quinta-feira, 9 de julho de 2015

Greve dos professores chega ao 47º dia e nada de acordo com a prefeitura

Nesta manhã a categoria mais uma vez foi até a Câmara Municipal e até agora nada do município não entrou em um acordo com os educadores


Foto: Geovanni Gomes
No 47º dia em greve, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), mais uma vez foram até a Câmara Municipal de Campo de Grande na manhã desta quinta-feira (9). Com esta, já é a 14ª vez que a categoria ocupa a Casa de Leis e até agora nada do município firmar um acordo com os educadores.

Ontem, cerca de 300 professores levaram caixas de pizzas à sessão da Câmara dos Vereadores. Enfileirados e andando nos arredores do plenário, eles distribuíram as caixas e gritaram: “não é mole não, ano que vem tem eleição”.

Mas mesmo depois de toda pizza o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) Geraldo Gonçalves,  explica que alguns vereadores até apoiaram a categoria, ficaram de tentar entrar em contato com o prefeito na intenção de conseguir um acordo para os professores voltarem ao trabalho, mas até o final desta manhã, Geraldo diz que ainda ninguém havia entrado em contato com o sindicato.

O presidente da ACP explica que gostaria que houvesse um acordo com o município até amanhã, pois na próxima segunda-feira (13), os educadores já vão estar de férias e ele explica que gostaria de começar o segundo semestre com as aulas normais.

"Cerca de 10 vereadores relataram que iriam tentar entrar em contato com a prefeitura, mas até agora nada. O fundamental seria o município entrar em um acordo conosco até amanhã. Segunda os professores já vão estar de férias e voltam 15 dias depois. Gostaria de começar o segundo semestre do ano normalmente. Greve nunca é bom para ninguém, apenas queremos que o prefeito cumpra a lei, queremos o que é nosso de direito", explicou o presidente da ACP.

Geraldo diz que nesta na tarde de hoje, os educadores prometem fazer uma panfletagem no centro da Capital, e amanhã de manhã os professores vão se reunir para uma assembleia na sede do sindicato.


Reivindicação
Os educadores pedem 13,01% de reajuste, aumento necessário para cumprimento da lei federal que estabelece o piso salarial dos professores. Eles estão em greve desde o último dia 25 de maio  e tentam fazer um acordo com o município desde então, mas a administração se recusa a ceder.

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