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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bernal provoca Câmara, mas perde prazos e revanche está a caminho

Recesso parlamentar está quase no fim e, sem liderança, prefeito pode assistir suas decisões sendo revogadas uma por uma

O prefeito Alcides Bernal (PP) vem provocando a Câmara Municipal, não apenas no discurso, mas com a adoção de vetos a projetos de lei importantes, como o que prioriza o atendimento a idosos nos postos de saúde de Campo Grande. O problema, que ele se esquece, é que os vetos devem ser avaliados pelos vereadores com o fim do recesso parlamentar e, sem base aliada ou líder na Casa de Leis, a derrota é iminente.

Relógio
O chefe do Executivo também não anda se atentando a alguns prazos e ‘esquecendo’ de analisar as demandas. Segundo os vereadores, quando isso ocorre, o prefeito fica sujeito a responder por crime de responsabilidade e a Câmara Municipal pode promulgar as iniciativas parlamentares por conta própria.

Palpite
Para tirar o foco da sua tentativa de criar uma república familiar, o vereador cassado e secretário municipal de Governo, Paulo Pedra, tem lançado nomes de diversos possíveis ‘pré-candidatos’ a concorrer pela vice-prefeitura ao lado de Bernal. Ele só esqueceu-se de dois detalhes: consultar os supostos interessados e participar de uma executiva partidária para ter poder de consolidar indicações.

Roupa suja
Além do fiasco das nomeações desacertadas, Pedra ainda viu mais uma de suas pendências judiciais virem à tona. Ele briga há anos com a ex-mulher por uma dívida de R$ 26,8 mil que ficou mal resolvida durante a partilha de bens. Lembrando que ele ainda responde por suposto golpe em que teria deixado de registrar a transferência de proprietário de um terreno para o comprador, ignorado a venda e adquirindo para si a propriedade.

Menos exposição
Pivô da Operação Lama Asfáltica, João Amorim não terá que comparecer à audiência marcada para o dia 22 de fevereiro, em que responde pelo porte ilegal de arma. A pistola foi encontrada em sua residência durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal, quando a investigação foi deflagrada. Ele ganhou o benefício porque não será interrogado, assim como o ex-preito Gilmar Olarte não precisou participar das duas primeiras audiências do processo em que responde por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Plano B
Pelo visto, a tendência de partidos manchados pelas denúncias de corrupção é apoiar ex-membros que buscaram se afastar da carga negativa das grandes legendas. Primeiro Zeca do PT resolveu lançar sua benção para a candidatura de Ricardo Ayache, hoje no PSB de Tereza Cristina, e agora eis que surge André Puccinelli garantindo apoio a Nelsinho Trad (PTB).

Olha lá
Na terra do quanto pior melhor, o apoio de tubarões com o cacife dos ex-governadores é mais que bem-vindo. Se 2012 foi o ano da mudança política, o eleitor coloca em cheque esse discurso e pode apostar um pouco mais na experiência dessa vez, ou a combinação do frescor de quem precisa mostrar a que veio com o suporte de quem já sabe como faz. Ainda assim, os dois pré-candidatos devem ficar bem atentos. Usando eufemismos, pode-se dizer que Zeca tinha uma relação delicada com o senador Delcídio do Amaral, padrinho político de Ayache, e Nelsinho já foi abandonado uma vez pelo grupo peemedebista...

É tetra

De qualquer maneira, quem não está nada contente com essas reviravoltas políticas é o vereador Paulo Siufi. Com a maior parte da concorrência eliminada do partido ou com a popularidade em baixa, o parlamentar esperava finalmente ter a tão sonhada chance de concorrer à prefeitura de Campo Grande. Parece que ainda não vai ser dessa vez.

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