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sexta-feira, 18 de março de 2016

Contra Dilma, lojistas fecham as portas no centro de Campo Grande

Apesar da grande adesão, algumas lojas persistiram em manter o atendimento

Quem pensou que hoje seria um dia normal e trafegaria tranquilamente pelo Centro de Campo Grande, se surpreendeu com mais uma manifestação. No início da tarde desta sexta-feira (18), os comerciantes fecharam as portas para participar de protesto contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O ponto de encontro foi na Rua 14 de Julho, bem na esquina da Avenida Afonso Pena.

Os lojistas e adeptos aproveitaram para fazer uma passeata pela 14 de Julho e mobilizar a população, gritando a palavra “Ordem” e ganhando ainda mais apoio, dos veículos que passam, fazendo buzinaço. Neste momento, eles estão ocupando uma faixa da avenida para poder protestar e o trânsito ficou levemente congestionado.

Apesar da repercussão, algumas lojas grandes como Magazine Luiza, Renner e Casas Bahia não fecharam e ainda há lojas parcialmente abertas. “Fiquei surpreso quando cheguei à manifestação devido a adesão que está tendo por parte dos lojistas. Cerca de 90% dos filiados toparam e teve a adesão de outros comerciantes. Todos estão fechando as portas por 1h. Houve uma resposta boa à manifestação”, destacou o presidente da . Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL/CG), Hermas Renan Rodrigues.
 
A vendedora de uma das lojas que aderiu ao movimento, Ana Maria, de 49 anos explicou o porquê está participando do manifesto. “Estou acompanhando toda a movimentação por meio dos noticiários. É necessário tomar alguma atitute. Se o Lula fez isso, ele tem que pagar”. A Polícia Militar acompanha tudo de perto, para manter a ordem durante a manifestação.

O presidente da CDL destacou que os escândalos políticos repercutem diretamente na economia. “É um gesto em que o comércio pede socorro porque o país não está correspondendo economicamente. Tudo isso que está ocorrendo é um reflexo da política nacional. Há muita indignação. Nós estamos vivendo um triste momento e precisamos reagir”, desabafou.

Foto: Geovanni Gomes


Já a auxiliar de limpeza que trabalha na Santa Casa, Ana Maria Braga, de 33 anos, passava pela área central e aderiu à mobilização. “Apoio a manifestação. Tudo o que está acontecendo não é bom para o país. Algo precisa ser feito. Nós temos que unir forças”, concluiu

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