Empresas investigadas atuam nos ramos de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza pública
A megaoperação da PF (Polícia Federal) deflagrada na manhã de hoje (9), que investiga uma organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul, estima prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos sobre o montante fiscalizado, que soma R$ 45 milhões.
Conforme a PF, as empresas investigadas atuam nos ramos de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza pública, entre outros. Os suspeitos teriam cometido os crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes à licitação.
A ação em conjunto com a Receita Federal, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal cumpre 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande, em residências e empresas dos investigados. Neste momento, equipes policiais vistoriam a Seinfra (Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura) e a casa do empreiteiro João Amorim, dono de contratos para a construção do Aquário do Pantanal e serviços tapa-buraco. Leia mais aqui.
De acordo com a Receita Federal, as investigações começaram há dois anos, quando foram detectados indícios de que importante empresário de Mato Grosso do Sul e diversas pessoas ligadas a ele corromperiam servidores públicos, fraudando licitações e desviando recursos públicos.
Dentre as ações do suposto grupo criminoso consta o direcionamento de licitações a empresários ligados à organização, os quais recebiam valores supostamente superfaturados e repassavam parte dos lucros a servidores coniventes envolvidos. Também foram identificadas vultosas doações para campanhas de políticos.
O nome da operação faz referência a um dos insumos utilizados em obras com indícios de serem superfaturadas identificadas durante as investigações. O ex-secretário estadual de obras e atual assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, está entre os investigados.
Participam da operação 28 servidores da Receita Federal, 84 policiais federais e 13 servidores da Controladoria Geral da União. Até o momento, já foi revelado que quatro funcionários da Seinfra estariam envolvidos no esquema. Um pedido de prisão preventiva chegou a ser expedido, mas foi negado pela Justiça. Leia mais aqui.
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