Segundo o presidente da Casa de Leis, prefeitura não respondeu nenhum dos ofícios enviados pela Câmara
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar, do PMDB, garante que a Casa de Leis não se furtou em ajudar a administração municipal comanda pelo prefeito Gilmar Olarte, do PP, mas reclama da falta de reciprocidade já que o mesmo não aconteceu na ordem inversa.
Do total de projetos que foram encaminhados pelo Executivo, 80% foram aprovados e cerca de 17 ainda estão em tramitação na Casa. No entanto, segundo os dados repassados pelo próprio presidente, 10 mil ofícios foram encaminhados para o Executivo e nenhum foi respondido. "Nós fizemos 8.747 indicações e obtivemos 0% de resposta da prefeitura", ressaltou.
Indignado com o projeto 'Campo Grande em Ação', Mario Cesar afirmou, após o término da sessão, que o prefeito tem que resolver os problemas e não ficar pegando demanda da população, trabalho feito pelos parlamentares durante as sessões comunitárias.
"Acho que ele tem que dar retorno e foi bem cobrado ontem (15) na Câmara. É como eu disse: ele quer pegar demanda, mas porque ele não vai junto com a gente nas sessões. Cria um clima de conflito, de posição. Já que ele tem obrigação de fazer, por que não faz? Nós levamos a demanda e ele executa", comentou.
Mesmo assim, os vereadores terminam o primeiro semestre com a pauta limpa. "Eu prefiro dizer que não há nada travado e que tivemos todas as condições de governabilidade. Aprovamos todas as demandas e eliminamos projetos do Prodes. A prefeitura não pode dizer que houve obstrução. Todas as suplementações foram aprovadas e passaram em regime de urgência", ressaltou.
Protestos - O primeiro semestre também foi marcado por diversos protestos, onde várias categorias lotaram o plenário da Câmara para protestar. "Nós fomos protagonistas e ficamos felizes porque as pessoas nos viram como referência".
O presidente ainda afirmou que atualmente a Câmara funciona como uma ressonância da população. "Isso significa que a população está mudando o seu pensamento e tem mais acesso as informações. Não descartamos no próximo semestre teremos nos protestos".
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