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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quem fica com as batatas após as eleições de 2016?


Mal terminou a apuração para definir o novo prefeito da Capital, escolhido em segundo turno, começa a especulação sobre quem saiu fortalecido para as eleições de 2018. Dois fatos marcaram a eleição: o fortalecimento da direita e a vitória dos “não políticos”.
Ao contrário de 1996 e 2012, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) terá o direito de disputar a reeleição daqui dois anos. Com a conquista de 36 prefeituras pelos tucanos, apesar da derrota na Capital, ele continua favorito à sucessão.
O favoritismo permanece mais pela falta de adversário do que pelos méritos do tucano. A derrota de Rose Modesto (PSDB) enfraquece Azambuja, porque só chegou ao Parque dos Poderes quem venceu em Campo Grande, maior colégio eleitoral.
Ausente das eleições e até usado para desgastar adversários, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) é o principal adversário do atual governador na disputa de 2018. No entanto, tem-se esperança de que as investigações da Polícia Federal avancem e não mofem nas gavetas, apesar do governo Michel Temer (PMDB), o que pode complicar o sonho do peemedebista de reassumir o comando do Estado.
O ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) é outro que depende do futuro das investigações. A situação dele é tão complicada que, em determinado debate, foi quase renegado pelo irmão Marquinhos Trad (PSD), eleito prefeito da Capital.
Alcides Bernal (PP) deixará um legado de problemas para o sucessor e sai com a imagem arranhada ao optar por Marquinhos Trad no segundo turno. Poderá contar com o apoio do novo prefeito para disputar o Senado.
O PT perdeu a oportunidade de construir uma nova liderança e sai menor da eleição de 2016. O PSB poderia apostar no nome do médico Ricardo Ayache, presidente da Cassems, mas ele desistiu e pode, no máximo, ser vice na chapa de Azambuja.
Sem adversários e com 36 prefeituras, incluindo as três nas cinco maiores cidades, o PSDB tem gás para reeleger Azambuja.
Ao vencer a máquina estadual, Marquinhos Trad surge como liderança para se contrapor ao poder tucano no Estado. O problema do novo prefeito é qual nome será viável para enfrentar o governador na próxima eleição.
Rose teve desempenho expressivo no segundo turno, mas corre o risco de repetir o fenômeno Ricardo Bacha, quando disputou o governo em 1998 e sumiu do mapa político. Ela pode se reinventar se conseguir a vaga de deputada federal em 2018.
Para a Câmara dos Deputados, o advogado Fábio Trad saiu forte com a eleição de Marquinhos. Ele foi um dos principais cabos eleitorais do irmão e ganhou força ao saber usar as redes sociais.
Ao garantir a eleição da mulher, Adriane, como vice-prefeita da Capital e de três prefeitos no interior, o deputado estadual Lídio Lopes fortalece-se junto com o novato PEN para a próxima eleição.
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Quem não perde as batatas, os envolvidos na operação Coffee Break. Até os vereadores reeleitos saem mais fracos, porque obtiveram menos votos em relação 2012. Paulo Siufi (PMDB) vai se arriscar muito ao trocar a Câmara pela Assembleia, com capital político se evaporando, ele corre o risco de encerrar a carreira política em 2018, ano em que a Justiça poderá dar as primeiras sentenças sobre o suposto golpe para cassar Bernal.
 Além do PT, o PMDB perdeu espaço em Mato Grosso do Sul. Ganhou musculatura o PR, de Londres Machado, que elegeu oito prefeitos, incluindo a prefeita Délia Razuk , de Dourados, segunda maior cidade de MS. O PSB ganha musculatura com cinco prefeituras.
O PP de Bernal não terá o controle de nenhuma prefeitura, enfraquecendo ainda mais o sonho de Bernal chegar ao Senado.

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