Dirceu Martins
As empresas investigadas pela operação Lama Asfáltica deflagrada ontem (9) pela Polícia Federal (PF), Receita Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, mantêm contratos com a prefeitura de Campo Grande e, apenas de janeiro a junho desse ano faturaram R$ 65.189.654,24.
Segundo informações do portal da Prefeitura, a Proteco, do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, recebeu R$ 8.436.525,64; a Anfer, de Antônio Fernando de Araújo Garcia, R$ 6.672.739,05; a LD, de Luciano Dolzan, R$ 8.125.262,97; e a Solurb de Fernando Garcia e Luciano Dolzan, R$ 41.955.126,58.
As investigações se concentram em verbas federais, portanto analisam indícios de desvios de aproximadamente R$ 11 milhões em contratos que tiveram a contrapartida federal de R$ 45 milhões. Com a apreensão de documentos recolhidos nos mandados de busca realizados na manhã de quinta-feira na residência dos empresários, nas empresas e na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), este valor deve ser multiplicado, uma vez que serão analisadas todas as licitações que envolvem estas empresas com o governo do Estado e a Prefeitura da Capital.
Duas das empresas investigadas, Proteco e Anfer, que prestam serviços de tapa-buracos, manutenção de vias urbanas e iluminação pública na Capital e, desde o início da gestão do prefeito Gilmar Olarte (PP por liminar) tem aumentado vultosamente os serviços a serem prestados e os valores recebidos ainda que a malha viária padeça de falta de manutenção e a quantidade de “buracos” no asfalto esteja crescendo.
O caso LixãoEm recente oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito das Contas Públicas (CPI), a secretária municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania de Campo Grande, Janete Belini não soube explicar porque sua pasta investiu nos primeiros cinco meses deste ano, aproximadamente R$ 6 milhões para ações sociais que importam em pagamento de pessoas em condição de vulnerabilidade social para que prestem serviços de pintura de meios-fios, carpina e limpeza de ruas, sob a orientação da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), quando já existe um contrato com a Solurb para este fim.
As empresas envolvidas, bem como a gestão de Nelson Trad Filho (PMDB), já haviam sido investigas pelo Ministério Público Estadual por indícios de irregularidades na obra do Aterro Sanitário Dom Antonio Barbosa.
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