Na Bélgica, presidente comentou a escalada da inflação nos últimos meses.
Em 12 meses, índice atingiu 8,47% – o maior desde dezembro de 2003.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (11), em Bruxelas, que a inflação "preocupa bastante" e tem de ser derrubada "logo". Segundo a petista, o Brasil "não pode e não vai" conviver com uma alta taxa de inflação.
A inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,74% em maio, informou nesta quarta (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para o mês desde 2008, quando ficou em 0,79%. O índice foi puxado principalmente pela conta de luz e pelos alimentos.
Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% – maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003, quando foi de 9,3%, e mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores, quando foi de 8,17%. Em abril, a variação foi de 0,71% – a menor taxa entre os meses de 2015. Em maio de 2014, o IPCA havia registrado taxa de 0,46%.
"[A inflação] preocupa bastante, porque inflação é um objetivo que temos de derrubar, e derrubar logo. O Brasil não pode conviver com taxa alta de inflação. Não pode e não vai", ressaltou a chefe do Executivo em, entrevista coletiva durante durante a II Cúpula União Europeia – Celac, na capital da Bélgica.
Apesar da escalada da inflação, a presidente da República defendeu que a população continue consumindo. Na avaliação da petista, a inflação neste ano é "atípica", "fruto de várias coisas".
Ela disse que um dos motivos da elevação dos preços no país é a estiagem que atinge algumas regiões. A seca, destacou Dilma, afetou o preço dos alimentos.
"Não acho que a população tem de consumir menos. Pelo contrário, a população tem de continuar consumindo. A inflação neste ano é atípica. Ela é fruto de várias coisas. Nós continuamos com dois problemas. Um é a seca. A seca atingiu de forma absolutamente atípica o Brasil", disse a presidente.
"O Brasil está tomando todas as medidas para se fortalecer macroeconomicamente, para construir situação estável. Temos certeza que a causa da inflação não é estrutural, é conjuntural. Um lado é a seca. Do outro lado, é o fato de que, além disso, sofremos consequências de ajuste cambial", avaliou.
'Marola'
Dilma Rousseff também disse nesta quinta que a "marola" que o Brasil enfrentou com a crise econômica internacional de 2008 se acumulou e virou um "onda". Ela fez o comentário ao ser indagada sobre se os efeitos da crise americana no Brasil ainda eram uma "marolinha", como havia classificado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dilma Rousseff também disse nesta quinta que a "marola" que o Brasil enfrentou com a crise econômica internacional de 2008 se acumulou e virou um "onda". Ela fez o comentário ao ser indagada sobre se os efeitos da crise americana no Brasil ainda eram uma "marolinha", como havia classificado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Para nós, naquele momento [em 2008], foi, sim, senhor [uma marola]. Óbvio. Depois, a marola se acumula e vira uma onda", disse Dilma.
À época, a declaração de Lula de que, nos Estados Unidos, a crise era um "tsunami" e se chegasse ao Brasil seria "uma marolinha que não dá nem para esquiar" gerou polêmica. O próprio Lula, dois anos anos depois, reclamou ter sido "esculhambado" por conta da fala
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