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terça-feira, 3 de maio de 2016

Mesmo sem acordo com professores, projeto de reajuste deve tramitar na Câmara

Qualquer alteração entrará como emenda

Apesar da Prefeitura de Campo Grande não ter entrado em acordo com a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) sobre o reajuste e ter enviado o projeto à Câmara, o presidente João Rocha (PSDB) afirmou nesta terça-feira (3) que o trâmite segue normal e o reajuste pode ser votado em até 20 dias.

Segundo Rocha, qualquer novo entendimento entre o prefeito Alcides Bernal (PP) e o presidente da ACP, Lucilio Souza Nobre, pode ser colocado no projeto como emenda. “A ACP pediu para não votar porque não teve deliberação da Prefeitura com a categoria, coisa que acontece há anos e neste não aconteceu”, explicou Rocha.
Mas para não perder o prazo da tramitação e nem que o reajuste já seja concedido em junho, referente ao pagamento de salário de maio, ele deve tramitar normalmente. “Dei conhecimento do projeto hoje na Casa e ele vai passar pelo apoio legislativo, Procuradoria e pelas Comissões: de Constituição e Justiça, Orçamento e Finanças”.
Rocha disse que não atendeu ao pedido do sindicato para que a categoria tenha o aumento em tempo. “Depois faremos emendas e aí votaremos, é a maneira correta para tramitar a tempo do reajuste”, ressaltou.
Projeto
Os professores querem uma explicação do Executivo sobre o cumprimento do projeto, que prevê debater o aumento real do salário em fevereiro de 2017.
Segundo os professores, o projeto reconhece a Lei do Piso, mas deixa a aplicação da Lei para a próxima gestão, que determina reajuste salarial retroativo, sendo 11,37% deste ano e 13,01% referentes a 2015.

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