Nesta manhã a categoria mais uma vez foi até a Câmara Municipal e até agora nada do município não entrou em um acordo com os educadores
No 47º dia em greve, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), mais uma vez foram até a Câmara Municipal de Campo de Grande na manhã desta quinta-feira (9). Com esta, já é a 14ª vez que a categoria ocupa a Casa de Leis e até agora nada do município firmar um acordo com os educadores.
Ontem, cerca de 300 professores levaram caixas de pizzas à sessão da Câmara dos Vereadores. Enfileirados e andando nos arredores do plenário, eles distribuíram as caixas e gritaram: “não é mole não, ano que vem tem eleição”.
Mas mesmo depois de toda pizza o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) Geraldo Gonçalves, explica que alguns vereadores até apoiaram a categoria, ficaram de tentar entrar em contato com o prefeito na intenção de conseguir um acordo para os professores voltarem ao trabalho, mas até o final desta manhã, Geraldo diz que ainda ninguém havia entrado em contato com o sindicato.
O presidente da ACP explica que gostaria que houvesse um acordo com o município até amanhã, pois na próxima segunda-feira (13), os educadores já vão estar de férias e ele explica que gostaria de começar o segundo semestre com as aulas normais.
"Cerca de 10 vereadores relataram que iriam tentar entrar em contato com a prefeitura, mas até agora nada. O fundamental seria o município entrar em um acordo conosco até amanhã. Segunda os professores já vão estar de férias e voltam 15 dias depois. Gostaria de começar o segundo semestre do ano normalmente. Greve nunca é bom para ninguém, apenas queremos que o prefeito cumpra a lei, queremos o que é nosso de direito", explicou o presidente da ACP.
Geraldo diz que nesta na tarde de hoje, os educadores prometem fazer uma panfletagem no centro da Capital, e amanhã de manhã os professores vão se reunir para uma assembleia na sede do sindicato.
Reivindicação
Os educadores pedem 13,01% de reajuste, aumento necessário para cumprimento da lei federal que estabelece o piso salarial dos professores. Eles estão em greve desde o último dia 25 de maio e tentam fazer um acordo com o município desde então, mas a administração se recusa a ceder.
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