mostrar a rejeição da população em as reformas trabalhista e previdenciária.

    Se prepare: greve nesta sexta fecha escolas, para ônibus e bancos; Veja tudo!

    Em razão de greve geral contra a reforma previdenciária, trabalhista e terceirização, convocada para esta sexta-feira (28), diversos setores não deverão funcionar em Mato Grosso do Sul. Na Capital, escolas, transporte, agências bancárias, correios e universidades deverão permanecer fechados.
    Veja o que abre e fecha em Campo Grande.
    Escolas fechadas - Os alunos das redes municipais e estaduais deverão ter as aulas suspensas nesta sexta-feira (28).  
    A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), entidade representativa de mais de 25 mil profissionais da educação no Estado, aderiu a mobilização nacional e vai paralisar as suas atividades nesta sexta. O presidente Roberto Magno Botareli disse que o momento é de 'luta e mobilização'.
    A ACP, que representa os profissionais da educação em Campo Grande, também acatou a mobilização e mais de 20 mil professores deverão ir às ruas amanhã. A categoria é contra a PEC 287/2016 (Reforma da Previdência) e o avanço da retirada de direitos por meio da Reforma Trabalhista e ampliação da terceirização.
    Transporte - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Ferreira Freitas, afirmou ao que os motoristas do transporte coletivo devem aderir a greve nacional e paralisar o serviço por tempo indeterminado. E recomendou que a população evite dor de cabeça e fique em casa.
    Bancos - O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e região deliberou que deve paralisar suas atividades. Todas as Instituições Financeiras públicas e privadas deverão permanecer fechadas a partir das 00 horas de sexta-feira (28).
    Correios - Os trabalhadores dos Correios estão em greve desde às 22 horas desta quarta-feira (26) por questões salariais, mas a categoria decidiu em assembleia também aderir ao movimento da greve geral desta sexta-feira.
    Universidade - A Adufms, sindicato dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também devem aderir a greve. A assessoria da universidade informa que a instituição funcionará normalmente, mas os professores e servidores estão livres para participar da manifestação.
    Judiciário - O Sindjufe-MS  que representa a categoria dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul, decidiu, em Assembleia Geral, paralisar as atividades.
    Construção Civil - Funcionários do setor da construção civil devem parar também em Campo Grande.
    Abre
    Judiciário Estadual - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e Ministério Público Estadual  não devem interromper suas funções e funciona normalmente nesta sexta-feira (27).
    Comércio - A Associação Comercial de Campo Grande informa que nenhuma recomendação foi feita pelo sindicato e o comércio deve funcionar normalmente nesta sexta-feira (28).
    Shopping - Todos também deverão funcionar normalmente.
    Hipermercados e supermercados - funcionam normalmente na Capital.
    Saúde - A rede municipal de saúde UPAs, UBSF e CRS devem funcionar normalmente na Capital.
    Paralisação
    Hospital Regional deve contar com a paralisação de duas horas. Porém, o atendimento irá funcionar normalmente a população.  
    Polícia Civil - O Sinpol informou que os policiais civis deverão trabalhar com 30% do efetivo nesta sexta-feira. 
    Agentes Penitenciários - Deverão fazer uma assembleia à tarde, a partir das 15 horas, para definir a paralisação e discutir questões salariais. Porém, pela manhã, haverá movimentação programada para acontecer à partir das 8 horas, saindo da ACP. Logo depois, uma carreata até a Assembleia Legislativa. No dia 4 e 5 de maio, os agentes pretendem fazer uma paralisação nacional.