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quinta-feira, 10 de março de 2016

Pacientes peregrinam em busca de remédio para varizes, mas perdem viagem no CEM

Medicamento é disponibilizado pelo SUS gratuitamente, mas há meses está em falta; preço varia entre R$ 47 e R$ 110 em farmácias


As pessoas que dependem da saúde pública para sobreviver têm passado um verdadeiro sufoco. Ainda mais quem precisa de medicamentos, coisa que não é muito difícil faltar nas unidades de saúde em Campo Grande.

O complicado é que, quem já depende do SUS (Sistema Único de Saúde), não possui condições financeiras de arcar com despesas. Muitas vezes, conseguir aquele exame ou aquela consulta que tanto precisa, pode demorar meses. Depois de se consultar, a população acredita que o sufoco acabou, mas vem a falta dos remédios que tanto necessitam e que muitos não conseguem comprá-los devido a falta de dinheiro.

O CEM (Centro Especializado Municipal) é um exemplo da falta de medicamentos. Localizada na região central da Capital, a unidade de saúde recebe pacientes de todos os bairros da cidade, inclusive de outros municípios do Estado.

Conforme as denúncias, o medicamento chamado Diosmina 450 mg + Hesperidina 50 Mg, que é indicado no tratamento de varizes e nos sintomas funcionais relacionados à insuficiência venosa do plexo hemorroidário [hemorroidas], há meses está faltando no CEM. Os pacientes precisam 'se virar' para comprar o remédio que deveria ser gratuito.

Samuel Santos, 31, relata que o pai dele, de 91 anos, e a mãe de 64, precisam do Diosmin, mas a aposentadoria do casal acaba sendo 'curta' para tanto medicamento que eles necessitam comprar para sobreviver.

"Os dois precisam tomar, compro uma caixa e eles tomam. Enquanto isso, preciso ir pensando em outra forma de conseguir dinheiro para poder comprar a próxima cartela, pois a aposentadoria é pouca para tanto remédio", reclama o filho do casal.

 
(Samuel está revoltado com a falta de medicamentos para seus pais. Foto: André de Abreu)

Nas farmácias, o remédio pode variar entre R$ 47 a R$ 110, dependendo da composição ou quantidade de cumprimentos receitados. A idosa Ana da Rocha, de 66 anos, foi ao CEM na esperança de talvez encontrar o Diosmin, mas novamente a 'viagem' foi perdida.

"Tomo duas vezes ao dia e, desde dezembro do ano passado, preciso comprar porque aqui não tem. Tiro dinheiro de onde não posso, realmente estou comprando e não estou podendo", lamenta Ana.

(Ana está atrás do medicamento desde dezembro do ano passado. Foto: André de Abreu)

José Francisco, de 63 anos, veio de Camapuã, ou seja, aproximadamente 120 quilômetros de estrada para chegar no CEM e novamente não encontrar o medicamento.

"Há certo tempo estou precisando comprar o Diosmin. Lá em Camapuã, às vezes as farmácias não possuem o remédio e preciso fazer pedido, mas é um desaforo a gente precisar ficar comprando, tirando dinheiro do nosso salário que já é curto", explicou.

 (O idoso veio de Camapuã mas não encontrou o remédio. Foto: André de Abreu)

Margarida Gonçalves, de 46 anos, também estava atrás do tão procurado Diosmin, mas como outros pacientes, voltou para casa sem saber como vai comprar mais uma caixa do medicamento.

"Há meses venho aqui no CEM e não encontro. É muito caro e não tenho condições de ficar comprando. Não sei como vou fazer para conseguir a próxima cartela. Por isso brasileiro morre, a saúde pública é uma vergonha", disse a mulher bastante revoltada.


(Margarida diz não saber de onde vai tirar dinheiro para comprar a próxima caixa do remédio. Foto: André de Abreu)
O Agravo das síndromes varicosas podem levar o paciente a quadros mais graves e até impedimento total da locomoção do paciente. 

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