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sexta-feira, 28 de abril de 2017

MAQUIAGEM PETISTA: Sindicalistas defendem delatados na Odebrecht em manifestação

Manifestantes que estão protestando contra as reformas do governo Michel Temer defenderam parlamentares delatados pelos executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato.
Representantes de Centrais Sindicais em cima do trio elétrico lembraram dos deputados federais Zeca do PT (PT) e Vander Loubet (PT), mesmo os dois aparecendo nas delações da Odebrecht por terem recebido recursos de Caixa 2. “Vamos abraçar aqueles deputados que estão conosco, Zeca e Vander", falaram no microfone.
Segundo eles, os outros são contra a população. Também vaiaram os deputados federais Carlos Marun (PMDB), Tereza Cristina (PSB), Elizeu Dionizio (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) por terem votado favoráveis a reforma trabalhista.
Os deputados federais Vander Loubet (PT) e Zeca do PT tiveram a abertura de processos autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, após as delações dos executivos da Construtora Odebrecht revelarem doações de campanha e pagamento de propina para diversos políticos do País.

Na Capital, somente políticos ligados ao PT participaram das manifestações


Deputados esperam que greve sensibilize parlamentares
  • Vander disse que protestos são os maiores do país nos últimos tempos (Fotos: Cleber Gellio)
  • Com praticamente todos as legendas implicados em denúncias de corrupção, e o avanço das reformas que retiram direitos trabalhistas, poucos políticos ousam aparecer nos protestos desta sexta-feira (28). Segundo os organizadores, há 50 mil pessoas nas ruas da Capital e aproximadamente 6 quadras da Avenida Afonso Pena estão ocupadas por manifestantes.
    O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) esperava uma adesão maior da população. “Não vejo quem não será penalizado (com as reformas). As pessoas não sentem agora, mas vão sentir futuramente”, frisou.

    Para o ex-governador e deputado federal Zeca do PT as manifestações desta sexta-feira (28) podem sensibilizar senadores na análise da reforma trabalhista, já aprovada na Câmara Federal.
    Zeca acredita que o resultado da reforma trabalhista é uma prova que o governo de Michel Temer teve que não vai conseguir aprovar a reforma da previdência na Câmara.
    “Acho que as reformas não vão passar por causa da pressão popular. Quem pediu o impeachment está tomando consciência do que está acontecendo”, destacou o também deputado federal pelo PT, Vander Loubet.
    Ex-candidato ao senado pelo PT e hoje filiado ao PSB, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, defendeu as manifestações e cobrou dos deputados um contato com as reivindicações da população. “O Brasil é sim dos sindicatos e dos trabalhadores brasileiros. Ou o diálogo é aberto (com parlamentares) ou vamos tirá-los, porque o mandato é do povo”, disparou.
    O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) disse que está morando há 35 anos morando na Capital e que nunca viu uma manifestação desse porte. “Nem quando os golpistas saíram as ruas para tirar a Dilma”, frisou. Para o pedetista, a a base do governo Temer está com medo da reação do eleitor na análise das reformas, em virtude do pleito de 2018.
    O presidente estadual do PT, Antônio Carlos Biffi, e o deputado estadual petista Pedro Kemp, também estão entre os manifestantes.
    (matéria editada às 11h para acréscimo de informação)

    quinta-feira, 27 de abril de 2017

    GOVERNO ANTECIPA PAGAMENTO PARA HOMENAGEAR DIA DO TRABALHADOR

    PREFEITURA NÃO TOCOU NO ASSUNTO


    Governo antecipa salários de servidor e injeta R$ 450 milhões na economia

    Segundo a Secretaria de Administração e Desburocratização, a antecipação leva em conta comemorações pelo Dia do Trabalhador

    Lucas Junot
    Secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis: pagamento entra agora, em vez de 2 de maio (Foto: David Majella / Governo do Estado)Secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis: pagamento entra agora, em vez de 2 de maio (Foto: David Majella / Governo do Estado)
    O pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado será antecipado. Depositado nesta sexta-feira (29), o dinheiro já estará disponível para saque no sábado (30).
    A antecipação dos salários foi determinada pelo governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), em razão do Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de Maio.
    De acordo com o governo, com a medida, a economia terá injeção de R$ 450 milhões. De acordo com o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis, a antecipação é uma boa notícia aos servidores, que pelo calendário normal receberiam na terça-feira, dia 2.
    Assim, terão mais tempo para planejar as despesas com tranquilidade e até mesmo viajar durante o feriado. “Essa é uma decisão do governador, de prestigiar o servidor que é o suporte da máquina pública. O governador pediu para que fosse priorizado o fechamento da folha de para que nossos servidores possam aproveitar o feriado prolongado com familiares e amigos", disse Assis.
    Segundo o secretário de Administração, para que o Estado pudesse antecipar o pagamento no dia 29, a equipe técnica fez uma força-tarefa. "Para isso a orientação do governador é economizar no custeio da máquina, reduzindo consumo de água, luz, telefone, licitação, contratos. Toda despesa passa por uma análise criteriosa para o melhor preço e condição do serviço", destacou Carlos Assis.
    O secretário também tranquilizou os servidores em relação ao abono salarial concedido no ano passado. "É importante esclarecer que a Assembleia Legislativa autorizou a prorrogação do pagamento desse abono na sessão de quarta-feira (26) e ele será mantido até as negociações salariais. Já tivemos uma conversa com os representantes das categorias para reafirmar nossa responsabilidade com todos.", afirmou.
    Reforço na economia -  O governo lembra ainda que no conjunto das 27 unidades da federação, Mato Grosso do Sul foi um dos nove estados que conseguiram atravessar o ano com todos os pagamentos em dia.
    O equilíbrio fiscal possibilitou investimentos em áreas importantes e a concessão de incentivos fiscais para industria e comércio. Aliado a isso, em dezembro o Estado injetou quase R$ 1 bilhão na economia, com as folhas de pagamento de novembro, dezembro e o 13º salário. Agora, três meses depois, antecipa o salário no mês do trabalhador.
    O pagamento dos salários dos cerca de 70 mil servidores - entre ativos, aposentados e pensionistas - vai injetar R$ 450 milhões na economia do Estado e ajudar nas vendas do comércio.
    "É importante dizer que a prioridade do governador Reinaldo Azambuja é manter os salários em dia, o que acaba refletindo na economia, já que a folha do Estado corresponde a quase meio bilhão de reais. Esse dinheiro todo circulando realmente aquece o comércio e impulsiona a retomada da economia", explico

    DECRETOS MUNICIPAIS PODEM QUADRUPLICAR SALARIO DE COMISSIONADOS E AUMENTAR DESCONTOS NA FOLHA DOS OUTROS SERVIDORES

    Servidores efetivos da Capital poderão ganhar até 400% em cargo de confiança

    Município revogou diminuição de cobrança em consignados
    Um decreto assinado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) determina que a ‘gratificação pelo exercício de função de confiança não poderá ser superior ao quádruplo do vencimento do cargo referência’, ou seja, o servidor poderá ganhar até quatro vezes mais que seu salário base.
    “Isso reforça o plano de austeridade do município porque traz economia, primeiro que não é aumento de 150 para 400%, é até 400%. Segundo, somente os concursados poderão receber. Não é para comissionados. Terceiro, não é um aumento de cargos, e sim diminuição, porque função de confiança e gratificação não incide nem INSS em Funserv (Fundo de previdência dos servidores municipais)”, explicou o prefeito durante agenda pública na manhã desta quarta-feira (8).

    Segundo o município, o decreto possibilita que mais servidores efetivos tenham alguma experiência no exercício do cargo em comissão. A Prefeitura alega que a medida valoriza o funcionário e ainda encargos sobre o valor da função comissionada que será paga.
    “Mais servidores poderão ocupar cargos de gerência e chefia. É bom para o município, porque são efetivos. O salário continua o mesmo, mas diminui o encargo calculado sobre o valor da função comissionada que será paga”, alegou a secretária Municipal de Gestão, Evelyse Ferreira.
    O prefeito frisou que o aumento será nos salários base dos servidores. “Será para quem ganha de R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil”, disse Marquinhos, que revelou que funcionários com maiores salários não serão contemplados, e ainda que 70% dos servidores municipais ganham em torno de um salário mínimo, R$ 937. “A cada R$ 1 milhão vamos economizar R$ 260 mil”, disse Trad.
    As funções que poderão receber acréscimo são as com símbolo denominação FC-1 Supervisor Executivo; FC-2 Analista de Processo; FC-3 Técnico Assistente; FC-4 Gestor Operacional e FC-5 Encarregado Governamental
    Consignado
    Outro decreto, publicado também na última segunda-feira (6), atinge diretamente os servidores municipais, já que revogou uma diminuição no percentual cobrado nos contratos de empréstimo consignado.
    “Havia um decreto que cobrava pelos serviços bancários de quem fazia empréstimo consignado. Cobravam 2% sobre os contratos, que era revertido para investir no próprio servidor. A antiga gestão mudou isso e passou a cobrar apenas 1 real por contrato. Isso impactou na arrecadação do município, caindo de R$ 400 mil para R$ 40 mil atuais. Modificamos novamente para que a prefeitura volte a arrecadar e, consequentemente, reverta este valor para o servidor”, argumentou a secretária de gestão.
    A Prefeitura revelou que vai tentar que as instituições financeiras custeiem os serviços bancários cobrados em cada contrato de consignado contraído pelo servidor.
    (Matéria editada às 11h50 para acréscimo de informação)

    SEMPRE EM DIA: Salários de 70 mil servidores de MS sai no sábado, anuncia governo


    Estado prevê injetar R$ 450 milhões na economia
    O Governo do Estado vai depositar os salários dos cerca de 70 mil servidores nesta sexta-feira (28), os valores estarão disponíveis para saque no sábado. De acordo com a administração estadual, serão injetados R$ 450 milhões na economia do Estado.
    A antecipação do salário, que normalmente seria pago na terça-feira (2), ocorre para "prestigiar” o Dia do Trabalhador, comemorado na segunda.
    Houve força-tarefa para que o pagamento pudesse ser feito amanhã.
    O abono salarial que foi prorrogado até março de 2018 depois da aprovação do projeto do Governo também será

    depositado normalmente na remuneração dos servidores.
    Em nota, o Governo informou que Mato Grosso do Sul integra grupo dos nove estados que não atrasaram salários nos últimos meses.

    Servidor que aderir à greve poderá repor dia de trabalho para não ter salário descontado



    O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e o prefeito de Campo Grande, Marcos Marcello Trad (PSD), afirmaram que os servidores que aderirem a greve geral nesta sexta-feira, 28 de abril, terão que repor posteriormente o dia não trabalhado, sob a penalidade de ter o ponto cortado na folha salarial. “Consideramos a manifestação com algo normal. A gente respeita. Mas entendemos que é necessário preservar os serviços públicos”, afirmou Azambuja.
    Marquinhos Trad afirmou que a prefeitura está exigindo que os servidores que aderirem a greve geral reponham posteriormente. “Não vamos cortar ponto, mas estamos exigindo que o servidor reponha o ponto em uma data em que a população possa ser beneficiada”, afirmou.
    Reinaldo Azambuja destacou também a manutenção dos serviços à população e que irá cortar o ponto somente dos servidores que se recusarem a repor o dia de trabalho. “Queremos preservar as oportunidades do Cidadão. Temos uma determinação que aquele que falta o serviço, que reponha em um dia alternado. Se ele não repor terá o ponto cortado como é a regra dentro do governo”, afirmou.
    A greve geral, que ocorrerá na próxima sexta-feira (28), promete parar escolas, comércios, transporte coletivo, polícia civil e até empresas do setor privado.
    A manifestação, marcada para às 8h na Praça Ary Coelho, tem como objetivo mostrar a rejeição da população em as reformas trabalhista e previdenciária.

    Se prepare: greve nesta sexta fecha escolas, para ônibus e bancos; Veja tudo!

    Em razão de greve geral contra a reforma previdenciária, trabalhista e terceirização, convocada para esta sexta-feira (28), diversos setores não deverão funcionar em Mato Grosso do Sul. Na Capital, escolas, transporte, agências bancárias, correios e universidades deverão permanecer fechados.
    Veja o que abre e fecha em Campo Grande.
    Escolas fechadas - Os alunos das redes municipais e estaduais deverão ter as aulas suspensas nesta sexta-feira (28).  
    A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), entidade representativa de mais de 25 mil profissionais da educação no Estado, aderiu a mobilização nacional e vai paralisar as suas atividades nesta sexta. O presidente Roberto Magno Botareli disse que o momento é de 'luta e mobilização'.
    A ACP, que representa os profissionais da educação em Campo Grande, também acatou a mobilização e mais de 20 mil professores deverão ir às ruas amanhã. A categoria é contra a PEC 287/2016 (Reforma da Previdência) e o avanço da retirada de direitos por meio da Reforma Trabalhista e ampliação da terceirização.
    Transporte - O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Ferreira Freitas, afirmou ao que os motoristas do transporte coletivo devem aderir a greve nacional e paralisar o serviço por tempo indeterminado. E recomendou que a população evite dor de cabeça e fique em casa.
    Bancos - O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e região deliberou que deve paralisar suas atividades. Todas as Instituições Financeiras públicas e privadas deverão permanecer fechadas a partir das 00 horas de sexta-feira (28).
    Correios - Os trabalhadores dos Correios estão em greve desde às 22 horas desta quarta-feira (26) por questões salariais, mas a categoria decidiu em assembleia também aderir ao movimento da greve geral desta sexta-feira.
    Universidade - A Adufms, sindicato dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também devem aderir a greve. A assessoria da universidade informa que a instituição funcionará normalmente, mas os professores e servidores estão livres para participar da manifestação.
    Judiciário - O Sindjufe-MS  que representa a categoria dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul, decidiu, em Assembleia Geral, paralisar as atividades.
    Construção Civil - Funcionários do setor da construção civil devem parar também em Campo Grande.
    Abre
    Judiciário Estadual - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e Ministério Público Estadual  não devem interromper suas funções e funciona normalmente nesta sexta-feira (27).
    Comércio - A Associação Comercial de Campo Grande informa que nenhuma recomendação foi feita pelo sindicato e o comércio deve funcionar normalmente nesta sexta-feira (28).
    Shopping - Todos também deverão funcionar normalmente.
    Hipermercados e supermercados - funcionam normalmente na Capital.
    Saúde - A rede municipal de saúde UPAs, UBSF e CRS devem funcionar normalmente na Capital.
    Paralisação
    Hospital Regional deve contar com a paralisação de duas horas. Porém, o atendimento irá funcionar normalmente a população.  
    Polícia Civil - O Sinpol informou que os policiais civis deverão trabalhar com 30% do efetivo nesta sexta-feira. 
    Agentes Penitenciários - Deverão fazer uma assembleia à tarde, a partir das 15 horas, para definir a paralisação e discutir questões salariais. Porém, pela manhã, haverá movimentação programada para acontecer à partir das 8 horas, saindo da ACP. Logo depois, uma carreata até a Assembleia Legislativa. No dia 4 e 5 de maio, os agentes pretendem fazer uma paralisação nacional. 

    quinta-feira, 20 de abril de 2017

    Após suicídio de Servidora colegas de trabalho alertam sobre graves problemas de saúde enfrentados pelos profissionais da SESAU

    Com a notícia de um suposto suicídio da técnica em enfermagem Maria Clara Sayd Bonfim, que foi encontrada morta no último sábado na UPA do Universitário, uma discussão sobre os problemas enfrentados pelos profissionais de saúde da Capital veio à tona. Os amigos da técnica contestam a versão de suicídio, mas assumem que ela era viciada em medicamentos e, por isso, aconteceu a morte. 
    Resultado de imagem para Maria Clara Sayd Bonfim
    “Não foi suicídio, ela era dependente química, era viciada em medicamentos e tinha acesso a eles, por ser profissional da área, sem contar que se tratava contra depressão e sentia muitas dores nas costas devido a uma cirurgia, por isso tomava muito remédio”, contou uma amiga, que pediu para não ser identificada. "Era uma profissional muito humana, amava o que fazia, era uma pessoa sensacional, mas tinha muitas dores e acabou ficando viciada", 
    Entre os profissionais de saúde, a reclamação é que mesmo com os superiores sabendo dos problemas enfrentados pelos colegas, nada é feito para evitar tragédias como a de Maria Clara. 
    “Já tínhamos retirado as morfinas da emergência por problemas com ela. Ela usava tudo e nesse caso foi supostamente fentanil. Não foi suicídio não, era o vício mesmo, já estava fora de controle”, contou um colega lamentando a morte precoce da mulher que tinha 34 anos. O fentanil é um potente analgésico derivado do ópio e tem poder viciante 80 vezes maior que a heroína. 
    Segundo quem conviveu com a vítima “tirando o vício, ela era uma ótima profissional”. “Mas tinha acesso aos medicamentos, e isso foi fatal para ela”. 
    Problemas psíquicos
    Entre os que trabalham na área de saúde da Capital, em especial nos postos e UPAs o assunto rendeu indignação e um alerta para um problema maior. “Aqui no Tiradentes, uma técnica tomou um monte de medicamentos controlados e se cortou toda ontem, está aqui encaminhada para o Nosso Lar”, contou uma trabalhadora da rede. 
    A reportagem entrou em contato com a assessoria da Sesau (Secretaria de Saúde) e da  Prefeitura para questionar se há algum trabalho com profissionais de saúde que estão doentes, além dos números de servidores afastados para tratamento, porém até o fechamento desta matéria não havia sido enviada a resposta. 

    segunda-feira, 17 de abril de 2017

    “Que você não caia nos buracos da cidade”, diz prefeito a ganhador de carro

    O carro ainda não tem data para ser entregue porque o processo está em licitação. 


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    MÁQUINA DE DINHEIRO : Prefeitura vai usar telemarketing para cobrar quem tem IPTU atrasado


    Secretário diz que será aberta licitação para contratar serviço

    Leonardo Rocha e Richelieu de Carlo
    Secretário Pedro Pedrossian Neto falou sobre cobrança pelo telemarketing (Foto: Marina Pacheco)Secretário Pedro Pedrossian Neto falou sobre cobrança pelo telemarketing (Foto: Marina Pacheco)
    A Prefeitura de Campo Grande vai usar serviço de telemarketing para cobrar contribuintes que estiverem em atraso com os pagamentos do IPTU ((Imposto Predial e Territorial Urbano). A intenção é diminuir a inadimplência e evitar que o cidadão entre na lista da dívida ativa.
    Pela previsão oficial, será lançada licitação até o fim do mês para contratar empresa que fará o serviço de cobrança por telefone.
    O secretário municipal de Planejamento e Finanças, Pedro Pedrossian Neto, disse nesta segunda-feira (17) que esta cobrança, além do telefone, será feita por mensagem de celular e até WhatsApp. "Será uma negociação amigável, sem exageros, para quem estiver em atraso no pagamento do imposto", pontua.
    Pedrossian não adiantou quanto será o custo da prefeitura para contratar a empresa que fará o trabalho. No entanto, ponderou que este serviço será fundamental.
    "A Prefeitura tem que deixar de ser passiva na cobrança dos seus tributos e no recebimento dos seus créditos".
    O secretário revelou que a dívida ativa dos contribuintes chega a R$ 2,6 bilhões, que inclui os credores do IPTU, ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), ISS (Imposto sobre serviços de qualquer natureza) e outros tributos. O número de cadastros com inadimplência chega-se a 550 mil, sendo que uma pessoa pode ter mais de uma dívida.
    Fornecedores - Em relação a dívida com os fornecedores, Pedrossian ressaltou que a prefeitura vai dar prioridade ao pagamento daquelas (dívidas) até R$ 25 mil, que se tratam de 500 das 900 empresas. O valor do débito com este público chega a R$ 4 milhões.
    A dívida com os fornecedores no total está em R$ 396 milhões. Ao assumir a administração municipal, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) pediu um prazo para avaliar o montante e depois começar o planejamento para os pagamentos. A negociação vai começar com este público escolhido (até R$ 25 mil).

    ‘Pupilo’ de Puccinelli amplia influência no governo e fatura R$ 26,1 milhões

    Conhecido por atuar com o grupo do ex-governador André Puccinelli (PMDB), o empresário Marcelo Rosa Ribeiro vem ampliando sua influência no Estado e já recebeu R$ 26,1 milhões em contratos com o Poder Executivo Estadual. Ele é dono da Fortes Comércio e Serviços Ltda, de nome fantasia Fort Alimentos, que fornece alimentos e cestas básicas para as Secretarias de Assistência Social e de Segurança Pública.
    A Fortes venceu ainda durante a gestão de Puccinelli, em 2013, e ficou responsável pela maior parte da entrega de cestas básicas no Estado. O primeiro contrato venceria em 2014, mas foi renovado no exato dia do prazo final, encerrando em 2015.
    O processo foi conduzido sem nova licitação, e deixou Reinaldo Azambuja com a obrigação de pagar a empresa durante seu mandato. Mas o domínio continuou, com a terceira renovação ao contrato, hoje de R$ 9.250.900,00, com a Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho). A vigência vai até 1 de agosto de 2017.
    Além disso, a Fortes ampliou seu poderio e passou a fornecer alimentos também para a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Foram cinco contratos, dos quais três ainda estão em vigor. O primeiro, feito diretamente com a pasta, é no valor de R$ 192.600,00 e com validade até 6 de agosto.
    Com interveniência do Fundo Especial de Reequipamento da Sejusp, a Fortes ainda firmou dois contratos de R$ 180.873,00 cada, para fornecimento de alimentação preparada aos custodiados na delegacia de polícia de Costa Rica. O primeiro venceu em 24 de fevereiro deste ano e o segundo termina em 27 de agosto.
    A empresa também fornece as refeições para os presos na delegacia de Camapuã. O primeiro contrato, no valor de R$ 76.477,50, foi finalizado em 7 de março, mas o segundo, de mesmo valor, tem validade até 07 de setembro. Todas as informações estão no portal de transparência do Governo do Estado.
    Entre 2013 e 12 de abril de 2017, a Fortes já faturou R$ 26 milhões junto ao Poder Público, com aumento dos repasses em 2016, na era de Reinaldo Azambuja. Considerando os valores empenhados e não pagos, ela ainda deve receber cerca de R$ 2,8 milhões em serviços prestados para as duas secretarias. Confira a tabela abaixo:
    Fort Alimentos também atua na prefeitura de Campo Grande. Chama a atenção a contratação da servidora estadual aposentada e ex-pregoeira do Governo do Estado, Natércia Maria de Souza Regasso, que passou a assinar a representação da empresa em alguns contratos com o município. Leia mais aqui.

    Investigado por intermediar doações a Zeca e Delcídio é fiscal de renda com salário de R$ 34 mil

    Investigado pela Operação Lava Jato por suposto envolvimento na coleta de recursos da Odebrecht para o deputado federal Zeca do PT e o ex-senador Delcídio do Amaral, Fadel Tajher Iunes Júnior é fiscal de rendas em Mato Grosso do Sul.
    O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal o desmembramento e envio do processo contra Fadel Tajher Iunes Júnior para a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, pelo investigado não ter foro privilegiado e não necessitar que o processo tramitasse no STF.
    De acordo com a delação do executivo da Odebrecht Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, Fadel foi apresentado pelo ex-governador Zeca do PT e supostamente tralhava como arrecadador da campanha do grupo do então governador. “O colaborador deixa claro que foi o próprio Governador a direcionar Pedro a Fadei Tqjher Iunes Júnior, e que isso corrobora tal percepção, pois Fadel era, na prática, um 'arrecadador' do grupo político do Governador”, consta no processo.
    O executivo da Odebrecht explicou que os repasses eram intermediados por Fadel.  "Quando iniciaram os pagamentos, e próximo das eleições, Fadel me procurou para dizer que o Estado estava pronto para fazer os repasses mais substanciais mas que em troca disso precisava que houvesse uma contribuição nossa para a campanha que estava se aproximando. Quem tratou disso foi o Fadel, mas deixando claro que o Governador estava sabendo e o argumento era a contribuição nesse período de campanha", cita o delator.
    Leão explica ainda que, posteriormente, foi procurado por Fadel informando que os repasses não seriam mais para Zeca do PT, mas para o ex-senador Delício do Amaral. “Fadel procurou Pedro Leão para dizer que os pagamentos em relação aos demais repasses deveriam continuar, agora em nome de Delcídio”, consta no inquérito.
    Fadel Tajher Iunes Júnior é fiscal de renda do Estado cedido ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul desde 2006, quando o ex-secretário de Receita José Ricardo Pereira Cabral tomou posse como conselheiro no TCE.  De acordo com o portal da Transparência de Mato Grosso do Sul, Iunes tem remuneração bruta de R$ 34 mil por mês.
    O deputado Zeca do PT e o ex-senador Delcídio do Amaral foram citados nas delações por terem recebido da Odebrecht doações eleitorais. De acordo com o STF, Zeca teria supostamente recebido R$ 400 mil em doação para campanha e Delcídio teria supostamente recebido R$ 4 milhões para a campanha ao governo do Estado em 2006.   
    Zeca do PT diz que nunca recebeu doação da empreiteira citada e que nunca teve relação alguma, pessoal ou política com o grupo Odebrecht. Zeca afirma que está com a consciência tranquila e que vai aguardar citação do STF. Já Delcídio não se pronunciou sobre o assunto.