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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Siufi aproveita oportunidade para alfinetar Bernal e se defender de acusações de plantões fantasmas

Reeleito com 8.203 votos a menos que em 2012, o vereador Paulo Siufi (PMDB) afirma que se surpreendeu com o resultado, mas leva em consideração que, em 2016, a campanha contou com mais de 700 candidatos concorrendo ao cargo de vereador, quase o dobro que as eleições passadas. Paulo acredita que a falta de candidato a prefeito pelo PMDB também prejudicou os candidatos do partido em Campo Grande e garante que a intenção é reestruturar a legenda para encarar novos pleitos eleitorais.
"Essa grande quantidade de candidatos diminuiu os votos de diversas pessoas, Isso foi demonstrado em todas as cidades brasileiras. Quem já tinha mandato, teve uma dificuldade ainda maior por conta do cenário municipal, estadual e federal, tivemos muitos prefeitos que não saíram como candidatos à reeleição e nós que estamos há três mandatos, tivemos o desgaste natural e conseguimos reeleição”, diz.
“A diluição de votos foi fator preponderante, tivemos muitos candidatos. Cada um tem um amigo, um compadre, conhecido e você quer dar a chance, ajudar, até para oxigenar mesmo. Não lançar candidato no PMDB é outro fator que foi complicado, você sem ter cabeça fica com o corpo sem ter lado, isso é muito ruim. Foi uma decisão que avaliamos no partido que não foi acertado, deveríamos ter candidato para fortalecer a chapa dos vereadores", completa o vereador.
Reestruturação do PMDB
Questionado sobre a reestruturação do partido ainda contar com membros insistindo em uma possível candidatura de André Puccinelli (PMDB), o parlamentar diz que isso deve ocorrer e ressalta que se o ex-governador estivesse na disputa para a prefeitura, estaria no segundo turno das eleições de 2016.
"O PMDB passou por uma forma de transição e ainda vive essa transição porque tivemos os quatro poderes em um determinado momento, prefeitura, governo, Câmara e Assembleia e agora temos só a Assembleia. Temos que fazer reflexão e reinventar o partido, o desgaste a nível estadual e municipal existe. O PSDB é o partido do momento, ele galgou esse espaço e o PMDB terá que buscar esse espaço também. O André estaria no segundo turno. Agora, vamos ver nos próximos pleitos. Eu tenho a nítida impressão que o partido terá candidato e vem com candidatura forte, temos outros nomes além dele que podem fazer frente à disputa", destaca.
Siufi pretende modificar a forma de cumprir o mandato parlamentar, levando os projetos de leis que cria na Casa ao conhecimento da população. "Vamos fazer mudanças até para que possa entender esse novo momento, precisamos divulgar mais nosso trabalho, estar mais perto da população até para eles entenderem o trabalho do legislador. Muitas leis que fizemos são executadas no dia a dia e as pessoas não sabem que são de nossa autoria, ouvimos as pessoas falando que vereador não trabalha. Cito um exemplo que a população não tem conhecimento, a lei de dispensador de álcool em gel é lei minha, de 2005. A lei do cerol também é de nossa autoria e as pessoas não sabem. Quero levar isso através da imprensa, levar material específico para ser distribuído nos bairros, essa foi uma falha nossa".    
Eleições para a prefeitura
Sobre a derrota do prefeito Alcides Bernal (PP), ao tentar se reeleger, Paulo diz que esperava que ele fosse derrotado, mas se surpreendeu com a quantidade de votos que quase levou Bernal para o segundo turno. O atual gestor teve 2.610 votos, o equivalente a 26,01% dos votos válidos e encostou na segunda colocada, a vice-governadora Rose Modesto (PSDB). "Me surpreendi porque as pesquisas não mostravam isso. A gente não via isso nas caminhadas, nas andanças pelos bairros, via descontentamento grande da população”.  
O vereador também critica a aliança de Bernal com o candidato Marquinhos Trad (PSD). “Ele perde a credibilidade quando faz esse tipo de acordo, as pessoas interpretam dessa forma, vindo dele isso não é de se estranhar, temos vários exemplos que aconteceram quando ele estava à frente da prefeitura, de falar coisas que não acontecem. Ele fala palavras bonitas e não cumpre o que foi falado, não sei qual o acordo que fizeram. Já se ouve dizer que terá secretaria, vamos ver o que vai ser. Entendo que prejudica o candidato que ele apoia, se eu estivesse no lugar do candidato eu não aceitaria o apoio dele", afirma o parlamentar.
Paulo Siufi, que decidiu apoiar a candidata Rose Modesto, diz que acredita que as eleições ainda não foram definidas, mas confia em uma reviravolta da tucana. "Eu acredito que a eleição está em aberto, os dois candidatos tem chance de ganhar, segundo turno é 50% de chance para cada um. Tem debate ainda, caminhada, apoios de grupos, de pessoas influentes, tudo isso acarreta líderes religiosos, que vem pela frente que é importante".
Denúncias de plantões fantasmas
O vereador confia que com a saída de Bernal, Campo Grande volta a ter uma relação de harmonia entre a prefeitura e a Câmara Municipal. Também responsabiliza o gestor pela sentença que o condenou, em 1ª Instância, a perda dos direitos políticos por oito anos e multa de pouco mais de R$ 1 milhão por cumprir carga horária menor que a estipulada nos plantões médicos no distrito de Aguão.
"Não tivemos paz, fomos perseguidos de uma forma e de outra quando não estávamos do lado do prefeito Bernal. Ele abriu ação contra mim, abriu contra a minha pessoa e não abriu contra outras. Muitos médicos na prefeitura são designados para cumprir determinado horário e ele só abriu contra mim. Não vou fazer acordo em relação a isso, se ele quer fazer movimentação política, que faça, ficou evidente que foi ação política contra minha pessoa. Sempre fui nas segundas-feiras, as pessoas falam que me conhecem, eu fiquei muitos anos lá, era estrada de terra, atendia dentro de sala da escola, ele entendeu porque não fiquei do lado dele e abriu ação. Por que será que ele não abriu contra outros profissionais, sendo que o direito é igual para todos? Ele se diz vítima, mas ele fez declarações contrárias", aponta.
RELEMBRE O CASO:



MPE denuncia 24 políticos e empresários com base na Coffee Break; veja lista31 de maio de 2016

Ministério Público Estadual (MPE) denunciou 24 pessoas, entre políticos e empresários, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com base na investigação da Operação Coffee Break. Entre os denunciados estão o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PTB) e o prefeito afastado Gilmar Olarte (sem partido). (Confira a lista completa dos denunciados abaixo).
Procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, entregou o documento, com 361 páginas, ao Tribunal de Justiça na tarde de hoje (31), que decidirá de aceita ou não a denúncia. Segundo o procurador, todos participaram de esquema de “compra e venda” de votos para cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).
Foram denunciados os vereadores Mário César (PMDB), José Airton Saraiva (DEM), Flávio César (PSDB), Edil Albuquerque (PTB), Edson Shimabukuro (PTR), Eduardo Romero (Rede), Jamal Salém (PR), João Rocha (PSDB), Otávio Trad (PTB), Paulo siufi (PMDB), Gilmar da Cruz (PRB), Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PTB), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), e o ex-vereador Alceu Bueno (sem partido).
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Também foram denunciados os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, João Roberto Baird, Carlos Eduardo Belineti Naegele, Fábio Portela Machinsky, Luiz Pedro Gomes Guimarães, Raimundo Nonato de Carvalho e o procurador da Câmara Municipal André Luiz Scaff.
Conforme Passos, a Operação Coffee Break teve início em investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a partir de representação que atribuía a Olarte e a seu assessor, Ronan Edson Feitosa Lima, a prática de delitos criminais.
Coordenada por Marcos Alex, investigações revelaram que os dois atuaram em conjunto em razão de suas funções públicas, em delitos de corrupção e lavagem de dinheiro. Também foram apurados indícios da existência de corrupção ativa e passiva para a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal.
Em julho de 2015, a Polícia Federal, Mpe e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagaram a Operação Lama Asfáltica, destinada a apurar má versação de verbas estaduais.
“Neste investigação foram realizadas interceptações telefônicas que demonstraram a existência da conjugação de empresários, políticos e terceiros com objetivo de promover a cassação do mandato do prefeito”, disse Passos.
Ainda segundo o procurador-geral, o MPE conseguiu demonstrar que, com a cassação de Bernal, seriam restabelecidos privilégios aos empresários, como contratos de seus interesses. Aos vereadores, seria garantida entrega de secretarias municipais estratégicas, além de benefício de indicar aliados em cargos comissionados, “ampliando suas esferas de poder de atuação”.
Quanto a Gilmar Olarte, houve “ambição política do vice-prefeito de ocupar o cargo máximo do Executivo Municipal, exercendo poder e desfrutando de benefícios lícitos e ilícitos”.
Além disso, conforme o procurador-geral, também havia interesse de “restaurar o mesmo grupo, que depois de anos de hegemonia, foi retirado do poder”.
*Correio do Estado; colaborou Gabriela Couto

Seis médicos são denunciados por receber R$ 1 milhão sem trabalhar

Promotoria quer devolução do dinheiro
O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) ingressou com ações civis públicas contra seis médicos, dentre eles, o vereador Paulo Siufi (PMDB), por receberem salários sem cumprir expediente na rede pública de saúde, na qual foram contratados. O Ministério Público pede o ressarcimento integral do dano, que pode chegar a R$ 1 milhão, perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, conforme detalha o MPE.

A ação é resultado de investigação feita por meio do inquérito civil nº 049/2014, aberto depois de denúncia publicada pelo Jornal Midiamax, conforme apontado na petição inicial encaminhada à Justiça.
De acordo com os promotores, conclui-se que houve dano ao erário, uma vez que o dinheiro público poderia ser empregado em outras áreas da saúde, além de enriquecimento ilícito, com o pagamento de horas que não foram efetivamente trabalhadas pelos profissionais
Além da devolução do dinheiro, o MPE pede que os envolvidos percam os direitos políticos, paguem multa civil e sejam proibidos de contratar com o Poder Púbico, além de não receber benefícios ou incentivos fiscais. Foram denunciados, além de Siufi, Edileuza de Andrade Lopes Dias, Maria Eugenia Faria, Valdmario Rodrigues Junior, Corina Garlhado Martinho, na ação dos promotores Fernando Zaupa, Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giulio Freire.
Denúncia
Em agosto de 2013, o Jornal Midiamax publicou uma matéria falando a respeito de uma postagem publicada no Facebook, na qual dizia que o vereador Paulo Siufi teria recebido o salário de médico da rede municipal, mas não teria trabalhado em horário integral. Siufi atuou, por cinco anos, no distrito de Aguão, a 40 quilômetros de Campo Grande. Ele teria cumprido apenas 13,345 de sua carga horária.
O post do Facebook dizia também sobre uma suposta auditoria interna da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, que teria constatado que o vereador e médico, nestes cinco anos, deveria ter cumprido uma jornada de 7.680h, já que era contratado como servidor 20h/semanais, ou meio período todos os dias. Já o compartilhamento da rede social dizia que a auditoria constatou que em cinco anos, Siufi atendeu somente 843 pessoas, tendo recebido em torno de R$ 324,9 mil, ou R$ 385,4 por consulta.

Denunciado por receber sem trabalhar, Siufi alega que sofre perseguição

Aline dos Santos e Antonio Marques
Posso afiançar que por mais de 20 anos eu atendi naquele distrito do Aguão, diz Paulo Siufi. (Foto: Arquivo)"Posso afiançar que por mais de 20 anos eu atendi naquele distrito do Aguão", diz Paulo Siufi. (Foto: Arquivo)
Denunciado pelo MPE (Ministério Público do Estado), o vereador e médico Paulo Siufi (PMDB) afirma que sofre perseguição. “Mais uma vez, já aconteceu anteriormente”, disse nesta terça-feira. Ele não citou nomes nem motivo de ser perseguido.

“Posso afiançar que por mais de 20 anos eu atendi naquele distrito do Aguão. Eu e outros médicos íamos lá, a 40 quilômetros de Campo Grande. Sempre fizemos isso e cada um prestava seu atendimento”, afirma.
Siufi conta que o atendimento era por escala e ele foi designado para as segundas-feiras. Ele, que é pediatra, garante que ia e assinava presença. “Vou provar na Justiça que sempre atuo dentro da normalidade e legalidade”, salienta.
O vereador e cinco médicos foram acusados de receber salários sem prestar serviços na rede pública de saúde . Conforme o MPE, o prejuízo aos cofres públicos fica em torno de R$ 1 milhão.
De acordo com a investigação, Paulo Siufi recebeu R$ 447,4 mil, considerando-se valores corrigidos, para trabalhar 6.360 horas na UBS (Unidade Básica de Saúde) Manoel Cordeiro, no distrito de Aguão. Entretanto, só teria trabalhado 1.152 horas (18,12% do total).

Condenado, Siufi diz que atendia pouco em biblioteca no Aguão para cumprir ordens

Vereador revelou que atendimentos no distrito eram feitos em biblioteca
Siufi diz que atendia pouco porque cumpria ordensSiufi diz que atendia pouco porque cumpria ordens
Condenado a pagar quase R$ 1 milhão de restituição aos cofres públicos e ter seus direitos políticos por oito anos, o vereador Paulo Siufi(PMDB), reeleito nestas eleições para seu 4º mandato, negou irregularidades no período em que atuou como médico no distrito de Aguão.
O vereador divulgou uma nota nesta sexta-feira (21), um dia após a condenação, pontuando que é médico formado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com especialização em pediatria, e servidor concursado do município.

“A zona rural do distrito de Aguão precisava de médico para atendimento. O secretário de Saúde de Campo Grande da época buscou maneiras de resolver essa questão, pois não havia médicos interessados em razão da estrada de chão, distância e estrutura para atendimento (o atendimento era realizado em uma sala de biblioteca – ainda não havia o posto de saúde).  Foi então que o mesmo optou por uma carga horária diferenciada, visando a lotação de médico para o cargo”, disse Siufi na nota.
De acordo com o processo, o peemedebista teria sido nomeado para trabalhar em Aguão em janeiro de 2009, quando já era vereador. Na época, o secretário municipal de saúde era o hoje deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM).
A decisão de manter Siufi no distrito com a ‘carga horária diferenciada’ foi mantida pelo sucessor de Mandetta, Leandro Mazina. Sem identificar qual secretário, Siufi afirma que o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) à época ‘justificou que essa era a única maneira de manter médicos nas unidades de saúde da zona rural’.
“Não há e nem nunca houve qualquer intenção de agir erroneamente, tanto no que diz ao atendimento como em relação à justiça, tendo eu apenas cumprido o determinado pela Secretaria de Saúde de Campo Grande, um cumprimento de ordem hierárquica”, destacou o vereador.
O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos da Capital, David de Oliveira Gomes Filho, pontuou que frequência de Siufi ao cargo ocupado foi de apenas 18,12% no período de janeiro de 2009 a maio de 2013, mas houve recebimento de 100% do salário correspondente à função.
“Esta baixa frequência ao trabalho gerou um custo aos cofres públicos de R$223.410,88 (não atualizados), conforme os cálculos constantes da inicial. Ainda, segundo aqueles cálculos, cada uma das 618 consultas feitas pelo médico ao longo dos 04 anos, custou R$361,50 por atendimento. Numa simples conta aritmética, o requerido atendeu uma média de 03 pacientes por semana”, diz trecho da decisão do magistrado, que julgou procedente a denúncia de improbidade administrativa oferecida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual).  
“Sigo tranquilo, atendendo meus mais de 5.000 (cinco mil) pacientes em meu consultório, ciente de minha postura e meus valores.  Será interpelado recurso fronte à sentença. A presente questão não possui qualquer relação com minha vida política”, finaliza Paulo Siufi. 




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