Prefeitura escalona salários e servidores vão receber em quatro etapas
A forma de pagamento referente ao mês de julho foi acertada com o sindicato
O secretário-adjunto da Seplanfic (Secretaria de Planejamento, Finanças e Controle), Ivan Jorge, confirmou, na manhã desta terça-feira (14), o escalonamento dos salários dos servidores, referente ao mês de julho. O pagamento deve ser feito até o dia 17 de agosto e funcionários com menores salários terão preferência.
O acerto foi feito junto ao Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande), após duas reuniões. De acordo com o presidente do sindicato, Marcos Tabosa, a proposta foi aceita a contragosto da categoria. "Ninguém gostaria de ver seus pagamentos parcelado. O salário não representa apenas um pessoa, mas a família, que é o maior tesouro", explica.
Na tentativa de reduzir os transtornos, os 20 mil servidores com salários de até R$ 3 mil terão preferência e devem ter o pagamento depositado até quinto dia últil. A previsão é que os servidores que recebem pelo banco HSBC estejam com o salário na conta no dia seguinte. Os que recebem por outros bancos tem até 48 horas para ter o dinheiro disponível para saque.
O atraso no pagamento foi anunciado para os servidores que recebem acima deste valor. Os 3,3 mil servidores que ganham até R$ 5 mil vão receber até o dia 12 de agosto, enquanto os que recebem até R$ 7 mil, 1.073, terão pagamento depositado até o dia 17 do mesmo mês. Os 800 salários acima de R$ 7 mil estarão disponíveis no dia 18 de agosto.
De acordo com o secretário, a medida, que já havia sido cogitada pelo exucutivo Municipal, será necessária devido a crise financeira que está estabelecida na prefeitura. "O escalonamento só acontecerá neste mês e todos podem ficar tranqüilos que vamos pagar em dia", garantiu
Apesar de enfatizar que a medida não será necessária no próximo mês, o secretario afirma que novos estudos estão sendo feitos para avaliar o impacto financeiro na próxima folha de pagamento.
Motivos e medidas
O secretário Ivan Jorge explicou que a prefeitura ainda precisa economizar R$ 10 milhões e, para isto, terá de cortar 1/3 com mão de obra e folha de pagamento. Atualmente, a folha foi reduzida de R$ 108 milhões para R$ 96 milhões.
Entre as medidas confirmadas pelo secretário para atingir a meta, está a revogação de contrato dos professores convocados. Conforme a necessidade, alguns funcionário ter a contratação renovada.
Entre as justificativas dadas para o escalonamento, está a necessidade de cumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Conforme o secretário, a prefeitura fechou o quadrimestre com índice acima do permitido. Os 51,3% estabelecidos atingiram 53,69%. De acordo com o secretário, a redução de despesas é necessária devido a redução nas arrecadações do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
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