sexta-feira, 10 de julho de 2015

Prefeitura pagou mais de R$ 65 milhões, este ano, às empresas investigadas na Lama Asfáltica

Dirceu Martins


Força tarefa apreende documentos.Força tarefa apreende documentos.
As empresas investigadas pela operação Lama Asfáltica deflagrada ontem (9) pela Polícia Federal (PF), Receita Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, mantêm contratos com a prefeitura de Campo Grande e, apenas de janeiro a junho desse ano faturaram R$ 65.189.654,24.
Segundo informações do portal da Prefeitura, a Proteco, do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, recebeu R$ 8.436.525,64; a Anfer, de Antônio Fernando de Araújo Garcia, R$ 6.672.739,05; a LD, de Luciano Dolzan, R$ 8.125.262,97; e a Solurb de Fernando Garcia e Luciano Dolzan, R$ 41.955.126,58.
As investigações se concentram em verbas federais, portanto analisam indícios de desvios de aproximadamente R$ 11 milhões em contratos que tiveram a contrapartida federal de R$ 45 milhões. Com a apreensão de documentos recolhidos nos mandados de busca realizados na manhã de quinta-feira na residência dos empresários, nas empresas e na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), este valor deve ser multiplicado, uma vez que serão analisadas todas as licitações que envolvem estas empresas com o governo do Estado e a Prefeitura da Capital.
Duas das empresas investigadas, Proteco e Anfer, que prestam serviços de tapa-buracos, manutenção de vias urbanas e iluminação pública na Capital e, desde o início da gestão do prefeito Gilmar Olarte (PP por liminar) tem aumentado vultosamente os serviços a serem prestados e os valores recebidos ainda que a malha viária padeça de falta de manutenção e a quantidade de “buracos” no asfalto esteja crescendo.

O caso Lixão
Em recente oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito das Contas Públicas (CPI), a secretária municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania de Campo Grande, Janete Belini não soube explicar porque sua pasta investiu nos primeiros cinco meses deste ano, aproximadamente R$ 6 milhões para ações sociais que importam em pagamento de pessoas em condição de vulnerabilidade social para que prestem serviços de pintura de meios-fios, carpina e limpeza de ruas, sob a orientação da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), quando já existe um contrato com a Solurb para este fim.
As empresas envolvidas, bem como a gestão de Nelson Trad Filho (PMDB), já haviam sido investigas pelo Ministério Público Estadual por indícios de irregularidades na obra do Aterro Sanitário Dom Antonio Barbosa.

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