segunda-feira, 13 de julho de 2015

As promessas do novo Secretário Municipal de Educação

Advogado não tem formação pedagógica mas é referido pela mídia como professor

O secretario Municipal de Educação, Marcelo Monteiro Salomão assumiu oficialmente, hoje (13), a pasta que tem sido o "Calcanhar de Aquiles" do prefeito Gilmar Olarte (PP). Em meio a ações judiciais, Salomão tem a missão de amenizar os ânimos dos professores, que estão em greve há quase 50 dias, na Capital. Segundo o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Professores da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves,  a expectativa é de que ocorra mais abertura de diálogo entre Prefeitura e a categoria, e a retomada dos principais projetos educacionais, que de acordo com Geraldo sofreu “desmonte”, na gestão do ex-secretario Wilson do Prado. “Ele [Wilson Prado] tinha duas funções, secretário de Administração e Educação, então isso provocou um desequilíbrio. Ele não sabia se era secretario de Educação ou de Administração. E acabou provocando um desmonte nos projetos que tínhamos nas escolas como o “Mais Educação”, “Escola Viva”. Também retirou professores da sala de informática das escolas”, apontou.
Conforme Marcelo Salomão a intenção é priorizar o debate de ideias para chegar ao denominador comum. “Ninguém discute educação sem ceder um pouco, e isso não é negociação, é imposição daquilo que você quer. Quando falo em diálogo é composição, as partes precisam ceder um pouco. O dialogo preciso ser mais profundo. Não acho que os professores são inflexíveis, não vejo a greve ilegítima, mas, temos que sentar para conversar, por a mesa tudo o que temos”, explicou.
Quanto a retirada dos projetos pedagógicos que foram suspensos nas escolas municipais, o  secretario informou que irá conhecer as propostas para avaliar o que pode ou não continuar funcionando, e criar mecanismos para que possam ser implementados novos projetos para oportunizar o ensino-aprendizagem escolar. “Vamos analisar todas as nuances desses projetos, e com certeza vamos mantê-los”, acrescentou.
Calendário escolar
Com a paralisação dos professores, o calendário escolar passará por alterações para que os alunos da Rede Municipal de Ensino não terminem o ano no prejuízo. “Vamos fazer uma reordenação do  calendário escolar,  não será feita de forma exclusiva e egoística pela a Semed [Secretaria Municipal de Educação], vai ser um debate conjunto com diretores, a ACP”, disse o secretario.
De acordo com o Geraldo Gonçalves, a categoria só retornará às salas de aula caso a prefeitura pague o que está estabelecido pela Lei 5.411/2014. A greve está suspensa até o dia 27 de julho em função do período das férias. “Cabe ao sindicato apoiá-lo e buscar um entendimento. Já temos conversado com ele [ secretario Marcelo Salomão], ele quer fazer parte da comissão de negociação da prefeitura no sentido de buscar  um entendimento”, ressaltou Geraldo.


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