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terça-feira, 3 de maio de 2016

Odilon culpa legislação por 'onda' de ataques criminosos em Campo Grande

Juiz afirma que a aplicação de leis penais 'beijam e abraçam bandidos'


Diante dos ataques em ônibus e tentativa de envenenamento de agentes penitenciários na Capital, o juiz federal Odilon de Oliveira afirmou ao TopMídiaNews que não acredita que o problema esteja no sistema carcerário, mas sim na legislação que deixa a desejar na aplicação de punições a criminosos.

"O problema é a legislação que é muito fraca. O sistema penal deixa a desejar, vejo muitas pessoas reclamando da justiça, mas o problema não está no judiciário e sim na legislação. É no Congresso que são feitas as leis que devem ser cumpridas pelo judiciário. Se recebemos leis ruins, o resultado não será bom", diz o juiz.

Para Odilon, o Brasil é um país onde a desigualdade social predomina e isso interfere diretamente no desenvolvimento da população. "O Brasil tem uma desigualdade muito grande, o sistema se divide entre ricos e pobres. A Legislação costuma dar beijo e abraço em bandido e isso faz com que eles não tenham medo e nem respeito pela sociedade".  

De acordo com  Odilon, o sistema penal é considerado fraco pelos criminosos, já que age para beneficiar o réu, que tem o direito de cumprir 1/6 da pena imposta. "Eles não tem medo das punições, cumprem 1/6 da pena, convivem com celulares dentro das celas direcionando o tráfico de drogas e ordenando crimes pelo Brasil, eles consideram fracas as punições que recebem".

Questionado sobre as ameaças que já recebeu ao combater o tráfico em Mato Grosso do Sul, Odilon destaca que vive sob escolta há 18 anos. "Meu caso é duradouro, tem 18 anos que eu vivo sob escolta direta. Aqueles que atuam precisam viver assim porque eles não aceitam, querem acabar com todos que combatem o tráfico".

Sobre a segurança na fronteira com o Paraguai, Odilon afirma que falta atenção do governo federal, que deveria dar uma segurança maior para combater o tráfico, que coloca em risco a vida da população sul-mato-grossense.

"A União tem que dar mais atenção para essa questão, temos que ter um reforço maior do governo federal na fronteira que é o ponto mais violento. O nosso problema maior está na fronteira, se acabar com o suplemento deles, o Brasil conseguiria diminuir o número de violência", finaliza Odilon.

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