A Câmara Municipal de Campo Grande vai ter que responder ação judicial, que questiona o pagamento de salários e verbas indenizatórias ilegais (acima do permitido) em 2008
O vereador Edil Albuquerque, um dos mais antigos de Campo Grande, está tendo uma semana de estrela na Casa de Leis. Envolvo em polêmicas dia sim, dia não, o peemedebista decidiu que vai deixar, novamente, a liderança do prefeito Gilmar Olarte perante os parlamentares. É a segunda vez, somente nesse ano, que Edil diz que vai deixar o cargo. Na primeira, enrolou, enrolou, mas continuou representando Olarte.
Fala
“Vou seguir na liderança só até o final do recesso (início de agosto), voltando, não vou ser mais líder”, afirma Edil, completando que estava apenas ‘quebrando um galho’ depois da primeira tentativa de deixar o cargo. O vereador, porém, tenta se encaixar novamente como secretário municipal. Ex-Sedesc, ele foi preterido na Semadur, mas ainda nutre esperanças de voltar ao primeiro escalão.
Nova acusação
A Câmara Municipal de Campo Grande vai ter que responder ação judicial, que questiona o pagamento de salários e verbas indenizatórias ilegais (acima do permitido) em 2008, justamente quando Edil Albuquerque era presidente da Casa de Leis. Segundo a denúncia, vereadores da época estavam ganhando mais que o permitido por Lei, lesando a população.
Fala 2
“Quem tem que provar (a acusação) é o juiz, essa investigação é totalmente direcionada. Eu não sou presidente da Casa, quem tem que responder é ele”, avisou Edil Albuquerque, mandando a bomba direto no colo do vereador Mario Cesar, atual presidente da Câmara.
Fio da navalha
Por falar em Câmara, a sessão de ontem novamente não teve quórum para votações. Nas últimas quatro sessões, metade não teve a presença mínima dos vereadores, que já começam a entrar no ritmo de férias, já que o recesso começa na sexta-feira.
Será?
Quem deve dar as caras novamente na Câmara Municipal é o pedido de Processante contra Olarte. Cambaleando, o processo já é dado como morto, mas deve entrar hoje ou amanhã na pauta de análise dos parlamentares.
Mistérios
A revelação sobre as suspeitas em relação aos contratos para a construção da Avenida Lúdio Coelho Martins, supostamente inclusos na Operação Lama Asfáltica, também levantam outras interrogações. O que mais ainda não foi revelado? Que obra misteriosa ainda não foi divulgada?
De olho
Os peemedebistas estão na defensiva. Sem os principais doadores de campanha para as próximas eleições – já que as empresas caíram na Lama Asfáltica – eles pedem para a população não fazer pré-julgamentos. Presidente do partido, Junior Mochi afirma que o momento é de cautela, pois apenas a PF e os advogados tiveram acesso aos inquéritos
De olho II
No mesmo tom, Eduardo Rocha destaca que é cedo para avaliar os impactos da operação nas próximas eleições. Mas, questionado sobre caixa de campanha, ele rapidamente emenda que é o próprio doador.
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