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sexta-feira, 11 de março de 2016

Sem acesso ao inquérito PMs investigados por mensagens no WhatsApp se calam

Grupo formado por policiais é alvo de inquérito




  • Advogado orientou PMs a não falarem durante audiência (Foto: Marithê Lopes)
  • Na manhã desta sexta-feira (11), um cabo e uma sargento da Polícia Militar de Campo Grande compareceram ao Comando Geral, com o advogado Gerson Almada Gonzaga, onde participarão de audiência. Eles foram intimados a depor após instauração de inquérito militar por causa de mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp.

    Segundo o advogado Gerson, que representa a Associação de Subtenentes e Sargentos de MS e também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MS, os militares foram orientados a permanecerem calados durante a audiência. Segundo ele, a defesa não teve acesso ao inquérito, impossibilitando que se preparasse. Além disso, os policiais e advogado chegaram até a audiência sem saberem o real motivo da instauração do inquérito “Isso é uma afronta à democracia”, disse Gerson.
    Também conforme o advogado, aproximadamente 40 policiais, que participavam do grupo de WhatsApp, criado em 2015, serão citados no processo. Gerson Almada já entrou com pedido de Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça, para travar o inquérito, alegando a afronta à livre manifestação da opinião.

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